A história do Revue, serviço de newsletters do Twitter, em três atos:

É em situações como essa que o poder/a soberania sobre os dados e a interoperabilidade do e-mail, bandeiras muito caras a este Manual do Usuário, se mostram mais relevantes: aos afetados, basta exportar a lista de inscritos e o acervo (nesta página) e migrar para outra ferramenta. Via Revue (em inglês).

A Apple lançou nesta terça (13) o iOS/iPadOS 16.2 e o macOS 13.1. O destaque da atualização é o novo aplicativo Freeform, uma folha em branco infinita com suporte a colaboração em tempo real. Parece interessante para se usar com a canetinha no iPad.

Nos Estados Unidos, as atualizações liberam a criptografia de ponta a ponta do iCloud. O recurso é opcional e vem desativado por padrão. No resto do mundo, o recurso só chega no início de 2023.

Outros recursos dignos de menção é o modo karaokê para o Apple Music e a nova restrição ao AirDrop, que passa a funcionar de modo público em blocos de 10 minutos — depois disso, ele reverte para o modo limitado a contatos.

Mesmo que os novos recursos não lhe chamem a atenção, as atualizações são importantes devido à segurança: as listas de correções (iOS/iPadOS, macOS) são grandes e contêm falhas graves, que permitem a execução remota de código. watchOS e tvOS também foram atualizados. Via Apple (em inglês).

Quando a FTX quebrou, o domínio ftx.us foi redirecionado para uma página explicando o processo de falência. Ninguém reparou ou se importou com um detalhe: vários NFTs cunhados pela FTX confiavam em uma API hospedada naquele domínio, o que significa que ao removê-la dali, os NFTs sumiram.

Dá para ver o resultado na coleção de NFTs do festival Coachella (exemplo de um NFT que supostamente vale ~US$ 19,7 mil). Em vez das imagens, quadrados cinzas são exibidos. Se ao menos soubéssemos que isso poderia acontecer… Via Web3 is Going Great (em inglês).

Chegou a hora de sair do Twitter

Dava para prever que o Twitter de Elon Musk se tornaria um ambiente insalubre, mas surpreendeu a velocidade com que aquilo se deteriorou. Isso, somado às ideias desprezíveis, por vezes criminosas do novo dono, nos leva ao único desfecho possível: chegou a hora de pular do barco, de sair do Twitter.

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Um post curtinho apenas para registrar o novo visual do Manual do Usuário — sim, o segundo de 2022, este, espero, mais duradouro. Em breve sai um relato esmiuçando as novidades e decisões no Bastidores.

Enquanto isso, diga para mim: o que você achou?

mIRC ainda existe e está revogando licenças vitalícias dos usuários

Topei com uma história curiosa a respeito do mIRC. Isso trouxe tantas lembranças e, talvez mais surpreendente, a revelação de que o IRC vive, com uma comunidade ativa, e planos para modernizar-se.

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Grupo de juristas apresentou um substitutivo a três projetos de lei que visavam regulamentar a inteligência artificial no Brasil. O substitutivo tem 40 artigos e está incluído no relatório final da comissão (PDF), de 900 páginas, que fundamenta e detalha o processo de elaboração do texto. (Os artigos constam a partir da página 15.)

O relatório e o substitutivo foram entregues ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), no último dia 6. Para tornar-se lei, precisa passar por todo o trâmite legislativo. Via Senado.

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O site Legendas TV, que disponibilizava gratuitamente legendas de filmes e séries feitas de modo independente, anunciou o fim das suas atividades. Na mensagem que aparece em seu site, diz que “com a queda de contribuições, aumento de custos, variação cambial e impossibilidade de trabalhar com publicidade devido à visão que o mundo tinha dessa comunidade, tornou-se cada vez mais difícil manter o Legendas.TV vivo”.

A fase ruim vem de longe. Em 2019, a equipe do Legendas TV ameaçou encerrar as atividades a menos que mais gente assinasse o plano VIP então oferecido. Na ocasião, afirmou ter em seu acervo 350 mil legendas de 50 mil títulos distintos.

A equipe disse ainda que está trabalhando para disponibilizar, nas próximas semanas, “[o] acervo de uma maneira simples mas ainda assim funcional”. Via Legendas TV.

Simulador hipnotizante de “pedra, papel, tesoura” e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Criptografia de ponta a ponta no iCloud vem aí — e é algo grande

Em agosto de 2021, a Apple anunciou um plano em que passaria a analisar fotos marcadas para serem enviadas ao iCloud em busca de imagens ilegais, de abusos sexuais contra crianças, nos dispositivos (iPhones, iPads e Macs) dos usuários.

A notícia caiu como uma bomba nos círculos que debatem a privacidade digital. Embora tivesse fim nobre, a iniciativa foi duramente criticada: naquela situação, o fim talvez justificasse a bisbilhotagem das fotos dos usuários, mas e quando esse fim fosse… menos nobre? E se um governo autoritário exigisse que a Apple identificasse manifestantes?

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Post livre #346

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

A Apple anunciou três novos ótimos recursos de segurança/privacidade para o iCloud, incluindo a “Proteção Avançada de Dados” que, ao ser ativada, expande a criptografia de ponta a ponta para quase tudo salvo na nuvem da empresa — backups do iOS, fotos, notas e tudo mais; só ficam de fora e-mail, agenda de compromissos e contatos, por usarem protocolos abertos incompatíveis com a criptografia de ponta a ponta.

Isso significa que em contas com a Proteção Avançada de Dados ativada, nem mesmo a Apple poderá acessar os dados armazenados em seus servidores.

Por isso, o recurso é “opt-in”, ou seja, desativado por padrão: ao ativá-lo, o suporte da Apple perde a capacidade de “resetar a senha” em caso de esquecimento.

Outra novidade legal é o suporte a chaves de segurança físicas, como as YubiKeys. O comunicado à imprensa deixa subentendido que isso permitirá desativar o número de telefone como segundo fator de autenticação.

A terceira novidade é uma verificação de contatos para o iMessage, o tipo de coisa que só é importante nos Estados Unidos, onde o aplicativo é usado.

Todos os três recursos serão disponibilizados no mundo inteiro no início de 2023. Via Apple (em inglês).

por Shūmiàn 书面

Ainda que pareça difícil por fim a isso, o governo chinês declarou o fim do vício em jogos entre menores de idade!?

Segundo relatório lançado no final de novembro, 75% dos jovens jogadores restringiram a atividade a três horas por semana. Ainda segundo o documento, 85% dos pais entrevistados aprovam as medidas de supervisão sobre a jogatina dos jovens implementadas em agosto de 2021, estabelecidas para controlar o tempo que jovens dedicavam ao “ópio espiritual”.

expectativa do setor é de que o novo índice de consumo moderado de games pela juventude abra caminho para a retomada da indústria do videogame na China: desde que as medidas foram adotadas, o país chegou a ficar nove meses sem licenciar nenhum jogo, jejum quebrado em abril de 2022.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

A App Store agora aceita centenas de novos preços, incluindo valores redondos (R$ 5,00), menores que o antigo piso (no Brasil, era de R$ 4,90) e que podem chegar a US$ 10 mil (os 100 maiores preços só serão liberados mediante solicitação).

Outra novidade importante é uma automação para manter a equivalência de preços em todas as fachadas (175) e moedas (44) com que trabalha.

A conferir como essa maior granulação afetará os preços dos aplicativos e assinaturas da App Store.

A medida, vale mencionar, é resultado de um acordo que a Apple costurou com a Justiça dos Estados Unidos em agosto de 2021. Via Apple (em inglês).

Faz tempo que aplicativos de mensagens deixaram de ser versões melhoradas do SMS. Eles evoluíram: hoje são, também, utilitários e a base de comunidades, e as empresas que os desenvolvem têm apoiado essas transformações.

Recursos como as comunidades do WhatsApp e os tópicos do Telegram reconhecem o uso dos aplicativos de mensagens para comunidades. São versões limitadas de aplicativos mais modernos que têm isso no DNA, como Slack e Discord, ainda que simplificadas para não assustar quem não tem familiaridade com o formato.

Se vai colar, é outra história. Por um lado, comunidades/tópicos prometem ajudar na organização de grupos que por vezes se tornam caóticos, mas ao mesmo tempo jogam contra a simplicidade que permitiu a esses aplicativos se tornarem onipresentes.

O Telegram lançou nesta terça (6) uma expansão dos tópicos, agora disponíveis para grupos com pelo menos 100 membros (antes, o piso era 200). A explicação no anúncio oficial é confusa; talvez na prática seja mais simples. Devo ativar isso no grupo de assinantes do Manual. (Apoie o site para participar.)

Quanto ao WhatsApp, o recurso de comunidades, que já foi liberado lá fora, só será lançado no Brasil em 2023. Culpa das eleições, ou do mau uso do WhatsApp em eleições passadas. Via Telegram.