Há um detalhe na Truth, nova rede social de Donald Trump, que ele e sua equipe não revelam: ela foi criada com base no Mastodon, sistema de código aberto e livre para a criação de redes sociais federadas. Em lugar algum há menção ou crédito ao Mastodon, o que é uma violação grave da licença do projeto (AGPL v3).

Entre instâncias (servidores) do Mastodon, já rola uma movimentação para banir a rede de Trump proativamente, caso um dia ela venha a se federar, ou seja, tente se comunicar com outras instâncias públicas. No Fediverso, o ambiente público em que servidores distintos de redes sociais descentralizadas se comunicam, é comum que administradores troquem informações (com a hashtag #Fediblock) de instâncias com conteúdo extremista ou ilegal e as bloqueiem. Via @feditips@mstdn.social (em inglês).

O Mastodon é uma rede social que lembra o Twitter, porém é descentralizada e de código aberto. Para entendê-la melhor, leia esta reportagem.

Às vezes, a consumidora sabe o que quer

O sucesso nos negócios cria o risco de tornar presunçosos alguns empreendedores. Um caso clássico é o daquele que desdenha a capacidade cognitiva da clientela. “Elas1 não sabem o que querem”, alegam. Nem sempre é o caso.

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Este site apaga seus posts antigos no Twitter de graça, mas só se você não curte fascistas

Quando o Cardigan encerrou suas atividades, deixei de apagar automaticamente posts antigos no meu perfil pessoal no Twitter. Foi uma decisão pragmática: somente alguém lacônico e extremamente organizado conseguiria apagar seus próprios posts de uma rede social em intervalos regulares. O Cardigan fazia isso, tão bem que eu havia pago uns trocados pelo serviço. Após um tempão sem ter meu perfil limpo automaticamente, encontrei um ótimo substituo, o Semiphemeral.

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Post livre #291

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha na segunda-feira ao meio-dia.

De acordo com uma fonte do site The Verge, o Facebook planeja mudar seu nome. O anúncio, se não for antecipado, deverá ser feito no dia 28 de outubro, na conferência Connect, do próprio Facebook.

Oficialmente, a mudança seria um movimento para refletir o trabalho do Facebook no “metaverso”, ou seja, para dissociar a empresa de redes sociais. O novo nome não contemplaria a rede social Facebook, porém. Não se pode negar que o “rebranding” — como esse tipo de mudança é conhecido no jargão publicitário — possa ser também uma jogada para abafar as críticas pesadas que a empresa vem sofrendo nos últimos meses.

O expediente não é novo. Em 2001, por exemplo, a Philip Morris trocou o nome da sua holding para Altria, para, segundo executivos da companhia, reduzir os danos à reputação que a associação ao tabagismo já provocava na época.

O novo nome do Facebook poderá representar uma alteração estrutural, como ocorreu com o Google e a Alphabet em 2015. Se sim, isso significará mais caracteres em textos sobre o Facebook, como observou o colunista do Wall Street Journal, Christopher Mims: “Isso será como a Alphabet, em que toda vez que escrevo esse nome preciso acrescentar uma frase explicando do que se trata?”

A fonte anônima do The Verge especula que o novo nome, guardado a sete chaves pela direção da empresa, pode ter algo a ver com Horizon, nome adotado em algumas ferramentas de realidade virtual recentes do Facebook. Nas redes sociais já surgiram algumas sugestões mais espirituosas e alinhadas ao “ethos” da empresa, como Skynet e Fascistbook. Você tem alguma? Via The Verge (em inglês).

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

A partir desta quinta (21), você poderá, finalmente, postar conteúdo no Instagram pelo computador. De forma oficial, sem ter que recorrer a aplicativos suspeitos ou gambiarras. Demorou apenas 11 anos, mas tudo bem, antes tarde que mais tarde.

A novidade faz parte da primeira “Product Week” da rede social, uma série de anúncios para tentar conter o TikTok, digo, aperfeiçoar a plataforma. Além das postagens em computadores (“um pedido antigo da comunidade do IG”, segundo a empresa), o Instagram ganhará um recurso de colaborações (Collabs) para os Reels, criação com um toque de campanhas de arrecadação de fundos para organizações sem fins lucrativos pré-aprovadas e dois novos efeitos para o Reels, “Superbeat” e “Dynamic/3D Lyric” — talvez pessoas com menos de 30 anos saibam o que essas coisas significam. Via Tubefilter (em inglês).

A Globo não divulga o número absoluto de assinantes nem do faturamento do Globoplay, mas alguns dados financeiros relativos sinalizam uma operação robusta. Segundo o colunista Guilherme Ravache, do Uol, um relatório financeiro divulgado a investidores da Globo informou que o serviço de streaming da casa cresceu sua base de assinantes em 42% no segundo trimestre, bateu recorde de faturamento no período e — aqui é conjectura/matemática do Guilherme — pode se tornar um negócio de R$ 1 bilhão anual já em 2021.

Nem tudo são flores, porém. A ausência do Big Brother Brasil no segundo semestre pode desacelerar as novas assinaturas e aumentar o churning. Além disso, a aquisição dos direitos de produções é cara, mas uma necessidade para fazer frente à concorrência, que, por sua vez, está maior e mais acirrada. Nos últimos meses, dois pesos-pesados chegaram ao Brasil: Star+ (da Disney) e HBO Max. Via Uol Splash.

A Insider criou meias (sim, meias) tecnológicas. E tem cupom de desconto para quem lê o Manual

por Manual do Usuário

Oferecimento:
Insider

Imagine a cena: alguém monta o computador perfeito, com componentes escolhidos a dedo, harmônicos entre si, a fim de obter o melhor desempenho possível com baixo consumo energético e pouco barulho. Só que esse alguém negligencia uma peça fundamental do seu setup, a cadeira. De nada adianta um PC gamer parrudo se você não aguenta dez minutos sentado naquela cadeira velha e surrada. Na hora de se vestir, as meias são a sua cadeira.

Pensando nisso, a Insider, marca de roupas funcionais feitas com tecnologia têxtil, criou as meias Spectrum. Alguém menos atento pode confundi-las com meias comuns, ou com boas meias comuns. São três modelos (sapatilha, cano curto e alto) em dois tamanhos (34/38 e 38/42) e seis cores disponíveis (branco, preto, cinza, musgo, marinho e bege) com estampas discretas, que combinam com tudo. Só que são meias da Insider, o que significa que são meias tecnológicas.

As meias Spectrum traz a tecnologia infravermelho, com cristais biocerâmicos contidos nas fibras do tecido que absorvem energia do corpo e reemitem em infravermelho longo. Isso se traduz em recuperação muscular, redução e alívio de dores. Elas também são respiráveis, antibacterianas e antiodor.

Além de toda essa tecnologia, as meias Spectrum são super confortáveis — como tudo que a Insider faz. Elas têm regiões acolchoadas, para absorver impactos e dar tração aos movimentos. São meias para todas as ocasiões.

As meias Spectrum são o último lançamento da Insider. Para celebrá-lo, leitores do Manual do Usuário têm um desconto especial. Use o cupom MANUALDOUSUARIO12 e ganhe 12% de desconto em todo o site. No home office ou no escritório, na caminhada ao ar livre ou na academia, você vai precisar de meias. De boas meias. Aproveite o cupom e experimente as meias Spectrum.

A Apple realmente pensa em tudo. A empresa agora vende um pano de polimento para fãs passarem pano para a empresa com estilo. Segundo a Apple, ele também “pode ser usado com segurança e eficiência em qualquer tela Apple, incluindo o vidro nano-texture”. Custa R$ 220 (de verdade). Dica do leitor Ilton Alberto Jr.

Aos gigantes da tecnologia, que parem de explorar a fragilidade humana, as vulnerabilidades das pessoas, para obter lucros

— Papa Francisco, no Twitter.

O papa Francisco tirou o sábado (16) para pedir que grandes grupos econômicos e pessoas de poder tenham mais consciência sobre seus poderes. Antes do comentário acima, feito em um fio no Twitter (que não foi publicado como um fio), Francisco cutucou o capitalismo sem dar nome aos bois dizendo que “devemos dar aos nossos modelos socioeconômicos um rosto humano, porque muitos modelos o perderam”. Amém!

Mas não foram apenas os ouvidos das big techs que doeram. Sobrou também para grandes laboratórios, grupos financeiros e aos organismos internacionais de crédito, empresas poluidoras do meio ambiente, meios de comunicação, telecomunicações, fabricantes e traficantes de armas, indústria de alimentos, países poderosos, governos e políticos em geral e até aos próprios líderes religiosos, ele incluso.

Grupo de fotografia do Manual #3

Toda semana, seleciono algumas fotos interessantes que apareceram no nosso grupo de fotografia no Flickr — sim, o Flickr ainda existe. Lá, além de mostrarmos nossas fotos, debatemos técnicas e tiramos dúvidas de fotografia. Para participar, basta criar uma conta no Flickr, de graça, e ingressar no grupo. Não deixe de ler as (pouquíssimas) regras de boa convivência.

Os comentários abaixo são dos próprios autores (quando houver). Para ver as fotos no Flickr, clique nelas.

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Achados e perdidos #38

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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Print de uma tela de Doom renderizado em caixas de seleção de HTML (monocromático, pois, apenas branco e azul).
Imagem: Andrew Healey/Reprodução.

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