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Aniversário de um ano da última atualização do Instagram para Windows Phone

No final de 2013, quando o Instagram foi lançado para Windows Phone, escrevi aqui sobre o que pensava ser o próximo desafio da Microsoft em sua plataforma móvel: tornar-se atraente para novos apps, esses que surgem do nada e depois de um tempo geralmente somem. Como o Kiwi.

Eu estava errado.

Afinal, não basta ter os apps populares em seu sistema, é preciso que eles sejam atualizados com regularidade e acompanhem as versões para Android e iOS. O que, como qualquer dono de um Windows Phone sabe, é algo longe da realidade nesse sistema.

Ícone do Instagram BETA para Windows Phone.O próprio Instagram serve de exemplo: ainda rotulado como BETA, domingo a última atualização dele no Windows Phone completou um ano. Faz 368 dias que o Instagram para Windows Phone não é atualizado.

Não é por falta de dinheiro ou, ainda, de gente para cuidar disso. O Instagram é do Facebook, e o Facebook tem muita grana e muitos profissionais competentes na folha de pagamento. Outro indicativo de que não são limitações técnicas ou financeiras que explicam esse descaso é a atividade frenética vista nas outras versões do app, para Android e iOS. Nesse pouco mais de um ano, o Instagram:

  • Ganhou suporte para mensagens/fotos diretas no Android e iOS.
  • Recebeu uma atualização grande no Android, que padronizou o visual com a versão do iOS e diminuiu drasticamente o “peso” do app.
  • No iOS, o efeito “Lux” ganhou uma barra para controlar a intensidade.
  • Recebeu outra grande atualização, desta vez para Android e iOS, com controles manuais de edição de fotos e mudanças na interface.
  • Lançou um novo app para iOS, o Hyperlapse.
  • Passou a exibir anúncios nos EUA.
  • Liberou a opção de editar legendas das fotos no Android e iOS.
  • Lançou cinco novos filtros e suporte a vídeos em câmera lenta, para Android e iOS.
  • Fez a limpa em perfis falsos.
  • Mudou a exibição dos vídeos, de apenas uma para mostrá-los em loop eterno.
  • Acrescentou suporte a carrossel de imagens para anúncios.
  • Lançou o Layout, app para criar colagens de fotos, para o iOS.

Assim fica difícil.

Atualização (31/8/2015): Já são 17 meses sem uma atualização sequer. O que era questão de tempo finalmente aconteceu, o cliente oficial do Instagram para Windows Phone está quebrado. Não funciona, não carrega o feed de fotos. Parabéns a todos os envolvidos.

Quais os cinco apps mais importantes do seu smartphone?

Detalhe na tela inicial de um iPhone 5.

Enquanto tirava as fotos do G Flex 2 para seu review, Vlad Savov, editor do The Verge, reparou em uma delas a multitarefa aberta com cinco apps que, segundo ele, são os mais importantes em qualquer smartphone:

Na hora pareceu uma seleção aleatória, mas olhando em retrospecto não acho que tenha sido acidental. Email, mapas, fotos, o navegador e redes sociais (incluindo formas mais sofisticadas que o SMS de trocar mensagens) são, na verdade, as características definitivas que separam smartphones dos seus antecessores. (…) Eles são peças-chave para determinar a qualidade de qualquer celular.

(mais…)

Com uma conexão bem lenta, eu fiz ligações gratuitas (e boas!) pelo WhatsApp

Telas de ligação via WhatsApp.

Em fevereiro de 2014 o co-fundador e CEO do WhatsApp, Jan Koum, prometeu que o app receberia a função de ligações gratuitas via Internet [paywall] até o fim do ano. Muita coisa aconteceu nos meses seguintes: a compra do app pelo Facebook, o furacão dos avisos de leitura via duplo tique azul e a versão web. Ligações? Nada ainda, pelo menos não oficialmente.

Um ano mais tarde, mês passado, o BGR India publicou com exclusividade telas do recurso de ligações gratuitas no WhatsApp. E sentenciou: o recurso é “um vencedor”, funcionando a contento mesmo em condições ruins. Ainda em testes, no último fim de semana foi a minha vez de ter acesso a ele. Eu falei por voz com outras pessoas pelo WhatsApp e conto, agora, como foi. (mais…)

Facebook Lite faz jus ao nome: economia em recursos do smartphone chega a 75%

Facebook Lite em um Moto X.

Lançado sem alarde e por ora limitado a oito países emergentes, o novo app do Facebook faz quase tudo que o principal, porém consumindo menos recursos do smartphone. Não é a primeira vez que a rede social segue esse caminho, logo cabe a pergunta: que o Facebook Lite traz de novo?

A maior novidade é que ele agora é um app. O antigo Facebook Lite e a outra versão ainda mais simples, totalmente livre de imagens e com dados gratuitos graças a acordos com operadoras ao redor do mundo, o Facebook Zero, eram acessadas pelo navegador. A nova encarnação do Facebook Lite é um app para Android que, no momento, está disponível em poucos lugares, a saber: África do Sul, Bangladesh, Nepal, Nigéria, Sri Lanka, Sudão, Vietnã e Zimbábue. (Atualização, em 16/6: agora, no Brasil também.)

O Facebook Lite lembra bastante a versão para Symbian e as antigas móveis para a web, e o TechCrunch diz que ele é baseado no finado cliente do Snaptu, uma startup que criava apps de redes sociais para featurephones e que foi adquirida pelo Facebook em 2011 por cerca de US$ 70 milhões. Ou seja, das origens ao que o precedeu, tudo aqui diz respeito a velocidade e leveza. (mais…)

Como usar o WhatsApp no computador

Alguns padrões que emergem entre os usuários são difíceis de entender. Um deles, para mim, é o uso do WhatsApp como ferramenta de trabalho, principalmente em tarefas que exigem um PC como escrita ou produção de vídeos, ou para gerenciar grupos na faculdade. Quando me vejo na situação, ter que alternar entre o teclado físico do computador e o celular apenas para conversar com alguém da equipe acaba sendo algo extremamente contraproducente. O problema é que quase sempre sou voto vencido na sugestão de uma alternativa.

E não é que elas faltem. A abordagem como a do Telegram e do Slack, com aplicativos móveis e web/desktop, existe e é melhor nesse cenário. Afinal, tenho a comodidade do teclado físico do mesmo dispositivo onde desempenho o trabalho e, de quebra, a companhia do app móvel quando não estou na minha estação. Mas vai convencer o povo. É difícil :-) (mais…)

Como acompanhar os melhores links que seus amigos postam no Twitter

por J. P. Neto

O Twitter é incrível. Tudo o que está acontecendo está lá. Seus amigos, que usam o serviço, comentam diversas coisas e acabam mandando um punhado de links sobre os assuntos do momento. São muitos links de muitos amigos, o suficiente para se afogar neles. Como filtrar o que importa para ler depois? Com a ajuda de alguns apps — inclusive o do próprio Twitter! (mais…)

Como usar o melhor do Facebook em seu smartphone sem recorrer ao app principal

Você não precisa mais do app do Facebook.

No final do ano passado o Facebook anunciou uma mudança na estratégia para dispositivos móveis. Em vez de concentrar todos as suas funções em um app, como vinha fazendo até então, a empresa passaria a desmembrar algumas mais importantes em apps independentes.

Isso realmente aconteceu e com o lançamento do Groups, hoje é possível usufruir dos bons serviços que o Facebook oferece sem depender do app principal. Além de jogar contra a sua produtividade com o Feed de notícias, esse app é bastante exigente no consumo de recursos e, não raro, a fonte de instabilidades e outras anomalias do smartphone — tanto que, recentemente, uma atualização prometendo diminuir em 50% a incidência de travamentos do app foi recebida com entusiasmo pelos usuários.

Os apps abaixo fazem mais do que dispensar o principal do Facebook. Eles são mais ágeis, livres de anúncios e, não raro, mais acessíveis. Tome por exemplo o Groups: em vez de navegar por três, até quatro níveis para encontrar um grupo específico no app principal do Facebook, aqui todos os grupos estão disponíveis de cara, a um toque de distância. (mais…)

Rooms, o novo app do Facebook sem relação com a rede social, é todo sobre discussões no celular

Rooms é o novo app do Facebook.

O novo app do Facebook não tem nada a ver com o Facebook. Chamado Rooms e por ora exclusivo para iPhone, ele é uma releitura dos antigos fóruns nas telas pequenas dos smartphones. Isso funciona?

Primeiro, é preciso ter uma conta americana na App Store para baixar o app. A exemplo do Paper, outro app do Facebook saído do Creative Labs da empresa, o Rooms só está disponível lá e em alguns outros mercados cujo idioma nativo é o inglês. Se isso não for impeditivo a você, o download e o registro subsequentes são tranquilos. (mais…)

Inbox, o novo app de e-mail do Google, leva o poder do Google Now ao Gmail

Novo app dos criadores do Gmail.

O Google tem um novo front-end para o Gmail. Chamado Inbox, é um aplicativo para iPhone, Android e Chrome feito pela mesma equipe responsável pelo Gmail. Ele repensa a interface do e-mail, acrescenta e modifica funções típicas do meio e terceiriza o gerenciamento e a descoberta de conteúdo a algoritmos similares aos do Google Now.

O app é bonito. Ele já adota a Material Design, linguagem visual que dá o tom do Android 5.0 e aos poucos se espalha nos domínios do Google. Infelizmente pode demorar para você ver toda essa beleza em movimento em seu próprio e-mail. O Inbox está sendo distribuído por convites, então é preciso esperar a benevolência da empresa (ou de um amigo que já entrou) para usufruir da novidade. Ele só funciona com o Gmail, ou seja, se você estava esperando um cliente agnóstico ou mesmo algo que funcionasse com o Google Apps, esqueça. (mais…)

Com este aplicativo, a Prefeitura de Curitiba quer criar um “SAC 2.0” automatizado da cidade

Montagem do mapa de Curitiba com o ícone do Colab.

Referência no Facebook, a Prefeitura de Curitiba faz um trabalho bastante legal. Misturando bom humor, originalidade, produção constante e atenção aos fãs, a página consegue engajar os moradores da capital paranaense em diversas causas, expôr a cidade em outros cantos do Brasil e brincar com as tradições e a cultura do curitibano. O departamento de mídias sociais, alocado na própria prefeitura, virou modelo de comunicação entre governo e população.

No último Multicom, a semana do curso de Comunicação e Multimeios da UEM, em Maringá, Marcel Bely, da equipe de mídias sociais da Prefeitura de Curitiba, falou das brigas que teve que comprar para estabelecer esse tom mais despojado, menos sisudo na comunicação de uma prefeitura, as estratégias que usa para criar conteúdo que ecoa entre os fãs da página e, na sessão de perguntas e respostas, citou um app, um tal de Colab, que para ele é uma peça fundamental na relação com o povo. Fiquei interessado e fui pesquisar melhor o que é o Colab. (mais…)

Yo, Drop e Ping lutam pela área VIP do seu smartphone: as notificações

Nunca cogitei criar um app do Manual do Usuário ou de qualquer outro blog. A web, acessada pelo navegador móvel, é suficiente para tudo. Ou quase tudo. Apenas um recurso a que apps têm acesso eu sinto falta: notificação.

O fluxo de posts daqui é tranquilo. Quando muito, publico três, quatro num dia. Alguns blogs, menos ainda. Seria legal poder avisar ao leitor mais interessado quando um post vai ao ar, na mesma hora, direto na parte mais privilegiada de um dispositivo móvel.

E… bem, o Yo, por mais risível que fosse a sua proposta inicial, supre essa lacuna — e o melhor, sem que eu precise me preocupar em desenvolver um app e atuar na sua manutenção. Ele parecia uma piada, mas alguns viram ali potencial. Em atualização posterior, o Yo ganhou a capacidade de carregar links junto ao característico “yo!” Aproveitei-me disso para subir o desejado sistema de notificação de posts em tempo real.

Se você quiser receber os posts do Manual do Usuário na hora em que são publicados, basta mandar um Yo para “manualdousuario” (sem aspas). Funciona e, hoje, 38 leitores já estão cadastrados nesse sistema. (mais…)

Sketchbook Pro, Threes e outros 22 apps grátis para Android

A Amazon disponibilizou, de graça, 24 apps que somados e em condições normais custam R$ 330. Não é notícia repetida; dessa vez, aliás, as ofertas são melhores.

Você pode ver todos os apps e jogos aqui. As minhas indicações são essas:

  • Threes: sabe o 2048? Então, este é o original. Arte, áudio e desafio muito superiores, um trabalho fino e de extremo bom gosto.
  • Sketchbook Pro: meu app preferido para desenhar em smartphones e tablets. Tem uma infinidade de pincéis, suporta camadas e o traço fica bem suave.
  • Swype: normalmente ele custa baratinho, mas já que está de graça…
  • Another World: não joguei a versão para Android, mas o original para PC, da década de 1990, é clássico. Você talvez se lembre dele como Out of This World; é o mesmo jogo.
  • Genius Scan+: transforma a câmera do smartphone em um scanner, com redimensionamento e adaptação do material salvo, e integração com serviços de armazenamento na nuvem. Normalmente custa ~R$ 15.
  • OfficeSuite Professional 7: editor de textos, planilhas eletrônicas e apresentações de slides. Algumas fabricantes trazem pré-instalada uma variante apenas para visualização dele em seus dispositivos.
  • Riptide GP2: esse eu nunca joguei, mas sempre tive curiosidade. Se for parecido com o saudoso Wave Race 64, vale o esforço.

A promoção é válida até sábado. Para instalar apps da Amazon Appstore, é preciso liberar a instalação de apps fora da Play Store no seu dispositivo Android. Aprenda como nesta página.

Cuddlr, o Tinder para trocar um chamego com estranhos — sem sacanagem

https://vimeo.com/104043430

Não é do meu feitio fazer julgamentos ao comportamento alheio, mas o Cuddlr, que até onde pesquisei não é uma brincadeira, merece uma análise sócio-antropológica mais aprofundada.

Trata-se de um app para receber um… “chamego” de estranhos. Ao abri-lo, surge um menu à la carte de outros usuários nas redondezas. O escolhido recebe uma notificação e, se for com a sua cara, aceita o pedido de carinho. Então vocês se encontram em algum lugar, como num parque tal qual o vídeo sugere (afinal, por que não conhecer um estranho creepy num parque?), e vocês fazem o que tem que ser feito, ali ou num local mais íntimo, podendo rolar até uma soneca de conchinha. Depois, cada um diz se a interação foi legal ou não, e isso fica registrado no perfil para que outros usuários vejam como você é um bom ombro amigo, tem um abraço gostoso.

É como um Tinder segmentado. Segundo o fundador do Cuddlr, Charlie Williams, não é sobre sexo e o Cuddlr é legal mesmo para quem já está num relacionamento estável. À Salon, ele disse:

Um carinho de mora mais que um abraço, mas é mais curto que um encontro, então você não precisa ficar sentado tomando alguma coisa se você decide que alguém não é para você: é possível terminar um carinho educadamente a qualquer momento. Pessoas desinsteressadas em encontros, seja por já estarem em uma relação ou por não quererem uma, gostarão da experimentar uma conexão com alguém sem a pressão de se arrumarem, encontrar alguma coisa para fazer, trocarem números ou mesmo se verem outra vez.

A entrevista toda vale a pena. Quando perguntado sobre como surgiu essa ideia, e essa certamente seria a primeira pergunta que eu faria, ele disse:

A ideia do app veio do nosso designer, Jeff Kulak. No começo falamos dela como uma piada…

Charlie, não leve a mal, mas vocês deveriam ter parado aí.

…, o nome sendo uma brincadeira com a tropa de apps com “-r” no final.

Boa, Charlie, estou rindo muito.

Mas então nós dois rapidamente concluímos que há uma necessidade disso, que usaríamos de verdade esse app se ele existisse, e que  era tecnicamente viável para nós torná-lo realidade.

Eu concordo que falta um pouco de calor humano nas relações mediadas por telas, mas o Cuddlr me parece o remédio errado para essa mazela. A dinâmica é muito similar à das relações online, e como diferencial apenas coloca um pedacinho de contato corporal na fórmula. É um paliativo que talvez reconforte, mas soa como apenas isso, um paliativo. E um bem estranho.

O Cuddlr é gratuito e está disponível apenas para iPhone.

Teclados no iOS 8: uma experiência com o SwiftKey no iPhone

iPhone com teclado novo, SwiftKey.

O iOS 8 está mais aberto, mais flexível e agora aceita teclados de terceiros. Vários já estão disponíveis na App Store e, nesses primeiros dias de novas possibilidades, dois, SwiftKey e Swype, rapidamente alcançaram o primeiro lugar nas listas dos apps gratuitos e pagos mais baixados. Instalei alguns, inclusive esses dois, para ver como eles se comportam na prática.

A instalação é feita através das opções, da mesma forma que, até o iOS 7, se instalava um teclado de outro idioma, ou o de emojis. Lá também é possível gerenciar a ordem e os teclados disponíveis e, em alguns casos, conceder acesso irrestrito, leia-se o envio do que é digitado para um servidor externo. O SwiftKey pede essa permissão para funcionar plenamente, usando seus padrões de digitação para aperfeiçoar as sugestões. (mais…)

O novo app de Kevin Rose serve para compartilhar miniaturas de fotos e vídeos

Algumas categorias de apps dão uma canseira antes mesmo de descobrirmos qualquer coisa além disso. “Compartilhar fotos”, “editar fotos” e “previsão do tempo”, por exemplo: são tantos, e a maioria mais do mesmo, que é preciso um diferencial forte para quebrar a barreira da indiferença e chamar a atenção dos possíveis usuários.

O Tiiny, novo app de Kevin Rose, o fundador do Digg, serve para compartilhar fotos e vídeos que somem depois de 24h. Ele empresa ideias do Snapchat, Instagram e Imgur, tem a mesma dinâmica batida de quase todas as redes sociais (seguir/ser seguido, curtidas, mais populares etc) e embora apresente um design original e agradável, não é isso o que mais chama a atenção. (mais…)