Em 2021, 847.313 celulares foram subtraídos (roubados ou furtados) no Brasil, uma média de 97 por hora. O dado foi revelado no anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com cerca de 21,3 mil subtrações a mais que em 2020, o número foi considerado estável.

A distribuição dos delitos no território nacional chama a atenção. O estado de São Paulo lidera absoluto o ranking, com 289.461 subtrações de celulares, ou 34% do total.

Nos últimos anos, os assaltos a celulares se tornaram uma preocupação grande devido às quadrilhas “limpa contas”, que invadem aplicativos bancários e de fintechs para transferirem valores. Via Uol, Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Depois de Twitter e Telegram, o Snapchat é a última rede social a embarcar no modelo de negócio de versão paga. Anunciado nesta quarta, o Snapchat+ custa US$ 3,99 (~R$ 20) e está disponível em alguns países — o Brasil ficou de fora.

Em troca da mensalidade, a Snap promete “uma coleção de recursos exclusivos, experimentais e em pré-lançamento”. O rol de recursos é meio precário, porém, e quase todos cosméticos: ícones diferentes, ver quem assistiu aos stories mais de uma vez e afixar um “melhor amigo” no topo da lista de contatos.

Ah, e mesmo pagando, o Snapchat ainda exibe anúncios — tal qual o Twitter Blue. Via Snap, The Verge (ambos em inglês).

A Meta é uma das empresas mais barulhentas na hora de reclamar das (de fato altas) taxas cobradas por Apple e Google de desenvolvedores de aplicativos em suas respectivas lojas.

Em uma reportagem do Financial Times, criadores de jogos e experiências em realidade virtual reclamam das taxas cobradas pela Meta deles em sua loja online.

A Quest Store, loja de aplicativos em realidade virtual da Meta, cobra uma taxa de 30% de compras de bens digitais e de 15–30% de assinaturas. Por acaso, os percentuais são similares, se não idênticos, aos cobrados por Apple e Google nas lojas App Store e Play Store.

Em abril, a Meta anunciou uma “taxa de plataforma” extra, de 17,5%, que se somaria às taxas já cobradas. A Apple não perdeu a oportunidade de apontar a hipocrisia entre discurso e prática da holding de Mark Zuckerberg, que nos últimos anos tem feito uma ofensiva contra as taxas cobradas pela dona do iPhone dos desenvolvedores de aplicativos.

Em nota ao Financial Times, a Meta se defendeu dizendo que, ao contrário do iPhone, seu headset Oculus Quest 2 permite o uso de lojas alternativas.
A empresa até indicou duas: a SideQuest, independente; e a App Lap, também da Meta, onde aplicações mais experimentais podem ser lançadas.

O problema é que a App Lap também cobra uma taxa de 30% e a SideQuest tem uma audiência muito inferior à da Quest Store. Segundo a consultoria Sensor Tower, a SideQuest já foi baixada pouco mais de 400 mil vezes, enquanto a Quest Store acumula 19 milhões de downloads.

Desenvolvedores de aplicações em realidade virtual também reclamam do processo de aprovação da Quest Store, que seria mais demorado e complexo que o da Apple em sua App Store.

O CIO da Rooom disse que levou nove meses e muito debate para colocarem uma plataforma de eventos 3D na Quest Store. Na App Store, o processo levou duas semanas. Via Financial Times (sem paywall) (em inglês).

Havia passado batido por aqui que o Standard Notes agora tem uma solução de armazenamento na nuvem e backup — e, a exemplo das notas, ela também é criptografada de ponta a ponta.

Há um único plano disponível, o Professional, que concede 100 GB de espaço na nuvem. No “preço regional” para o Brasil, e com o desconto de lançamento de 20%, sai ~US$ 65 ao ano, cerca de R$ 340. Via Standard Notes (em inglês).

Perfis oficiais do governo brasileiro em redes sociais criaram “contas provisórias” a serem usadas durante o período eleitoral, que começa no próximo sábado, “devido a restrições impostas pela legislação eleitoral e pela jurisprudência da Justiça Eleitoral”. A mudança vale para Facebook, Instagram, Twitter e YouTube.

Nelas “serão publicados apenas conteúdos inequivocamente de acordo com a legislação eleitoral, eliminando qualquer possibilidade de interpretações prejudiciais ao Governo e ao Presidente da República”.

À parte o amadorismo e o cheiro forte de coisa errada, estou tendo dificuldade para entender esse movimento.

A interpretação mais óbvia é a de que o governo federal normalmente faz uso da máquina pública para promover a pessoa do presidente Jair Bolsonaro (PL) e que pretende dar uma segurada nas eleições. É uma violação constatável, pois explícita, mas que extrapola a lei eleitoral. É isso, uma admissão de culpa? Via @govbr/Twitter.

A Meta, holding dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, deu um tempo no seu grande esforço de “homenagear” o TikTok em seus próprios aplicativos para copiar os recursos e o visual de outro app, o Discord.

A empresa anunciou uma reformulação dos grupos do Facebook. Na nova versão apresentada, eles ficam muito, mas muito parecidos com os servidores do Discord.

(A Meta escolheu um grupo de games para exemplificar o novo formato dos grupos e o roxo como cor de realce, a mesma cor principal do Discord. Com certeza é mera coincidência.)

Uma porta-voz da Meta disse ao site norte-americano The Verge que o Discord, digo, a nova experiência de grupos do Facebook será liberada aos usuários “nos próximos meses”. Via Meta, The Verge (ambos em inglês).

Relatório da Receita Federal revelou que Glaidson Acácio dos Santos, o “faraó dos bitcoins”, preso em agosto de 2021 por uma série de golpes que movimentaram +R$ 16 bilhões (com “b” mesmo), lavou R$ 228 milhões atrás das grades usando sua advogada, Eliane Medeiros de Lima, como laranja.

A notícia, intrigante por si só, fica ainda mais complexa: em abril, Glaidson se filiou ao Democracia Cristã e anunciou no início de junho que é pré-candidato a deputado federal.

O Brasil não é para amadores. Via Folha de S.Paulo.

A Anatel abriu uma consulta pública com a proposta de definir “requisitos técnicos para avaliação da conformidade de interface de carregamento por fio com padrão USB tipo C em telefones móveis celulares”.

Em outras palavras, a agência brasileira quer que todo celular vendido no Brasil use o padrão USB-C para recarga. No cenário atual, isso significa forçar a Apple a adotá-lo — é a única que usa outro formato, o Lightning.

A consulta pública 45/2022 ficará aberta até 26 de agosto. Ela chega após a União Europeia decidir a favor da mudança e dos Estados Unidos sinalizarem um movimento parecido. Na prática, talvez nem precisasse… Via Anatel.

A reformulação do Thunderbird começa a ganhar corpo na versão 102, lançada nesta terça (28). O aplicativo ganhou novos ícones na barra lateral, uma agenda de contatos reformulada e uma nova barra lateral, para acesso rápido às partes do sistema — e-mail, calendário etc. Outra grande adição é o suporte ao Matrix, um protocolo aberto de mensagens. Via Thunderbird (em inglês).

Os usuários remanescentes do Google Hangouts (alguém?) terão que migrar para o Google Chat até novembro deste ano, avisa o Google.

Em seu blog corporativo, o Google publicou um cronograma para o encerramento do Google Hangouts:

  • Desde esta segunda (27), usuários do Hangouts no celular e da extensão para o Chrome são recebidos com uma mensagem pedindo para que usem o Google Chat no Gmail, o aplicativo/extensão dedicado ou, no caso do Chrome, a versão web.
  • A partir de julho, quem ainda usa o Hangouts no Gmail será migrado automaticamente para o Chat no Gmail.

Via Google (em inglês).

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou as empresas 99 e Uber para que prestes esclarecimentos a respeito do suposto alto volume de cancelamentos de corridas por parte dos motoristas.

A motivação da Senacon, segundo o G1, é a repercussão na imprensa. O problema existe, é fato, mas as empresas já têm políticas para isso — até meio draconianas, dependendo a quem se pergunte.

As empresas têm até quinta-feira (30) para responderem. Via G1.

As plataformas mais usadas na hora de fazer compras via internet nas favelas brasileiras Mercado Livre (49%) e Shopee (37%).

Esse dado é da Pesquisa Persona Favela, desenvolvida pelo Outdoor Social Inteligência. Do total de entrevistados, 38% disseram fazer compras via internet.

A pesquisa mapeou os hábitos de consumo via internet nas favelas brasileiras. Foram 462 moradores das 15 maiores comunidades dos municípios de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís e Belém. Via Mercado&Consumo.

A quarta fase da Operação 404, deflagrada nesta terça (21) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e as polícias civis de 11 estados, entrou para os anais da história: nela foi feita a primeira busca e apreensão no metaverso do Brasil.

Alessandro Barreto, coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), disse que mapas e eventos eram criados no metaverso como forma de promover as plataformas piratas e atrair usuários.

Infelizmente, as notícias da Agência Brasil e de outros veículos não detalham esse mandado. Em que metaverso ele foi cumprido? Algum avatar foi preso? E o dono do avatar? Qual a responsabilidade da plataforma onde o crime ocorreu?

O repórter Lucas Negrisoli, do jornal mineiro O Tempo, disse no Twitter que há dias tenta obter mais detalhes junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Só que está difícil: “Ninguém soube explicar, até agora, o que diabos é um mandado cumprido no metaverso. Assessoria da pasta chegou a me mandar — literalmente — a definição de metaverso da Wikipédia”, desabafou.

Na sexta (24), Lucas bateu um papo com um dos coordenadores de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça que deixou a coisa toda ainda mais confusa

O repórter segue “tentando entender”. Nós também, Lucas. Via Agência Brasil, G1, @lucasnegrisoli/Twitter (2).

A Itália proibiu o uso do Google Analytics, popular serviço de aferição e análise de audiência para sites e aplicativos, na última quinta (23).

É o terceiro país da União Europeia a barrar o serviço, junto à Áustria e França, sob o mesmo argumento: de que o Analytics viola o GDPR, a lei de proteção de dados pessoais do bloco. Segundo o governo italiano, a violação se dá porque “[o Google Analytics] transfere dados dos usuários aos Estados Unidos, um país sem um nível adequado de proteção de dados”.

O site Is Google Analytics Illegal, criado pela PostHog, alternativa ao Google Analytics de código aberto, está monitorando as proibições do Google Analytics pelo mundo. Via Autoridade de Proteção de Dados Italiana (em italiano e inglês).

A Anatel apreendeu 5,7 mil produtos irregulares nos armazéns da Amazon em Betim (MG) e Cajamar (SP), numa operação de três dias (21–23). Os produtos — carregadores de celulares, baterias portáteis e fones de ouvido sem fio — não eram homologados pela Anatel. Somados, tinham um valor de mercado de R$ 500 mil.

Em nota à Folha de S.Paulo, a Amazon informou que “está apurando as informações em cooperação com as autoridades e, conforme necessário, tomará providências no interesse dos consumidores”.

O tom é muito diferente da nota que a Amazon enviou ao Manual do Usuário em março de 2019, quando denunciei o lucrativo negócio de youtubers que recomendam celulares chineses não homologados/do mercado cinza:

As vendas desses dispositivos na Amazon.com.br são feitas pelo sistema de marketplace. Para questões mais específicas, sugerimos contatar diretamente o(s) vendedor(es) do produto.

Via Folha de S.Paulo.