[Review] Samsung Chromebook: um navegador é o bastante?

Chromebook na mesa.

Faz algum tempo que o navegador passou a protagonista em desktops e notebooks de usuários casuais. A consolidação da web como plataforma tornou o Chrome e outros navegadores os apps campeões de uso, muitas vezes relegando o sistema operacional a uma base sem muita importância para as atividades do dia a dia.

Atento a isso, o Google criou um sistema operacional que é apenas um navegador, o seu navegador. O Chrome OS foi anunciado em 2010 e lançado um ano depois. No Brasil, os Chromebooks, como são chamados os notebooks que rodam o sistema, só chegaram agora, em 2014.

O modelo da Samsung em que escrevo este review e que será objeto de análise nas linhas que seguem se sobressai por peculiaridades em uma plataforma que, por si só, já levanta sobrancelhas e chama a atenção. Lá fora, é o Chromebook mais barato disponível, e foi o primeiro a vir com um SoC ARM, o que dispensa o uso de ventoinha para evitar que o processador frite. Ser diferente não é sinônimo de ser útil, então vejamos o que a Samsung preparou para convencer o consumidor de que, sim, um navegador é o bastante.

Hardware: bom, (mais ou menos) bonito e barato

Fino, bom teclado, touchpad ok.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Todo prata, com teclas pretas e os característicos logos da Samsung e do Chrome na tampa, o Chromebook da Samsung é discreto, leve, compacto, tudo o que eu sonhava em um notebook há uns cinco anos. A ascensão dos Ultrabooks mostrou outro caminho, um que concilia conforto a portabilidade e classe. Desses três, o modelo da Samsung só conserva intacta a portabilidade. Ele é apenas relativamente confortável, e está longe de ser um produto premium.

Em termos visuais ele é bonito. Fino, pequeno (a tela tem 11,6”) e leve, de longe parece até um negócio refinado, mas esse prata é só tinta: se os olhos podem ser enganados, o tato, não. Todo de plástico, o Chromebook range com facilidade e parece que vai quebrar sem muito esforço por parte do usuário. Uma parte em especial, o descanso de pulso direito, onde a mão repousa toda vez que uso o touchpad, range muito. No The Verge, David Pierce relatou o mesmo problema, o que pode indicar não tratar-se de uma falha pontual, e sim um erro de projeto. Não dava para esperar muito, mas essa fragilidade é suficiente para deixar o usuário alerta ou, pior, irritado.

Digitação tranquila no Chromebook da Samsung.
Foto: Rodrigo Ghedin.

As teclas têm um acabamento rugoso um pouco estranho e o touchpad poderia ser maior. Apesar dessas críticas, a dupla de meios de entrada é bem competente. As teclas são bem espaçadas e confortáveis de digitar. Só há dificuldade na hora de lidar com as invenções do Google, como trocar o Caps Lock por um botão de pesquisa (Alt + Pesquisa ATIVA O CAPS LOCK) e remover o Delete (Alt + Backspace faz a função). Nada de teclas F1-12, essas foram trocadas por ações mais populares, como voltar/avançar/recarregar do navegador, tela cheia e controles de volume e brilho. Também senti falta do quarteto Page Up, Page Down, Home e End. Como nas outras situações, é só uma questão de combinar teclas — nesse caso, Ctrl, Alt e as setas. É bem complicado memorizar tudo isso, mas depois que as combinações são assimiladas o trabalho de digitação flui bem.

O touchpad é bem bom. Não tenho usado muitos notebooks recentemente, e os poucos com que tive contato continuam sofríveis nesse ponto. Apesar de pequeno, o do Chromebook responde prontamente aos comandos, é multitouch e faz bem a rolagem de página com dois dedos, inclusive no sentido invertido — aqui, chamado de “rolagem australiana”. A superfície não é totalmente lisa, o que atrapalha às vezes, mas no conjunto da obra, considerando a contenção de custos do projeto, o touchpad é uma grata surpresa.

Mexendo no touchpad do Chromebook.
Foto: Rodrigo Ghedin.

A tela é ok, tem resolução HD (1366×768), é antirreflexiva (uia!) e possui ângulos de visão e brilho medianos. Não faz ninguém suspirar, porém mostra-se melhor que a maioria dos notebooks de entrada vendidos no varejo brasileiro.

Era de se esperar que em um notebook que rode apenas o Chrome a oferta de portas e conexões fosse tímida. Não é o caso, pelo menos comparado a Ultrabooks. Na lateral esquerda existe um entrada para cartão SD e conector de áudio (microfone e fones no mesmo fio); atrás, em uma posição meio ruim, duas portas USB (uma delas, 3.0, ambas bem “duras” para encaixar as coisas), uma saída HDMI e um slot dummy onde em mercados em o Chromebook é vendido na versão 3G, entra o SIM card da operadora. Ah, e tem webcam e microfone embutido.

Portas e conexões na parte de trás do Chromebook.
Foto: Rodrigo Ghedin.
Entrada para cartão SD e conector de áudio.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Não é um notebook espetacular visualmente, nem mesmo no acabamento, mas um que cumpre o que dele se espera. O que falta de qualidade na escolha de materiais e decisões de design, há em quantidade satisfatória nas áreas que importam na hora de sentar e digitar: tela, teclado e touchpad.

Quem precisa de um x86 quando se tem um ARM veloz?

Quem compra gadget por número ficará decepcionado com o Chromebook. Ele vem com um Exynos 5 dual core de 1,7 GHz, o que é bem incomum em notebooks. Essa família de SoCs ARM da Samsung é comumente vista em smartphones e tablets. Embora já tenha aparecido em notebooks anteriormente, uma área dominada pela Intel, SoCs ARM ainda são raros nesse tipo de equipamento.

Combinado com os 2 GB de RAM e 16 GB de espaço interno (tem mais 100 GB no Google Drive para os proprietários), o Exynos 5 dá conta do trabalho — afinal, ele tem processadores Cortex-A15, dos mais recentes e rápidos da ARM. A configuração consegue lidar bem com vídeos, inclusive os em alta definição, gerencia a contento algumas abas abertas simultaneamente e, na maior parte das aplicações, se sai bem. Bônus: sem fazer barulho, já que dispensa ventoinhas para manter a temperatura amena. (E não faz falta mesmo; a única parte que esquenta é a central, sem afetar o teclado.)

Forçando um pouco, contratempos são notados. Que pese a favor, pelo menos o Chromebook não deixa o usuário esperando. Em notebooks Windows mais baratos é comum eles pararem de responder temporariamente em situações de estresses ou, como dizem por aí, ficar “pensando”. Notei aqui algumas lentidões pontuais (experimente abrir fotos em alta resolução, ou mais de 15 abas ao mesmo tempo, ou ainda uns Chrome Experiments mais elaborados), só que em nenhum momento perdi o controle do sistema. O ideal é manter o número de abas sob controle e evitar fortes emoções. Para um hardware tão modesto, é digno de nota.

Complementa a experiência a bateria. A Samsung promete 6,5h; nos meus testes, cheguei próximo disso, cerca de 6h com uso moderado (basicamente, navegação com alguns vídeos do YouTube no meio) e brilho em ~80%.

Chrome OS, o sistema que é só um navegador

O Chrome OS é… um navegador. Só que, sim, existe uma área de trabalho, um equivalente ao menu Iniciar, área de notificações e, no meio dos meus testes, o Google Now deu o ar da graça. Algumas aplicações tipicamente desktop, como gerenciador de arquivos, player de música e calculadora, estão disponíveis, e alguns web apps do Google se apresentam de uma maneira mais desktop, como são os casos do Keep e do Fotos.

Existem alguns apps nativos no Chrome OS.
Alguns dos apps mais ou menos nativos do Chrome OS.

Apesar de parecer um sistema desktop convencional, não é. E aí, na hora em que você se vê querendo fazer qualquer coisa absolutamente trivial no Windows ou OS X, as limitações ficam mais claras. Tipo redimensionar uma foto — no caso, precisei recorrer a isto. A filosofia do Chrome OS prega que você só precisa da nuvem para fazer seu trabalho. Na prática ela pode até funcionar, mas apps nativos facilitam um bocado qualquer ação, até as mais triviais.

Além da falta de apps “de verdade”, o outro grande receio de quem pensa em comprar um Chromebook é a dependência de conexão. É um pensamento válido, afinal os apps são, quase todos, páginas web. Perde-se muito do que o Chrome OS tem a oferecer quando não há rede e enquanto as nossas conexões móveis não chegam a um patamar compatível à proposta do sistema, o Google atua para amenizar essa desvantagem: a maioria dos seus web apps funciona offline e, na Chrome Web Store, há uma seção dedicada àqueles que também têm essa característica. Muita coisa ruim, vários “mude a cor do seu Facebook”, alguns bem úteis — Pocket, Sunrise, Deezer, jogos, editores de fotos etc.

Mesmo quando está na sua praia, ainda faltam algumas coisas para que o Chrome OS consiga suprir todas as necessidades de quem se dá bem apenas com o navegador. Notadamente, plugins, essas coisas antiquadas que muita gente ainda insiste em usar. A falta do Java e do Silverlight bloqueia o uso de certas aplicações críticas, em especial sistemas de Internet Banking, assinaturas digitais e algumas aplicações de vídeo. Há exceções (Bradesco para pessoa física dispensa o Java, Netflix tem um player em HTML5 que funciona numa boa). Dentro dessas áreas, ainda são exceções, mas o caminho mais acertado a ser seguido. Google e usuários se beneficiam e é de se esperar que no futuro a dependência de plugins continue diminuindo.

Heisenberg.
Netflix no Chrome OS.

No dia a dia, a simplicidade ganha fácil o coração do usuário. É bem legal levantar a tampa do Chromebook e ele ligar quase instantaneamente, ou logar e ver o Chrome do seu jeito, sem demora, nem configurações complicadas: tudo fica atrás de uma simples senha. (MacBooks e Ultrabooks se comportam da mesma forma, só que custam quatro vezes mais.) O modelo de funcionamento deixa o sistema praticamente imune a vírus e outras ameaças, o que é uma boa para aquela tia que faz da instalação de barras de ferramentas no navegador e outras coisas suspeitas um esporte.

Falando nisso, a pergunta que não quer calar:

Para quem é o Chromebook?

Touchpad e parte do teclado do Samsung Chromebook.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Nos EUA este Chromebook custa US$ 250. Em março desse ano, a Samsung lançou o Chromebook 2, com especificações e acabamento melhores, e uma inédita versão de 13” com tela Full HD por US$ 349 — a menor, de 11,6”, sai por US$ 319. Por esses preços, o Chromebook é encarado lá como segunda máquina, uma que você carrega por aí com menos cuidado ou, ainda, uma alternativa a tablets na hora de digitar qualquer coisa com mais de cinco linhas.

Aqui no Brasil o preço de tabela do Chromebook, que chegou no começo de 2014, quase dois anos depois de anunciado, é de R$ 1.099. Em algumas lojas já é possível achá-lo por R$ 970. Ainda é barato e, comparado a notebooks de entrada com Windows, ele entrega uma experiência mais agradável, ainda que restrita.

Em que cenário ele se encaixa? Quem compraria um Chromebook no Brasil? É difícil identificar esse público. O mais natural seria indicá-lo a quem precisa de um negócio prático para digitar, mas aí tablets com teclados externos ou mesmo notebooks mais poderosos e não muito mais caros cumprem a mesma função com vantagens e desvantagens. Nos EUA esse modelo foi muito bem recebido pelo preço, um fenômeno que não se repetiu por aqui.

Custasse menos, seria uma indicação mais fácil. Nas condições propostas, ele me parece uma boa para extremos: quem não entende nada e só quer papear no Facebook e pesquisar receitas no Google sem correr o risco de integrar uma botnet, e quem sabe o que está comprando e tem ciência das limitações do equipamento. O Chromebook da Samsung é um gadget muito bacana que sofre por não ter tanto apelo comercial, ao menos no Brasil.

Links para comprar o Samsung Chromebook.

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31 comentários

  1. Muito obrigado. Só aqui eu pude saber para que servia a porta traseira “misteriosa” (SIM card 3G). E procurei MUITO.

  2. Gente eu comprei um chromebook da samsung, gastei 700 reais, a única coisa que eu precisava dele era o google drive, para fazer apresentações e criar documentos de texto, o que aconteceu é que nem pra isso ele ta me servindo, ele é tão lerdo, que demora pra ele processar o que eu escrevo! ele come as palavras é ridiculo, comprei na americanas e pedi para trocarem achando que estava com problemas, mas não, ele é assim mesmo! pelo menos pra mim aqui, alguém tem esse tipo de problema? no facebook ele é normal, mas no drive onde ele salva automaticamente, ele fica extremamente lerdo, não consigo cria um texto corrido !

  3. Análise mais completa que li até agora… Já tem algumas lojas vendendo a menos de 700 dilmas…. Se for cliente do Km de Vantagens sai por menos de 600 com 10 mil pontos… Tenho um HP x360, bom pra algumas coisas, super lento pra outras e, no final das contas uso mais internet no Chrome… Tô pensando seriamente num desses pra levar pra aula… Perguntas: 1- Tenho um HD Externo de 500gb USB 3.0, será que ele vai ler e rodar videos em 1080p?? 2- Alguém sabe se dá pra usar esses modens 3g sem muita complicação?? 3- Já tem ou vai ter mesmo esse lance dele rodar apps android, mesmo os jogos?? 4- É compatível com projetores, dá pra plugar e passar uma apresentação sem problemas??

    1. Eu não tenho, mas já ouvi falar que ele é bem lento para conectar periféricos, mas essa questão do Android é só questão de tempo até se popularizar

  4. muito bom teclado otimo tela nota 10 touch muito bom, mas que mer……a que quebra com tanta facilidade…..bom coloquei na mesa para estudar uns dias depois da minha “super aquisição” (ironia) ele quebrou quando eu estava abrindo ficou duro para abrir nao dava pra abrir tudo horrivel ….enfim fui na samsung eles me disseram que era estetico paguei 200 reais pelo conserto que ainda estava na garantia achei injusto .agora a umas 2 semanas o mesmo problema com o da minha irma (suuuuper feliz) mais 200 reais por um produto na garantia ridiculo
    (obs muito rapido otimo espaço otimos programas nao falha em nada)

  5. Eu uso computador desde do tempo do XT quando o sistema operacional era o DOS quanto surgiu o windows todo mundo tirava o sarro, é o que esta acontecendo com esse sistema, ele é o futuro não existe nada mais antiquado do que plugins e acesso a disco hoje o windows virou o DOS do passado, eu sou um empresário e 90% das aplicações que uso são nas nuvens e para quem tinha que fazer backup em fita isso é o paraíso ACEITEM O NOVO POIS ELE SEMPRE VEM

    1. cara, vc usa o drive na boa? porque o meu é muito lerdo e não consigo escrever um texto corrido! ele come as palavras de tão lerdo que é

  6. Caraleo, comprei 1 e gostei muuuuito mesmo!
    Pensei que seria um pouco lento por ser um dual core, mas meu amigo
    ele ta pelo menos umas 4 vezes mais rápido do que o meu i5 rodando debian,
    acredito que é pelo fato dos binários dele serem produtos da compilação do gentoo, que pelo visto é muito mais muito otimizada.
    A bateria carrega rápido e dura muito, pelo menos umas 7 horas.

    no começo fiquei assustado com o safe mode, mas o developer mode é foda demais!!!!
    Cara sensassional, me amarrei!
    Acho que só quem é gamer de windows não vai gostar, mas quem gosta de linux e gosta de performace vai se amarrar,

    Não recomendo para retardados!

  7. Muito ruim, se tivesse como pegar meu dinheiro de volta, porém sei que já mais irei conseguir, portanto não aconselho.

  8. Complicado é ver o canal Shoptime vendendo isso quase como um notebook “normal”. O que vai ter de tia reclamando que não conseguiu “botar windows” nele…

  9. Caros, comprei a dois dias um Samsung Chrome 11.1 e posso dizer com certeza que falta muito para ser um notbook, tentei por exemplo acessar a rede de meu escritório e até agora não consegui, tentei instalar o Teanviewer simplesmente não pode ser instalado e o que oferecem para substituir não presta. O Skipy a mesma coisa e muitos outros aplicativos estão fora do sistema Chrome, para navegar na internet é interessante, mas nada muito alem disso.
    Vendi meu Ipad pensando que iria poder ter mais recursos, mas estou vendo que não e nada disso. quem está procurando este equipamento, encontrei sem problemas na Loja da Samsung no Shopping Ibirapuera.

    1. O Chromeboom não tenta ser um notebook. Isso é deixado bem claro pela Samaung. Se você vendeu seu iPad no intuito de substituir pelo Samsung, fez um enorme erro. Você nunca terá o “Skipy” skype em seu Samsung pois a Microsoft não explora nichos em seus apps. Se não está consegui conectar no trabalho deve ser devido a configurações que não fez corretamente.

  10. A ideia não é ruim, mas acho que fazia mais sentido na época dos netbooks. Acredito que os tablets sejam mais adequados para boa parte do mercado para o qual o Chrome OS foi desenvolvido. Além dos tablets, um ultrabook meia-boca já pode ser encontrado por R$ 1500,00 – 2000,00 oferecendo um sistema operacional completo rodando bem.

    A diferença não é desprezível, mas é um contexto muito diferente de anos atrás que qualquer notebook portátil e decente custava de R$3000,00 para cima e tablets não existiam.

    1. Não estou muito por dentro do mercado de notebooks, Gabriel, mas recentemente, ajudando uma amiga a encontrar um, tivemos muita dificuldade em encontrar modelos decentes abaixo dos R$ 3.000. Até acha, mas sempre com uma ou outra área-chave comprometida — tela ruim, HD lento, processador simples.

      E sim, o posicionamento do Chromebook é difícil de justificar, mais ainda por esse preço. Um tablet com teclado externo faz basicamente as mesmas coisas (com menos opções de expansão, como portas USB), um notebook simples, idem. Custasse mais barato, como digo no texto, ele seria mais convidativo.

      1. Nessa semana mesmo, troquei meu MacBook Pro (Core 2 Duo, 8GB e HD) por um MacBook Air (Core i5, 4GB e SSD). O SSD faz uma grande diferença na abertura dos programas/arquivos e o processador deixa a navegação web muito mais ágil, mas ainda acho que o desempenho do antigo era bem decente.

        A tela realmente costuma ser um problema, mas será que os discos híbridos (HD + SSD) e qualquer processador básico da Intel não são suficientes para a maioria das pessoas?

  11. O que poderia me atrair era se eu pudesse aumentar o ssd e poder rodar um sistema mais completo (ubuntu) em dual boot, tendo assim o melhor dos dois mundos, vc chegou a testar ele rodar algum vídeo do pendrive? E quanto ao editor de textos, nunca usei para valer o docs, será que ele suporta trabalhos do dia a dia?

    1. Daniel, ele tem um player de vídeo básico. Rodei arquivos MP4 em alta definição, e a reprodução ficou dentro do esperado — sem engasgos, bem fluída.

      Quanto ao Google Docs, ele é restrito, mas para trabalhos simples dá conta. Colocando em perspectiva, pense no meio acadêmico: um trabalho simples e sem muitas regras de formatação é perfeitamente alcançável no Google Docs. Já um que exija adequação às normas da ABNT, isso, até onde sei, não rolaria.

  12. A proposta até que é legal e teoricamente deveria servir para atender a um público bem amplo, mas na prática, com esse preço, ele acaba servindo para um nicho muito pequeno.

    Quem já tem um notebook “de verdade” não tem muita razão para comprar um segundo notebook, menos potente e que tem basicamente só um navegador. Quem precisa, ao menos ocasionalmente, fazer qualquer coisa que não se restrinja à web, também será atendido por um notebook comum, e deverá comprar um, em vez do Chromebook, a menos que o queira para realizar tarefas mais simples. E quem não sabe “usar computador” e vai basicamente só usar o Facebook, Youtube e fazer alguma pesquisa no Google, bem, um tablet faz o mesmo por um preço bem menor.

  13. Não tenho certeza, mas… acho que dá para simular o Chrome OS no Windows 8 caso configure-se o navegador Chrome como “padrão” em todas as opções de internet. A tela que aparece no review me é bem familiar.

  14. Ghedin, fiquei com vontade de comprar um notebook samsung, mas eles tao vendendo só o lite. É meio complicado achar notebook bons e com preços razoáveis. Os da Dell tem boas configuraçoes mas nao tem Ssd. Voce tem alguma dica?

    1. Gabriel, isso é bem difícil mesmo. SSD é um requisito que indico como obrigatório — a diferença que ele faz no uso cotidiano vale o investimento extra. O problema é, como você apontou, encontrar modelos intermediários que tragam um. E ele nem se restringe à Dell; com exceção dos Ultrabooks (e só os mais caros!), é raro ver notebooks com SSD à venda por aqui.

      A minha dica, infelizmente, é fazer aquela força e gastar mais em um Ultrabook decente. Farei pesquisas mais intensivas sobre isso e, se encontrar coisa melhor, aviso aqui.

  15. Desculpa, Ghedin, mas a pergunta que eu vou fazer agora é meio Off-Topic. O Chrome OS é baseado em Linux e o Netflix funciona nele. Por que diabos então não teve configuração no Netflix que fizesse ele funcionar no elementary OS? Coloquei lá para usar o player HTML 5 em vez do Silverlight e mesmo assim não rodou. No fim das contas tive que fazer aquela “gambiarra” de instalar um aplicativo para ele, que nada mais é do que um combo de Wine + Silverlight + Firefox antigo.

    1. Elton, antigamente a justificativa da Netflix era a ausência de Silverlight e, consequentemente, da garantia de DRM no Linux.

      Não sei como, ou se isso ainda se aplica, mas dá para imaginar outros motivos pelos quais não há suporte a essa plataforma. A fragmentação e as diferentes distribuições e suas peculiaridades devem tornar o suporte complexo; além disso, a base de usuários não deve justificar investimentos nesse sentido.

      De qualquer forma imagino a frustração de quem usa Linux e gostaria de ter acesso simples à Netflix. Uma pena não funcionar…

      1. Gente, quero saber se ele é bom para estudar, coisas de faculdade, digitar trabalhos, coisas desse modo! Ele tem word, todos os programas que o Windows nos proporciona?

  16. Ótimo review, Ghedin! Você, o Paulo Higa e a Stella do EuTestei fazem os melhores reviews do Brasil. :)
    Enfim, falando sobre o Chromebook, para o meu uso atual ele serviria muito bem, mas não acho o preço dele justo. Eu não sou muito fã de tablets, e gosto muito de desktops, então essa seria uma opção maravilhosa de gadget portátil.
    Eu até achei ele bonito, mas em algumas fotos (das que você postou, não as do site da Samsung e das lojas) dá para notar que a qualidade de acabamento dele não é premium. E o teclado dele é bem espaçado e confortável de escrever porque não tem várias teclas que um notebook normal tem, imagino. Se as tivesse, as teclas precisariam ser um pouco menores e isso talvez atrapalhasse a digitação. Para mim isso ainda é um ponto positivo. Deixa ele com um aspecto mais clean.
    Eu tinha mais alguma coisa em mente, mas já reli o texto e não lembrei.

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