A vida sem Instagram

No dia 18 de novembro de 2018, pouco depois do meio-dia, excluí o meu perfil no Instagram (veja como fazer). Já vinha ensaiando havia semanas, sem o app no celular nem acesso via web, pelo computador. Achei que fosse sentir falta, mas aí não senti.

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Post livre #248

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

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Somente canais de parceiros do YouTube, canais com uma quantidade mínima de inscritos e horas visualizadas e que sinalizam interesse no programa, veiculavam anúncios na plataforma de vídeos do YouTube. Isso mudou. Uma atualização dos termos de serviço publicada nesta quarta (18) informa que, aos poucos, o YouTube passará a inserir anúncios mesmo em canais que não são monetizados — e sem dividir a receita gerada por eles com seus proprietários.

O YouTube diz que esta medida “é parte dos nossos investimentos contínuos em novas soluções que ajudem os anunciantes a alcançar, com responsabilidade, a escala total do YouTube para se conectarem com suas audiências e aumentarem seus negócios”.

Uma semana depois de anunciar o fim da gratuidade do Google Fotos, o Google faz outro movimento similar no YouTube. Via Social Media Today, YouTube (em inglês).

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se), indico quatro leituras longas/de fôlego publicadas em outros sites — artigos e reportagens, basicamente. Seria o máximo se esse trabalho fosse coletivo, feito com a sua ajuda. Indique ali nos comentários uma leitura longa da última semana que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

A partir de 1º de janeiro de 2021, a Apple reduzirá pela metade — de 30% para 15% — a taxa cobrada na venda de apps e compras dentro de apps publicados na App Store àqueles que faturaram até US$ 1 milhão em 2020. O programa é “opt-in”, ou seja, quem for elegível precisará sinalizar interesse nele, e valerá também desenvolvedores recém-chegados à App Store.

É um evidente resultado da pressão que a Apple vem tomando de empresas como Spotify, MatchGroup (do Tinder), Epic (do Fortnite) e Basecamp, que reclamam da taxa de 30% cobrada pela Apple e de algumas políticas da App Store. A nova taxa reduzida ajuda na defesa da Apple e beneficia muitos desenvolvedores (provavelmente a maioria deles), e só a elas — às grandonas, que se posicionam mais firmemente, continua tudo igual. Tim Sweeney, fundador e CEO da Epic, disse que a Apple tenta, com essa estratégia, causar divisão entre os desenvolvedores. Em nota, o Spotify afirmou o óbvio: que a novidade não altera em nada as rusgas da empresa com a Apple e a App Store. Via Apple, Variety (em inglês).

Dois meses após entrar no ramo de podcasts nos Estados Unidos, a Amazon repete o movimento no Brasil. A oferta de podcasts fica dentro do Amazon Music, ou seja, é similar ao Spotify. Outra semelhança é a presença de podcasts exclusivos. O primeiro — e único, mas não por muito tempo — é o A música do dia, em que o jornalista e músico Nelson Motta apresenta 101 músicas que marcaram sua vida. Via TechTudo.

Google e Mozilla lançaram novas versões dos seus navegadores prometendo menos consumo de recursos do computador.

O Chrome 87 agora prioriza abas em primeiro plano. Na prática, segundo testes internos do Google, a nova versão reduz o consumo de CPU em cinco vezes e estende a autonomia da bateria (qual?) em 1,25 hora. Em velocidade, a empresa promete que ele agora inicializa 25% mais rápido e carrega páginas 7% mais rápido. Via Google (em inglês).

No Firefox 83, a Mozilla promete que seu navegador está 15% mais rápido no carregamento de páginas, 12% mais responsivo e que reduziu o consumo de memória em 8%. Uma novidade legal é uma opção que força conexões HTTPS (criptografadas), similar a extensões como a HTTPS Everywhere. Via Venturebeat (em inglês).

Eu sempre recorri ao IMDb para pegar referências de filmes. Funciona bem, mas me incomoda um pouco por ser da Amazon. Para minha surpresa, ontem descobri a existência do The Movie Database, ou TMDb, uma alternativa independente, feita pela comunidade e com “forte foco internacional”. O TMDb existe desde 2008 e tem até uma API, usada por diversos apps. Virou a minha nova referência para filmes.

O embargo caiu e várias publicações soltaram suas análises dos novos computadores da Apple com o chip M1, também da Apple. A primeira impressão é ótima: desempenho superior ou equivalente ao do dos chips topos de linha da Intel e AMD e baixo consumo energético (leia-se: maior duração da bateria e, mesmo nos modelos com ventoinha, silêncio).

Para quem quer números e tabelas, indico a análise do Mac mini feita pelo Anandtech. Para tarefas mais mundanas com ênfase no (não) barulho das ventoinhas, este vídeo dos novos MacBook Air e Pro do Wall Street Journal. Ambos em inglês.