Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (maio/2014)

Quase na metade de 2014, o smartphone continua sendo palco das melhores ideias e invencionices em software. Em maio esse cenário não mudou e, ainda que em menor quantidade, vimos vários apps legais lançados nas três principais plataformas móveis.

Como já é tradição aqui, todo fim de mês faço um apanhado dos melhores apps lançados para Android, iOS e Windows Phone. Melhor assim, certo? Então vamos lá — lembrando que os apps são dispostos em ordem alfabética, tudo misturado porém bem identificado.


Adobe Voice

Adobe Voice, ícone.Para iPad.
O que é? App para a criação de narrativas em formato de vídeo.
Preço? Grátis, com compra in-app.
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Com alguns toques, em poucos minutos, dá para criar vídeos com belas narrativas usando o Voice. Essa é, pelo menos, a promessa da Adobe. E o app parece capaz de cumpri-la: bem feito, com controles simples e diretos, e um acervo generoso de imagens e outros elementos visuais para compôr um vídeo institucional ou apenas contar de forma interessante um evento cotidiano.

Há reclamações de que, mesmo disponível na App Store nacional, o cadastro para brasileiros (na verdade, para qualquer um fora dos EUA) é complicado e que, sem ele, o compartilhamento das criações fica prejudicado. Verifique isso antes de liberar o artista dentro de você!


Arquivos

Arquivos, ícone.Para Windows Phone.
O que é? Gerenciador de arquivos para o Windows Phone.
Preço? Grátis.
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Exclusivo para o Windows Phone 8.1, o app Arquivos é um gerenciador de… arquivos! Com direito a pastas, pesquisa interna e capacidade de gerenciar o cartão SD, ele é bem simples e fácil de usar. Embora a ideia de lidar diretamente com arquivos seja um pouco estranha em dispositivos móveis, existe um bom público interessado nesse tipo de utilitário.

Screenshots do Arquivos.
Arquivos, para Windows Phone.

Black

Black, ícone.Para Windows Phone.
O que é? Editor de fotos em preto e branco.
Preço? Grátis.
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O Black é descrito pelos seus criadores como “simulador de filmes analógicos em preto e branco” para Windows Phone. Em termos mais diretos, é um app com filtros em preto e branco, mas pela qualidade, talvez seja mais digno ficar com a descrição oficial.

A interface é magnífica, os filtros, muito legais. São sete modos, ou filtros, baseados em filmes analógicos reais. O Black ainda traz controles manuais, com curvas, efeito fade e vignette, e tem um Tumblr sensacional. Um belo app, em vários sentidos.

Screenshots do Black.
Black, para Windows Phone.

Cinamatic

Cinamatic, ícone.Para iPhone.
O que é? Gravador e editor de vídeos curtos.
Preço? US$ 1,99, com compras in-app.
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O Hipstamatic foi um pioneiro na edição de fotos e aplicação de filtros nelas no iPhone. Agora, a mesma empresa tenta chamar a atenção com vídeos: o Cinamatic nada mais é que um gravador e editor de imagens em movimento, com suporte a gravação intercalada (como no Vine e Instagram) e aplicação de filtros.

O app não tem uma rede própria, ou seja, os vídeos feitos e/ou editados ali devem ser exportados para outras redes sociais. Cada vídeo pode ter de 3 a 15 segundos, e apesar de não ser um app crucial, o espaço que existe no mundo móvel para editores de imagens talvez seja indício de que a mesma ânsia pode valer para vídeos também.

Screenshots do Cinamatic.
Cinamatic, para iPhone.

Guia Descomplicado da Copa

Guia Descomplicado da Copa, ícone.Para iPhone.
O que é? App com tabelas, horários e outras informações da Copa do Mundo.
Preço? Gratuito.
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A Copa do Mundo está aí! Antigamente a gente anotava os placares na tabelinha de papel, ou em uma planilha do Excel. Hoje? Apps como o Guia Descomplicado da Copa, criado por Rodrigo Duarte, são mais práticos e modernos.

O app traz detalhes das partidas, tabela de resultados, informações diversas (sedes, seleções, estatísticas) e até uns filtros meio estranhos para “interagir com a Copa de forma mais divertida”. Esse último é opcional, então dá para acompanhar o evento pelo app sem maiores danos. Devem existir outros apps do tipo; conhece algum mais legal ou apenas diferente? Conte nos comentários.

Screenshots do Guia Descomplicado da Copa.
Guia Descomplicado da Copa, para iPhone.

Litely

Litely, ícone.Para iPhone.
O que é? Editor de imagens com presets e controles manuais — à escolha do usuário.
Preço? Grátis, com compras in-app.
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O Litely é um editor de imagens para iPhone. Sim, mais um, mas calma que ele tem motivos para prender sua atenção. Primeiro, foi idealizado por Cole Rise, fotógrafo que já trabalhou para a National Geographic, Google, Apple e Microsoft, além de ter ajudado a criar alguns dos filtros do Instagram. Sobre o Litely em si, a interface é bastante agradável e os filtros parecem mais suaves, com o objetivo de extrair o melhor das fotos, em vez de alterá-las por completo.

O app é gratuito, e pacotes adicionais de filtros e efeitos são vendidos dentro dele por US$ 1,99 cada.

Screenshots do Litely.
Litely, para iPhone.

Lock pic

Para Windows Phone.
O que é? Provedor de imagens para a tela de bloqueio do sistema.
Preço? Grátis.
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O Lock pic busca belas imagens do Flickr, NASA, Bing, Imagem do Dia do Bing e outros locais, e altera a sua tela de bloqueio em intervalos regulares, automaticamente. Como opcional, permite desfocar levemente as imagens e acrescentar uma camada extra para melhorar a legibilidade das informações dispostas nessa tela. Gratuito, simples, direto, não há muito o que reclamar.

Screenshots do Lock pic.
Lock pic, para Windows Phone.

Noisli

Noisli, ícone.Para iPhone.
O que é? Gera ruído branco e outros sons para concentração.
Preço? US$ 1,99
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Se barulhos externos te atrapalham, ou na hora de dormir os vizinhos não dão folga, apelar para o “ruído branco” pode ser uma boa saída — já abordei o assunto com mais profundidade aqui.

O Noisli é um app feito para isso. Em uma interface simples e muito bonita, basta um toque em qualquer ícone para gerar sons: chuva, vento, água corrente, conversas em uma cafeteria, até um trem! Existe ainda um timer, para você dormir com a tranquilidade de que o Noisli não ficará a noite inteira usando recursos do seu iPhone, com direito a fade out. Por fim, como os sons são combináveis, o app ainda oferece a opção de salvar essas combinações.

Screenshots do Noisli.
Noisli, para iPhone.

Peek

Peek, ícone.Para Android.
O que é? Tela de bloqueio com notificações ativas.
Preço? ~R$ 9,09
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O Peek é um recurso da ROM Paranoid Android que, agora, está disponível para qualquer smartphone via Google Play — e nem precisa de rooting. Com ele, as notificações passam a funcionar de modo similar às do Moto X. Funciona assim: quando uma notificação chega, o Peek ativa sensores. Se eles detectarem movimento (o smartphone pego em uma mesa, ou do bolso), a tela se ilumina e oferece a opção de ignorar a notificação, exibir mais detalhes dela ou liberar o aparelho direto no app em questão.

Até agora os desenvolvedores dizem já ter testado o app com sucesso em dispositivos Nexus, mas teoricamente nada impede que ele funcione em outros modelos. O app está em estágio inicial de desenvolvimento, o que significa que apresenta bugs e inconsistências. Tenha em mente, também, que por não ser tão otimizado quanto o Moto X, a autonomia da bateria pode ser impactada pelo uso do Peek.


Secret

Secret, ícone.Para Android, iPhone.
O que é? Rede social totalmente anônima — posts, comentários e curtidas.
Preço? Grátis
DOWNLOAD Android, iPhone

Se você sempre quis compartilhar um segredo, mas temeu retaliações, o Secret é a rede social para dar vazão a essa informação que lhe corrói por dentro. O app é totalmente anônimo: você não sabe quem escreveu o quê, quem comentou, nem quem curtiu. O máximo que ele informa é quantos dos seus amigos, vinculados a partir da agenda do celular, estão na brincadeira.

Há polêmicas em torno do Secret e, no Brasil, ele ainda é uma incógnita. Muita gente tem usado para falar baixarias, mas há um bom conteúdo lá. No mínimo, vale uma olhada.

Screenshots do Secret.
Secret, para Android.

Sticky Notes HD

Sticky Notes HD, ícone.Para iPhone, Windows Phone.
O que é? App de post-its com vários recursos.
Preço? Grátis.
DOWNLOAD iPhone, Windows Phone

Grande sucesso no iOS, o Sticky Notes HD chegou ao Windows Phone — curiosamente, ele continua ausente no Android. A premissa básica é aquela de sempre: criar notas com lembretes e outras informações, usando cores e prioridade para organizá-las na tela. Os diferenciais são a possibilidade de se configurar alertas, backup no OneDrive, pesquisa instantânea, proteção por senha e integração com o Windows Phone, o que se traduz em post-its na tela de bloqueio e na forma de blocos dinâmicos.

Screenshots do Sticky Notes HD.
Sticky Notes HD, para Windows Phone.

Sunrise

Sunrise, ícone.Para Android, iPhone.
O que é? Calendário/agenda com interface bacana e cheio de recursos.
Preço? Grátis.
DOWNLOAD Android, iPhone

Um dos melhores apps de agenda do iOS finalmente chegou ao Android. O Sunrise tem uma interface maravilhosa, integra-se com diversos sistemas (Google, Facebook, Foursquare) e oferece calendários extras como, por exemplo, com os jogos da Copa, ou os feriados nacionais/regionais.

A versão para Android veio acompanhada de uma web, o que facilita o gerenciamento. Valeria só pela interface bacana, mas o Sunrise traz muito mais e deixa os apps padrões, de ambos os sistemas, no chinelo.


Swarm

Swarm, ícone.Para Android, iPhone.
O que é? Uma maneira de encontrar e ser encontrado IRL por seus amigos.
Preço? Grátis
DOWNLOAD Android, iPhone

O Foursquare se desmembrou em dois apps e um deles, o Swarm, é todo sobre a promoção de encontros IRL, em carne e osso, entre você e seus amigos.

A partir da lista de contatos do Foursquare, o Swarm indica quem está por perto e fazendo o quê. Há controles de privacidade para quando você não quiser ser encontrado, e um modo de chamar os amigos para o rolê: basta escrever uma mensagem e, quem se interessar no programa, pode dizer que estará presente com um toque.

O app é bem bonito e remove a parte de gamificação do antigo Foursquare, o que irritou alguns usuários. Mas a graça da coisa, e o que eles querem promover pra valer, são encontros mesmo.

Screenshots do Swarm.
Swarm, para iPhone.

Telegram

Telegram, ícone.Para Android, iPhone, Windows Phone.
O que é? App de bate-papo nos moldes do WhatsApp, mas gratuito e com o código aberto.
Preço? Grátis.
DOWNLOAD Android, iPhone, Windows Phone

O Telegram é um concorrente pouco usual do WhatsApp. Sem anúncios, gratuito e com o código-fonte aberto, qualquer um pode criar uma versão dele que conversa com todas as demais. O Windows Phone, até então, contava apenas com clientes não-oficiais, mas um deles, o Ngram, foi “endossado” pelo Telegram e agora tem o nome e o status de app oficial.

Para quem já conhece o WhatsApp, o funcionamento é bem similar, incluindo imagens de fundo e conversas em grupo. O grande barato do Telegram é, além de ser rápido, verdadeiramente multiplataforma — você pode conversar com seus amigos via desktop e até com a galera do ZapZap.

Screenshots do Telegram.
Telegram, para Windows Phone.

14 apps! Se isso for pouco, confira as listas de janeiro, fevereiro, março e abril, e as dos melhores apps de 2013 para iPhone, Android e Windows Phone.

Foto do topo: Kārlis Dambrāns/Flickr.

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ZapZap, o clone nacional do WhatsApp, é verde e amarelo até a alma

Se você torce o nariz quando ouve alguém dizer “note” para se referir a notebook, “feice” para o Facebook ou “whats” para o WhatsApp, não deve ser nada simpático ao inexplicável “zapzap” que também é usado por muita gente aqui no lugar desse último. Em breve, porém, o que até agora era uma mania boba pode se tornar a maneira certa de falar de um app. Não do WhatsApp, mas do nacional ZapZap.

Ele está no Google Play, tem versão web e o site oficial promete uma no iPhone para breve. O app, criado por Erick Costa, analista de sistemas e desenvolvedor SharePoint de 33 anos, usa o código do Telegram, um app parecido com o WhatsApp e cheio de boas intenções, para oferecer uma experiência com o tempero brasileiro.

Na vibe da Copa do Mundo, o ZapZap é ufanista: todo verde e amarelo, tem como imagem de fundo padrão o escudo da seleção canarinho penta campeã mundial, e traz como ícone dois balões de diálogo nas cores nacionais, com a bandeira do Brasil em um deles.

Tirando as mensagens do app em português e o (discutível) esquema de cores da interface, de resto ele é exatamente idêntico ao app oficial do Telegram:

Print do ZapZap ao lado do Telegram.
ZapZap e Telegram, lado a lado.

Erick Costa, a mente por trás do ZapZap

Conversei brevemente com o Erick via Facebook para tirar algumas dúvidas sobre o ZapZap. Ele diz que o app foi fruto de muito estudo para recompilar o Telegram, e se autointitula como o primeiro brasileiro a alcançar o feito. Ao se deparar com o app pronto, escolheu ZapZap porque precisava de um nome “bem brasileiro”.

Erick conta ainda que durante o desenvolvimento do ZapZap fez algumas melhorias em relação ao Telegram original, quase todas focadas em desempenho — uma das bandeiras do app é ser “o mais rápido do mercado, leve e preparado até para as piores redes de acesso”. Usando os dois apps em paralelo não consegui identificar as alardeadas vantagens salvo a tradução, mas fica aí o registro.

Ícone brasileiríssimo do ZapZap.
ZapZap.

Com 63 mil downloads em um mês no Google Play, o ZapZap já tem uma base se não considerável, digna de nota. Quando perguntado se esse sucesso não teria sido fruto de usuários distraídos que procuram pelo WhatsApp original usando seu apelido genuinamente nacional, Erick foi bem pragmático na resposta: “Acredito que não exista engano. WhatsApp é uma coisa, ZapZap é outra”. Medo de Zuckerberg? Que nada:

“Se [o Facebook] fizer [alguma coisa] acho legal, assim meu aplicativo só ficará mais famoso. Mas ele não tem como, nem a marca dele ainda foi registrada.”

Uma chance ao Telegram

O Telegram ganhou certa notoriedade quando o WhatsApp foi comprado pelo Facebook. A ideia de que a privacidade no app de mensagens pudesse ficar comprometida sob a nova gerência deu início a uma busca por alternativas.

Com um protocolo seguro, foco em segurança e APIs e código aberto, o Telegram é quase um projeto beneficente dos irmãos milionários Nikolai e Pavel Durov, co-fundadores da VK, maior rede social da Rússia. A história e a missão do Telegram, bem contada neste post do The Verge, é inspiradora. Mas é aquela coisa: ela é solenemente ignorada quando seus amigos o chamam pelo WhatsApp para combinar o bar de sexta ou mandar vídeos e fotos bobos naqueles grupos que vivem no mudo. Migrar uma base gigante e engajada para um app similar, ainda que melhor, é bem difícil.

Nesse sentido o ZapZap pode servir de atalho para o Telegram ganhar presença no país, por mínima que seja. No estágio atual, com 60 mil downloads (quantos continuam usando o app após baixá-lo, ninguém sabe), não faz nem cócegas no WhatsApp, que alega ter 38 milhões de usuários no Brasil. Mas antes 60 mil do que nenhum, certo?

Erick diz não ter planos muito ambiciosos para o ZapZap, apenas continuar atualizando o app para a base já instalada (“virou mania e todo mundo está usando”) e os novos usuários que virão. Com estratégias meio estranhas, como pedir aos usuários para clicarem nos anúncios a fim de fazê-los sumir (?) e sorteios de SIM cards do TIM Beta na página oficial do Facebook, o ZapZap mostra muita brasilidade e malemolência (e um pouco de ingenuidade) até em sua divulgação. Não deve desbancar o WhatsApp, mas é mais um símbolo que corrobora a criatividade do brasileiro, esse cara surreal e divertido.

 

Apresentando o Notation, o melhor app de notas para Windows

A coisa mais legal da Internet é que ela dá vazão a todo tipo de ideia, das mais simples às mais elaboradas, passando por outras ingênuas, megalomaníacas, simplesmente ruins… Há espaço para todas e, não raro, elas se espalham e chegam a outras pessoas com visões parecidas. Quando essa conexão rola e algo concreto sai dela, é hora de celebrar. Hoje é um desses dias.

Dois anos atrás publiquei, no meu blog pessoal, um extenso texto em que descrevi como seria o app de tomar notas ideal para o Windows. Foi um trabalho descompromissado, movido pela frustração de não saber programar e, consequentemente, não conseguir transformar aquela ideia em um app de verdade. Expliquei o app nos mínimos detalhes, do funcionamento às características, sem esquecer da aparência e aspectos circunstanciais, como sincronia com a nuvem e até o tipo de licença preferencial. Era assim que eu o imaginava:

Screenshot/mock-up do app de notas descrito em 2012.
Mock-up do meu app de notas, feito pelo Felipe.

Nos dias seguintes à publicação recebi alguns e-mails de programadores que leram aquele descritivo e se interessam pela ideia. Era a conexão surgindo. Uns até fizeram mock-ups ou começaram a trabalhar em cima dela, mas nenhum projeto foi para frente com uma exceção: o do Alison Robson. No dia 23 de janeiro de 2013 recebi este e-mail:

“Cara, há algum tempo li seu post ‘Como seria o aplicativo de notas ideal para Windows?’ e fiquei bem empolgado com a ideia. Na época eu estava sem tempo pra tocar esse projeto, então resolvi favoritar o seu post e me dedicar a ele assim que pudesse. Bom, essa semana arrumei tempo e coragem para dar início ao desenvolvimento do aplicativo. O resultado é que o aplicativo está quase pronto, inclusive a sincronização em tempo real com o Simplenote, precisando apenas de alguns ajustes.

Pra mim o único grande problema está em arrumar alguns beta testers a fim de ver como o app se comporta em outras máquinas/sistemas, por isso estou entrando em contato com você, talvez você pudesse me dar uma força recrutando gente para testar o SmplNote. De qualquer forma assim que estiver usável, te enviarei uma cópia pra você me falar o que achou!”

Era perfeito. Tinha alguns bugs e conflitos de interface, mas o grosso da coisa funcionava, e muito bem. O SmplNote, mais tarde rebatizado para Notation, se tornou nesse um ano e meio de testes, compilações e discussões, o melhor app para tomar notas no Windows.

Da ideia ao lançamento público

Foto do Alison Robson.
Alison.

O Alison é um analista de sistemas de 25 anos, pai do Dudu e da Dora, e extremamente dedicado. Tivemos um ótimo entrosamento nesse período de gestação do Notation, eu servindo de beta tester e palpiteiro, ele fazendo todo o trabalho de programar, corrigir bugs e otimizar o aplicativo. Nossos ideais andaram alinhados durante todo o projeto e isso facilitou bastante as coisas.

O Notation foi, segundo o Alison, todo feito em C#. Perguntei para ele qual o segredo da velocidade (ele abre instantaneamente e é muito econômico), e calhou que se trata apenas do bom, velho e subjugado esforço: “Para mantê-lo rodando sem consumir muitos recursos usei uma arquitetura bem simples e dei preferência a funcionalidades escritas a partir do zero ao invés de usar frameworks que visam facilitar o trabalho, mas que acabam cobrando o preço em desempenho”. Como começou aos 12 anos e munido de hardware limitado, com pouca memória e processadores lentos, ele aprendeu desde cedo a aproveitar ao máximo os recursos que tem à disposição.

Durante o desenvolvimento, o trabalho se dividia em blocos de três etapas: eu ou ele identificava um bug, alteração ou sugeria um novo recurso, o Alison programava e compilava uma build e, em seguida, avaliávamos o resultado na prática. O trabalho fluiu bem e mesmo quando tivemos algumas intempéries, como quando o Simplenote ficou maluco com as minhas +40 mil notas excluídas na lixeira, ou na ocasião em que o Alison migrou totalmente o back-end de sincronia com o Simplenote, conseguimos contornar as dificuldades.

Nesse meio tempo tivemos ajuda de outros beta testers: Jacque Lafloufa, Juan Lourenço, Felipe Ventura, Marcos Jhan e Vanderlei Ventura. A vocês, muito obrigado! Agradecimentos também ao Pedro Bojikian e ao Miguel Ferreira, ambos da Microsoft, por terem nos ajudado a livrar o Notation dos alertas de segurança da Microsoft — o app é limpinho e seguro, acredite!

Apresentando o Notation

Notation.
Meu Notation.

É bom gastar umas linhas para explicar o Notation, há um ano e meio uma janela que aparece todo dia no meu notebook.

O Notation é um app para tomar notas que sincroniza com o Simplenote, um serviço da Automattic que funciona de back-end para outros vários e possui apps próprios muito bacanas para Android e iOS.

Ok, apps de notas existem aos montes, começando pelos enormes Evernote e OneNote. Por que alguém trocaria um desses pelo Notation? Existem vários fatores, mas o campeão se chama velocidade.

O Notation abre com o Windows (opcionalmente) e pode ser chamado em qualquer lugar, a qualquer momento, apertando as teclas WinKey + N. Ele consome pouquíssima memória, é extremamente rápido e confiável, e está em sincronia constante com o Simplenote, sempre mandando o que é digitado para a nuvem.

Uma das exigências das minhas diretrizes era que o app fosse totalmente controlável pelo teclado. O Notation consegue isso. Mesmo pontos delicados, como os dois tipos de busca, na nota em foco e em todas elas, foram resolvidos – nesse caso, Ctrl + F pesquisa na nota, Ctrl + Shift + F, em todas.

Ele aceita Markdown e exporta o texto em HTML. Dá para fazer backup rapidamente, e importa-lo de volta com a mesma facilidade. Com um toque na tecla Esc, ele é ocultado, mas continua ativo; para trazê-lo de volta, basta recorrer ao WinKey + N.

Experimente o Notation

Como trabalho com texto, talvez parte da minha empolgação pareça exagerada a quem não tem um perfil de uso similar. É meio difícil conter a animação, afinal é tipo um pequeno sonho realizado!

Além de usar o Notation para escrever rascunhos de posts, recorro a ele para criar listas (de mercado, de gastos, de filmes vistos etc), anotações de aulas na universidade, lembretes, listas de tarefas… para basicamente tudo que envolva reduzir ideias ou fatos a texto.

Por mais redondo que o Notation seja, e ele está, há planos de expansão. Perguntei ao Alison o que ele acha que dá para fazer futuramente e tive como resposta boas ideias: versionamento de notas e uma interface imersiva.

O Notation é gratuito, está em português do Brasil e inglês, funciona no Windows Vista SP1 e superiores, e pede no mínimo CPU de 1 GHz e 512 MB de RAM.

Secret: no Brasil, ele terá desabafos comoventes ou fofocas maldosas?

O Secret, um dos apps mais comentados dos EUA, finalmente liberou as amarras e expandiu-se para o mundo todo. Não só: no mesmo dia, também ganhou uma versão para Android. Desde que foi lançado ele já funcionou como gatilho de polêmicas, furos e barrigadas, sem falar na fofoca pura e deslavada que não acrescenta nada a ninguém, salvo humilhação e danos psicológicos. Essa história se repetirá no Brasil?

Mais um de uma lista crescente de apps anônimos, o Secret é como o Twitter, só que sem assinatura nos posts. Basta abri-lo, escrever uma mensagem, selecionar um fundo (opcional) e publicar. Seus amigos do Facebook saberão que alguém do círculo mandou a mensagem, mas não quem. Se repercute bastante, ela quebra a barreira dos amigos e chega a estranhos, apenas identificada pela cidade, estado ou país onde foi publicada.

Screenshot de um segredo no Secret.
Apenas mais um segredo compartilhado no Secret.

A mesma lógica é seguida por outros, como o WUT. Outra linha desses apps vai além: não pede informação alguma e se baseia em um cadastro, ou nem isso, para liberar o acesso, usando a localização dos usuários para destacar mensagens, casos do Whisper, Yik Yak e FireChat. Em comum, o estímulo à divulgação de fatos e opiniões que, não fosse o anonimato, jamais se tornariam públicos.

Alexis Ohanian, uma das investidoras do Secret, defende o lado terapêutico da experiência: “apps como o Secret viram saídas para as pessoas falarem honestamente sobre coisas que, de outra forma, resultariam em danos à carreira”. Esse uso é de fato recorrente lá — neste momento, por exemplo, a última atualização diz “Eu quero fugir e entrar no circo, mas aos 30, temo estar velho. Ainda tenho muito a aprender”. Só que entre desabafos sinceros, alguns comoventes, nada garante que não aparecerão fofocas perigosas ou maldosas.

A saída de Vic Gundotra do Google, muito antes de ser anunciada pelo próprio, vazou no Secret. Antes disso, uma brincadeira tola virou uma bola de neve: alguém entediado publicou que a Apple estaria desenvolvendo uma versão biométrica do EarPods, seus fones de ouvido. Parte da imprensa comprou o rumor e ele se alastrou rapidamente.

Esse burburinho no Vale do Silício gera consequências, mas é em círculos reduzidos, em pequenas comunidades ao redor do mundo, que os app anônimos têm o potencial de causar mais estragos, com marcas mais profundas e mais duradouras em pessoas comuns, como eu e você.

Screenshots de apps anônimos.
Da esquerda para a direita: WUT, Whisper e FireChat.

Will Haskell relatou na The Cut a devastação que o Yik Yak, outro app de mensagens anônimas locais, causou em sua escola: “Quando você assiste a um filme bobo sobre adolescentes no ensino médio, faz uma careta para a clássica cena em que os corredores estão cheios de estudantes, todos sussurrando as mesmas fofocas. Foi exatamente o que aconteceu na tarde de quinta na [escola] Staples.” Meninas e meninos chorando pelos corredores, chamando por suas mães, mudando de escola foram vistos naquela quinta. Nem o diretor, que já havia lidado com outros casos (sexting via Snapchat e bullying no Facebook), conseguiu conter a situação.

O anonimato enche as pessoas de coragem e, em certa medida, libera os grilhões do comedimento. A sensação de impunidade tem esse efeito colateral, e… bem, na real? O que temos testemunhado é que nem é preciso esconder o nome para que as pessoas revelem suas facetas sombrias. Basta ver as atrocidades que muita gente publica no Facebook. Se nem a cara, o nome completo, o local de trabalho e os amigos do cidadão assistindo ao espetáculo são capazes de frear comportamentos absolutamente reprováveis, o que esperar de apps como o Secret?

Se ele pegar por aqui, em breve descobriremos. Não é o primeiro do gênero; WUT e Whisper estão disponíveis faz tempo, mas até onde se sabe não ganharam tração. O Secret, pela fama que fez rapidamente nos EUA e sua dinâmica, parece ter algo diferente, único. Nessa primeira noite disponível por aqui, já foi possível perceber uma movimentação local.

Imagine o estrago quando uma fofoca polêmica estourar lá dentro, talvez uma relacionada à política, e envolverem a justiça no rolo, artigo 5º da Constituição, essa coisa toda.

Marco Civil, prepare-se: você está prestes a mostrar a que veio.

Foto do topo: Tambako The Jaguar/Flickr.

Swarm, novo app do Foursquare, troca gamificação por mais encontros reais com seus amigos

No começo do mês o Foursquare prometeu algo ousado: dividir seu app em dois. O original seria destinado a recomendar locais e dar dicas de estabelecimentos, uma parte que bem depois do lançamento do app se tornou prioridade para os desenvolvedores. Outro, inédito, receberia o que tornou o Foursquare conhecido, os check-ins e encontros com amigos. Ontem o Swarm, nome desse novo app, foi lançado, e outra divisão pode ser observada — desta vez, na recepção do público.

O Swarm está disponível para Android e iPhone, e é um trabalho bem feito, como tudo que tem saído do Foursquare nos últimos anos. Rápido, bonito, bem resolvido, ele pega todo o sistema de interação em tempo real do antigo e faz uma espécie de otimização seguindo dois princípios: 1) diminuir a fricção no uso do app; e 2) propiciar mais encontros em carne e osso entre seus usuários.

O e-mail de boas vindas do Swarm resume bem o que o que dá para fazer com o app. São três ações:

  • Quer se encontrar com amigos? Abra o app e veja quem está por perto.
  • Quer compartilhar o que está fazendo? O check-in nunca foi tão rápido e divertido.
  • Teve uma ideia de algo legal para fazer? Mande uma mensagem rapidamente para todos os seus amigos próximos.

Basicamente, é isso. Vejamos agora, pois, os pormenores dessa experiência e, principalmente, do que ficou de fora dela.

Adeus, check-in

Seus amigos aparecem de acordo com a localização no Swarm.
Tela inicial.

A interface do Swarm se divide em quatro áreas. Na primeira, os amigos são listados de acordo com sua posição em relação ao smartphone. Há quatro raios, que vão de 150 metros até “a uma distância muito grande”, gente de outras cidades. De cara o Swarm dá uma visão geral de onde seus amigos estão, mesmo que eles não tenham feito check-in.

Nesse contexto, o check-in como conhecíamos no Foursquare se tornou secundário e, em certa medida, desnecessário. O app tem a tecnologia e os smartphones modernos, os recursos para que a localização dos usuários seja “adivinhada” com precisão. Na prática, não é preciso sequer tirar o smartphone do bolso para que seus amigos saibam onde você está; o app sabe e se atualiza, ininterruptamente, em tempo real. Ao The Verge, o CEO Dennis Crowley foi direto:

“Veja bem, a razão da empresa, essa coisa toda, nunca foi construir um botão de check-in incrível.”

O check-in é apenas mais um sinal entre os vários que formam e explicam a base de estabelecimentos (ou venues) do Foursquare. Na época, foi necessário ante a rudimentaridade dos smartphones e APIs dos sistemas móveis.

Nada impede que você toque no botão de check-in e faça-o manualmente no Swarm, como era no antigo Foursquare. Ele continua existindo e é uma boa para quando se deseja informar exatamente o local da festa.

Mas não precisa, de verdade.

Soa invasiva essa estratégia, mas calma. Um dos problemas do Foursquare é, paradoxalmente, uma das suas vantagens: há pouca gente usando o serviço. No Brasil, a estratégia da TIM com o TIM Beta deu uma força, ainda que a maior parte do povo que se cadastrou no Foursquare para ganhar pontos (ou seja lá o que se ganhava naquilo) não use o serviço regularmente e, pior, saia adicionando desconhecidos num ritmo alucinado e sem qualquer critério.

Como ativar e desativar o compartilhamento.
Este GIF ilustra bem.

De qualquer forma, essa restrição permite que se crie uma lista de amigos mais íntimos. Recusar um convite ou dar unfriend são atos menos solenes aqui, e nessa o perigo de ir a um bar e aquele cara que fazia bullying contigo na escola e te adicionou ano passado no Facebook aparecer do nada, diminui bastante. Lidar com essa multiplicidade de gente é um dos grandes desafios do Facebook que, aliás, recentemente liberou uma função parecida com o Swarm.

Além dessa vantagem (discutível, mas vá lá, ainda é uma vantagem), existe uma “chave geral” na barra do topo, o compartilhamento do bairro. Arrastando-a para a direita, ela fica laranja (ativada) ou cinza. É esse interruptor que denuncia sua posição. Se você estiver em um jantar a dois e não quiser ser importunado pelo seu amigo Stifler, basta desativar o Swarm e sua carinha sumirá do radar. Simples e eficiente.

Chamando os amigos para o rolê pelo Swarm

Das outras três áreas, duas são conhecidas: notificações e um listão em ordem cronológica inversa dos check-ins dos seus amigos. A terceira, chamada Planos pela vizinhança, é nova. E promissora.

Os planos do Swarm permitem organizar encontros rapidamente.
O plano de John.

Ainda bastante precária, ela permite chamar a galera para fazer alguma coisa. É como um evento no Facebook, só que descomplicado. Na verdade, descomplicado demais: a brincadeira consiste em deixar uma frase explicando o que e onde será o encontro. Isso dá margem para usos inusitados, do tipo “vou comprar sapato na loja ‘X’, alguém me ajuda?”, ou triviais, como “vamos no bar?”. Quem topar, clica em um botão confirmando o interesse e pode deixar um comentário. Tudo bem “aberto”, como se fosse uma obra de arte na visão do Umberto Eco.

O Swarm ainda é “8 ou 80” nessa questão das amizades. Não dá para criar um plano e segmentar os convidados, todo mundo fica sabendo de tudo. E… bem, a gente sabe que na vida não é assim, que temos diversos círculos de amizades e que sermos o laço que os une não significa que todo mundo se dará bem com todo mundo.

Modificar esse comportamento acrescentaria camadas extras de complexidade, e no momento isso parece ir contra os anseios do Foursquare, em especial contra o intuito de diminuir a fricção no uso do serviço. Talvez mude no futuro, mas só vislumbro essa movimentação se o Swarm cair no gosto do público mais mainstream. Será só assim, também, que a função de planos terá alguma utilidade. No papel, pelo menos, reforço: ela é bem promissora.

Cadê minhas medalhas? E minhas prefeituras?

Não é de hoje que o Foursquare busca se desvencilhar do check-in e, modo geral, do aspecto de gamificação. Aspecto que, para alguns, é a melhor parte da brincadeira. Medalhas, pontos, competição, prefeituras incentivam o uso do app nesse meio.

Tudo isso sumiu no Swarm*. A digestão dessa novidade depende de como você encara o Foursquare. Para mim, não faz muita falta; para Rafael Silva, 26 anos, colunista de tecnologia da Oi FM, sim:

“Eu não curti muito não [o fim da gamificação]. Queria mais badges e continuar no ranking de pontos e tal. Isso me motivava mais a dar check-in, ter uma disputa com meus amigos para ver quem ficava no topo. Agora não tem mais, perdeu parte da graça pra mim.”

* As prefeituras, na verdade, continuam existindo. A diferença é que agora elas não são centralizadas e cada círculo de amigos terá uma. Explicações mais detalhadas aqui.

Conversei com o Rafa, usuário bastante ativo do Foursquare há um bom tempo, sobre o novo app Swarm. Além da insatisfação com o fim dos badges e prefeituras, ele também citou o comportamento estranho do Foursquare, atualizado um dia antes para “receber” o Swarm. Ainda se faz check-in por lá, mas sua sua interface foi bastante simplificada. Pelas declarações dadas ao The Verge, é uma situação temporária enquanto o reformulado Foursquare, com foco em recomendações e dicas, não chega.

Ainda dá para fazer check-in e mencionar amigos no Swarm.
Check-in tradicional.

Meia década depois do seu laçamento, o conceito do check-in não vingou. Pior: passou de necessidade a um estorvo. Ele só é popular entre o pessoal da tecnologia e comunicação. Junto ao público menos aberto à premissa do app, parte majoritária, é uma dinâmica que soa quase anormal. “Por que você fica falando pra todo mundo onde está?”, e “Nem chegou e já vai fazer check-in!?” são comentários que ouço com frequência. Dá para entender a cara de interrogação que as pessoas fazem.

Para ser popular e fazer dinheiro com isso, um app ou serviço precisa demonstrar valor e ter uma base generosa de usuários. Na estratégia do Foursquare, é mais fácil alcançar esse estágio com recomendações de locais e dicas do que com um joguinho simples e pouco estimulante. Qualquer um que já recorreu ao serviço para encontrar um restaurante maneiro em uma cidade estranha, ou até mesmo onde mora, sabe que essa parte funciona muito bem.

Sendo assim, por que não focar nela? Para conseguir esse foco era preciso tirar o botão de check-in do centro da experiência do Foursquare — ele intimida, respinga em toda a experiência de uso e acrescenta complexidade à toa. Rachar o app em dois foi, portanto, a saída eleita — e uma das mais espertas. Felipe Cepriano, 23 anos, analista de software na IBM, usa o Foursquare desde 2009, acumula mais de 2200 check-ins e também acha que a divisão em dois apps é uma boa:

“Por um lado eu acho meio chato, precisar de dois apps pra fazer algo
que antes ficava em um só. Mas não vejo muito como implementariam
recursos novos, como os Planos, sem poluir a interface do Foursquare.
Separando o lado social do lado “discovery”, fica mais fácil. E tem
muita gente que gosta de conhecer lugares mas fica intimidada pela
interface do Foursquare: Uma conta nova mostra só uma timeline vazia,
e pouco fala de lugares novos pra descobrir.”

O Swarm aproveita muito bem o poder dos smartphones modernos para brincar com ideias de context awareness: em vez de puxar o smartphone do bolso, ele chama a nossa atenção quando é conveniente ou necessário. É a premissa básica de sistemas super especializados, como relógios inteligentes, mas que se adequa bem em equipamentos mais mundanos, mais estabelecidos, como nossos smartphones.

Pena que, como quase tudo que é social na Internet, o bom proveito do Swarm dependa da adoção pelos nossos amigos. É nessas horas que a lamúria do Fabio, abaixo, se estende a todos que, pelo mesmo motivo ou outro, quase sempre vê bolas de feno rolando na tela de notificações do Foursquare/Swarm:

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (abril/2014)

Sai mês, entra mês, as listas de melhores apps para Android, iOS e Windows Phone do Manual do Usuário continuam aparecendo. A intenção, como sempre reforço, é priorizar apenas apps que realmente importam, seja pelo fator novidade, seja pela utilidade.

Os apps estão listados em ordem alfabética, com os três sistemas misturados e, quando multiplataforma, links para todas as versões.


Boxcryptor

Ícone do Boxcryptor.Para Windows Phone, Android, iPhone.
O que é? App que criptografa arquivos antes de enviá-los a serviços de armazenamento na nuvem.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Windows Phone, Android, iPhone.

Box, Microsoft, Dropbox e Google garantem a privacidade dos arquivos salvos em suas nuvens, mas até que ponto dá para confiar nessas empresas? E quem garante que não haverá uma falha, uma brecha que acabe liberando dados dos usuários, inclusive os mais sensíveis? O Boxcryptor atua sobre essa incerteza: esse app criptografa seus arquivos antes de enviá-los para a nuvem.

Ele está disponível em várias plataformas e, em abril, chegou ao Windows Phone também. Existe um bug no download de arquivos com nomes especiais, cortesia da API do Box, mas no geral ele funciona a contento. Para quem quer segurança máxima da maneira mais prática, é uma boa pedida.

Screenshots do Boxcryptor.
Imagens do Boxcryptor.

Breeze

Ícone do Breeze.Para iPhone 5s.
O que é? App que conta os passos dados durante um dia.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Dos mesmos criadores do RunKeeper, o Breeze é exclusivo para o iPhone 5s por depender do M7, o chip dedicado a registrar os movimentos do usuário, presente nessa versão do smartphone da Apple.

O app faz a mesma coisa que aquelas pulseiras de exercícios (Fitbit, Jawbone Up, Nike Fuelband), mas sem precisar de nada extra — basta baixar o app, que é gratuito, e começar a andar. Ele incentiva bastante, talvez até demais já que vários reviews da App Store reclamam do excesso de notificações. Se você for do tipo que precisa de alguém enchendo o saco para se levantar e fazer exercícios, talvez isso seja um fator positivo.


Câmera do Google

Ícone da Câmera do Google.Para Android.
O que é? App de câmera nativo do Google.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Em mais passo no processo de desmembramento do Android, o Google reformulou o app de câmera nativo e o jogo no Google Play.

A interface ficou mais “flat” e mais acessível que na versão anterior. Agora, enfim, o viewfinder aparece na mesma proporção das fotos em si, permitindo enquadramentos precisos. De novidade mesmo, o Efeito foco, que embaça um dos planos da imagem depois que a foto é feita, via processamento de software. Os resultados, como demonstrei aqui, não são sempre fantásticos, mas quando dá certo, é bem incrível.

Screenshots da Câmera do Google.
Imagens da Câmera do Google.

Carousel

Ícone do Carousel.Para Android, iPhone.
O que é? Gerenciador de fotos armazenadas no Dropbox.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Android, iPhone.

O novo app do Dropbox é todo sobre fotos: ele faz o upload automático de imagens, recurso já bastante conhecido do app original, e exibe as fotos salvas no serviço em uma linha do tempo bem ligeira.

A apresentação é bonita, o app é muito rápido e toda a interface é baseada em gestos. É meio confuso entender o processo de exclusão de fotos (primeiro, você esconde as imagens, depois, as apaga nas configurações), mas fora isso é um belo app para gerenciar fotos, e uma boa pedida para botar ordem nos anos de fotografia digital bagunçados no seu HD — o único problema é subir esse monte de arquivos para o Dropbox.


Chrome Remote Desktop

Ícone do Chrome Remote Desktop.Para Android.
O que é? Permite controlar o computador remotamente via smartphone ou tablet.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Instale uma extensão no Chrome do computador (Windows ou OS X), este app no seu smartphone ou tablet Android e, após inserir o PIN corretamente, você poderá usar o PC através dos dispositivos móveis. Este app é a versão móvel de um recurso que o Google lançou há algum tempo entre computadores. Agora, na palma da mão, ele se mostra ainda mais útil.

A solução do Google não tem muitos recursos avançados, como transferência de arquivos, nem tutoriais explicando coisas que, embora pareçam básicas, dependem de alguma prática, como clicar. Mas o desempenho é satisfatório e deve quebrar o galho de quem esqueceu alguma informação no PC ou precisa executar ações remotamente.

Screenshots do Chrome Remote Desktop.
Imagens do Chrome Remote Desktop.

Fenix for Twitter

Ícone do Fenix for Twitter.Para Android.
O que é? Cliente para Twitter que respeita as diretrizes de design do sistema.
Preço? ~R$ 6,15
DOWNLOAD

O Android ainda não tem um cliente definitivo para Twitter, como é o Tweetbot no iOS, mas concorrentes promissores têm aparecido na plataforma. O Fenix é o último desses: com um visual simples e limpo, ele respeita as diretrizes visuais do Google para o Android, conta com layout especial para tablets e é aberto a muita personalização.

Além dos recursos básicos do Twitter, alguns extras, como silenciar usuários, palavras-chaves ou hashtags, estão presentes. Dá, também, para alterar o tema do app — são três opções: claro, escuro e totalmente preto. Apesar de novo, sobram elogios ao Fenix; mesmo pago ele merece uma olhada mais atenta por aqueles que usam bastante o Twitter ou não suportam o cliente oficial.

Screenshots do Fenix for Twitter.
Imagens do Fenix for Twitter.

Frontback

Ícone do Frontback.Para Android, iPhone.
O que é? App que tira fotos simultaneamente com selfies, usando as duas câmeras.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Android, iPhone

Selfies estão na moda, e o Frontback se aproveita disso para estender um pouco o conceito: com este app você tira duas fotos ao mesmo tempo, com as câmeras frontal e traseira, colando ambas em uma só. O Frontback saiu ano passado para iPhone e, agora, chega ao Android.

O app permite compartilhar as fotos feitas em outras redes sociais e foi bem adaptado ao Android — nada de reutilizar elementos do iOS. É um app com uma finalidade bem específica, mas que pode ser divertido dependendo do contexto.

Screenshots do Frontback.
Imagens do Frontback.

Google Docs e Google Sheets

Ícones do Google Docs e Google Sheets.Para Android, iPhone, iPad.
O que é? Apps para edição de textos e planilhas eletrônicas.
Preço? Gratuita.
DOWNLOAD Google Docs (Android, iPhone/iPad), Google Sheets (Android, iPhone/iPad)

Já era possível criar e editar documentos de texto e planilhas eletrônicas no Google Drive, sem falar no QuickOffice, que o Google comprou há alguns meses e liberou gratuitamente. Nada disso impediu a liberação de apps dedicados para essas funções, o Google Docs e Google Sheets (ou Documentos Google e Planilhas Google, como ficou a tradução no Brasil).

Os apps não trazem nada novo e, pelos últimos acontecimentos, parecem mais uma resposta à chegada do Office da Microsoft ao iPad. É uma questão puramente de percepção, já que, como dito, o Drive já fazia essas funções de forma praticamente idêntica à dos novos apps. Para quem usa e prefere só uma das aplicações, sem toda a estrutura do Drive, pode ser uma boa pedida.

Screenshots do Google Docs e Google Sheets.
Imagens do Google Docs e Google Sheets.

IFTTT

Ícone do IFTTT.Para Android e iPhone.
O que é? App de receitas para automatizar ações na Internet.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Android, iPhone.

O IFTTT leva um dos conectores lógicos mais legais, o “se isto então isto”, para as massas. Com ele, dá para programar ações condicionais, executadas quando um evento pré-determinado (o primeiro “isto”) ocorre. Exemplo simples? Mande um e-mail de aviso se for chover amanhã.

O app para Android chega algum tempo depois da versão para iPhone, mas com mais coisas graças à natureza menos fechada do sistema do Google. Tanto que, por ocasião da estreia do app, o IFTTT estreou seis novos canais exclusivos para Android. Dá para, por exemplo, manter o wallpaper do seu smartphone ou tablet atualizado com a última foto publicada no Instagram. As possibilidades são incontáveis, e o app é muito bem feito.

Screenshots do IFTTT.
Imagens do IFTTT.

Lingua.ly

Ícone do Lingua.ly.Para Android.
O que é? App de auxílio para aprender palavras em outro idioma.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Apps e sites para aprender novos idiomas existem aos montes, mas sempre há espaço para novas abordagens. O Lingua.ly, exclusivo para Android, com versão para iPhone prometida, traz uma dessas.

Aqui, você não tem lições ou programas pré-estabelecidos. A premissa do app é fornecer ferramentas para que os usuários criem seus próprios vocabulários, colhendo palavras de outros locais e da web — existe uma versão para o navegador e extensões de navegadores para fazer a ponte com o app móvel. Ao coletar uma palavra, você pode ver seu significado, associar imagens a ela, escrever frases para lembrar o contexto e ler artigos reais que trazem a palavra em questão.


Mailbox

Ícone do Mailbox.Para Android, iPhone, iPad.
O que é? Cliente de e-mail com foco em produtividade.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Android, iPhone e iPad

Outro ex-exclusivo do iOS, o Mailbox é um cliente de e-mail que ajuda os usuários a chegarem à mítica inbox zero. Como? Com um leque de ações para dar cabo das mensagens tão logo elas cheguem — se não respondendo/apagando/arquivando, adiando a mensagem para um momento posterior –, tudo por gestos simples e rápidos.

Apesar de alguns detalhes que lembram muito a versão para iOS, essa primeira versão é bem competente, e traz novidades, como um mecanismo que aprende seus padrões de uso para automatizar algumas coisas. Além de gratuito, ao instalá-lo você ganha 1 GB de espaço no Dropbox.

Screenshots do Mailbox.
Imagens do Mailbox.

Movie Moments

Ícone do Vídeo Moments.Para Windows Phone 8.1, Windows.
O que é? Editor de vídeos simples, com suporte a frases e música de fundo.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Windows Phone 8.1, Windows.

Esse só funciona no Windows Phone 8.1, já que se aproveita das novas APIs de vídeo dessa versão do sistema. Desenvolvido pela Microsoft, e com versão para Windows 8/RT, é um editor simples de vídeos.

Existe uma limitação de tempo, os vídeos têm no máximo 60 segundos. Após fazer os recortes desejados no seu, é possível incluir legendas e textos estilizados e, depois, música — o app vem com alguns clipes de áudio, mas dá para importar sons da sua coletânea de músicas. Terminou? Mande para o OneDrive ou compartilhe no Facebook.

Screenshots do Video Moments.
Imagens do Video Moments.

Opera Coast

Ícone do Opera Coast.Para iPhone.
O que é? Navegador web com interface minimalista baseada em gestos.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Lançado ano passado para iPad, o Opera Coast, a versão do conhecido navegador reimaginada para dispositivos móveis chega agora para o iPhone.

O Opera Coast deixa para trás várias convenções de navegadores web, muitas delas migradas do desktop para dispositivos móveis. Não existe barra de endereços, a tela está sempre cheia e os controles de navegação são gestuais. Parece complicado, e existe mesmo uma pequena curva de aprendizado no começo, mas com a prática vem muita agilidade e mais área real para apreciar os sites que você gosta.


Reading List

Ícone do Reading List.Para Windows Phone 8.1.
O que é? Bookmarks para textos encontrados na web.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Outro só para Windows Phone 8.1, e que também faz dobradinha com um app homônimo no Windows 8/RT. O Reading Lists, ou Lista de Leitura, parece muito com o Pocket e Instapaper, mas ele não faz cache para leitura offline, nem salva o texto em uma formatação mais legível. É, na prática, apenas um sistema de bookmarks mais visual e, agora, sincronizado.

Screenshots do Reading List.
Imagens do Reading List.

Scanbot

Ícone do Scanbot.Para Android, iPhone.
O que é? App que tira fotos de documentos e recibos com qualidade superior.
Preço? ~R$ 2,50
DOWNLOAD Android, iPhone.

Sim, você pode abrir o app da câmera e tirar uma foto do boleto, recibo ou documento. O que o Scanbot promete, porém, é maior qualidade: além da alta resolução (200 dpi), ele tem recursos para diminuir borrados, delinear textos e melhorar a legibilidade das letrinhas em qualquer documento de texto.

Depois de tirada a foto, um processo que consiste em posicionar a câmera sobre a folha (não é preciso tocar em botão algum), o Scanbot ainda pode enviá-la para serviços de armazenamento na nuvem, como Google Drive, Dropbox e Evernote, automaticamente. Para quem trabalha com muito papel e está na luta pela digitalização, parece uma boa ponte entre os dois universos.

Screenshots Scanbot.
Imagens do Scanbot.

Tilesparency e Transparency Tiles

Ícones do Tilesparency e Transparency Tiles.Para Windows Phone 8.1.
O que é? Apps para criar blocos transparentes para a tela inicial.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Tilesparency, Transparency Tiles.

O Windows Phone 8.1 permite incluir imagens de fundo na tela inicial, só que em vez delas ficarem no fundo, aparecem dentro dos blocos. Esses dois novos apps permitem brincar com o efeito e dar mais liberdade na hora de compôr o layout dessa tela. (Para funcionarem, obviamente, é preciso estar com o Windows Phone 8.1 e ter uma imagem de fundo definida.)

O Tilesparency permite criar blocos vazios, transparentes, para mostrar melhor a imagem. Não só: também dá para criar blocos com pequenas ações pré-definidas. O app é gratuito, mas permite compras in-app, para remover anúncios e garantir futuras atualizações. Já o Transparency Tiles traz atalhos para diversos apps populares, como Facebook, apps do Xbox, os do Rudy Huyn e outros vários — a lista é grande! Tenha em mente, porém, que os blocos criados por ele não são dinâmicos.

Screenshots do Tilesparency e Transparency Tiles.
Imagens do Tilesparency e Transparency Tiles.

Union

Ícone do Union.Para iPhone, iPad.
O que é? App de edição de fotos que mistura duas em uma só, com efeitos artísticos.
Preço? US$ 1,99
DOWNLOAD

Apps para editar fotos não faltam no iOS, mas o Union se destaca pela facilidade com que alcança montagens baseadas em sobreposições belíssimas, muito parecidas com as da abertura de True Detective. É tudo bem fácil e poderoso, já que bastam alguns toques para se chegar ao resultado desejado.

Após carregar a imagem de fundo e a frontal, as ferramentas permitem isolar o objeto em primeiro plano e realizar outros ajustes finos. Finalizado o trabalho, dá para exportá-lo em outros apps, preservando a resolução máxima.

Screenshots do Union.
Imagens do Union.

19 apps! Para mais, visite as listas de janeiro, fevereiro e março, e as dos melhores apps de 2013 para iPhone, Android e Windows Phone.

Foto do topo: Kārlis Dambrāns/Flickr.

Câmera do Google: pequenos acertos e o novo Efeito foco

Nessa semana o Google deu mais um passe no desmonte que vem fazendo do Android. Não entenda isso como algo negativo; ao remover apps e funções do sistema e permitir a atualização “por fora”, via Google Play ou Google Play Services, os efeitos negativos da fragmentação da plataforma são mitigados. Desta vez foi a câmera que passou a ser distribuída e atualizável pela loja de apps oficial.

A Câmera do Google funciona em qualquer Android rodando a última versão do sistema (4.4 “KitKat”). O app mantém a pegada minimalista do que acompanha o sistema, mas traz mudanças estéticas, simplificações e um modo de disparo totalmente novo, o Efeito foco, que tenta reproduzir o que a Lytro faz nativamente: brincar com a profundidade de campo após tirar a foto. Voltarei a isso depois.

Interface da câmera mais simples e com boas novidades

A nova interface da Câmera do Google.
Câmera do Google.

A interface foi simplificada e, no geral, ficou melhor. O Google finalmente adequou o viewfinder à proporção da foto. Antes, o usuário via uma imagem em 16:9 mesmo quando a foto saía em 4:3, um detalhe que, aos incautos, prejudicava todo o cuidado com a composição. A saída agora bate com a da foto e o espaço que sobra, à direita, transformou-se em um grande disparador — a foto é feita ao tocar em qualquer ponto daquela área, não só no ícone. No viewfinder, um toque ajusta o foco para a área selecionada.

Alguns controles, como troca de câmera, flash e HDR, ficam ocultos em um pequeno ícone no canto superior direito. E foi uma grande felicidade reparar que agora dá para colocar uma grade 3×3 no viewfinder!

Os modos de disparo ficam ocultos na borda à esquerda, e são trazidos à tona com um deslizar de dedo, mais ou menos como na câmera do Moto X. Toda vez que a câmera é aberta eles aparecem ali antes de sumirem, detalhe importante para evitar que caiam no esquecimento junto a usuários menos ligados. Do outro lado, ficam as últimas fotos feitas.

São os mesmos modos de sempre, mais o novo Efeito foco. Cada botão ganhou uma cor própria e um visual bastante “flat” que se estende por todo o app. O atalho para as configurações gerais fica oculto, só é revelado ao puxar os modos de disparo. É a engrenagem à direita. As opções são bem limitadas, mas valem uma visita para aumentar a resolução de tudo — os modos Efeito foco e Photosphere não vêm configurados na resolução máxima; a do Photosphere, aliás, agora subiu para 50 mega pixels contra 8 da versão antiga.

Efeito foco, ou a Lytro fazendo escola

Começou com a Lytro. Depois, foi a vez da Nokia trazer o recurso para as câmeras PureView atavés do Refocus. A nova leva de Androids, encabeçada por Galaxy S5 e HTC One (M8), também entrou na dança; no caso do modelo da HTC, o UFocus, nome do recurso, se utiliza de uma câmera auxiliar para calcular o espaço tridimensional e refinar os resultados.

Desfocar o fundo de uma fotografia é uma coisa legal e muito procurada. Em alguns grupos de smartphones no Facebook, o efeito bokeh é febre — as pessoas procuram por apps que façam isso e ficam fascinadas com os resultados práticos de uma grande profundidade de campo mesmo quando eles são absurdamente ruins, caso de quase todos esses apps de pós-edição. Agora, qualquer um com o Android 4.4 terá essa opção embutida no app da câmera. Mas é uma opção viável?

Sendo uma câmera específica para esse fim, a Lytro oferece os melhores resultados e tem um mecanismo fechado e otimizado para tanto, composto por conjunto de lentes extras dedicado a capturar mais luz de todas as direções possíveis. No caso da Nokia, a técnica é mais rudimentar, mas alcança resultados bem competentes: o app tira uma sucessão de fotos com diferentes pontos focais ao mesmo tempo em que cria um “mapa de profundidade” da cena, juntando tudo depois em uma imagem que é manipulável no app e externamente — dá para brincar no site oficial e incorporar essas fotos dinâmicas em qualquer página web. Abaixo, uma que fiz com o Lumia 920:

A técnica adotada pelo Google é similar, mas exige um movimento extra para ajudar os algoritmos responsáveis pela mágica do foco posterior. Ao fazer uma foto no Efeito foco, é preciso “levantar” a câmera; um tutorial na tela ensina o que e quando fazer. Além disso, diferentemente da solução da Nokia, na do Google dá para, além de alterar a área focada, mudar a intensidade do desfoque no restante da imagem. A desvantagem é que tudo isso só fica disponível para quem tirou a foto, e no próprio aparelho. Ao compartilhá-la em outro local, ela vai como um JPG comum.

O Efeito foco não é perfeito, mas diverte.
Efeito foco em ação.

Neste post, Carlos Hernández, engenheiro de software do Google, explica em termos mais técnicos como isso funciona:

“O Efeito foco substitui a necessidade de um grande sistema ótico com algoritmos que simulam lentes e abertura grandes. Em vez de capturar uma só imagem, você movimento a câmera para cima a fim de capturar um conjunto completo de quadros. A partir dessas fotos, o Efeito foco usa algoritmos de visão computacional para criar um modelo 3D do mundo, estimando a profundidade (distância) de cada ponto na cena.”

Após tirar uma foto nesse modo, a galeria exibe um botão extra de edição que permite mudar o desfoque simplesmente mexendo em uma barra.

É uma implementação engenhosa, mas nem sempre funcional. Em vários casos o desfoque invade o objeto em primeiro plano e vice-versa, ou então não consegue delinear corretamente o que deve estar em evidência. E tem o problema da resolução, já que a qualidade máxima (e que torna a captura mais lenta) só alcança 2048×1536.

Quebra o galho, mas não faz frente a uma boa câmera com lentes bem abertas, ou mesmo ao trabalho que a Nokia fez com o Refocus. Embora mais limitado, o efeito nas câmeras PureView é, na média, mais natural. Às vezes, dependendo da situação, o Efeito foco da Câmera do Google gera algumas aberrações, como essas cebolinhas:

Um caso em que o Efeito foco não funcionou direito.
Foto: Rodrigo Ghedin

Em condições ideais, porém, dá para alcançar resultados magníficos, como esse da laranja (ambas são a mesma foto, com o foco alterado via software depois do clique):

Laranja desfocada.
Sem foco.
Laranja focada.
Com foco.

É um começo. Com o tempo o algoritmo deve ser aperfeiçoado e os resultados ficarão mais consistentes e chegarão a resoluções maiores. É esperar para ver — e, enquanto isso, se divertir mesmo com as limitações.

Nada de filmar em modo retrato!

A Câmera do Google pede ao usuário para deixar o smartphone em modo paisagem na hora de filmar.
Vire o celular!

Lembra do meu apelo para não filmarmos em modo retrato? A nova Câmera do Google engrossa o coro.

Quando no modo de vídeo com o celular em pé, um ícone na tela recomenda ao usuário que ele incline o dispositivo. É um ícone animado pouco descritivo, e não será surpresa se muita gente ficar coçando a cabeça tentando entender do que se trata ao se deparar com ele, mas é um toque legal, gentil (ele não te proíbe de filmar assim, como o YouTube Camera do iOS) e talvez capaz de conscientizar alguns que ainda insistem em filmar na vertical.

Câmera do Google, mais uma (boa) opção

No geral, quem usa o Android padrão (Nexus) tem bons motivos para atualizar a câmera para essa nova. Proprietários de outros modelos já no Android 4.4, como Moto X, Moto G, Galaxy S4 e Galaxy S5, não perdem nada testando, embora o apelo seja menor nesses casos — Motorola e Samsung se dedicam a criar apps de câmera poderosos ou mais acessíveis.

De qualquer modo, não custa nada experimentar. Às vezes é na simplicidade de um app como o Câmera do Google que mora o conforto ou, no caso, a melhor interface para se fazer fotos memoráveis.

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (março/2014)

Terceiro mês, terceiro post de melhores apps. Já é tradição e você pode esperar, no último dia de todo mês, essa reunião dos apps mais legais e/ou úteis lançados para Android, iOS e Windows Phone.

A opção pela janela mensal foi feita para destacar apenas a nata dos apps lançados no período. Muitos saem toda semana, mas quantos desses realmente compensam sua atenção e, eventualmente, seu suado dinheirinho? Não muitos.

A lista, como sempre, está em ordem alfabética e traz os três sistemas misturados — quando um app é multiplataforma, haverá essa indicação e todos os links possíveis. Baixe o que quiser e, caso conheça algum app lançado recentemente que mereça figurar na lista, mas não esteja nela, corrija essa injustiça nos comentários.


A Better Camera

A Better Camera, ícone.Para Android.
O que é? App de câmera com diversos recursos reunidos.
Preço? Gratuito, ~R$ 15 para desbloquear todos os recursos.
DOWNLOAD

Apps de câmeras para Android não são tão comuns ou variados quanto em outras plataformas, mas vez ou outra algum interessante aparece. É o caso do A Better Camera, que promete concentrar em um único lugar diversos recursos fotográficos.

São 11 modos de disparo, mas alguns pagos, como o panorama de alta resolução e o HDR — por ~R$ 15, todos os recursos são desbloqueados. A interface é bem simples e direta, cheia de botões configuráveis e adaptada a tablets se tirar fotos com eles for a sua praia. Só por ter a grade 3×3 já é um bom negócio, mas existem outros recursos, alguns bem avançados, como o “group shot” e a remoção de objetos, que merecem uma olhada.

Screenshots do A Better Camera.
A Better Camera para Android.

Adobe Revel

Adobe Revel, ícone.Para Android e iPhone.
O que é? Gerenciamento e compartilhamento de fotos na nuvem da Adobe.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD Android, iPhone/iPad

O Revel é um serviço da Adobe que facilita o gerenciamento de fotos e permite compartilhá-las com amigos e familiares de forma privada. Até o início de março, existiam apps apenas para as plataformas da Apple — OS X e iOS. Agora, o Android entra na festa.

A facilidade é bastante ressaltada no Revel, e um diferencial importante em meio a tantas opções de armazenamento de fotos. Para os recém-chegados do Android, a Adobe liberou uma ferramenta de importação que deve ser útil para levar as fotos da galeria do sistema à nuvem.

Screenshots do Adobe Revel.
Adobe Revel para Android.

BitTorrent Sync

BitTorrent Sync, ícone.Para Android, iPhone e Windows Phone.
O que é? Uma espécie de nuvem privada para acesso remoto a arquivos.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Android, iPhone, Windows Phone

O BitTorrent Sync chegou ao Windows Phone, fato que melhora a experiência geral do serviço. Apesar do nome, ele lembra mais o antigo FolderShare da Microsoft. A proposta do app é permitir a criação de “nuvens particulares”, ou seja, o acesso a arquivos entre vários dispositivos, através da Internet, mas sem a parte de armazenamento na nuvem. O que significa que para ver fotos que esteja no seu computador a partir de um smartphone, é preciso que o PC esteja ligado no momento do acesso.

O app para Windows Phone tem os mesmos recursos dos outros sistemas. É possível conceder acesso via código, e-mail ou com a câmera, usando códigos QR. Também está disponível o backup automático de fotos tiradas com o aparelho. Todas as conexões são seguras, criptografadas e jamais deixam rastros armazenados em servidores remotos.

Screenshots do BitTorrent Sync.
BitTorrent Sync para Windows Phone.

CloudSix

CloudSix, ícone.Para Windows Phone.
O que é? Cliente extra-oficial do Dropbox.
Preço? Gratuito, R$ 2,49 para remover os anúncios.
DOWNLOAD

Um dos grandes problemas do Windows Phone é a escassez de apps oficiais dos serviços populares em outras plataformas. Um problema que vem diminuindo com o tempo, mas que permanece em alguns casos, como o do Dropbox. Já que não se tem o app oficial dele, que tal um de Rudy Huyn, o responsável pelo 6tag, 6snap e alguns dos melhores apps do sistema?

O CloudSix permite acessar, fixar (para uso offline), gerenciar e compartilhar arquivos armazenados em uma ou mais contas do Dropbox. Outro recurso vindo diretamente do app oficial, a sincronia automática de fotos tiradas com o smartphone para o Dropbox, também está presente. É um app simples, mas muito bem feito e que até agora não me deixou na mão.

Screenshots do CloudSix.
CloudSix para Windows Phone.

Disconnect Search

Disconnect Search, ícone.Para Android.
O que é? App de buscas web que promete anonimato total.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Depois de lançar uma boa extensão para navegadores, o Disconnect agora tem um app para Android. Com ele, o usuário pode realizar buscas nos principais sites do gênero (Google, Bing, Yahoo, blekko e DuckDuckGo) com a garantia da privacidade.

Em cada pesquisa realizada, o Disconnect Search passa a sua consulta por uma VPN que mascara seu endereço IP e impede que cookies e outros identificadores pessoais fiquem no seu aparelho ou sejam coletados por intermediários, como o provedor, e o próprio site de buscas. O app em si é só uma “casca”, já que os resultados abrem no navegador padrão do sistema, mas há um widget disponível que agiliza bastante as coisas.

Screenshots do Disconnect Search.
Disconnect Search para Android.

Excel, PowerPoint, Word

Excel, PowerPoint, Word, ícones.

Para iPad.
O que é? Apps para planilhas eletrônicas, apresentações de slides e edição de textos.
Preço? Gratuito, R$ 21/mês para criar e editar arquivos.
DOWNLOAD Excel, PowerPoint, Word

Os rumores sobre um Office para iPad datam de 2011. Enfim, ele chegou. Excel, PowerPoint e Word ganharam versões para o tablet da Apple adaptadas à interface sensível a toques. A Microsoft fez um bom trabalho e os apps, mesmo carentes de alguns recursos mais avançados, cumprem bem o que se esperaria de versões do tipo.

Eles estão disponíveis gratuitamente, mas apenas para visualização de arquivos — que podem ser abertos a partir do OneDrive. Para edição, é necessário assinar o Office 365 que, para usuários domésticos, custa R$ 21 por mês.

Bônus: o Office Mobile para Android e iPhone, que antes também tinham essa vinculação com o Office 365, agora são totalmente gratuitos, inclusive para criação e edição de arquivos.


Facebook Messenger

Facebook Messenger, ícone.Para Android, iPhone e Windows Phone.
O que é? App exclusivo para bate-papo do Facebook.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Android, iPhone, Windows Phone

Figurinha carimbada, o Facebook Messenger está em uma constante de boas notícias para seus usuários. Primeiro, a feliz reformulação que os apps para Android e iPhone receberam no final de 2013. Em março, a chegada do app ao Windows Phone.

O app para o sistema da Microsoft é bem bonito e lembra, sem ferir as diretrizes de design do Windows Phone, suas contrapartes dos sistemas concorrentes. Dá para tirar foto, mandar figurinhas (os stickers) e entrar em conversas em grupo — ainda que a recente atualização que dá mais atenção aos grupos no Android e iPhone não tenha chegado ao Windows Phone. É um app bem melhor que o oficial/geral do Facebook (que é feito pela Microsoft) em todos os aspectos.

Screenshots do Facebook Messenger.
Facebook Messenger para Windows Phone.

FireChat

FireChat, ícone.Para iPhone.
O que é? App de bate-papo que funciona mesmo sem conexão.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Parece impossível, mas o FireChat independe de conexão para funcionar. Ele usa um recurso do iOS 7 chamado Multipeer Connectivity Framework, que permite aos dispositivos se comunicarem quando próximos, para gerar salas de bate-papo. A intenção dos desenvolvedores é que o app seja usado em eventos que concentrem muitas pessoas — citando os dos EUA, Burning Man, Wanderlust, SXSW, Super Bowl — ou mesmo estações de metrô, aeroportos, lugares com aglomerações. O raio de alcance é de pouco mais de 9 metros.

O FireChat também trabalha de modo mais tradicional quando a Internet está à disposição em um bate-papo com todo mundo.

Screenshots do FireChat.
FireChat para iPhone.

Flight

Flight, ícone.Para iPhone.
O que é? App para acompanhar voos.
Preço? ~R$ 9.
DOWNLOAD

Com uma interface minimalista e bastante inspirada, o Flight é um app simples para monitorar voos. Ele informa as cidades e aeroportos de partida e destino (com direito à temperatura e clima atualizados), números de terminais, código, duração e progresso do voo, modelo do avião e companhia aérea.

Bônus: por ser destacado na App Store, o Flight está com 50% de desconto por tempo limitado.

Screenshots do Flight.
Flight para iPhone.

Link Bubble

Link Bubble, ícone.Para Android.
O que é? Navegador que abre links de outros apps em bolinhas flutuantes.
Preço? Gratuito, versão Pro por ~R$ 11,50.
DOWNLOAD

Desde o surgimento do Facebook Home, o Android tem recebido um punhado de apps que se utilizam das “bolinhas” flutuantes em sua interface. O Link Bubble é mais um deles e permite abrir páginas web nessas bolinhas. Uma ideia bem esperta, diga-se de passagem.

O foco do Link Bubble é em links que surgem em outros apps. Em vez de ir para o Chrome e esperar a página carregar, com esse app instalado o link clicado é carregado em segundo plano e, quando a página fica pronta, ela é exibida na tela a partir da bolinha. De lá ainda dá para mandar rapidamente links para outros apps (pense no Pocket) e, com a versão Pro, abrir duas ou mais páginas em segundo plano simultaneamente.


Medium

Medium, ícone.Para iPhone.
O que é? Belo app para leitura dos artigos publicados no Medium.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

O Medium ainda é uma incógnita em vários aspectos, mas em termos de beleza e usabilidade, o site é um a sucessão de acertos. Este app, exclusivo para iPhone, traz para a tela do smartphone toda a beleza e os artigos publicados na plataforma.

Não dá para escrever ou editar artigos no Medium para iPhone; ele é, apenas, um app para leituras. Dentro dele pode-se recomendar artigos, compartilhá-los e até acessar perfis e coleções. É um trabalho muito bem feito, do tipo que dá gosto de ler e apreciar.

Screenshots do Medium.
Medium para iPhone.

Office Lens

Office Lens, ícone.Para Windows Phone.
O que é? “Lente” para a câmera do Windows Phone que captura e otimiza documentos e quadros.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

O mundo ainda é bastante dependente do papel, o que acaba se tornando um problema para quem prefere anotações, comprovantes e outros documentos digitalizados. O Office Lens é uma “lente” para a câmera do Windows Phone que faz a ponte entre esses dois lados.

Com o app, basta apontar a câmera e tirar fotos de folhas, quadros, recibos e outros suportes com texto que ele faz o resto. Por “resto”, entenda enquadrar, otimizar e adaptar a exibição das informações no meio digital. Uma foto torta de uma folha, por exemplo, é alinhada, tem seu conteúdo destacado e a cor de fundo, nivelada. A qualidade dos resultados é magnífica e a integração com o Office, nada menos que o esperado.

Screenshots do Office Lens.
Office Lens para Windows Phone.

Organizze

Organizze, ícone.Para Android e iPhone.
O que é? Gerenciador de finanças — pessoais ou empresariais.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD Android, iPhone

Outro app da lista originalmente disponível apenas para iPhone que fez sua passagem para o universo Android. O Organizze é um sistema de controle financeiro que funciona tanto para contas pessoais, quanto para empresarias. Com ele, dá para lançar despesas e recebimentos, inclusive offline, agendar contas a pagar e visualizar relatórios de gastos. O objetivo? Identificar padrões e poupar.

O app e o serviço são gratuitos, mas existe uma versão paga do Organizze, que custa R$ 9,90 por mês (contas pessoais), com alguns recursos extras.

Screenshots do Organizze.
Organizze para Android.

Pocket Magnifier

Pocket Magnifier, ícone.Para Windows Phone.
O que é? Lupa operada através da câmera com filtros para facilitar a leitura.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Desenvolvido em parceria com o RNIB (Royal National Institute of Blind people) e exclusivo para aparelhos com Windows Phones da Nokia, o Pocket Magnifier é uma lupa portátil que funciona através da câmera do seu smartphone.

Além de fazer o óbvio, ou seja, aumentar o texto para facilitar a leitura, o app ainda permite congelar imagens e traz uma série de filtros para melhorar a legibilidade dos textos exibidos na tela. O flash também pode ser usado como auxílio.

Screenshots do Pocket Magnifier.
Pocket Magnifier para Windows Phone.

Remember the Umbrella

Remember the Umbrella, ícone.Para Android.
O que é? App de previsão do tempo passivo.
Preço? Gratuito, versão Pro por ~R$ 1,50.
DOWNLOAD

Muita gente usa apps de previsão do tempo com apenas uma finalidade: saber se vai chover ou não. O Remember the Umbrella faz jus ao nome e só entra em ação quando prevê que o tempo irá (literalmente) fechar.

Simples assim, após a instalação basta definir o horário e a periodicidade em que gostaria de ser alertado caso a chuva esteja no horizonte — preferencialmente um pouco antes daquele em que você costuma sair para o trabalho ou escola. A versão Pro, que custa ~R$ 1,50, permite programar mais de um alarme e não tem anúncios.

Screenshots do Remember the Umbrella.
Remember the Umbrella para Android.

Timehop

Timehop, ícone.Para Android e iPhone.
O que é? Uma viagem no tempo ao que o usuário publicou em redes sociais no dia de hoje em anos anteriores.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD Android, iPhone

Um dos apps mais legais do iPhone finalmente chegou ao Android. No Timehop, você cadastra suas redes sociais (há suporte a Facebook, Twitter, Flickr, Instagram, Foursquare e fotos do Dropbox) e todo dia o app vasculha seu histórico e apresenta o que você fez nesses locais em anos anteriores. É sempre uma surpresa e uma boa maneira de desenterrar eventos, links e fotos esquecidas.

Screenshots do Timehop.
Timehop para Android.

toib

toib, ícone.Para Windows Phone.
O que é? Cliente do YouTube com visual refinado e rico em recursos.
Preço? Gratuito, R$ 1,99 para desbloquear tudo.
DOWNLOAD

Ainda não foi desta vez que o app oficial do YouTube voltou ao Windows Phone. Enquanto esse dia não chega, as alternativas suprem a lacuna. O toib é do mesmo criador do Phonly, um cliente para o Feedly, e faz um trabalho bem competente.

Dá para acessar canais assinados, playlists e vídeos curtidos, tudo com exibição em HD e suporte a coisas como curtir, comentários, gerenciamento de playlists e compartilhamento do vídeo em redes sociais através do mecanismo do Windows Phone.

O app é bonito e bem feito, mas na versão gratuita tem algumas limitações, como exibir apenas 10 canais assinados.

Screenshots do toib.
toib para Windows Phone.

UP Coffee

UP Coffee, ícone.Para iPhone.
O que é? Sistema de monitoramento do consumo de cafeína.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Desenvolvido pela Jawbone Labs, um braço da Jawbone das pulseiras de fitness UP, este app analisa o seu consumo de café e, baseado nesses números, dá dicas e insights sobre os melhores momentos para dormir ou se dedicar ao trabalho.

A interface é bastante agradável, cheia de gráficos e animações legais. É preciso abastecer o UP Coffee com informações por cerca de 7 a 10 dias para que ele comece a compreendê-lo e ser útil. Para quem é viciado em café ou gosta da bebida, mas acha que ela afeta o sono, é uma boa pedida.

Screenshots do UP Coffee.
UP Coffee para iPhone.

You-Doo

You-Doo, ícone.Para Windows Phone.
O que é? Lista de tarefas baseada na localização do usuário.
Preço? Gratuito, com dois in-app purchases de ~R$ 2 para desbloquear cores e ícones.
DOWNLOAD

Pegando emprestado um dos elementos da metodologia GTD, o You-Doo é um app de listas de tarefas com base na localização do usuário. Antes, ele cadastra locais e associa tarefas e lembretes a eles. Com isso, o app é capaz de emitir notificações contextuais, quando você está em um lugar que tenha tarefas associadas a ele.

O You-Doo conta com visualização no formato linha de tempo, de calendário, dividida por locais e também de mapa, via Bing Maps e Foursquare. Para o futuro, os desenvolvedores prometem uma versão paga com suporte a tarefas compartilhadas, sincronia com a nuvem e importação de tarefas do Outlook.

Screenshots do You-Doo.
You-Doo para Windows Phone.

Ao todo, 21 novos apps! Quer mais? Não perca as listas de janeiro e fevereiro, e as dos melhores apps de 2013 para iPhone, Android e Windows Phone.

Foto do topo: Lenny Wu/Flickr.

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (fevereiro/2014)

A tradição continua: todo fim de mês é publicada, no Manual do Usuário, uma lista com os melhores apps lançados no intervalo para Android, iPhone e Windows Phone.

Esse intervalo mensal foi escolhido para dar margem à escolha dos melhores de fato, afinal sai muito app toda semana, mas nem todos são bons, são os melhores. Em vez de posts semanais magrinhos ou com apps meia boca, sai só um por mês, com apps realmente bacanas, só a nata do desenvolvimento em plataformas móveis.

Reiterando as regrinhas apresentadas mês passado, a lista abaixo está em ordem alfabética, com os três sistemas misturados. Quando um app é multiplataforma, todos os links são exibidos. Aproveite e, caso note uma omissão, mande-a nos comentários.


AllCast

Ícone do AllCast.Para Android.
O que é? App que permite fazer streaming de conteúdo local para uma TV.
Preço? R$
DOWNLOAD

Agora com o Chromecast SDK, o AllCast, que chamou a atenção quando o Chromecast foi lançado para logo em seguida perder o suporte a ele, voltou a funcionar com o pequeno dongle HDMI do Google.

Na prática, o AllCast transmite para a TV conteúdo a partir de outros dispositivos, como Roku, Apple TV, Xbox 360/One e até diretamente para algumas Smart TVs. É uma comodidade extra, e funciona bem. A nova versão ganhou uma reformulação visual, melhorias no suporte a formatos menos mainstream, como MKV, e outras correções menores.

Screenshots do AllCast.


Automated Device

Ícone do Automated Device.Para Android.
O que é? Criação de regras para automatizar funções do smartphone.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

A interface não é só feia, é confusa. As telas não têm uma ordem muito específica, às vezes é preciso voltar para avançar (?). Telas de confirmação? Não existem. É meio complicado, mas depois que se pega o jeito a coisa flui e o Automated Device mostra o seu poder.

Com esse app é possível definir regras, gatilhos e ações para o seu smartphone. Digamos que você queira desativar a conexão de dados quando der 23h59 ou com o Wi-Fi ativado. É possível definir essa regra e o smartphone se comportará como o esperado. As possibilidades são infinitas.

O Automated Device lembra bastante o Tasker, porém é gratuito. O app é novo e está sendo ativamente desenvolvido — e quem se interessar mais por informações de bastidores pode dar um pulo neste tópico do XDA.

Screenshots do Automated Device.


Basecamp

Ícone do Basecamp.Para Android e iPhone.
O que é? App oficial do Basecamp, sistema de gerenciamento de projetos.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD Android, iPhone

Usado e adorado por muita gente, o Basecamp, que já existia no iPhone, finalmente ganhou um app oficial no Android.

O que dá para fazer na versão web, é possível também no app móvel — que inclusive tem layout adaptável a tablets. Delegar tarefas, ver as novidades do projeto, criar e alterar listas de tarefas, conversar com os outros membros… está tudo lá, na palma da mão.

A 37Signals passou recentemente por uma grande mudança, que afetou até o nome da empresa, agora Basecamp. É um serviço antigo, tradicional e confiável.


Bing Receitas e Bebidas

Ícone do Bing Receitas e Bebidas.Para Windows Phone.
O que é? Receitas de comida, coquetéis e avaliações de vinhos.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Mais um app que faz o caminho do Windows para o Windows Phone, o Bing Receita e Bebidas é um compêndio de… bem, de receitas e bebidas. Além de dar o passo-a-passo para fazer seus quitutes, ele também conta com uma seção de coquetéis e outra com avaliações de vinhos. Ainda dá para fazer a lista de compras no próprio app e salvar os itens que mais lhe interessam.

Como os demais apps Bing, esse também é bem feito e muito ágil. Para aspirantes a mestre-cuca, uma boa pedida!

Screenshots do Bing Receitas e Bebidas.


Bing Viagem

Ícone do Bing Viagem.Para Windows Phone.
O que é? Destinos para viagens, agendamento de viagens e estadias em hotéis.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

A receita (rá!) é a mesma do app de cima, mas adaptada ao contexto turístico. O Bing Viagem fornece informações abundantes, com fotos e destinos interessantes para quem quer viajar por esse mundão.

Além de ajudá-lo a escolher um lugar legal para passar as férias, o app ainda oferece comparação de preços de passagens aéreas e diárias de hotéis. Essas facilidades usam serviços de terceiros. No caso dos voos, até o status dele é exibido. Se rolar um atraso ou a aterrissagem for antecipada, você saberá.

Screenshots do Bing Viagem.


Catchr

Ícone do Catchr.Para iPhone.
O que é? Monitor de atividades no smartphone.
Preço? US$ 1,99
DOWNLOAD

Está desconfiado de que andam mexendo no seu iPhone quando você não está por perto? O Catchr tira a prova. Ao ser ativado, o app passa a monitorar todas as atividades desempenhadas no aparelho — quais apps foram abertos e fechados, com data e horário, e por onde ele andou, via GPS. Bom para quem tem um cônjuge ciumento e acredita que privacidade é um direito sagrado do qual não se pode abrir mão.

Há problemas com dois apps, Mail e o de telefone, devido a restrições da Apple sobre o que apps do iOS podem fazer. Tenha em mente, também, que quando ativo há um consumo acima da média da bateria, já que o GPS fica ativo o tempo todo.

Screenshots do Catchr.


Google Now Launcher

Ícone do Google Now Launcher.Para Android.
O que é? Launcher do Nexus 5.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

O launcher do Nexus 5 finalmente foi disponibilizado para outros dispositivos Android, mas apenas os da linha Nexus e Google Play Edition.

Gratuito, ele traz algumas mudanças estéticas, como ícones maiores, nova tela de configuração das home screens e novos planos de fundo. Outra novidade bem-vinda é o Google Now a um arrastar de dedo da esquerda para a direita, ou acessível via comando de voz — apenas com o smartphone desbloqueado e com o Google Now em inglês.

Screenshots do Google Now Launcher.


Hello SMS

Ícone do hello sms.Para Android.
O que é? App minimalista para envio de mensagens SMS.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

No Android 4.4, o Google deixou de lado o app dedicado para mensagens SMS e as integrou ao Hangouts. Se você quer um app exclusivo para lidar com mensagens de texto, ou está em uma versão antiga do Android e quer algo melhor que o padrão, o Hello SMS é uma boa pedida.

O app é bastante minimalista, mas conta com alguns truques interessantes. Ele puxa fotos da lista de contatos, o que facilita identificá-los em meio às conversas. Também permite mandar fotos, via MMS, direto do app. Nas configurações, dá para personalizar os sons e notificações do app. E é basicamente isso.

Screenshots do Hello SMS.


Magnify

Ícone do Magnify.Para Windows Phone.
O que é? Leitor de RSS com foco no visual.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

O Magnify, que até a última versão se chamava FlipMag, ainda está em beta, mas tem grandes ambições. Na sua descrição, se diz “o leitor de RSS mais bonito do Windows Phone”. Ele tem um visual que lembra os blocos dinâmicos do Windows Phone, apenas mais coloridos e chamativos. Há um bom uso de imagens extraídas dos posts e a tela de leitura é agradável.

A divisão do app é bonita e as transições, embora um pouco truncadas, têm potencial. Só é estranho o uso de paginação para a leitura dos artigos; em textos longos, pode ser cansativo.

Screenshots do Magnify.


Muzei Live Wallpaper

Ícone do Muzei Live Wallpaper.Para Android.
O que é? Planos de fundo artísticos trocados automaicamente.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Cansado da mesmice visual no seu Android? O Muzei (russo para “museu”) traz pinturas célebres para o aparelho e as troca automaticamente. A fim de não prejudicar a legibilidade dos ícones e inscrições das telas iniciais, o app joga um “blur” nas pinturas — mas, caso queira apreciar a obra, basta dar dois toques em uma área vazia da tela inicial e o efeito vai embora.

Quem se achar o artistão e preferir ver suas próprias fotos trocadas periodicamente pelo app, tem essa opção também. O Muzei tem uma API aberta, o que significa que conjuntos de wallpapers podem ser criados e distribuídos por terceiros. É um app bonito e muito bem feito.


Pacemaker

Ícone do Pacemaker.Para iPad.
O que é? Mesa de DJ fácil de usar e integrada ao Spotify.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Sempre quis atacar de DJ, mas nunca levou jeito para a coisa? Os criadores do Pacemaker, exclusivo para iPad, garantem que qualquer um pode mandar bem na discotecagem com esse app. A proposta deles é que o Pacemaker seja para aspirantes a DJs o que o Paper, da FiftyThree é para desenhistas em formação: uma ferramenta agradável e acessível.

Além de facilitar o uso com uma interface pra lá de elegante, o Pacemaker resolve o problema do acervo de músicas integrando-se ao Spotify. O serviço, que ainda não estreou no Brasil, oferece mais de 20 milhões de músicas e tem um plano gratuito, suportado por anúncios.


Paper

Ícone do Paper.Para iPhone.
O que é? Nova forma de visualizar conteúdo do Facebook.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Criado por uma equipe reduzida do Facebook, o Paper (não confunda com o da FiftyThree!) é uma nova forma de acessar o conteúdo do Facebook, além de outros materiais selecionados por curadores humanos e algoritmos.

O app foi muito elogiado (inclusive por mim) devido à sua qualidade. As animações e transições de tela são suaves, a navegação por gestos é intuitiva e há pouco a reclamar dele.

O Paper só está disponível na App Store norte-americana, então se a sua conta for brasileira, o link não funcionará.

Bônus: na Loja do Windows Phone apareceu o Booklet, uma cópia fidedigna, porém sem a estabilidade e polidez do Paper.


Pin.it

Ícone do Pin.it.Para Windows Phone.
O que é? Cliente não-oficial do Pinterest.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Mais um app não-oficial, e mais um bom. O Pin.it conversa com o Pinterest, a rede social que permite criar boards e pendurar fotos de produtos, inspirações e tudo mais que você quiser. Ele usa a API oficial do Pinterest, o que deve garantir uma comunicação suave com o serviço. Seu criador garante: qualquer coisa feita no site pode ser feita no app também.

Embora capaz, o design não é tão inspirado. A visualização é em uma coluna, o que faz sentido na tela apertada do smartphone, e as configurações são bem robustas — pode-se trocar as cores da interface e acrescentar um bloco dinâmico personalizado na tela inicial do sistema. O app permite não só apreciar, mas também publicar conteúdo a partir de imagens e fotos salvas no aparelho.

Screenshots do Pin.it.


Poki

Ícone do Poki.Para Windows Phone.
O que é? Cliente não-oficial do Pocket.
Preço? R$ 3,99
DOWNLOAD

Na falta de um app oficial do Pocket, aquele serviço de “read later”, o jeito é apelar para alternativas. O Poki impressiona: é bonito, tem uma identidade visual toda própria e, ainda assim, condizente com o Windows Phone. É exemplar.

No Poki, é possível alterar bastante a tipografia, escolher até três padrões de cores e ouvir notícias — mas se restrinja a textos no idioma do aparelho; colocar a moça que fala português para ler textos em inglês é desastroso.

A versão de testes permite baixar até 50 entradas do Pocket.

Screenshots do Poki.


Stackables

Ícone do Stackables.Para iPhone.
O que é? Edição de fotos via aplicação de camadas.
Preço? US$ 0,99
DOWNLOAD

Do mesmo criador do ProCam, o Stackables é mais um app de edição de fotos com um punhado de filtros e recursos avançados. O diferencial dele é na forma com que esses filtros são aplicados. Em vez de selecionar um por um, individualmente, aqui o conceito de camadas se faz presente, quase como no Photoshop.

Não há limite de camadas, e dada a quantidade de recursos — 150 efeitos, 20 ferramentas de ajustes e 23 fórmulas pré-definidas –, dá para variar e inventar bastante coisa.

Bônus: só hoje (28 de fevereiro) o Stackables está saindo de graça na App Store!

Screenshots do Stackables.


SwiftKey Note

Ícone do SwiftKey Note.Para iPhone e iPad.
O que é? App de notas com suporte ao SwiftKey.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Não, a Apple não mudou a política que restringe teclados de terceiros no iOS. Para contornar essa limitação, o pessoal do SwiftKey, muito popular no Android, criou um app de notas e integrou, logo acima do teclado padrão do sistema, a previsão de palavras que lhe é tão característica.

O app é tão simples quanto eficiente. Ele aprende com o que o usuário digita, oferecendo palavras mais usadas e tentando adivinhar as próximas — para que se digite mais com menos toques. O Note ainda se conecta ao Evernote, importante seus hábitos de digitação de lá e permitindo a sincronização das notas redigidas no iPhone ou iPad.


Type Machine

Ícone do Type Machine.Para Android.
O que é? Grava automaticamente tudo o que é digitado no smartphone/tablet.
Preço? ~R$ 4,80
DOWNLOAD

Uma das coisas mais frustrantes é perder o texto recém-digitado. Seja um comentário, um post ou alguma bobagem, reescrever é sempre chato. O Type Machine garante que isso não aconteça. Como? Copiando tudo o que você digita.

Parece meio assustador (e é), mas o app toma medidas para evitar o pior. Dá para estabelecer uma senha de acesso a ele, um prazo para que os textos copiados expirem e, importante, ele não tem permissão para acessar a Internet — a única permissão que ele tem é a de iniciar junto com o sistema.

Os textos são copiados em tempo real e organizar por app. Dá para vê-los em uma linha do tempo e, claro, copiar qualquer coisa dali.

Screenshots do Type Machine.


Waterlogue

Ícone do Waterlogue.Para iPhone e iPad.
O que é? Conversão de fotos em pinturas.
Preço? US$ 2,99
DOWNLOAD

Não é mais necessário lidar com pincéis e tintas, ou mesmo ter habilidade artística para fazer suas próprias aquarelas. Com o Waterlogue, basta tirar uma foto e fazer os ajustes para transformá-la em uma bela pintura.

Criação de dois desenvolvedores, o app oferece alguns modos de pintura e uma interface simples e direta.

Screenshots do Waterlogue.


Zippy

Ícone do Zippy.Para iPhone.
O que é? Lista de tarefas com estatísticas.
Preço? US$ 1,99
DOWNLOAD

Mais um app de listas de tarefas… mas com um diferencial interessante: insights. O Zippy monitora e traduz, em gráficos, as suas atividades. Esses gráficos podem ser úteis para mostrar onde falta ânimo e/ou eficiência, em quais áreas você termina as pendências mais rapidamente e outras constatações.

Além de útil, o Zippy tem um visual característico e agradável. Faltam recursos comuns em apps do tipo, como compartilhamento de listas, mas o lance das estatísticas por si só já vale a pena.

Bônus: até 4 de março, o Zippy está com 50% de desconto — sai por US$ 0,99.

Screenshots do Zippy.


Quer mais apps? Leia a seleção dos melhores apps de janeiro e as dos melhores apps de 2013 para iPhone, Android e Windows Phone.

O Paper é como o Facebook deveria ser: bonito, direto e informativo

Na véspera de completar 10 anos1 o Facebook liberou um novo app para iPhone chamado Paper. Com uma apresentação de cair o queixo e apostando na mistura do conteúdo gerado pelos seus amigos ao de curadorias especializadas, ele talvez seja um pequeno vislumbre do que será a rede social amanhã.

O melhor jornal personalizado do mundo

Paper, o novo app do Facebook.

O app do Facebook para smartphones nunca foi um exemplo de design, nem a personificação de boas práticas de desenvolvimento. Na tentativa de replicar em telas pequenas tudo o que pode ser visto na web, criou-se um espaço caótico — e a presença de anúncios só piora essa sensação.

O Paper consolida o desejo de Mark Zuckerberg de transformar o Facebook no “melhor jornal personalizado do mundo.” O app, por ora exclusivo para iPhone, lembra muito agregadores de artigos como o Flipboard e o Pulse, e consegue, com animações suaves, gestos espertos e eliminando distrações, botar ordem naquele caos. Ele conserva, além do Feed de Notícias, algumas outras áreas da rede, como notificações e perfis, embora não dê tanta ênfase a elas. Eventos, jogos e algumas outras ficam de fora.

O Feed de Notícias, no Paper, é um dos “cadernos”, ou seções que você pode acrescentar à sua lista de interesses. A semelhança a um jornal não parece ser acidental: ao abrir o app pela primeira vez, depois de passar pela bela introdução guiada (uma voz feminina o ensina a usar o app), pode-se escolher entre vários cadernos, ou editorias, para receber conteúdo.

Com exceção do Feed de Notícias, as demais seções são mantidas por editores profissionais contratados pelo Facebook. Elas são bem variadas e não visam prender o usuário dentro do ecossistema do Facebook, uma abordagem meio estranha dado o histórico claustrofóbico da rede. Não que eu esteja reclamando, longe disso. Outro efeito colateral dessa intereferência humana é o aumento da serendipidade, aquelas descobertas gostosas de textos, fotos e outros conteúdos agradáveis em momentos inesperados.

O design brilhante do Paper aponta para um futuro repleto de apps

Ainda é cedo para dizer se a curadoria, somada ao trabalho dos seus amigos e dos algoritmos do Facebook serão suficientes para fazer o usuário médio recorrer ao Paper como nossos pais abriam o jornal impresso à mesa do café da manhã. Mas uma coisa é segura de dizer: temos aqui um exemplo de app bem feito.

Diferentemente dos outros apps do Facebook, o Paper foi concebido no Creative Labs, um novo grupo restrito criado dentro da empresa para dar flexibilidade e dinamismo a novos projetos. O do Paper foi encabeçado por Chris Cox, VP de Produtos do Facebook, e conduzido por Mike Matas, que coleciona trabalhos magníficos em design e teve sua empresa, a Push Pop Press, comprada pela rede social em 2011.

Existem algumas diferenças pontuais entre o Paper e o que se esperaria de algo com a marca Facebook, começando pela ausência daquela azul característico do site. A estética do Paper é mais refinada.

[insert]Paper: um belo app.[/insert]

O app usa fotos em tela cheia, tipografia acertada e animações suaves para apresentar o conteúdo. Fotos grandes são manuseadas inclinado o iPhone para as laterais. Há menos botões e mais gestos, todos bem intuitivos. A navegação é horizontal, a rolagem vertical é reservada para a exibição de conteúdo. Quando se abre uma página web, aliás, ela ocupa a tela inteira, sem molduras. A tela de edição de “histórias” também ganhou atenção especial, é bem mais atraente que a sua contraparte no app principal do Facebook.

No geral, o Paper se parece com o Facebook Home do Android, só que mais refinado e menos ambicioso — ele não tenta mudar o jeito que você usa o smartphone, apenas oferece um outlet extra mais bonito e com boas fontes para quem deseja se manter informado.

Há muito em gestação, o Paper chega no momento em que o Facebook anseia por diversificar sua presença no espaço móvel2. Na última conferência com investidores Zuckerberg disse que em 2014 veremos mais apps dedicados a funções isoladas do Facebook. O novo e redesenhado Messenger foi o primeiro dessa safra, o Paper, o segundo. Se os próximos apps seguirem esse padrão de qualidade e foco, será cada vez mais difícil se livrar das garras do Facebook.

O Paper é gratuito e está disponível para iPhone (no mínimo iOS 7) apenas na App Store dos EUA.

  1. Pois é, 10 anos! Para celebrar, o Facebook criou um vídeo personalizado de um minuto para cada usuário da rede, mostrando as fotos mais curtidas, as primeiras e algumas aleatórias dos últimos anos. Clique aqui para ver o seu. Eu gostei um bocado do meu!
  2. É na palma da mão que o dinheiro se encontra. No último relatório fiscal referente ao quarto trimestre de 2013, o Facebook anunciou que 53% do faturamento veio de dispositivos móveis. O Paper ainda não exibe anúncios, mas deve ser questão de tempo até eles aparecerem no app.

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (janeiro/2014)

Quando estava no Gizmodo eu era responsável pela seção Apps da Semana: todo sábado subia três posts com os melhores apps lançados para Android, iOS e Windows Phone. O Giovanni manteve a tradição depois da minha saída e imagino que ele deva lidar com as mesmas dificuldades que eu na minha época.

Sai muito app toda semana (à exceção do Windows Phone, por ora), mas quantos desses são bons o bastante para aparecer em uma lista cujo título inclui a palavra “melhores”? Não muitos. Então aqui, no Manual do Usuário, proponho um prazo mais dilatado. Em vez dos melhores da semana, os melhores do mês. Fica mais fácil para todo mundo, certo? E como são poucos, melhor centralizar tudo em um post só.

Todo fim de mês teremos uma lista do tipo para que você aproveite melhor o seu smartphone, seja ele Android, iPhone ou um Lumia — ainda existem outros Windows Phones sem ser Nokia?


Command-C

Command-C.

Para iPhone e iPad.
O que é? Uma área de transferência compartilhada entre dispositivos iOS e Macs.
Preço? US$ 3,99
DOWNLOAD

O Command-C permite transferir conteúdo entre dispositivos iOS e Macs usando a área de transferência — baixe o app gratuito para Mac aqui. Basta copiar um trecho de texto (plano ou formatado) ou uma imagem (JPEG, JPEG2000, TIFF ou PNG) e mandar para o outro dispositivo. É mais rápido do que usar o email, o Dropbox ou outro serviço similar, ou mesmo o AirDrop.

Em ambos os sistemas o conteúdo transferido aparece como uma notificação e vai para a área de transferência. Há teclas de atalho e bookmarks para agilizar o uso e para usuários avançados, snippets x-callback-url para automatizar as ações.

Command-C, para iOS.


Faded

Faded.

Para iPhone.
O que é? Editor de fotos cheio de filtros e recursos de edição.
Preço? US$ 0,99
DOWNLOAD

Há espaço para mais apps de fotos? O pessoal que desenvolveu o Faded acredita que sim. O app, com um jeitão todo descolado, tem 70 efeitos, sendo 34 gratuitos, dispostos em uma interface bem construída.

Recursos básicos de edição, como controles de contraste e saturação, estão disponíveis, e dá para sobrepôr camadas nas imagens, controlar a exposição em tempo real na hora de fazer a foto, acrescentar efeitos e, claro, compartilhar os resultados em várias redes sociais, incluindo Instagram, Facebook e Flickr.


Google Play Movies & TV

Google Play Movies & TV.

Para iPhone e iPad.
O que é? App que dá acesso via iOS aos filmes e seriados comprados no Google Play.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Agora você, que comprou ou alugou algum vídeo no Google Play, pode assisti-lo usando um iPhone ou iPad.

Fique atento: o app não permite comprar conteúdo, já que isso implicaria ao Google ter que pagar a comissão que apps para iOS devem em qualquer tipo de transação à Apple. Para comprar, só pela web ou usando um smartphone ou tablet Android.

Você pode assistir aos vídeos no próprio dispositivo iOS ou usar um Chromecast para transmitir o conteúdo para uma TV.

Google Play Movies & TV.


Horizon

Horizon.

Para iPhone e iPad.
O que é? App que grava vídeos em formato paisagem mesmo com o celular na vertical.
Preço? US$ 0,99
DOWNLOAD

Mesmo com campanhas anti-vídeos em modo retrato, é difícil convencer algumas pessoas de que existe, sim, uma maneira correta de filmar com o smartphone.

O Horizon propõe outra abordagem para lidar com o problema. Em vez de forçar uma mudança de comportamento, com ele o usuário pode continuar filmando com o celular de pé que, mesmo assim, o vídeo sai em formato paisagem. Graças a um corte na imagem, a proporção mais natural para consumo em telas modernas (widescreen) é preservada e todo mundo sai ganhando. O único problema é a pessoa se lembrar de usar o Horizon em vez do app nativo da câmera.


Jelly

Jelly.

Para Android e iPhone.
O que é? Nova rede social de perguntas e respostas do Biz Stone.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD Android, iPhone

De um dos co-fundadores do Twitter, Biz Stone, o Jelly é um novo app para uma velha atividade online: perguntar e responder questões sobre qualquer coisa.

O fato de ser um app para smartphones dá ao Jelly um aspecto bastante ágil. Perguntas podem ser feitas com o auxílio de fotos e as respostas vêm da sua rede de contatos.

O app tem um punhado de animações bonitas e boas práticas em usabilidade, mas com o Quora e o Yahoo Respostas servindo às perguntas importantes e fundamentais e àquelas sem noção (respectivamente), é de se questionar se a nova aposta de Stone tem futuro.


Loopr

Loopr.

Para Android.
O que é? Menu lateral de acesso rápido a apps em segundo plano.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Launchers que usam as bordas da tela para chamarem menus e outros recursos do Android não são novidade. O Loopr chama a atenção por, em vez de acionar um painel enorme, exibir apenas discretas “bolinhas-ícones” dos apps.

É possível fixar os botões Home e Voltar, ter uma pré-visualização dos apps e personalizar os ícones — essas duas últimas opções apenas mediante pagamento in-app, que custa em torno de R$ 6,30. Nas configurações pode-se delimitar a área em que ele atua em ambas as laterais, a sensibilidade e o atraso do movimento, e personalização as animações.

A abordagem do Loopr é diferente da da multitarefa nativa do Android, aquela lista vertical de miniaturas. Acredito que em smartphones e tablets mais simples o fato de não precisar renderizar todas as telas deva contar pontos em desempenho.


Music Drop

Music Drop.

Para Windows Phone.
O que é? App que transfere músicas do PC para o smartphone sem usar cabos, via Wi-Fi.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Órfãos do Zune HD lembram da praticidade que era a sincronia da biblioteca de músicas via Wi-Fi. Nada de cabos, era tudo sem fio. E era lindo.

O Music Drop traz essa comodidade para o Windows Phone, ainda que de forma um pouco mais complexa. Toda a ação se dá através do navegador, com uma URL criada especialmente no app do smartphone. Estabelecida a conexão, basta arrastar a música desejada para a janela do navegador e a transferência começa.

Um pouco limitado, o conceito pelo menos é bem interessante e para transferir uma ou algumas poucas músicas, definitivamente mais cômodo do que ir atrás de cabos.

Music Drop.


Nokia Storyteller

Nokia Storyteller.

Para Windows Phone (Nokia).
O que é? App que usa a geolocalização das fotos para dispô-las em um mapa e criar narrativas a partir disso.
Preço? Gratuito.
DOWNLOAD

Ainda em estágio beta, este app, mais um exclusivo para a linha Lumia da Nokia, coloca suas fotos no mapa, agrupa elas de acordo com alguns parâmetros e embeleza a forma de mostrá-las aos amigos.

Dá para criar álbuns (além dos automáticos), colocar legendas e com um gesto de pinça, ver num mapa onde cada uma foi tirada. A tela principal permite filtrar as fotos por local, data e definir lugares favoritos, para ter sempre à mão as fotos tiradas lá.

É como se fosse um álbum de fotos mais robusto, que usa os meta dados delas para organizá-las de diferentes formas.


Pasta de Aplicativos

Pasta de Aplicativos.

Para Windows Phone (Nokia).
O que é? App que permite empilhar diversos atalhos em um bloco dinâmico na tela inicial.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

O que Android e iOS já fazem há bastante tempo agora também é possível no Windows Phone — desde que o seu seja fabricado pela Nokia.

A Pasta de Aplicativos, por ser um app à parte, concentra a criação dos atalhos, ou seja, elas não são configuráveis direto da tela inicial do Windows Phone. O visual é bacana, ficam miniaturas dos blocos dentro de um grande, e o acesso é em lista. É uma solução meio gambiarra, mas que pode servir para quem tem muitos blocos na tela inicial ou quer apenas organizá-la melhor.

Pasta de Aplicativos.


Path

Path.

Para Android, iPhone e Windows Phone.
O que é? Rede social intimista, com limite restrito de amigos e diversas opções de compartilhamento.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD Android, iPhone, Windows Phone

Velho conhecido de quem usa Android ou iPhone, o Path desembarcou para Windows Phone nesse mês — ainda em beta.

O visual característico do Path foi bem mesclado com a identidade visual do Windows Phone. Não se trata de um simples port; a versão para o sistema móvel da Microsoft conta com algumas exclusividades, como filtros para fotos baseados no SDK Imaging, da Nokia.

O mais difícil é encontrar amigos e parentes usando o Path. Como seu apelo é pelo compartilhamento de pedaços mais íntimos da sua vida, só com essa galera próxima na rede ela se justifica.

Path.


SkipLock

SkipLock.

Para Android.
O que é? App que desabilita a senha do Android em redes Wi-Fi e Bluetooth.
Preço? ~R$ 11,70
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Um dos favoritos da casa, o Unlock With Wi-Fi ganhou um nome melhor, SkipLock, e novos recursos.

Se você preza pela sua privacidade, certamente tem algum tipo de senha habilitada no smartphone — um código alfanumérico ou aquele padrão, bem popular no Android. O que o SkipLock faz é desabilitar essa defesa quando ele está em redes Wi-Fi pré-configuradas ou próximo de dispositivos Bluetooth. Na sua casa, por exemplo, não faz muito sentido deixar a senha. Com o SkipLock, ela é desativada quando está na sua rede sem fio e volta a funcionar, automaticamente, assim que você sai do raio de alcance dela.

Além do suporte a dispositivos Bluetooth, a nova versão do SkipLock permite remover o ícone da barra de notificações e, em dispositivos rooteados, usar um padrão em vez da senha alfanumérica.

O app funciona por quatro dias. Depois disso, só comprando. É um pouco caro, mas pelo tempo que economiza no acumulado do uso, vale a pena. Caso você experimente e resolva removê-lo, muita atenção: por necessitar de privilégios especiais para funcionar, a desinstalação é diferente, se dá através do menu, dentro do próprio app.


Storehouse

Storehouse.

Para iPad.
O que é? Uma forma interativa e linda de contar histórias através de fotos e vídeos.
Preço? Gratuito
DOWNLOAD

Criado por um punhado de ex-funcionários da Apple e sem um modelo de negócios pronto, se existisse um campeonato de apps mais bonitos para iPad o Storehouse seria um sério concorrente.

Com ele, o usuário pode criar histórias para suas fotos e vídeos. A apresentação é linda, o app é fluído e bem arquitetado, e tudo é de muito bom gosto. Terminando suas histórias, elas podem ser visualizadas na web — atingindo, assim, quem não tem um iPad disponível. De dentro dele, porém, aquele esquema digno de redes sociais, o seguir e ser seguido, está disponível.


Talon

Talon.

Para Android.
O que é? Cliente para Twitter moderno e adaptado ao Android 4.4.
Preço? ~R$ 4,70
DOWNLOAD

Não chega a ser um Tweetbot para Android (faz falta!), mas o Talon se junta a outras alternativas ao terrível cliente oficial do Twitter na plataforma do Google.

Ele é pago, mas promete um mundo de opções e o que há de mais moderno em experiência de uso no Android. O layout segue as diretrizes do sistema e até coisas bem recentes, como suporte às barras transparentes do Android 4.4, estão presentes.

A lista de recursos e funções do Talon, na descrição do app no Google Play, é extensa. Apesar do ícone horrível, é um trabalho fenomenal e com potencial para ficar ainda melhor. Agora que os tokens do Carbon acabaram, talvez seja a melhor saída para quem não suporta o último redesign do Twitter.


Mês que vem tem mais!

IrfanView, o melhor app para ver imagens no Windows

Minha barra de tarefas no notebook tem três ícones fixos: Windows Explorer, navegador padrão e um que, reza a lenda, é um gato vermelho atropelado na estrada. Esse último é o indefectível ícone do IrfanView, um simpático visualizador de imagens para Windows.

Não lembro quando exatamente descobri o IrfanView, só me recordo vivamente de ter simpatizado com o app logo de cara. Sua função, pelo menos superficialmente, é simples e limitada: abrir imagens. Fosse só isso ele já seria sensacional: é difícil surgir um formato que o IrfanView seja incapaz de lidar e, mesmo nesses casos, geralmente um plugin resolve a incompatibilidade.

Só que ele faz muito mais que isso.

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7 dicas para iOS / iPhone que você talvez não conheça

Faz algumas semanas que passei a usar um iPhone 5 como celular principal e nesse meio tempo conheci alguns truques legais do iOS. Nada que mude o mundo, mas coisas que agilizam ou fazem os outros esboçarem um risinho quando veem.

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Permissões de apps: como elas funcionam no Android, iOS e Windows Phone

Um smartphone moderno é composto por um punhado de sensores, módulos e recursos. É esse arsenal que faz com que ele seja tão versátil, tão útil no dia a dia. Os desenvolvedores podem utilizar essa gama de poderes para facilitar ou mesmo viabilizar o funcionamento dos seus apps. Só que é como dizia o tio de um super-herói: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Você presta atenção nas permissões que os apps exigem antes de instalá-los?

A Tatiana contou, na Galileu, os motivos que a levaram a desinstalar o app do Facebook em seu smartphone Android: o excesso de permissões que o app pede para ser instalado. Como ela nota, algumas fazem sentido, outras soam estranhas mesmo sob a bandeira da comodidade.

Todo smartphone vendido atualmente conta com um sistema de permissão destinado aos apps. Como eles funcionam em sandboxes, ou seja, isolados entre eles e do sistema, as permissões funcionam como um contraponto de flexibilidade nessa estrutura orientada à segurança, como pontes seguras entre os apps e os recursos que o smartphone tem.

Por padrão o sistema operacional bloqueia acesso a esses recursos em prol da segurança. Um app, para usufruir desses recursos, precisa declarar explicitamente quais são necessários e apenas com a anuência do usuário as portas virtuais que os guardam são abertas.

Nós temos a chave, mas somos proprietários displicentes. Raramente atentamos para as permissões que um app pede e, nessa, acabamos abrindo a porta de casa para qualquer um. Um jogo gratuito precisa mesmo saber a minha localização? Por que uma rede social quer saber meu histórico de ligações, ou ficar aberta o tempo todo em segundo plano? E esse app de piadas, quer minha lista de contatos para quê?

Abaixo, faço um passeio pelos sistemas de permissões das três principais plataformas móveis: Android, Windows Phone e iOS.

No Android, é tudo ou nada

Ao instalar um app no Android, o Google Play exige confirmação para as permissões que ele pede. Surge uma lista delas na tela com um botão de confirmação embaixo. Clique nele e o app é instalado; discorde e você volta para a Play Store, sem o app.

Permissões que o Path pede no Android.
Ou você aceita tudo e recebe o app, ou cancela a instalação.

Essa abordagem é oito ou oitenta, não há meio termo do tipo “ok, app, você pode saber a minha localização e acessar as fotos do celular, mas nada de ler meus contatos”. Alguns apps até permitem configurações granulares de permissões após a instalação — no Facebook, talvez o exemplo-mor de app que extrapola nesse ponto, dá para deixar a localização desativada por padrão, por exemplo. No geral, porém, é aquela abordagem rígida do aceite total que vale.

Abordagem que, claro, não é a ideal, mas que tem sua validade. Dependendo do app e do que ele pede, é melhor deixá-lo de lado — em muitos casos é de se pensar se o risco vale a pena. Existem aqueles chatos, mas mais amenos, em que você verá propagandas assustadoramente precisas, de anunciantes próximos, graças à concessão da sua localização via GPS. Outros são mais graves; você pode acabar vítima de um golpe, como o do Balloon Pop 2 que sequestrava conversas no WhatsApp para revendê-las depois.

O Android carece, ainda, de uma central de privacidade. O recurso fez uma rápida aparição na versão 4.3: o App Ops abria todas as permissões de cada app instalado e permitia revogá-las individualmente. Era preciso usar algum programa que criava a interface para o App Ops, como o da Color Tiger1.

App Ops em funcionamento no Android 4.3.
Screenshots: EFF/Reprodução.

Ele não durou muito. Na versão 4.4.2 o App Ops sumiu com a justificativa, do Google, de que sua aparição recente fora um descuido e que na prática trata-se de um recurso usado apenas internamente para testes. Triste, mas compreensível: muitos apps simplesmente “quebram” quando permissões vitais são revogadas.

O melhor a se fazer, por ora, é ficar atento às permissões na hora de instalar um app — e desistir ao menor sinal de desconfiança.

As permissões de apps são ainda piores no Windows Phone

Requisitos do Hisptamatic Oggl, para Windows Phone.
No Windows Phone, requisitos dos apps são apresentados discretamente na Loja de Aplicativos.

No Windows Phone a situação é similar à do Android, com uma agravante: as permissões são listadas na Loja de Aplicativos, só que essa não pede confirmação do usuário na hora de instalar algum — com apenas uma exceção, a do acesso à localização.

A lista de permissões de um app fica soterrada na página “Detalhes” dele na loja de apps. Em texto puro, logo depois da descrição e entre links legais que recebem ainda menos atenção, o posicionamento ruim de informações tão importantes é preocupante. Elas deveriam estar em local mais acessível e ter mais destaque ali.

A Microsoft lista, na ajuda do Windows Phone, todas as permissões possíveis a um app.

O mais triste é que nas configurações do sistema existe uma aba “Aplicativos” que, em vez de contemplar todos, fica restrita a alguns nativos, pré-instalados do sistema. A exceção é o item “Tarefas em segundo plano”, que lista apps capazes de rodar em segundo plano e permite revogar esse privilégio.

iOS: demorou, mas é assim que se faz

O iOS é o sistema que melhor lida com permissões de apps.

Não foi sempre assim. Antes do iOS 6, essa parte do sistema era um desastre. Foi preciso um escândalo envolvendo o app Path para que a Apple tomasse providências e desse a devida atenção às permissões dos apps.

Exemplo de app requisitando permissão especial no iOS.
No iOS, as permissões são concedidas durante o uso do app.

No começo de 2012 o app do Path foi flagrado enviando listas de contatos dos usuários para seus servidores sem notificá-los disso. Até então o iOS só informava e pedia autorização do usuário para o uso do sistema de notificações push e dos serviços de localização que um app porventura precisasse; todo o resto era concedido de pronto, sem aviso algum.

Com o estouro do caso Path, que repercutiu até no Congresso dos EUA, mudanças foram feitas no iOS 6. Além de notificações e localização, o sistema passou a regular outras permissões nos apps, a saber:

  • Contatos
  • Calendários
  • Lembretes
  • Fotos
  • Compartilhamento Bluetooth
  • Microfone

A App Store continua sem listas de permissões para os apps por lidar com elas de maneira diferente. Ao instalar um app de lá, ele não ganha acesso imediato às permissões de que precisa. É durante o uso que o usuário concede (ou não) as necessárias. O app vai perguntando na medida em que uma função que dependa de certa permissão é acionada e aí cabe ao usuário concedê-la ou não.

Não existe o risco de “quebrar” apps porque as diretrizes da App Store exigem que o desenvolvedor preveja comportamentos alternativos para quando certas permissões forem negadas. As notas de lançamento do iOS 6 para desenvolvedores esclarecem isso:

“Além dos dados de localização, o sistema agora pede permissão do usuário antes de liberar o acesso a apps terceiros a certos dados do usuário.

(…)

Para dados de contatos, calendários e lembretes, seu app precisa estar preparado para ter o acesso negado a esses itens e ajustar o comportamento de acordo. Se o usuário ainda não foi questionado sobre a liberação do acesso, a estrutura retornada é válida, mas não contém registros. Se o usuário negou o acesso, o app recebe um valor nulo ou nenhum dado. Se o usuário garantir permissão ao app, o sistema consequentemente notifica o app de que ele precisa ser reiniciado ou reveter os dados.”

Área Privacidade, nas configurações do iOS, e app Foursquare sem acesso à localização do usuário.
No iOS, permissões são concedidas durante o uso dos apps e podem ser revogadas a qualquer momento.

Nas configurações do sistema existe, ainda, uma área chamada Privacidade. Ela concentra as permissões que o sistema oferece e dá ao usuário o poder de vetá-las, para qualquer app, a qualquer momento.

Permissões de apps são importantes

As permissões de apps são meio como a EULA do Windows, ou os termos de uso das redes sociais: a maioria aceita sem ler. Nem o fato de serem compostas por poucas linhas anima o usuário médio a prestar atenção nos privilégios que ele concede sempre que instala um app. O que é um perigo.

Este é um assunto importante. Ler aquelas poucas linhas e tentar entender por que um app pede certas permissões é um esforço válido. Na próxima vez que fizer uma parada no Google Play ou na Loja de Apps do Windows Phone, ou que um app no iOS começar a pedir muita coisa, abra de olho, questione.

Foto do topo: Vit Brunner/Flickr.

  1. A Color Tiger oferece, agora, o App Ops X. Ele não está disponível no Google Play porque o método de instalação viola as regras do Google — a saída, pois, é fazer sideloading do app. Os desenvolvedores garantem que o app funciona mesmo no Android 4.4.2 e prometem um futuro cheio de atualizações, integração com o Tasker, pré-configuração de permissões a serem desativadas de pronto e outras vantagens. Mais informações no Lifehacker. ↩︎

Os equipamentos e apps que uso, 2014

Por mais simples que seja uma operação, ela demanda instrumentos, padrões e um workflow minimamente estruturado. É assim com o Manual do Usuário: um blog de um homem só, um homem preparado para ler, escrever, fotografar e filmar.

É bem comum usarmos momentos de ócio no fim do ano para reavaliarmos partes da vida, refletir onde erramos e onde acertamos e, nessa, fazer pequenos (ou grandes) ajustes. Resolvi usar parte desse tempo para contar a vocês o que uso (ou pretendo usar em 2014) no trabalho que desempenho aqui. Além de útil, quero também trocar figurinhas nos comentários, descobrir apps, equipamentos etc. É um post com segundas intenções :-)

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