O Android 12L, ou 12.1, está entre nós

por Cesar Cardoso

E assim de surpresa, tal e qual o próprio anúncio, o Android 12L, ops, 12.1 saiu para os Pixels; para os tablets e dobráveis, fica para mais ao longo do ano, segundo Samsung, Lenovo e Microsoft (!) — tudo que tem de novo está aqui.

Junto com o 12.1, a promessa de que agora vai para os tablets Android e que os desenvolvedores deveriam se preocupar em fazer apps para tablets Android (seja num tablet “puro”, seja num dobrável, seja num Chrome OS). Como ninguém acredita mais em promessas do Google envolvendo tablets… o Google poderia fazer com que seus próprios apps funcionassem direito em tablets, até para dar o exemplo.


Pinguins Móveis é uma newsletter semanal documentando e analisando a marcha do Linux por todos os cantos da eletrônica de consumo — e, portanto, das nossas vidas. Inscreva-se aqui.

Jacson Barros era diretor do Departamento de Informática do DataSUS quando o Ministério da Saúde contratou a Amazon Web Services (AWS) para o armazenamento de dados do DataSUS, em abril de 2020. Em agosto de 2021, Jacson foi exonerado e, um mês depois, reapareceu como Gerente de Desenvolvimento de Negócios Estratégicos da AWS. Via Brasil de Fato.

O Ministério da Economia está preparando uma medida provisória para fechar brechas que marketplaces estrangeiros — AliExpress, Wish, Shein, Shopee e Mercado Livre — usam para não pagarem impostos sobre os produtos vendidos para brasileiros. A ideia é fazer a cobrança direto da fonte, na hora da compra, em vez de fazê-la na alfândega, quando os produtos entram no país, modelo vigente hoje e classificado como ineficiente — há estimativas de que apenas 2% dos pacotes são de fato verificados.

A movimentação ocorre após pressão de varejistas nacionais, como o bolsonarista Luciano Hang, da Havan, e Alexandre Ostrowiecki, presidente da Multilaser. Segundo O Globo, o assunto ganhou status de prioridade na equipe econômica e na Receita Federal. Via O Globo (sem paywall).

Parlamento e Conselho Europeu chegaram a um acordo das regras do Digital Markets Act (DMA), nova legislação criada para frear o domínio e as práticas anticompetitivas das grandes plataformas digitais. Entre as regras, estão a interoperabilidade de aplicativos de mensagens e direito ao consumidor de definir aplicativos e serviços padrões em sistemas operacionais. Essas obrigações serão impostas a empresas com valor de mercado acima de € 75 bilhões ou que tenham receita de pelo menos € 7,5 bilhões no bloco. A punição pelo descumprimento é de multa de 10% da receita global — ou 20%, em caso de reincidência. A previsão é que o DMA comece a valer no final do ano. Via Politico (em inglês), O Globo.

Na Argentina, ainda em fase de testes, o WhatsApp aumentou o tamanho máximo de arquivos que podem ser enviados pelos usuários — de 100 MB para 2 GB. (Não por coincidência, o novo limite é o mesmo existente no Telegram.)

Por ora, usuários argentinos podem enviar arquivos grandes entre si e para pessoas de outros países. Se tudo correr bem, como é de praxe, o novo teto para arquivos será estendido a fotos e vídeos e aos usuários no resto do mundo. Via La Nacion (em espanhol).

O que muda com a regulação de criptoativos no Brasil

O crescimento vertiginoso em valor de mercado do bitcoin, a partir de 2017, e uma profusão de novos negócios baseadas na tecnologia blockchain, incluindo aí os ilícitos, chamaram a atenção dos poucos brasileiros ainda com dinheiro para investir. Agora, na esteira do “boom” dos criptoativos — e dos golpes envolvendo esse tipo de bem digital —, o Congresso brasileiro corre para regular o setor.

(mais…)

Post livre #309

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

O Instagram está liberando novos modos de visualização do feed, ambos apresentados em ordem cronológica:

  • Seguindo (Following): É um feed só com fotos e vídeos de pessoas que você segue, ou seja, sem recomendações do algoritmo.
  • Favoritos (Favorites): É um feed com perfis que você segue e que foram incluídos numa lista de favoritos. Essa lista comporta até 50 perfis e pode ser editada livremente — os perfis adicionados ou removidos não são alertados disso.

A inclusão de perfis aos favoritos também serve de sinal ao algoritmo, que passa a dar um peso maior a esses no feed algorítmico/padrão.

O anúncio da novidade dá a entender que o feed algorítimico/padrão terá ainda mais “recomendações baseadas em seus interesses”.

Para alternar entre os feeds, é só tocar no logo do Instagram no canto superior esquerdo da tela. Quando o recurso for disponibilizado na sua conta, o que deve acontecer ainda nesta quarta (23.mar), uma animação indicará o local. Via Meta (em inglês).

O Gnome 42 foi lançado nesta quarta (23). A nova versão do ambiente gráfico para Linux é ambiciosa: conta com grandes novidades e uma série de melhorias nas fundações, como a migração de aplicativos básicos/pré-instalados para o framework GTK 4 e o novo padrão visual libadwaita.

Os destaques do Gnome 42:

  • Modo noturno nativo.
  • Nova ferramenta de prints.
  • Vários aplicativos atualizados para o GTK 4 e libadwaita — melhor desempenho, novo estilo de interface moderno e novos elementos de interface do usuário.
  • Novos aplicativos padrões: Text Editor (editor de textos básico; entra no lugar do Gedit) e Console (novo emulador de terminal).
  • Suporte ao protocolo RDP em sessões remotas.
  • Vários ajustes e melhorias na interface.

O Fedora 36, provavelmente a melhor distribuição para quem gosta do Gnome puro, está previsto para 26 de abril e trará o Gnome 42. Quem estiver curioso pode instalar o Gnome OS em uma máquina virtual. Via Gnome (em inglês).

Vez ou outra, o WhatsApp GB, uma variante pirata/alternativa do aplicativo oficial do WhatsApp para Android, volta ao noticiário pelo risco que ensejam de banimento temporário da conta do usuário. Via Núcleo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1.

O assunto não é novo. Pelo menos desde 2018 já havia alertas relacionados ao WhatsApp GB, ou GBWhatsApp. E, antes disso, de outros aplicativos similares, como WhatsApp Plus e WhatsApp Holo.

O WhatsApp GB oferece “super poderes”, como ver mensagens e status apagados pelos remetentes, e alguns recursos menos polêmicos, mas inexistentes no aplicativo oficial, como temas visuais diferentes.

O problema é que o WhatsApp/Meta proíbe o uso de aplicativos alternativos para acessar a rede do WhatsApp e ameaça com suspensão aqueles que se arriscam a usá-lo. Deve ser uma dor de cabeça tão frequente que o WhatsApp GB é citado nominalmente na documentação do aplicativo a respeito de banimentos temporários.

Além do risco no uso, a obtenção do WhatsApp GB também é perigosa. O aplicativo não está disponível na Play Store, ou seja, é preciso baixá-lo de sites desconhecidos. Numa dessas, a pessoa interessada pode dar o azar e instalar um aplicativo adulterado/malicioso no celular.

Por tudo isso, e por mais tentador que sejam os recursos exclusivos do WhatsApp GB e de outros aplicativos alternativos, fica o conselho: evite-os.

Topei com o vídeo acima, que compara os chips M1 Ultra e M1 base da Apple, em um Mac Studio e Mac mini, respectivamente, em diversas tarefas. Chama a atenção o fato de que na maioria dos testes a diferença em preço e números frios não se traduz em ganhos de velocidade. O Mac Studio com M1 Ultra custa quase cinco vezes mais que o Mac mini base (R$ 47 mil contra R$ 8,4 mil).

Curioso com os resultados, peguei um dos benchmarks focados em processamento bruto, o Cinebench, e rodei eles no meu próprio notebook, um MacBook Pro de 2015, com um Core i5 de 5ª geração. Os resultados:

Multi-core
M1 Ultra: 24.157
M1 (Mac mini): 7.779
Core i5 (5ª geração): 1.944

Single-core
M1 Ultra: 1.534
M1 (Mac mini): 1.469
Core i5 (5ª geração): 757

O velho Core i5 da Intel foi obliterado em multi-core, mas é “só” 50% mais lento em atividades single-core.

Como disse o leitor Gabriel Arruda, para uso comum um Mac Studio Ultra e MacBook Air (ou Mac mini) são exatamente a mesma coisa.

Não à toa, no vídeo o poder do Mac Studio só aparece em sua plenitude em atividades bastante específicas, como quando o youtuber exporta vídeos em 8K com vários filtros e recursos avançados.

O YouTube atualizou suas diretrizes de comunidade referentes às eleições de olho nas de outubro, aqui no Brasil. Além de regras que já existiam, como a proibição de certos conteúdos que desinformam — dia e horário de votar errados, quem pode e que não pode candidatar-se etc. —, a plataforma de vídeos do Google anunciou algumas mudanças, com destaque para a proibição de questionar a legitimidade das eleições de 2018, um dos esportes favoritos do atual presidente, futuro candidato à reeleição e usuário assíduo da plataforma de vídeos Jair Bolsonaro (PL). Via YouTube.

China propõe novas regras para proteger menores de idade na internet

por Shūmiàn 书面

A Administração de Cibersegurança da China propôs na segunda (14) novas regras para proteger a saúde física e mental de menores de idade na internet, chamando famílias, empresas, mídia e organizações a terem responsabilidade social com a questão. Ainda está em fase de comentários, incorporando mudanças a partir de uma legislação de 2020 referente a proteção de menores. A tradução para o inglês é do Jeremy Daum, do China Law Translate.

Além de incentivar a criação de serviços sem fins lucrativos, bem como a literacia digital, outros pontos de destaque do texto são: a criação de ferramentas para sinalizar e alertar sobre conteúdo ilegal ou perigoso em softwares e produtos tecnológicos que atingem menores de idade; a realização, por parte das empresas, de revisões periódicas do impacto dos seus produtos nesse público; o fortalecimento de meios para denúncia de comportamentos indesejados, como bullying; o papel dos guardiões no consentimento de uso de dados pessoais dos menores. Para quem quer ficar por dentro de toda a legislação chinesa referente a crianças no mundo virtual, Daum também preparou essa lista útil.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

A Roku anunciou o OS 11, nova versão do sistema operacional das suas caixinhas de streaming, TVs e caixas de som. A grande novidade é a estreia dos álbuns de fotos. A partir do aplicativo para celular, os usuários podem enviar fotos e vê-las no aparelho e na proteção de tela. Esses álbuns podem ser compartilhados e criados em conjunto com outros usuários.

O OS 11 traz, ainda, novos modos de áudio para as caixas de som da marca, uma nova área de curadoria de conteúdo dos canais mais usados, “O que assistir”, na tela inicial e outras melhorias menores, todas descritas nos links ao lado. O Roku OS 11 será liberado gradualmente “nas próximas semanas”. Via blog da Roku, suporte da Roku (ambos em inglês).

A Apple atualizou o aplicativo do Apple TV+ no Google TV e Android TV e removeu o recurso de aluguel e compra de vídeos. Segundo fontes da Apple que falaram a John Gruber, do blog Daring Fireball, o que motivou tal degradação nesses aplicativos do Apple TV+ foi o fim de um acordo com o Google que isentava a Apple de pagar taxas da Play Store — a mesma que a Apple defende ser válida na sua App Store e arrastou a empresa para uma barulhenta disputa judicial com a Epic Games, do jogo Fortnite.

Até aí, como observa Gruber, tudo certo: a Apple agiu como orienta desenvolvedores insatisfeitos com a taxa da App Store a agir, ou seja, tirou a venda digital de circulação da loja de aplicativos do Google. O problema é que, no lugar dos botões de compra e aluguel, a Apple colocou um tutorial ensinando os usuários a comprarem e alugarem esses itens em seus dispositivos Apple ou na web. As diretrizes da App Store proíbem esse tipo de abordagem. Via FlatpanelHD, Daring Fireball (ambos em inglês).