Imagine um app que tem como única finalidade mandar uma notificação que informa em texto e áudio, de um jeito engraçado, “yo”. O usuário adiciona seus amigos e, quando toca em um deles, manda um “yo”. Do outro lado, a única opção para quem recebe a mensagem é responder. Com um “yo”. E é basicamente só isso. (mais…)
De mania nacional no Japão, os emojis são, hoje, fenômeno cultural no mundo inteiro. Apple, Google, Microsoft e Twitter suportam o padrão que desde 2010 integra a tabela Unicode. Não é raro ver esses pequenos e expressivos desenhos em mensagens de texto mediadas por telas. Em breve, uma nova leva de emojis estará disponível.
Alguns dos novos emojis (em amarelo).
A nova versão do Unicode, uma espécie de mapa de caracteres super abrangente que é usado por todos os sistemas operacionais modernos, ganhou 250 novos emojis. Somados às demais, o Unicode 7.0 traz mais de 2800 novidades, que vão desde o novo símbolo do rublo russo, a moeda usada na terra de Putin, a escritas arcaicas. (mais…)
O segundo gol da França na partida contra Honduras foi, mais do que qualquer coisa, uma vitória da tecnologia. As câmeras espalhadas no Beira-Rio, em Porto Alegre, deram absoluta certeza a um lance que, de outra forma, seria fonte de polêmica e discussões sem fim. (mais…)
A última atualização do Facebook Messenger para iPhone e Android trouxe a gravação de vídeos de até 15 segundos segurando um botão, um recurso parecido com os existentes no Snapchat, Vine e Instagram. É algo que se esperaria do vindouro Slingshot, o (segundo) concorrente ao Snapchat que está em produção por lá, mas apesar da implementação e dessa conexão nos bastidores, ele nem é a coisa mais interessante aqui.
Nas notas da versão 6.0, o segundo tópico chama mais a atenção:
Grandes curtidas: Mantenha pressionado para enviar um polegar ainda maior quando você curtir demais alguma coisa.
Essa novidade se refere àquele botão de polegar no canto inferior direito da tela que você só aperta sem querer e, toda vez, acaba mandando um curtir totalmente aleatório e fora de contexto no meio da conversa. Agora, dá para mandar curtidas gigantes, medianas ou apenas uma curtidinha.
Sou totalmente a favor dessas experimentações com interface de apps, mas isso só pode ser de zuera:
E ainda dizem que o Facebook parou de inovar. Pfff…
O recém-anunciado Galaxy Tab S, da Samsung, concentra em um tablet o que há de melhor no universo Android. Vai além, para ser justo: aquela tela Super AMOLED de 2560×1600 deve ser estonteante, coisa que vídeo promocional algum faz jus — a menos que você o assista em um Galaxy Tab S. (mais…)
Faz algum tempo que o navegador passou a protagonista em desktops e notebooks de usuários casuais. A consolidação da web como plataforma tornou o Chrome e outros navegadores os apps campeões de uso, muitas vezes relegando o sistema operacional a uma base sem muita importância para as atividades do dia a dia.
Atento a isso, o Google criou um sistema operacional que é apenas um navegador, o seu navegador. O Chrome OS foi anunciado em 2010 e lançado um ano depois. No Brasil, os Chromebooks, como são chamados os notebooks que rodam o sistema, só chegaram agora, em 2014.
O modelo da Samsung em que escrevo este review e que será objeto de análise nas linhas que seguem se sobressai por peculiaridades em uma plataforma que, por si só, já levanta sobrancelhas e chama a atenção. Lá fora, é o Chromebook mais barato disponível, e foi o primeiro a vir com um SoC ARM, o que dispensa o uso de ventoinha para evitar que o processador frite. Ser diferente não é sinônimo de ser útil, então vejamos o que a Samsung preparou para convencer o consumidor de que, sim, um navegador é o bastante. (mais…)
Estive lendo algumas coisas, analisando uns acontecimentos e conversando com meus informantes, e a essa altura é seguro dizer: vai ter Copa sim! Em 2014 o coração continuará na ponta da chuteira, os pés, tocando a bola, e é bem provável que as mãos estarão mexendo no smartphone durante o show do intervalo.
O futebol é ingrato com a tecnologia. Com uma ou outra exceção, a FIFA barra a maioria das tentativas de modernizar o esporte a fim de mantê-lo praticável em locais e/ou condições desprivilegiados, o que é compreensível. Fora dos gramados, longe do rigor da entidade máxima do futebol, o aparato high tech encontra menos amarras e nesta edição do torneio será difícil perder os lances da partida e bem mais fácil atualizar a tabelinha (digital e on the go, claro) depois dos jogos.
Baixei e testei alguns apps futebolísticos para as três principais plataformas móveis: Android, iOS e Windows Phone. Não tem smartphone? Sem problemas, dá para se manter informado e até assistir aos jogos na íntegra pelo computador. Reuni, ainda, as formas mais simples de puxar para a sua agenda de compromissos os dias e horários de todas as partidas. Por fim, testei (ou quase isso) os sistemas de interatividade das emissoras de TV, a alardeada “segunda tela” que começa a ganhar contornos mais fortes e investidas oficiais e organizadas no Brasil. Vai ter Copa sim, e será muito legal!
Os apps campeões da Copa
Às vésperas do início da competição, estava esperando uma enxurrada de apps temáticos. Eles até existem, mas não é muito difícil separar o joio do trigo sem ter que recorrer ao download: muitos apps, especialmente no Windows Phone, são feios de doer. Mais capricho em 2018, pessoal!
Como a maioria é redundante e não há muito sentido em ter dois ou mais aplicativos apitando antes de cada partida e a cada gol marcado, separei o que de fato vale a pena em cada plataforma. Vamos lá? Então vamos.
iPhone: FIFA e Guia Descomplicado da Copa
Screenshots do FIFA para iPhone.
O app da FIFA para o iPhone é muito legal. Ele já recebeu a atualização preparatória para a Copa do Mundo, que entre outras coisas traz um visual mais refinado, acompanhamento de seleções, tabelas, estatísticas e todas aquelas coisas que os fanáticos pelo esporte adoram.
Nesse app ainda rolam notícias, comentários dos usuários e a eleição dos craques de cada partida. Uma característica rara é poder acompanhar mais de uma seleção ao mesmo tempo; na maioria dos apps, você escolhe uma no início e fica limitado a ela. Existem anúncios, mas eles são discretos e, aparentemente, estáticos — são só banners ou selos dos patrocinadores oficiais do evento. É um dos mais completos disponíveis.
VAI TER COPA SIM
Outra opção é o Guia Descomplicado da Copa, desenvolvido por Rodrigo Duarte da Igniscode. A apresentação é bem bonita, ainda que lembre o plano de fundo padrão do Galaxy S5, cheio de polígonos coloridos. Mais simples e direto, o Guia traz lembretes dos jogos, as sedes, tabelas, enfim, o cardápio básico de apps do tipo, com uma bônus: molduras para tirar fotos e espalhar nas redes sociais.
Agora vai, Brasil!
A Siri também já está atualizada, mas sem a proatividade do Google Now (veja abaixo). Pode ser útil para saber o horário de alguma partida e, imagino, resultados também:
Android: Google Now, OneFootball e UOL Copa
Tinha esperanças de ver mais apps legais no sistema do Google, mas não parece ser o caso — o da FIFA, até a publicação desta matéria, ainda não tinha sido atualizado. Calhou de ser o próprio Google a melhor opção.
O Google Now já está sabendo do torneio. Além de responder perguntas, também dá para indicar ao assistente as seleções que você deseja acompanhar. O funcionamento deve ser semelhante ao que já rolava com times, ou seja, o Now avisará quando as partidas estiverem começando, gols forem feitos e os resultados ao apito final do árbitro. Isso também funciona no iPhone, basta instalar o app do Google.
Se você prefere algo mais tradicional, minha indicação é o OneFootball Brasil. Ele é multiplataforma: tem também para iPhone e Windows Phone. No Android, ante a falta de adversários à altura, ele se destaca.
Neste app, desenvolvido na Alemanha e patrocinado pela Volkswagen, o leque de recursos básicos em apps da Copa está presente. Tem notícias também, e a promessa de acompanhamento ao vivo das partidas. O visual não é muito inspirado, mas pelo menos é bem feito, coisa rara no universo de apps analisados.
Screenshot do OneFootball Brasil para Android.
Outra alternativa é o UOL Copa (também tem versão para iPhone e Windows Phone). Consegui testar de antemão o mecanismo de acompanhamento ao vivo das partidas na pelada entre Itália e Fluminense, e é bem bacana: além dos lances, o app puxa comentários dos especialistas em futebol do portal, tuítes relacionados e traz um botão “estou vendo na TV” que remove do stream informações óbvias para quem está assistindo à partida. De quebra, traz reportagens em vídeo, fotos e o conteúdo dos blogs do UOL.
Windows Phone: Copa2014 e Bing Esportes
Cartão amarelo para o Windows Phone! Apps bem feios disputam a tapa a atenção do torcedor sofredor. Mesmo alguns que não fazem feio no Android e no iPhone, como UOL Copa e OneFootball Brasil, marcam gols contra aqui. Felizmente, Microsoft e Revolution Software salvam o sistema do vexame com dois belos chutes no ângulo!
(Vou parar com as analogias futebolísticas, prometo.)
O Bing Esportes, que deu um nó no cérebro aqui porque agora se chama só Esportes e mudou de lugar no menu, tem um módulo da Copa do Mundo com aquele feijão com arroz: tabela, estatísticas, notícias, informações dos times e sedes, datas e horários dos confrontos etc. Basta atualizar, se ainda não fez isso, e encontrar a competição nos menu do app.
Screenshots do Copa2014.
A melhor recomendação, porém, é o Copa2014, desenvolvido pela misteriosa Revolution Software. A interface é linda, com desenhos, cores e tipografia de muito bom gosto, tem bloco dinâmico, e permite filtrar as datas e horários pelo time escolhido. Ele é extremamente básico, mas antes fazer pouco e fazer bem, do que tentar abraçar o mundo e não conseguir.
A Copa do Mundo no PC
A FIFA não deixa entrar com PCs e tablets nos estádios, mas fora dele quero ver o Blatter me impedir de usar a minha máquina!
Copa do Mundo nos resultados do Google.
Pois bem, o Google é seu amigo até na hora de torcer. Além do Google Now o buscador também entrega informações por texto, e isso vale para o desktop. Basta digitar “copa do mundo” e ele retorna uma tabela estilizada com datas e horários, classificações dos grupos e o mata-mata da segunda fase. Para quem estiver usando um Chromebook ou em qualquer outro computador, essa é uma das opções mais rápidas para se inteirar. Para algo mais elaborado, veja a bela tabela do UOL.
Portais e sites especializados em futebol, como Impedimento e Trivela, merecem uma olhada para entender melhor o contexto das partidas e as análises táticas. Eu, que não sou muito chegado em mesa redonda, não perco uma edição do Falha de Cobertura, com Daniel e Cerginho:
Se você assina a ESPN, tem no Watch ESPN (além da web, com app para iOS) uma alternativa à narração do Galvão, o mau humor do Arnaldo e os comentários sagazes do Ronaldo FENÔMENO Nazário.
Todos os jogos na sua agenda
No smartphone o Google Now deve ser suficiente para lembrá-lo dos jogos. Quem prefere a boa, velha e mais organizada agenda, tem algumas opções.
Curiosamente, a do Google Agenda só é “ativável” em um computador, usando o bom e velho navegador desktop. Os passos, ensinados pelo Android Central, consistem em abrir o site, clicar na seta do “Outras agendas”, no canto esquerdo, depois em “Adicionar por URL”. No campo que surge, cole esta linha:
Clique no botão “Adicionar agenda” e corra para o abraço, meu amigo. Caso fique de saco cheio, basta apagar a agenda no gerenciador delas, e todos os eventos (são muitos, três jogos por dia na primeira fase!) sumirão.
Os dois passos para levar os jogos da Copa ao Google Agenda.
No iPhone, uma opção mais classuda é incluir um calendário de interesses no Sunrise, o app de agenda favorito da casa. Para isso, entre nas configurações, depois em “Interesting Calendars” e, na tela seguinte, em Copa do Mundo. O app te dá a opção de baixar todos os horários da Copa ou apenas uma versão parcial, com os times selecionados. Depois, junto ao dia e horário das partidas, ele mostra os resultados delas direto da visualização dos compromissos. Um golaço do Sunrise.
Calendários de interesses no Sunrise do iPhone.
E no Android? O Sunrise foi lançado no Android recentemente, mas dois recursos, os calendários de interesses e a compatibilidade com servidores Exchange, ficaram de fora. Mandei um e-mail para os desenvolvedores perguntando quando essas coisas serão disponibilizadas no sistema do Google e a resposta foi… um dia. A compatibilidade com Exchange é prioridade e os calendários de interesses, de acordo com Pierre Valade, “está totalmente na lista de coisas a acrescentar”.
Segunda tela na Copa do Mundo
Xingar o time adversário ou reclamar do gol que o Neymar perdeu no Twitter é meio… limitado. O conceito de segunda tela ainda tem muito chão a percorrer e duas emissoras já dão os primeiros passos dessa jornada por aqui, de olho na atenção que a Copa gera e nas condições mais favoráveis em relação a 2010. Carlos Augusto, gerente de marketing de consumo da Intel, explica em um comunicado que “a infraestrutura de servidores que alimenta o sistema também está mais rápida, o que significa um mundo de possibilidades — assistir as jogadas ao vivo, de várias câmeras diferentes, em várias telas diferentes, comentando e interagindo com os amigos, tudo ao mesmo tempo.”
Com o ESPN Sync, os assinantes podem interagir com as transmissões mandando perguntas, votando nos jogadores e lendo estatísticas em tempo real, sem depender da boa vontade do operador de GC do canal. Ah, e a programação esportiva também se faz presente, com a possibilidade de agendar lembretes — esses recursos dispensam o login/assinatura.
Mais democrático, o app da Globo (iPhone, Android) é, também, mais simples. As funções são similares às do da ESPN, e tem uma espécie de área de comentários maluca, integrada ao Twitter, onde o povo fica conversando o dia todo.
Da SporTV, vem a promessa de jogos ao vivo através do app SporTV Ao Vivo na Copa do Mundo. Mas atenção: no iOS, ele só funciona no iPad. Também tem versão para Android e nenhum indicativo de que é preciso ser assinante do canal na TV ou qualquer outro pré-requisito para usufruir das transmissões ao vivo.
Para quem assistirá na TV, o SporTV Estatísticas na Copa do Mundo da FIFA (iOS, Android) oferecerá estatísticas em tempo real durante os jogos, e comparações entre seleções e jogadores após as partidas.
O banho de água fria vem da Microsoft: o empolgante Destination Brazil coloca direto na TV informações contextuais, a cornetagem das redes sociais, lembretes e até uma série exclusiva, estrelada por Thierry Henry e Edgar Davids, em busca do próximo Messi nas ruas de algumas cidades espalhadas pelo mundo. Tudo muito bom, tudo bem legal, mas o problema é que o Destination Brasil não foi disponibilizado no… Brasil. Coerência, cadê você?
Vai ter Internet nos estádios?
No leilão do espectro 4G no Brasil, uma das exigências da Anatel era que as vencedoras cobrissem no mínimo 80% das áreas urbanas com mais de 500 mil habitantes até o início da Copa do Mundo, o que abrange todas as cidades-sede e sub-sede. Segundo a SinditeleBrasil, o sindicato das operadoras de telefonia móvel, a meta foi alcançada aos 45 do segundo tempo.
Só que como qualquer um que já esteve concentrado com muitas pessoas sabe, nem sempre a infraestrutura das operadoras dá conta da demanda. A saída é encher os estádios com antenas Wi-Fi. Tudo certo? Calma aí. Seis estádios, metade dos que serão utilizados na competição, não terão esse reforço graças a atritos entre as administradoras deles e as operadoras — nas palavras de Eduardo Levy, presidente da Sinditelebrasil. Em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Curitiba e Natal, os torcedores poderão ter dificuldades para acessar a Internet.
Se bem que com as regras rígidas da FIFA imposta aos torcedores, que inclui proibições quanto à publicação de conteúdo multimídia e até dos resultados parciais das partidas, talvez não faça tanta falta. Como ou mesmo se esse controle será feito, é outra história.
Chame os amigos, estoure uma pipoca e esqueça um pouco o celular. Toda essa interatividade é legal, mas nada disso supera a torcida à moda antiga, a celebração do esporte através da amizade. O smartphone será um fiel ajudante antes e depois dos jogos. Durante? Deixe-o no bolso. Ele não se importará e, de quebra, ficará a salvo de arremessos acidentais na hora de gritar GOOOOOOOOOOL!!! e daqueles banhos acidentais em copos de cerveja.
Lançado em 1995, Seven acontece em um tempo quase remoto, quando smartphone não existia, a ideia de não sermos contatados era concebível e as palavras “não sei” não eram sempre precedidas de uma consulta ao Google. Filmes como esse, se passados hoje, precisariam ser totalmente repensados. Vários conflitos imprescindíveis ao desenvolvimento da trama seriam evitáveis com SMS, buscadores (quem vai a bibliotecas?), redes sociais, big data.
Não sei se você faz isso, mas sempre que vejo filmes situados em épocas passadas fico imaginando duas possibilidades: 1) como eles seriam se seus enredos fossem contemporâneos, e 2) como eu me sentiria se vivesse naquele período. No caso, 1995 nem está tão longe no tempo. Tenho algumas lembranças vagas dos meus 9 anos, terceira série na escola, um ano meio apagado — não teve o Tetra de 1994, nem as grandes amizades escolares, os momentos divertidos da quarta série, e o PlayStation que ganhei em 1996.
Hoje, alunos processam professores que lhes tomam o smartphone durante a aula. E piora: o aluno, amparado pela mãe, recorre à justiça, alegando “sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional”. Longe de mim ser o cara nostálgico, o chato do “no meu tempo…” É que essa notícia, além do espanto que a situação por si só causa, coloca no seu devido lugar, ou seja, no centro um objeto que de inexistente passou a ter um valor enorme na sociedade.
O smartphone, não me entenda mal, é um aparelho fascinante. Sempre que paro para pensar nele acabo chegando ao fato de que em sete anos esse aparelho mudou nosso comportamento — inclusive em centros menores, como aqui no interior do Paraná. Até onde isso vai? Os limites, como ilustra o caso do aluno que processa o professor por ter o celular confiscado durante a aula, ainda não são muito claros.
Os pecados capitais digitais da linda matéria do Guardian apontam para um cenário ainda mais preocupante. Quando a diversão passa a obsessão? Em que ponto o que apenas distraía vira prioridade? Qual a medida saudável para o uso de redes sociais?
Gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça, orgulho. As adaptações digitais conseguem abranger muitos comportamentos que, sob olhares críticos, são no mínimo questionáveis. Aos nossos, às vezes passam imperceptíveis. E não adianta se esquivar: pode parecer maluquice ficar 10 horas por dia jogando League of Legends, mas a esse cara, talvez, tirar selfies o dia todo para postar no Instagram cause a mesma estranheza — e, certamente, alguns abalos sociais. Se não isso, que tal ficar xingando no Twitter e em portais de notícias? Ou então sentir a inveja que você sentirá das fotos e declarações dos casais de namorados e seus relacionamentos pretensamente perfeitos daqui a alguns dias?
A ciência já estuda algumas dessas implicações. Sabe-se, por exemplo, que o excesso de fotos prejudica a memória. A ratificação dos pesquisadores vai de encontro ao que alguns sentem, ainda que nem sempre manifestem, na prática. É humanamente impossível tirar 300 fotos de uma tarde no parque sem que alguns bons momentos sejam presenciados pelo viewfinder, mediados por uma tela.
Se tivermos a dimensão dos estragos que o excesso no uso do smartphone está nos causando via estudos científicos, nos reeducaremos?
Talvez chegaremos a um ponto em que isso passará a ser encarado como problema grave e, sob essa ótica, passível de tratamento. Uma doença? Ou um comportamento socialmente reprovável, como o tabagismo virou nas últimas duas décadas? O paralelo com o fumo, aliás, parece adequado. Quando vejo grupos à espera de alguma coisa ou alguém, todos com celulares na mão, absortos, olhando fixamente e passando os dedos nas telinhas, é como se presenciasse uma versão digital-moderna do cigarro que tira a ansiedade e relaxa. Aparentemente, um menos degradante ao organismo. Será? Até que ponto?
A plaquinha do bar que diz que não tem Wi-Fi e pede às pessoas que conversem é uma bobagem. Uma que expõe, de modo meio torto, sem querer, o verdadeiro problema: não deveríamos ser orientados a fazer o que ela diz, mas sim termos essa atitude naturalmente. Quando precisamos de placas e lembretes para sermos humanos, para demonstrarmos o mínimo de empatia a quem escolhemos estar junto em um ambiente social como um café, é sinal de que alguma coisa deu errado e precisa ser revista.
A assinatura do Manual do Usuário custa R$ 14 por mês. Foi uma forma que encontrei de ajudar a manter as coisas por aqui, incluindo eu que preciso comer, pagar o aluguel e me vestir, como todo ser humano, sem ter que recorrer a anúncios apelativos, que poluem o visual, deixam o site mais lento e avacalham sua privacidade. Alguns leitores já assinam o site, o que é bem legal!
O maior motivo para assinar o site é garantir a sua continuidade, mas quem se compromete com essa colaboração mensal ganha alguns benefícios também: um grupo fechado no Facebook onde rolam discussões construtivas e informações antecipadas do que acontece aqui; o direito a ter dúvidas respondidas por mim (se nunca respondi a sua dúvida, leitor não-assinante, eis o motivo); e eventuais promoções, descontos e brindes (nisso ainda estou devendo).
Estou sempre tentando trazer mais benefícios aos assinantes, e nesta semana um novo estreará: os reviews ao vivo. Na véspera da publicação de um review haverá uma vídeo conferência em grupo para mostrar o gadget, tirar dúvidas e jogar conversa fora sobre tecnologia. Eles serão agendados antecipadamente e disponibilizados depois, tudo isso apenas para assinantes.
Dia desses fizemos um teste de viabilidade. Veja como foi:
A iluminação ficou devendo, e faltou a caixa de diálogo, problemas técnicos que foram sanados. Também me orientaram a fazer a barba, mas esse requerimento ainda está em análise :-)
O primeiro review ao vivo será do Chromebook da Samsung, nesta terça-feira (10/06), às 19h. Para assistir, assine o Manual do Usuário. E se tiver alguma dúvida sobre isso, os comentários abaixo e o formulário de contato estão aí para saná-la.
Novas vozes no podcast, que entra em férias
O semestre letivo está acabando ou já acabou, quinta-feira começa a Copa e… bem, é hora de puxar o freio de mão e descansar: o podcast ficará em stand by até o começo de julho.
E, aproveitando o assunto, um aviso aos desatentos. Recentemente o Manual do Usuário ganhou novas caras, digo, vozes no podcast. Entraram para o quadro fixo de membros Alexandre Roldão, da Globo News e do Lab Mídia; Henrique Martin, do ZTOP; e Matheus Bonela, criador de caos no Twitter. Cada programa continua com três apresentadores, ou seja, nós seis (Paulo e Joel continuam no barco!) faremos rodízio, o que transforma o podcast em uma espécie de coletivo.
O podcast é a única parte do site que para em junho. As áreas restantes, do Recorte aos reviews, passando por notícias comentadas e textos especiais, continuam a pleno vapor. Na Rádio UEM, que veicula o podcast toda terça, à meia noite, faremos reprises dos melhores episódios do semestre — alguns nunca foram ao ar pela rádio.
O conto não é muito apreciado pelo mercado editorial. Há um estranho eco entre editores: “Conto não vende”. Entretanto, esta forma literária comumente desprezada vive um momento áureo. Evidências disso não faltam: em 2013, Lydia Davis, escritora norte-americana mais conhecida por seus textos curtos, venceu o tradicional Man Booker International Prize; em 2014, a contista canadense Alice Munro levou o Prêmio Nobel de Literatura. A popularidade se mostra também em número: a venda de contos no Reino Unido cresceu 35% em 2013, de acordo com a revista The Bookseller, publicação especializada no mercado literário da região. O Telegraph percebeu este cenário e publicou um artigo enfático: devido à brevidade da narrativa, o conto é perfeito para os leitores impacientes deste século.
Na mesma semana em que o artigo foi publicado, o Spritz voltou a ser pauta de alguns veículos. Trata-se um aplicativo que promete fazer uma revolução na forma de ler: ao contrário da forma “convencional” de leitura, em que olho percorre o texto, o Spritz permite que o globo ocular fique parado, enquanto até 700 palavras por minuto passam diante dele. A imprensa voltou a dar atenção ao aplicativo depois que a Samsung anunciou que ele viria pré-carregado no novo Galaxy S5: a Popular Mechanics entrevistou um especialista em cognição visual para saber o que era verdade e o que era balela; a FastCompany se sustentou em pesquisa acadêmica para demonstrar os riscos de leitores dinâmicos; Marcelo Coelho, na Folha de S.Paulo, se mostrou cético quanto à eficácia do aplicativo.
As duas notícias — sobre o momento do conto na literatura e sobre o Spritz — não se relacionam diretamente, mas ambas expõem o fato de que não temos paciência para a leitura.
Parte do problema é que, hoje, somos tão seduzidos pela distração que não conseguimos mais dissociá-la de uma atividade que demande concentração. Pois ler não é passar os olhos sobre palavras, mas sim o exercício de criar ligações cognitivas baseando-se nos signos. As palavras em si nada significam: elas ganham alma apenas quando nós conseguimos, a partir delas, criar mundos na mente.
Sobretudo na literatura.
É louvável o fato de, hoje, termos o conto devidamente apreciado — eu mesmo comecei a ler e escrever histórias por meio do conto —, mas qual o real valor disso, se apenas pela sua brevidade é que o consumimos? Significa que estamos perdendo o fôlego para apreciar romances extensos?
Talvez. Will Self, ao decretar a morte do romance no Guardian, justifica o óbito: “A marca da nossa cultura contemporânea é uma resistência ativa à dificuldade em todas as suas manifestações estéticas”, afirma. Ele tem razão quanto à “resistência ativa à dificuldade”, e um exemplo claro disso é o recente empenho conjunto (pois à escritora Patrícia Secco somou-se o governo, que permitiu o financiamento) de se simplificar clássicos da nossa literatura. Estava muito difícil ler Machado de Assis.
Tenho ressalvas quanto à morte do romance — é debate que se arrasta desde Júlio Verne, que instigou teorias literárias e que parece não ter fim —, pois acredito que ele há de sobreviver à crise da falta de atenção (ainda que, para isso, tenha de se ligar mais ao marketing que à arte, o que seria horrível).
O problema, contudo, não é a sobrevivência ou a extinção do romance, e sim a nossa atenção. A atenção desta geração que parece abraçar forte o déficit de atenção e a hiperatividade. Hoje, se você se dedicar a uma tarefa de cada vez, você é um estranho.
Sabemos que ler toma tempo. E tempo é algo que não temos. E não temos porque desperdiçamos mais e mais segundos com meras distrações. O ser humano é basicamente um ser de desperdícios. Temos interesse no acúmulo e queremos mais de tudo; mas, no final das contas, somos apenas um e não temos como consumir tudo. Queremos tudo porque somos finitos. As coisas não acabam; nós, sim. Mas esta é uma divagação para um possível romance — que você provavelmente não vai ler.
Nota do editor: O texto acima foi escrito pelo jornalista Rodolfo Viana em sua nova newsletter literária, a Revista Benedito. Toda segunda ele manda um e-mail com reflexões sobre livros e o mercado editorial. Este abaixo, da terceira edição, casa com algumas questões já levantadas no Manual e por isso achei válido republicá-lo aqui. Ao Rodolfo, reitero os parabéns pela iniciativa; a você, leitor, deixo o convite para assinar a Benedito — é de graça e é muito boa.
Quase na metade de 2014, o smartphone continua sendo palco das melhores ideias e invencionices em software. Em maio esse cenário não mudou e, ainda que em menor quantidade, vimos vários apps legais lançados nas três principais plataformas móveis.
Como já é tradição aqui, todo fim de mês faço um apanhado dos melhores apps lançados para Android, iOS e Windows Phone. Melhor assim, certo? Então vamos lá — lembrando que os apps são dispostos em ordem alfabética, tudo misturado porém bem identificado.
Adobe Voice
Para iPad. O que é? App para a criação de narrativas em formato de vídeo. Preço? Grátis, com compra in-app. DOWNLOAD
Com alguns toques, em poucos minutos, dá para criar vídeos com belas narrativas usando o Voice. Essa é, pelo menos, a promessa da Adobe. E o app parece capaz de cumpri-la: bem feito, com controles simples e diretos, e um acervo generoso de imagens e outros elementos visuais para compôr um vídeo institucional ou apenas contar de forma interessante um evento cotidiano.
Há reclamações de que, mesmo disponível na App Store nacional, o cadastro para brasileiros (na verdade, para qualquer um fora dos EUA) é complicado e que, sem ele, o compartilhamento das criações fica prejudicado. Verifique isso antes de liberar o artista dentro de você!
Arquivos
Para Windows Phone. O que é? Gerenciador de arquivos para o Windows Phone. Preço? Grátis. DOWNLOAD
Exclusivo para o Windows Phone 8.1, o app Arquivos é um gerenciador de… arquivos! Com direito a pastas, pesquisa interna e capacidade de gerenciar o cartão SD, ele é bem simples e fácil de usar. Embora a ideia de lidar diretamente com arquivos seja um pouco estranha em dispositivos móveis, existe um bom público interessado nesse tipo de utilitário.
Arquivos, para Windows Phone.
Black
Para Windows Phone. O que é? Editor de fotos em preto e branco. Preço? Grátis. DOWNLOAD
O Black é descrito pelos seus criadores como “simulador de filmes analógicos em preto e branco” para Windows Phone. Em termos mais diretos, é um app com filtros em preto e branco, mas pela qualidade, talvez seja mais digno ficar com a descrição oficial.
A interface é magnífica, os filtros, muito legais. São sete modos, ou filtros, baseados em filmes analógicos reais. O Black ainda traz controles manuais, com curvas, efeito fade e vignette, e tem um Tumblr sensacional. Um belo app, em vários sentidos.
Black, para Windows Phone.
Cinamatic
Para iPhone. O que é? Gravador e editor de vídeos curtos. Preço? US$ 1,99, com compras in-app. DOWNLOAD
O Hipstamatic foi um pioneiro na edição de fotos e aplicação de filtros nelas no iPhone. Agora, a mesma empresa tenta chamar a atenção com vídeos: o Cinamatic nada mais é que um gravador e editor de imagens em movimento, com suporte a gravação intercalada (como no Vine e Instagram) e aplicação de filtros.
O app não tem uma rede própria, ou seja, os vídeos feitos e/ou editados ali devem ser exportados para outras redes sociais. Cada vídeo pode ter de 3 a 15 segundos, e apesar de não ser um app crucial, o espaço que existe no mundo móvel para editores de imagens talvez seja indício de que a mesma ânsia pode valer para vídeos também.
Cinamatic, para iPhone.
Guia Descomplicado da Copa
Para iPhone. O que é? App com tabelas, horários e outras informações da Copa do Mundo. Preço? Gratuito. DOWNLOAD
A Copa do Mundo está aí! Antigamente a gente anotava os placares na tabelinha de papel, ou em uma planilha do Excel. Hoje? Apps como o Guia Descomplicado da Copa, criado por Rodrigo Duarte, são mais práticos e modernos.
O app traz detalhes das partidas, tabela de resultados, informações diversas (sedes, seleções, estatísticas) e até uns filtros meio estranhos para “interagir com a Copa de forma mais divertida”. Esse último é opcional, então dá para acompanhar o evento pelo app sem maiores danos. Devem existir outros apps do tipo; conhece algum mais legal ou apenas diferente? Conte nos comentários.
Guia Descomplicado da Copa, para iPhone.
Litely
Para iPhone. O que é? Editor de imagens com presets e controles manuais — à escolha do usuário. Preço? Grátis, com compras in-app. DOWNLOAD
O Litely é um editor de imagens para iPhone. Sim, mais um, mas calma que ele tem motivos para prender sua atenção. Primeiro, foi idealizado por Cole Rise, fotógrafo que já trabalhou para a National Geographic, Google, Apple e Microsoft, além de ter ajudado a criar alguns dos filtros do Instagram. Sobre o Litely em si, a interface é bastante agradável e os filtros parecem mais suaves, com o objetivo de extrair o melhor das fotos, em vez de alterá-las por completo.
O app é gratuito, e pacotes adicionais de filtros e efeitos são vendidos dentro dele por US$ 1,99 cada.
Litely, para iPhone.
Lock pic
Para Windows Phone. O que é? Provedor de imagens para a tela de bloqueio do sistema. Preço? Grátis. DOWNLOAD
O Lock pic busca belas imagens do Flickr, NASA, Bing, Imagem do Dia do Bing e outros locais, e altera a sua tela de bloqueio em intervalos regulares, automaticamente. Como opcional, permite desfocar levemente as imagens e acrescentar uma camada extra para melhorar a legibilidade das informações dispostas nessa tela. Gratuito, simples, direto, não há muito o que reclamar.
Lock pic, para Windows Phone.
Noisli
Para iPhone. O que é? Gera ruído branco e outros sons para concentração. Preço? US$ 1,99 DOWNLOAD
Se barulhos externos te atrapalham, ou na hora de dormir os vizinhos não dão folga, apelar para o “ruído branco” pode ser uma boa saída — já abordei o assunto com mais profundidade aqui.
O Noisli é um app feito para isso. Em uma interface simples e muito bonita, basta um toque em qualquer ícone para gerar sons: chuva, vento, água corrente, conversas em uma cafeteria, até um trem! Existe ainda um timer, para você dormir com a tranquilidade de que o Noisli não ficará a noite inteira usando recursos do seu iPhone, com direito a fade out. Por fim, como os sons são combináveis, o app ainda oferece a opção de salvar essas combinações.
Noisli, para iPhone.
Peek
Para Android. O que é? Tela de bloqueio com notificações ativas. Preço? ~R$ 9,09 DOWNLOAD
O Peek é um recurso da ROM Paranoid Android que, agora, está disponível para qualquer smartphone via Google Play — e nem precisa de rooting. Com ele, as notificações passam a funcionar de modo similar às do Moto X. Funciona assim: quando uma notificação chega, o Peek ativa sensores. Se eles detectarem movimento (o smartphone pego em uma mesa, ou do bolso), a tela se ilumina e oferece a opção de ignorar a notificação, exibir mais detalhes dela ou liberar o aparelho direto no app em questão.
Até agora os desenvolvedores dizem já ter testado o app com sucesso em dispositivos Nexus, mas teoricamente nada impede que ele funcione em outros modelos. O app está em estágio inicial de desenvolvimento, o que significa que apresenta bugs e inconsistências. Tenha em mente, também, que por não ser tão otimizado quanto o Moto X, a autonomia da bateria pode ser impactada pelo uso do Peek.
Secret
Para Android, iPhone. O que é? Rede social totalmente anônima — posts, comentários e curtidas. Preço? Grátis
DOWNLOAD Android, iPhone
Se você sempre quis compartilhar um segredo, mas temeu retaliações, o Secret é a rede social para dar vazão a essa informação que lhe corrói por dentro. O app é totalmente anônimo: você não sabe quem escreveu o quê, quem comentou, nem quem curtiu. O máximo que ele informa é quantos dos seus amigos, vinculados a partir da agenda do celular, estão na brincadeira.
Há polêmicas em torno do Secret e, no Brasil, ele ainda é uma incógnita. Muita gente tem usado para falar baixarias, mas há um bom conteúdo lá. No mínimo, vale uma olhada.
Secret, para Android.
Sticky Notes HD
Para iPhone, Windows Phone. O que é? App de post-its com vários recursos. Preço? Grátis.
DOWNLOAD iPhone, Windows Phone
Grande sucesso no iOS, o Sticky Notes HD chegou ao Windows Phone — curiosamente, ele continua ausente no Android. A premissa básica é aquela de sempre: criar notas com lembretes e outras informações, usando cores e prioridade para organizá-las na tela. Os diferenciais são a possibilidade de se configurar alertas, backup no OneDrive, pesquisa instantânea, proteção por senha e integração com o Windows Phone, o que se traduz em post-its na tela de bloqueio e na forma de blocos dinâmicos.
Sticky Notes HD, para Windows Phone.
Sunrise
Para Android, iPhone. O que é? Calendário/agenda com interface bacana e cheio de recursos. Preço? Grátis.
DOWNLOAD Android, iPhone
Um dos melhores apps de agenda do iOS finalmente chegou ao Android. O Sunrise tem uma interface maravilhosa, integra-se com diversos sistemas (Google, Facebook, Foursquare) e oferece calendários extras como, por exemplo, com os jogos da Copa, ou os feriados nacionais/regionais.
A versão para Android veio acompanhada de uma web, o que facilita o gerenciamento. Valeria só pela interface bacana, mas o Sunrise traz muito mais e deixa os apps padrões, de ambos os sistemas, no chinelo.
Swarm
Para Android, iPhone. O que é? Uma maneira de encontrar e ser encontrado IRL por seus amigos. Preço? Grátis
DOWNLOAD Android, iPhone
A partir da lista de contatos do Foursquare, o Swarm indica quem está por perto e fazendo o quê. Há controles de privacidade para quando você não quiser ser encontrado, e um modo de chamar os amigos para o rolê: basta escrever uma mensagem e, quem se interessar no programa, pode dizer que estará presente com um toque.
O app é bem bonito e remove a parte de gamificação do antigo Foursquare, o que irritou alguns usuários. Mas a graça da coisa, e o que eles querem promover pra valer, são encontros mesmo.
Swarm, para iPhone.
Telegram
Para Android, iPhone, Windows Phone. O que é? App de bate-papo nos moldes do WhatsApp, mas gratuito e com o código aberto. Preço? Grátis.
DOWNLOAD Android, iPhone, Windows Phone
O Telegram é um concorrente pouco usual do WhatsApp. Sem anúncios, gratuito e com o código-fonte aberto, qualquer um pode criar uma versão dele que conversa com todas as demais. O Windows Phone, até então, contava apenas com clientes não-oficiais, mas um deles, o Ngram, foi “endossado” pelo Telegram e agora tem o nome e o status de app oficial.
Para quem já conhece o WhatsApp, o funcionamento é bem similar, incluindo imagens de fundo e conversas em grupo. O grande barato do Telegram é, além de ser rápido, verdadeiramente multiplataforma — você pode conversar com seus amigos via desktop e até com a galera do ZapZap.
Segunda-feira a gente descobre (vai ter streaming), discute no Twitter e, se for o caso, escreve um post depois que a Apple anunciar o que quer que esteja planejando. Até lá, relaxa.
Ontem a LG apresentou o G3 em Londres, a nova versão do seu smartphone topo de linha. Não é de agora que as fabricantes que usam Android promovem saltos em especificações a cada geração dos seus aparelhos, mas em um ano sem grandes novidades no principal concorrente, o Galaxy S5 da Samsung, a LG aproveitou a brecha para empurrar os limites da tecnologia móvel mais para cima. Nesse contexto e ante o que foi mostrado, talvez seja de bom tom perguntar: toda essa tecnologia é desejável ou mesmo vantajosa para o usuário?
Quantos pixels você tem, tela do G3!
Foto: LG.
Pode soar “neoludista” ou mesmo desdenhoso, mas o questionamento recai, principalmente, na tela do novo G3. Ela tem 5,5 polegadas, tamanho que anula quaisquer distinções que ainda pudessem existir entre “smartphones convencionais” e phablets. Aliás, enterremos o nome “phablet”; ele não faz mais sentido.
Não é bem o tamanho físico que emana preocupações. Por maior que seja a tela, ela aproveita bem a área frontal do G3, ocupando 76,4% dela. O smartphone é grande, claro, mas parece que a mágica da Motorola com o Moto X, capaz de tornar um aparelho com tela de 4,7 polegadas bastante “segurável”, foi replicada pela LG. Quem esteve no evento e testou o G3 diz que ele é confortável e parece “menos ridículo” do que os números poderia fazer pensar, mais leve, menor e confortável do que se imaginaria apenas lendo as especificações. E vamos enfrentar os fatos: com smartphones de 6 polegadas, a LG ainda está dentro da margem segura de celulares gigantescos que as pessoas ainda compram.
Nas 5,5 polegadas da tela do G3 a LG espalhou 2560×1440 pixels, resolução QuadHD, chegando a uma densidade incomum de incríveis 538 PPI (pixels por polegada, no inglês). Durante a apresentação, Ramchan Woo, chefe de planejamento de smartphones da LG, retificou uma das falas mais citadas de Steve Jobs nos últimos anos, a da tela Retina. Segundo o falecido co-fundador da Apple, o olho humano é incapaz de perceber diferença em telas com mais 300 PPI. Para Woo, o El Dorado da resolução está em colocar 300 linhas de pixels por polegada, e para chegar a tanto é preciso dobrar a densidade.
As telas Full HD do ano passado em tamanhos menores, chegando a ~450 PPI, penderam mais para o posicionamento de Jobs. Mas será que indo além, mais pixels farão diferença?
É difícil dizer sem ver. Nos hands-on já publicados, os jornalistas foram cautelosos. Elogios de sobra à tela, uma área onde a LG tem mandado bem há anos, mas nada específico ou particularmente entusiasmado relacionado à resolução. Essas impressões iniciais meio que adiantam a resposta à pergunta acima: provavelmente não. E nem entraram no mérito, por falta de tempo mesmo, de eventuais impactos à autonomia que uma resolução quatro vezes maior que o HD pode causar.
De qualquer forma, reservo-me para tecer comentários mais incisivos sobre o tema quando colocar minhas mãos em um G3 — ou meus olhos, para ser mais exato.
Foto: LG.
G3: software mais simples, câmera com laser
Em outra área a LG também dobrou a aposta em busca de satisfazer o potencial futuro comprador do G3: software. Ela consolida os motes que, segundo a empresa, guiaram o desenvolvimento do novo smartphone: “Simples é o novo esperto” e “Aprendendo com você”.
É crítica constante aqui o excesso de interferências que as fabricantes fazem no Android. Os aparelhos da LG disputam com os da Samsung a liderança no segmento destruição de interfaces, com modificações estéticas de gosto bem duvidoso, configurações esquisitas e outras que, apesar de bem pensadas, vêm inexplicavelmente desativadas por padrão.
No G3, a LG parece ter contornado alguns desses problemas. O visual está “flat” e, pelas fotos e vídeos, menos horrendo que nos smartphones da empresa de 2013. Quanto às configurações, o aparente temor em confundir o usuário foi deixado de lado. O novo app da câmera seja o que talvez melhor representa essa nova mentalidade: com uma interface absolutamente enxuta, ela traz apenas dois botões discretos e transforma todo o viewfinder em disparador. Confiança no taco, era isso o que faltava!
Embora eu prefira experiências mais limpas, alguns recursos trazidos pelas fabricantes são de fato úteis. No caso da LG, o KnockOn/Knock Code, que libera o smartphone com dois toques na tela, os apps flutuantes, o de controle remoto para TV e outros aparelhos domésticos… A lista cresce e com ela cresce também o apelo da experiência original junto a usuários mais experientes. Já vi gente que discute em fóruns e comentários de blog de tecnologia, esse espécime difícil de agradar, dizendo preferir a ROM da LG a fazer root e instalar o CyanogenMod, graças aos mimos exclusivos. O G3 traz alguns novos, como o Smart Notice, um assistente do aparelho que indica apps que não estão sendo usados e dá outras dicas, e um teclado com altura personalizável.
É nesse sentido, investindo pesadamente em diferenciais, que a LG e outras fabricantes podem ganhar o amor dos usuários e se distanciarem do estigma de bloatware que impregna o Android desde sempre. O veneno que consumia a reputação delas pode, em doses cavalares, acabar sendo o antídoto para curar a desconfiança do público. Como bônus, o G3 traz recursos meio abandonados nas safras recentes de smartphones de ponta, mas apreciados: slot para cartão microSD e bateria removível.
Disponível em cinco cores, o sucessor do bem recebido G2 deve, de qualquer forma, chamar a atenção positivamente quando for lançado. A recepção morna do Galaxy S5 deu espaço para a LG em 2014 e ela está sabendo aproveitar o momento: de pequenos vazamentos controlados a números enormes, ainda que não seja lá tudo aquilo na prática, só pelo barulho que está fazendo já dá para considerar o G3 uma pequena vitória na intrincada guerra dos smartphones.
Preço e disponibilidade
Na Coreia do Sul, lar da LG, o G3 começa a ser vendido hoje. Nos demais países chega em junho, ancorado por 170 operadoras. Ainda não há data especificada, nem preço, para o Brasil, mas em breve a subsidiária local da LG deve anunciar esses e outros detalhes.
Se você torce o nariz quando ouve alguém dizer “note” para se referir a notebook, “feice” para o Facebook ou “whats” para o WhatsApp, não deve ser nada simpático ao inexplicável “zapzap” que também é usado por muita gente aqui no lugar desse último. Em breve, porém, o que até agora era uma mania boba pode se tornar a maneira certa de falar de um app. Não do WhatsApp, mas do nacional ZapZap.
Ele está no Google Play, tem versão web e o site oficial promete uma no iPhone para breve. O app, criado por Erick Costa, analista de sistemas e desenvolvedor SharePoint de 33 anos, usa o código do Telegram, um app parecido com o WhatsApp e cheio de boas intenções, para oferecer uma experiência com o tempero brasileiro.
Na vibe da Copa do Mundo, o ZapZap é ufanista: todo verde e amarelo, tem como imagem de fundo padrão o escudo da seleção canarinho penta campeã mundial, e traz como ícone dois balões de diálogo nas cores nacionais, com a bandeira do Brasil em um deles.
Tirando as mensagens do app em português e o (discutível) esquema de cores da interface, de resto ele é exatamente idêntico ao app oficial do Telegram:
ZapZap e Telegram, lado a lado.
Erick Costa, a mente por trás do ZapZap
Conversei brevemente com o Erick via Facebook para tirar algumas dúvidas sobre o ZapZap. Ele diz que o app foi fruto de muito estudo para recompilar o Telegram, e se autointitula como o primeiro brasileiro a alcançar o feito. Ao se deparar com o app pronto, escolheu ZapZap porque precisava de um nome “bem brasileiro”.
Erick conta ainda que durante o desenvolvimento do ZapZap fez algumas melhorias em relação ao Telegram original, quase todas focadas em desempenho — uma das bandeiras do app é ser “o mais rápido do mercado, leve e preparado até para as piores redes de acesso”. Usando os dois apps em paralelo não consegui identificar as alardeadas vantagens salvo a tradução, mas fica aí o registro.
ZapZap.
Com 63 mil downloads em um mês no Google Play, o ZapZap já tem uma base se não considerável, digna de nota. Quando perguntado se esse sucesso não teria sido fruto de usuários distraídos que procuram pelo WhatsApp original usando seu apelido genuinamente nacional, Erick foi bem pragmático na resposta: “Acredito que não exista engano. WhatsApp é uma coisa, ZapZap é outra”. Medo de Zuckerberg? Que nada:
“Se [o Facebook] fizer [alguma coisa] acho legal, assim meu aplicativo só ficará mais famoso. Mas ele não tem como, nem a marca dele ainda foi registrada.”
Uma chance ao Telegram
O Telegram ganhou certa notoriedade quando o WhatsApp foi comprado pelo Facebook. A ideia de que a privacidade no app de mensagens pudesse ficar comprometida sob a nova gerência deu início a uma busca por alternativas.
Com um protocolo seguro, foco em segurança e APIs e código aberto, o Telegram é quase um projeto beneficente dos irmãos milionários Nikolai e Pavel Durov, co-fundadores da VK, maior rede social da Rússia. A história e a missão do Telegram, bem contada neste post do The Verge, é inspiradora. Mas é aquela coisa: ela é solenemente ignorada quando seus amigos o chamam pelo WhatsApp para combinar o bar de sexta ou mandar vídeos e fotos bobos naqueles grupos que vivem no mudo. Migrar uma base gigante e engajada para um app similar, ainda que melhor, é bem difícil.
Nesse sentido o ZapZap pode servir de atalho para o Telegram ganhar presença no país, por mínima que seja. No estágio atual, com 60 mil downloads (quantos continuam usando o app após baixá-lo, ninguém sabe), não faz nem cócegas no WhatsApp, que alega ter 38 milhões de usuários no Brasil. Mas antes 60 mil do que nenhum, certo?
Erick diz não ter planos muito ambiciosos para o ZapZap, apenas continuar atualizando o app para a base já instalada (“virou mania e todo mundo está usando”) e os novos usuários que virão. Com estratégias meio estranhas, como pedir aos usuários para clicarem nos anúncios a fim de fazê-los sumir (?) e sorteios de SIM cards do TIM Beta na página oficial do Facebook, o ZapZap mostra muita brasilidade e malemolência (e um pouco de ingenuidade) até em sua divulgação. Não deve desbancar o WhatsApp, mas é mais um símbolo que corrobora a criatividade do brasileiro, esse cara surreal e divertido.
A coisa mais legal da Internet é que ela dá vazão a todo tipo de ideia, das mais simples às mais elaboradas, passando por outras ingênuas, megalomaníacas, simplesmente ruins… Há espaço para todas e, não raro, elas se espalham e chegam a outras pessoas com visões parecidas. Quando essa conexão rola e algo concreto sai dela, é hora de celebrar. Hoje é um desses dias.
Dois anos atrás publiquei, no meu blog pessoal, um extenso texto em que descrevi como seria o app de tomar notas ideal para o Windows. Foi um trabalho descompromissado, movido pela frustração de não saber programar e, consequentemente, não conseguir transformar aquela ideia em um app de verdade. Expliquei o app nos mínimos detalhes, do funcionamento às características, sem esquecer da aparência e aspectos circunstanciais, como sincronia com a nuvem e até o tipo de licença preferencial. Era assim que eu o imaginava:
Nos dias seguintes à publicação recebi alguns e-mails de programadores que leram aquele descritivo e se interessam pela ideia. Era a conexão surgindo. Uns até fizeram mock-ups ou começaram a trabalhar em cima dela, mas nenhum projeto foi para frente com uma exceção: o do Alison Robson. No dia 23 de janeiro de 2013 recebi este e-mail:
“Cara, há algum tempo li seu post ‘Como seria o aplicativo de notas ideal para Windows?’ e fiquei bem empolgado com a ideia. Na época eu estava sem tempo pra tocar esse projeto, então resolvi favoritar o seu post e me dedicar a ele assim que pudesse. Bom, essa semana arrumei tempo e coragem para dar início ao desenvolvimento do aplicativo. O resultado é que o aplicativo está quase pronto, inclusive a sincronização em tempo real com o Simplenote, precisando apenas de alguns ajustes.
Pra mim o único grande problema está em arrumar alguns beta testers a fim de ver como o app se comporta em outras máquinas/sistemas, por isso estou entrando em contato com você, talvez você pudesse me dar uma força recrutando gente para testar o SmplNote. De qualquer forma assim que estiver usável, te enviarei uma cópia pra você me falar o que achou!”
Era perfeito. Tinha alguns bugs e conflitos de interface, mas o grosso da coisa funcionava, e muito bem. O SmplNote, mais tarde rebatizado para Notation, se tornou nesse um ano e meio de testes, compilações e discussões, o melhor app para tomar notas no Windows.
Da ideia ao lançamento público
Alison.
O Alison é um analista de sistemas de 25 anos, pai do Dudu e da Dora, e extremamente dedicado. Tivemos um ótimo entrosamento nesse período de gestação do Notation, eu servindo de beta tester e palpiteiro, ele fazendo todo o trabalho de programar, corrigir bugs e otimizar o aplicativo. Nossos ideais andaram alinhados durante todo o projeto e isso facilitou bastante as coisas.
O Notation foi, segundo o Alison, todo feito em C#. Perguntei para ele qual o segredo da velocidade (ele abre instantaneamente e é muito econômico), e calhou que se trata apenas do bom, velho e subjugado esforço: “Para mantê-lo rodando sem consumir muitos recursos usei uma arquitetura bem simples e dei preferência a funcionalidades escritas a partir do zero ao invés de usar frameworks que visam facilitar o trabalho, mas que acabam cobrando o preço em desempenho”. Como começou aos 12 anos e munido de hardware limitado, com pouca memória e processadores lentos, ele aprendeu desde cedo a aproveitar ao máximo os recursos que tem à disposição.
Durante o desenvolvimento, o trabalho se dividia em blocos de três etapas: eu ou ele identificava um bug, alteração ou sugeria um novo recurso, o Alison programava e compilava uma build e, em seguida, avaliávamos o resultado na prática. O trabalho fluiu bem e mesmo quando tivemos algumas intempéries, como quando o Simplenote ficou maluco com as minhas +40 mil notas excluídas na lixeira, ou na ocasião em que o Alison migrou totalmente o back-end de sincronia com o Simplenote, conseguimos contornar as dificuldades.
Nesse meio tempo tivemos ajuda de outros beta testers: Jacque Lafloufa, Juan Lourenço, Felipe Ventura, Marcos Jhan e Vanderlei Ventura. A vocês, muito obrigado! Agradecimentos também ao Pedro Bojikian e ao Miguel Ferreira, ambos da Microsoft, por terem nos ajudado a livrar o Notation dos alertas de segurança da Microsoft — o app é limpinho e seguro, acredite!
Apresentando o Notation
Meu Notation.
É bom gastar umas linhas para explicar o Notation, há um ano e meio uma janela que aparece todo dia no meu notebook.
O Notation é um app para tomar notas que sincroniza com o Simplenote, um serviço da Automattic que funciona de back-end para outros vários e possui apps próprios muito bacanas para Android e iOS.
Ok, apps de notas existem aos montes, começando pelos enormes Evernote e OneNote. Por que alguém trocaria um desses pelo Notation? Existem vários fatores, mas o campeão se chama velocidade.
O Notation abre com o Windows (opcionalmente) e pode ser chamado em qualquer lugar, a qualquer momento, apertando as teclas WinKey + N. Ele consome pouquíssima memória, é extremamente rápido e confiável, e está em sincronia constante com o Simplenote, sempre mandando o que é digitado para a nuvem.
Uma das exigências das minhas diretrizes era que o app fosse totalmente controlável pelo teclado. O Notation consegue isso. Mesmo pontos delicados, como os dois tipos de busca, na nota em foco e em todas elas, foram resolvidos – nesse caso, Ctrl + F pesquisa na nota, Ctrl + Shift + F, em todas.
Ele aceita Markdown e exporta o texto em HTML. Dá para fazer backup rapidamente, e importa-lo de volta com a mesma facilidade. Com um toque na tecla Esc, ele é ocultado, mas continua ativo; para trazê-lo de volta, basta recorrer ao WinKey + N.
Experimente o Notation
Como trabalho com texto, talvez parte da minha empolgação pareça exagerada a quem não tem um perfil de uso similar. É meio difícil conter a animação, afinal é tipo um pequeno sonho realizado!
Além de usar o Notation para escrever rascunhos de posts, recorro a ele para criar listas (de mercado, de gastos, de filmes vistos etc), anotações de aulas na universidade, lembretes, listas de tarefas… para basicamente tudo que envolva reduzir ideias ou fatos a texto.
Por mais redondo que o Notation seja, e ele está, há planos de expansão. Perguntei ao Alison o que ele acha que dá para fazer futuramente e tive como resposta boas ideias: versionamento de notas e uma interface imersiva.
O Notation é gratuito, está em português do Brasil e inglês, funciona no Windows Vista SP1 e superiores, e pede no mínimo CPU de 1 GHz e 512 MB de RAM.