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Galaxy Tab S: cliente contínuo, como não fazer

O recém-anunciado Galaxy Tab S, da Samsung, concentra em um tablet o que há de melhor no universo Android. Vai além, para ser justo: aquela tela Super AMOLED de 2560×1600 deve ser estonteante, coisa que vídeo promocional algum faz jus — a menos que você o assista em um Galaxy Tab S.

Tem um Galaxy S5 dentro do Galaxy Tab S.
Foto: Samsung.

O tablet, que será lançado em dois tamanhos, de 8,4 e 10,5 polegadas, também é bem fino e leve (6,6 mm e 465 g, respectivamente, na versão maior), e traz novos conectores atrás para se integrar com acessórios, incluindo um teclado de US$ 99. Fora isso e as características marcantes da Samsung, como uma tonelada de apps pré-instalados, modificações pesadas na interface do Android 4.4 e detalhes herdados do Galaxy S5, como o acabamento de pontinhos e o sensor de digitais, existe outra novidade que chama a atenção: a integração com smartphones da empresa.

No papel, o chamado SideSync se assemelha ao que a Apple fez nas últimas versões do iOS (8) e OS X (Yosemite). Estando na mesma rede, tablet e smartphone se enxergam e conversam entre si. Para o usuário, essa socialização resulta em comodidade: a partir do tablet é possível responder mensagens, atender ligações, transferir arquivos, até mexer nos apps e configurações do celular. São possibilidades interessantes, mas olha só como o recurso funciona na prática:

Aparece um smartphone virtual na tela do Galaxy Tab S.

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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Isso não é integração, é acesso remoto. E é pensar pequeno ante um sistema tecnicamente complexo e que deve, nos bastidores, funcionar bem.

Ambos, smartphone e tablet, usam a mesma plataforma e em muitos casos os mesmos apps. Da semelhança resulta a redundância de se ter o próprio smartphone virtualizado de forma quase caricata dentro do tablet. Essa abordagem, ainda, dificulta os casos de uso realmente úteis, como responder mensagens de texto/WhatsApp e atender ligações sem ter que alternar entre os dispositivos. Daria para fazer melhor via notificações ou mesmo apps especialmente projetados para tais fins.

O SideSync já existia entre smartphone e notebooks. Com compartilhamento de mouse, teclado, acesso remoto e outras aplicações, é mais sensato neste cenário:

O que falta a muitas fabricantes na hora de implementar integrações do tipo é pensar melhor no usuário. É por isso que a Apple, Google e, nos últimos anos, a Motorola têm tanto apreço dos seus. Por mais simples ou limitada que pareçam os recursos dessas, eles se fecham na medida da utilidade. Não é porque dá, que se deve fazer. Entender as nuances de cada situação e adaptar experiências a elas, ainda que removendo recursos, conta. Menos é mais, como dizem por aí.

Por que eu quereria usar um app espremido na tela de um smartphone virtual dentro do telão de um tablet? Fiquei aqui pensando e, de verdade, não encontrei resposta.

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4 comentários

  1. A pressa em chegar na frente parece que tem atrapalhado as empresas de tecnologia, é muita coisa sendo feita sem o cuidado necessário. Nesse caso, optaram pela solução mais óbvia e simples…mas que não fica elegante como responder o SMS a partir do iMessage do Mac.

  2. Já estou vendo que com esse lançamento os Galaxy Tab 5 nunca vão ver a versão Kit Kat do seu Android…

    De novo Samsung, de novo…

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