E lá vamos nós! Agosto está aí e, com ele, mais um capítulo da seleção mensal de apps aqui no Manual do Usuário. Os sistemas continuam os mesmos (Android, iOS e Windows Phone) e a ordem dos apps, idem (alfabética, plataformas misturadas).
Este é o primeiro mês em que a lista de apps é restrita a assinantes. Aproveito a oportunidade para agradecer a você, que está lendo isso, pela força. Obrigado!
Em apenas uma semana, o número de contatos meus usando o Secret triplicou. O app, que permite publicar e comentar anonimamente, chegou ao Brasil faz algum tempo e só agora quebrou a barreira do mainstream. Com mais gente, mais mensagens estão aparecendo e, entre elas, difamações e injúrias, claro.
Caso isso aconteça com você, o procedimento para remoção de conteúdo impróprio do Secret é relativamente simples. Existem duas ações que podem ser feitas:
Sinalizar o post. Arraste o dedo da direita para a esquerda em cima do post e toque em “Flag”.
O ideal é realizar as duas ações concomitantemente.
Fernando “Gravz” Gouveia foi vítima de um comentário maldoso no Secret e publicou a resposta que recebeu do suporte em sua página no Facebook. Além da presteza e rapidez no processamento da reclamação, chamou a atenção dele também o fato das identidades no serviço não serem, ironicamente, “secretas” em absoluto:
Segundo informa Jared, que atende essas demandas na empresa, a proteção da privacidade não abrange mandados judiciais/intimações. Por óbvio, eles guardam “log” com os usuários e informam quem escreveu cada coisa (por meio do devido processo legal, vale ressaltar).
A política de privacidade do Secret contempla essa e outras situações em que o anonimato cai. No tópico “Compartilhamento de informações”, o serviço se reserva ao direito de revelar informações “que às vezes podem incluir informações pessoais” em cinco situações. A que o Jared comentou com o Gravz está no terceiro item da lista. As outras são:
Com vendedores, consultores ou outros provedores de serviços que necessitem dessas informações para executar trabalhos em prol do Secret.
Durante negociações, fusões e outras manobras comerciais envolvendo o Secret.
Se algum conteúdo se mostrar razoavelmente ilegal, ou se promover ou instigar tais atividades. O Secret pode repassar essas informações às autoridades.
Com o consenso do usuário, caso o Secret queira usar o conteúdo para sabe-se lá o quê.
É de se esperar que o Secret não ceda informações pessoais tão facilmente, mas presumir que ele garantirá a privacidade acima de tudo, que baterá de frente com uma ordem judicial? Se nem o 4chan faz isso, por que uma startup que mês passado recebeu US$ 25 milhões em investimentos faria diferente?
Use com responsabilidade.
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Atualização (8/8, 11h40): se eu desvincular os posts da minha conta, não serei responsabilizado? Não é bem assim…
Ontem a BitTorrent começou a liberar convites para o Bleep, novo app de bate-papo. “Mais um!?” Mais um, esse com a promessa de segurança máxima graças ao protocolo descentralizado (dispensa servidores, a comunicação é P2P) e anonimato como opção (se quiser, pode usá-lo sem qualquer tipo de identificação, como e-mail ou telefone).
Fui agraciado com um dos convites e tratei de instalar o Bleep aqui — por ora, só funciona no Windows 7/8.X, mas a expectativa é que no futuro ele tenha apps nas plataformas mais populares. A interface é um tanto feia e seu jeitão lembra o dos apps feitos com Adobe AIR, o que não é exatamente um elogio.
Os recursos são bem rudimentares. Existe uma lista de contatos e, ao lado, o espaço para bate-papo, uma organização similar à do iMessage do OS X. Tem um botãozão na parte de baixo para adicionar pessoas (via e-mail, telefone ou chave pública) e, em cima, abas para a lista de contatos e opções. Nessas, destaque para a busca por contatos salvos no Google, chave pública (para quem quer permanecer anônimo) e o botão do desespero, que apaga todas as mensagens.
Dá para conversar por texto e voz, o que é bem legal. Nos meus rápidos testes, porém, a conversa por voz não funcionou. Ficamos, eu e o Rics, quase dois minutos na chamada sem que conseguíssemos ouvir um ao outro. Depois, o botão de ligar sumiu e não foi mais visto. Meh.
O Bleep está em fase pré-alfa, ou seja, ainda tem muito chão para se desenvolver. O pessoal da BitTorrent alertou, no último comunicado, que ele é um trabalho em progresso e muita coisa deve mudar até chegar à versão estável. Apps do tipo com foco em segurança começaram a surgir ano passado (Telegram, Sicher, Cryptocat), mas o Bleep, pelo nome que tem por trás e seus diferenciais, pode fazer barulho quando estiver mais polido e acessível.
Mais uma vez a Amazon negociou com desenvolvedores e conseguiu tornar um punhado de apps para Android gratuito por dois dias. No total, segundo a empresa, o valor somado deles passa dos R$ 230, mas o que importa saber é quais são boas pedidas.
Tem muita coisa esquisita e ruim. Como é de graça, de repente até vale experimentar — numa dessas por trás de uma carinha feia está um app útil. Dos que valem o download sem pensar muito, tem o Instapaper, que salva artigos da web para serem lidos posteriormente, e o dicionário inglês da Oxford, cujo preço normal é de R$ 77 (!). O PDF Max, apesar de comentários mistos no Google Play, também não é dos mais baratos, normalmente custa R$ 17, mesmo caso do veterano Docs To Go (preço regular de R$ 23). E tem o jogo de corrida do Sonic; pelo menos na versão para consoles ele é bem bacana.
Aqui você confere todos os apps. Para baixá-los é preciso instalar o app da Appstore no seu smartphone; o passo a passo se encontra aqui. E se você conhece alguma pérola que deixei passar, comente aí embaixo.
Quando o Ministério das Comunicações anunciou a exigência de apps nacionais nos smartphones comercializados aqui que quisessem se beneficiar da Lei do Bem, havia dois temores.
Primeiro, o de que esses apps viessem pré-instalados. Existia a possibilidade legal, mas reinou o bom senso junto às fabricantes e, até onde conheço, todas optaram por um atalho para baixar esses apps. O outro, de que a cota fosse preenchida por apps rasos, apenas para cumprir a obrigatoriedade legal. Não foi o caso com todas, e talvez a nova lista da Philco revele surpresas, mas esses nomes, e essas funções…
A falta de originalidade no batismo desses apps já é meio chata, mas é a utilidade, que presumo dos nomes, o que mais intriga. Os apps soam redundantes e extremamente básicos, quando não são indecifráveis — o que o Philco Marcador de Livros faz, afinal?
Em meio a tudo isso, pelo menos um já tem minha admiração de cara: o Philco Gravador de Voz. Acredite se quiser, mas o Android não tem um app do tipo pré-instalado.
Atrasou um pouco, mas os melhores apps de junho chegaram! Neste mês tivemos um punhado de grandes apps chegando ao Windows Phone, nem todos exatamente bons, infelizmente. Na lista abaixo, tudo o que de melhor que pintou nas três principais plataformas móveis — a já citada da Microsoft, mais Android e iOS.
Os apps estão em ordem alfabética e misturados, sem divisão por sistema. Quando multiplataforma, trazem todos os respectivos links. Pronto? Então vamos lá. (mais…)
Hoje compartilharam comigo um post do Olhar Digital que dizia que “o ICQ voltou”. Durante o dia, um punhado de sites reverberou a notícia, incluindo alguns grandes e que não tratam especificamente de tecnologia, como Veja, G1 e Galileu.
O Henrique, do ZTOP, mandou para mim o comunicado à imprensa que anunciou as versões para smartphones do ICQ no Brasil. O e-mail data de 21 de junho de 2012. No iOS, o ICQ existe desde fevereiro de 2009.
Por que, então, 31 sites (no mínimo) publicaram essa “nãotícia”? O leitor Vagner Abreu matou a charada:
O Mail.ru, atual proprietário do ICQ, está disparando um e-mail convidando antigos usuários a darem uma olhada nos apps. Na chamada vem escrito “Say hello to new ICQ”, seguido de uma lista de destaques. Concordo que o conceito de “novo” possa ser relativo, mas convenhamos: não é o caso aqui.
Imagem: ICQ.
O “novo” ICQ, versão 5.0, foi lançado em abril. Ele trouxe o novo visual no iOS, suporte a grupos de bate-papo, vídeo chamadas, papéis de parede e outros recursos menores, todos os que as “nãotícias” de hoje deram como novidade. A única destacada por elas que realmente consta da última atualização, a 5.3 de 26 de junho, é a presença dos stickers, aqueles emoticons gigantes.
Dá até para imaginar os russos olhando, intrigados, para relatórios de audiência e tráfego mostrando um aumento explosivo no uso do ICQ no Brasil hoje. A palavra tem poder.
Das coisas que sinto falta no iOS, o Operadora DDD é uma delas. Esse app para Android faz todo o trabalho sujo de manter atualizado ou modificar números em tempo real de acordo com a sua operadora, uma forma de aproveitar os descontos que elas dão para ligações entre seus próprios clientes e evitar pagar fortunas quando se liga para os das concorrentes.
A nova versão do Operadora DDD ganhou um visual mais refinado e conta agora com um modelo de assinatura. Custa US$ 1 por ano e dá direito aos seguintes recursos:
Inserção do nome da operadora do contato em seu número na tela de discagem.
Restauração de backup.
Histórico de alteração de operadora de todos os contatos.
A versão gratuita continua funcional e deve ser suficiente. Pelo custo-benefício, porém, vale a pena assinar ainda que apenas para apoiar o ótimo trabalho do Denis Souza.
A ativação do Google Now por um comando de voz (“Ok Google”), antes exclusividade do Moto X, agora está disponível para qualquer Android capaz de rodar o assistente do Google. Segundo o Felipe, no Giz, os comandos por voz a partir de qualquer parte do sistema vêm com a versão 3.5.15 do app Pesquisa Google.
Fiz alguns testes em um Nexus 4 atualizado e, pelo menos aqui esse “qualquer parte do sistema” ainda não está disponível — no do Felipe também não. A ajuda diz que essa capacidade é restrita aos “falantes de inglês nos EUA”. Existe a possibilidade da documentação estar desatualizada — e fica a esperança de que seja o caso e, com o tempo, a ativação do comando em qualquer tela/app funcione com o português também.
Com o Google Now Launcher ativado, consegui usar o comando “Ok Google” a partir da tela inicial também, somando-se ao próprio Google Now. É pouco? É, mas já é alguma coisa. Saudades de programar o despertador falando com o Moto X…
Uma das belezas do Android é as concessões que ele dá ao usuário. Mesmo quem compra smartphone ou tablet com uma skin pesada e lotado de apps, encontra espaço para modificar, se não todo o sistema, parte dele. Uma das frentes mais importantes e fáceis dessa personalização são os launchers.
Um launcher é um aplicativo. Não é preciso fazer rooting ou incorrer em qualquer risco, e seu uso não viola a garantia. Um launcher é, para todos os fins, apenas um aplicativo e se comporta como tal, inclusive na instalação e remoção. Ele altera a tela inicial e alguns elementos visuais do Android — e por isso, também são conhecidos como “home replacements”, ou substitutos da tela inicial numa tradução livre.
Existem diversos launchers no mercado, de desenvolvedores independentes a grandes empresas, como o Facebook. Nas últimas semanas várias notícias nessa área surgiram, e não é de se espantar: o launcher é uma área premium, logo existe grande interesse por parte das empresas em conquistar esse espaço. (mais…)
E é tão ruim quanto a descrição soa. Além de reduzir o nosso trabalho a uma curtida ou um descarte e fazer de tudo para tornar essa ação a mais trivial possível, ele nem mostra o conteúdo dos artigos por padrão; só aparecem título e uma imagem.
No Daily (o Tinder de notícias, não se perca!), as curtidas se convertem em compartilhamentos. O app é do Buffer, um sistema que facilita a publicação de conteúdo em redes sociais e dá estatísticas e dicas para otimizar seu alcance. O foco que muitos sites têm dado a manchetes e imagens de abertura apelativas ganha mais uma justificativa com o Daily — como se faltasse incentivos a esse comportamento.
Imagine um app que tem como única finalidade mandar uma notificação que informa em texto e áudio, de um jeito engraçado, “yo”. O usuário adiciona seus amigos e, quando toca em um deles, manda um “yo”. Do outro lado, a única opção para quem recebe a mensagem é responder. Com um “yo”. E é basicamente só isso. (mais…)
A última atualização do Facebook Messenger para iPhone e Android trouxe a gravação de vídeos de até 15 segundos segurando um botão, um recurso parecido com os existentes no Snapchat, Vine e Instagram. É algo que se esperaria do vindouro Slingshot, o (segundo) concorrente ao Snapchat que está em produção por lá, mas apesar da implementação e dessa conexão nos bastidores, ele nem é a coisa mais interessante aqui.
Nas notas da versão 6.0, o segundo tópico chama mais a atenção:
Grandes curtidas: Mantenha pressionado para enviar um polegar ainda maior quando você curtir demais alguma coisa.
Essa novidade se refere àquele botão de polegar no canto inferior direito da tela que você só aperta sem querer e, toda vez, acaba mandando um curtir totalmente aleatório e fora de contexto no meio da conversa. Agora, dá para mandar curtidas gigantes, medianas ou apenas uma curtidinha.
Sou totalmente a favor dessas experimentações com interface de apps, mas isso só pode ser de zuera:
E ainda dizem que o Facebook parou de inovar. Pfff…
Estive lendo algumas coisas, analisando uns acontecimentos e conversando com meus informantes, e a essa altura é seguro dizer: vai ter Copa sim! Em 2014 o coração continuará na ponta da chuteira, os pés, tocando a bola, e é bem provável que as mãos estarão mexendo no smartphone durante o show do intervalo.
O futebol é ingrato com a tecnologia. Com uma ou outra exceção, a FIFA barra a maioria das tentativas de modernizar o esporte a fim de mantê-lo praticável em locais e/ou condições desprivilegiados, o que é compreensível. Fora dos gramados, longe do rigor da entidade máxima do futebol, o aparato high tech encontra menos amarras e nesta edição do torneio será difícil perder os lances da partida e bem mais fácil atualizar a tabelinha (digital e on the go, claro) depois dos jogos.
Baixei e testei alguns apps futebolísticos para as três principais plataformas móveis: Android, iOS e Windows Phone. Não tem smartphone? Sem problemas, dá para se manter informado e até assistir aos jogos na íntegra pelo computador. Reuni, ainda, as formas mais simples de puxar para a sua agenda de compromissos os dias e horários de todas as partidas. Por fim, testei (ou quase isso) os sistemas de interatividade das emissoras de TV, a alardeada “segunda tela” que começa a ganhar contornos mais fortes e investidas oficiais e organizadas no Brasil. Vai ter Copa sim, e será muito legal!
Os apps campeões da Copa
Às vésperas do início da competição, estava esperando uma enxurrada de apps temáticos. Eles até existem, mas não é muito difícil separar o joio do trigo sem ter que recorrer ao download: muitos apps, especialmente no Windows Phone, são feios de doer. Mais capricho em 2018, pessoal!
Como a maioria é redundante e não há muito sentido em ter dois ou mais aplicativos apitando antes de cada partida e a cada gol marcado, separei o que de fato vale a pena em cada plataforma. Vamos lá? Então vamos.
iPhone: FIFA e Guia Descomplicado da Copa
Screenshots do FIFA para iPhone.
O app da FIFA para o iPhone é muito legal. Ele já recebeu a atualização preparatória para a Copa do Mundo, que entre outras coisas traz um visual mais refinado, acompanhamento de seleções, tabelas, estatísticas e todas aquelas coisas que os fanáticos pelo esporte adoram.
Nesse app ainda rolam notícias, comentários dos usuários e a eleição dos craques de cada partida. Uma característica rara é poder acompanhar mais de uma seleção ao mesmo tempo; na maioria dos apps, você escolhe uma no início e fica limitado a ela. Existem anúncios, mas eles são discretos e, aparentemente, estáticos — são só banners ou selos dos patrocinadores oficiais do evento. É um dos mais completos disponíveis.
VAI TER COPA SIM
Outra opção é o Guia Descomplicado da Copa, desenvolvido por Rodrigo Duarte da Igniscode. A apresentação é bem bonita, ainda que lembre o plano de fundo padrão do Galaxy S5, cheio de polígonos coloridos. Mais simples e direto, o Guia traz lembretes dos jogos, as sedes, tabelas, enfim, o cardápio básico de apps do tipo, com uma bônus: molduras para tirar fotos e espalhar nas redes sociais.
Agora vai, Brasil!
A Siri também já está atualizada, mas sem a proatividade do Google Now (veja abaixo). Pode ser útil para saber o horário de alguma partida e, imagino, resultados também:
Android: Google Now, OneFootball e UOL Copa
Tinha esperanças de ver mais apps legais no sistema do Google, mas não parece ser o caso — o da FIFA, até a publicação desta matéria, ainda não tinha sido atualizado. Calhou de ser o próprio Google a melhor opção.
O Google Now já está sabendo do torneio. Além de responder perguntas, também dá para indicar ao assistente as seleções que você deseja acompanhar. O funcionamento deve ser semelhante ao que já rolava com times, ou seja, o Now avisará quando as partidas estiverem começando, gols forem feitos e os resultados ao apito final do árbitro. Isso também funciona no iPhone, basta instalar o app do Google.
Se você prefere algo mais tradicional, minha indicação é o OneFootball Brasil. Ele é multiplataforma: tem também para iPhone e Windows Phone. No Android, ante a falta de adversários à altura, ele se destaca.
Neste app, desenvolvido na Alemanha e patrocinado pela Volkswagen, o leque de recursos básicos em apps da Copa está presente. Tem notícias também, e a promessa de acompanhamento ao vivo das partidas. O visual não é muito inspirado, mas pelo menos é bem feito, coisa rara no universo de apps analisados.
Screenshot do OneFootball Brasil para Android.
Outra alternativa é o UOL Copa (também tem versão para iPhone e Windows Phone). Consegui testar de antemão o mecanismo de acompanhamento ao vivo das partidas na pelada entre Itália e Fluminense, e é bem bacana: além dos lances, o app puxa comentários dos especialistas em futebol do portal, tuítes relacionados e traz um botão “estou vendo na TV” que remove do stream informações óbvias para quem está assistindo à partida. De quebra, traz reportagens em vídeo, fotos e o conteúdo dos blogs do UOL.
Windows Phone: Copa2014 e Bing Esportes
Cartão amarelo para o Windows Phone! Apps bem feios disputam a tapa a atenção do torcedor sofredor. Mesmo alguns que não fazem feio no Android e no iPhone, como UOL Copa e OneFootball Brasil, marcam gols contra aqui. Felizmente, Microsoft e Revolution Software salvam o sistema do vexame com dois belos chutes no ângulo!
(Vou parar com as analogias futebolísticas, prometo.)
O Bing Esportes, que deu um nó no cérebro aqui porque agora se chama só Esportes e mudou de lugar no menu, tem um módulo da Copa do Mundo com aquele feijão com arroz: tabela, estatísticas, notícias, informações dos times e sedes, datas e horários dos confrontos etc. Basta atualizar, se ainda não fez isso, e encontrar a competição nos menu do app.
Screenshots do Copa2014.
A melhor recomendação, porém, é o Copa2014, desenvolvido pela misteriosa Revolution Software. A interface é linda, com desenhos, cores e tipografia de muito bom gosto, tem bloco dinâmico, e permite filtrar as datas e horários pelo time escolhido. Ele é extremamente básico, mas antes fazer pouco e fazer bem, do que tentar abraçar o mundo e não conseguir.
A Copa do Mundo no PC
A FIFA não deixa entrar com PCs e tablets nos estádios, mas fora dele quero ver o Blatter me impedir de usar a minha máquina!
Copa do Mundo nos resultados do Google.
Pois bem, o Google é seu amigo até na hora de torcer. Além do Google Now o buscador também entrega informações por texto, e isso vale para o desktop. Basta digitar “copa do mundo” e ele retorna uma tabela estilizada com datas e horários, classificações dos grupos e o mata-mata da segunda fase. Para quem estiver usando um Chromebook ou em qualquer outro computador, essa é uma das opções mais rápidas para se inteirar. Para algo mais elaborado, veja a bela tabela do UOL.
Portais e sites especializados em futebol, como Impedimento e Trivela, merecem uma olhada para entender melhor o contexto das partidas e as análises táticas. Eu, que não sou muito chegado em mesa redonda, não perco uma edição do Falha de Cobertura, com Daniel e Cerginho:
Se você assina a ESPN, tem no Watch ESPN (além da web, com app para iOS) uma alternativa à narração do Galvão, o mau humor do Arnaldo e os comentários sagazes do Ronaldo FENÔMENO Nazário.
Todos os jogos na sua agenda
No smartphone o Google Now deve ser suficiente para lembrá-lo dos jogos. Quem prefere a boa, velha e mais organizada agenda, tem algumas opções.
Curiosamente, a do Google Agenda só é “ativável” em um computador, usando o bom e velho navegador desktop. Os passos, ensinados pelo Android Central, consistem em abrir o site, clicar na seta do “Outras agendas”, no canto esquerdo, depois em “Adicionar por URL”. No campo que surge, cole esta linha:
Clique no botão “Adicionar agenda” e corra para o abraço, meu amigo. Caso fique de saco cheio, basta apagar a agenda no gerenciador delas, e todos os eventos (são muitos, três jogos por dia na primeira fase!) sumirão.
Os dois passos para levar os jogos da Copa ao Google Agenda.
No iPhone, uma opção mais classuda é incluir um calendário de interesses no Sunrise, o app de agenda favorito da casa. Para isso, entre nas configurações, depois em “Interesting Calendars” e, na tela seguinte, em Copa do Mundo. O app te dá a opção de baixar todos os horários da Copa ou apenas uma versão parcial, com os times selecionados. Depois, junto ao dia e horário das partidas, ele mostra os resultados delas direto da visualização dos compromissos. Um golaço do Sunrise.
Calendários de interesses no Sunrise do iPhone.
E no Android? O Sunrise foi lançado no Android recentemente, mas dois recursos, os calendários de interesses e a compatibilidade com servidores Exchange, ficaram de fora. Mandei um e-mail para os desenvolvedores perguntando quando essas coisas serão disponibilizadas no sistema do Google e a resposta foi… um dia. A compatibilidade com Exchange é prioridade e os calendários de interesses, de acordo com Pierre Valade, “está totalmente na lista de coisas a acrescentar”.
Segunda tela na Copa do Mundo
Xingar o time adversário ou reclamar do gol que o Neymar perdeu no Twitter é meio… limitado. O conceito de segunda tela ainda tem muito chão a percorrer e duas emissoras já dão os primeiros passos dessa jornada por aqui, de olho na atenção que a Copa gera e nas condições mais favoráveis em relação a 2010. Carlos Augusto, gerente de marketing de consumo da Intel, explica em um comunicado que “a infraestrutura de servidores que alimenta o sistema também está mais rápida, o que significa um mundo de possibilidades — assistir as jogadas ao vivo, de várias câmeras diferentes, em várias telas diferentes, comentando e interagindo com os amigos, tudo ao mesmo tempo.”
Com o ESPN Sync, os assinantes podem interagir com as transmissões mandando perguntas, votando nos jogadores e lendo estatísticas em tempo real, sem depender da boa vontade do operador de GC do canal. Ah, e a programação esportiva também se faz presente, com a possibilidade de agendar lembretes — esses recursos dispensam o login/assinatura.
Mais democrático, o app da Globo (iPhone, Android) é, também, mais simples. As funções são similares às do da ESPN, e tem uma espécie de área de comentários maluca, integrada ao Twitter, onde o povo fica conversando o dia todo.
Da SporTV, vem a promessa de jogos ao vivo através do app SporTV Ao Vivo na Copa do Mundo. Mas atenção: no iOS, ele só funciona no iPad. Também tem versão para Android e nenhum indicativo de que é preciso ser assinante do canal na TV ou qualquer outro pré-requisito para usufruir das transmissões ao vivo.
Para quem assistirá na TV, o SporTV Estatísticas na Copa do Mundo da FIFA (iOS, Android) oferecerá estatísticas em tempo real durante os jogos, e comparações entre seleções e jogadores após as partidas.
O banho de água fria vem da Microsoft: o empolgante Destination Brazil coloca direto na TV informações contextuais, a cornetagem das redes sociais, lembretes e até uma série exclusiva, estrelada por Thierry Henry e Edgar Davids, em busca do próximo Messi nas ruas de algumas cidades espalhadas pelo mundo. Tudo muito bom, tudo bem legal, mas o problema é que o Destination Brasil não foi disponibilizado no… Brasil. Coerência, cadê você?
Vai ter Internet nos estádios?
No leilão do espectro 4G no Brasil, uma das exigências da Anatel era que as vencedoras cobrissem no mínimo 80% das áreas urbanas com mais de 500 mil habitantes até o início da Copa do Mundo, o que abrange todas as cidades-sede e sub-sede. Segundo a SinditeleBrasil, o sindicato das operadoras de telefonia móvel, a meta foi alcançada aos 45 do segundo tempo.
Só que como qualquer um que já esteve concentrado com muitas pessoas sabe, nem sempre a infraestrutura das operadoras dá conta da demanda. A saída é encher os estádios com antenas Wi-Fi. Tudo certo? Calma aí. Seis estádios, metade dos que serão utilizados na competição, não terão esse reforço graças a atritos entre as administradoras deles e as operadoras — nas palavras de Eduardo Levy, presidente da Sinditelebrasil. Em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Curitiba e Natal, os torcedores poderão ter dificuldades para acessar a Internet.
Se bem que com as regras rígidas da FIFA imposta aos torcedores, que inclui proibições quanto à publicação de conteúdo multimídia e até dos resultados parciais das partidas, talvez não faça tanta falta. Como ou mesmo se esse controle será feito, é outra história.
Chame os amigos, estoure uma pipoca e esqueça um pouco o celular. Toda essa interatividade é legal, mas nada disso supera a torcida à moda antiga, a celebração do esporte através da amizade. O smartphone será um fiel ajudante antes e depois dos jogos. Durante? Deixe-o no bolso. Ele não se importará e, de quebra, ficará a salvo de arremessos acidentais na hora de gritar GOOOOOOOOOOL!!! e daqueles banhos acidentais em copos de cerveja.