Tem um Mac? O macOS 12 Monterey, em versão final, já está disponível. Via Apple (em inglês).
iPhone ou iPad? A versão final do iOS/iPadOS 15.1 também está entre nós. Apple Watch? Tem watchOS 8.1. Via MacMagazine.
Tem um Mac? O macOS 12 Monterey, em versão final, já está disponível. Via Apple (em inglês).
iPhone ou iPad? A versão final do iOS/iPadOS 15.1 também está entre nós. Apple Watch? Tem watchOS 8.1. Via MacMagazine.
A Positivo anunciou uma parceria com a Transsion, fabricante chinesa de celulares, para trazer aparelho com a marca Infinix ao Brasil. Os planos são ambiciosos: a Positivo vislumbra abocanhar 10% do mercado brasileiro de smartphones em até cinco anos. Hoje, detém 2% dele. O primeiro aparelho, fabricado no Brasil e já à venda em site próprio e nas lojas da Via, é o Infinix Note 10 Pro, com preços sugeridos de R$ 1,5 mil (128 GB) R$ 1,7 mil (256 GB).
A Transsion é uma famosa desconhecida no Brasil, mas em alguns lugares do mundo é sinônimo de celular. Detém, por exemplo, praticamente metade do mercado do continente africano. A Infinix, uma das três marcas com que a Transsion trabalha, contempla celulares intermediários, quase premium. A Positivo manterá sua marca em aparelhos abaixo de R$ 1 mil e nos features phones, e tentará ocupar a lacuna deixada pela LG no segmento imediatamente superior, de R$ 1 a 4 mil.
O arranjo com a Transsion é similar aos que a fabricante paranaense tem com Vaio e Compaq em computadores, e ao que DL e Multilaser têm com Xiaomi e HMD Global/Nokia, respectivamente, em celulares e acessórios. Via Neofeed.
Os documentos internos do Facebook vazados por Frances Haugen estão nas redações de quase 20 publicações norte-americanas que, desde sexta (22), estão publicando uma avalanche de reportagens virando do avesso o Facebook. As notinhas do Manual são um trabalho de curadoria; dada a quantidade de materiais que já saíram e continuam saindo, esta é diferente, é uma curadoria de curadorias:
Estou me atualizar. Do que você já leu, o que lhe chamou mais a atenção?
O Facebook derrubou a live do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) da última quinta-feira (21) das plataformas Facebook e Instagram. Na transmissão, Bolsonaro dizia que vacinados contra a COVID-19 estariam contraindo AIDS. É quase ridículo ter que explicar isto, porém: é mentira. À Folha de S.Paulo, um porta-voz do Facebook justificou que “nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas”.
Apesar de distorcer, desinformar e mentir praticamente em todas as suas lives semanais, esta é a primeira live e apenas o segundo vídeo de Bolsonaro que Facebook/Instagram derruba. O primeiro derrubado foi um de março de 2020, em que Bolsonaro alardeava o uso da cloroquina no combate à COVID-19. Via Folha de S.Paulo.
Vale notar que o YouTube ainda não tirou o vídeo (com +200 mil views) do ar até as 9h desta segunda-feira (25), apesar de ter mudado suas regras recentemente para ser mais duro com desinformação sobre vacina.
Há alguns dias, o Fastmail tem estado bem instável. (Enquanto escrevo isso, minha caixa de entrada pessoal está inacessível.) O motivo é um ataque grande e continuado de negação de serviço (DDoS), que o Fastmail está tentando mitigar.
Outros provedores de e-mails menores, como Mailbox, Posteo e Runbox, também estão sofrendo com ataques DDoS. No Twitter, o perfil do Mailbox informou que trata-se de criminosos chantageando esses provedores e pedindo bitcoins para cessarem os ataques. @Fastmail/Twitter (2) (em inglês), @mailbox_org/Twitter (em inglês).
É chato ficar com o e-mail inacessível, mas pior seria ceder a esse tipo de coisa. O Fastmail tem uma página de status e tem dado atualizações da situação em seu perfil no Twitter.
Uma choradeira recorrente de pessoas à direita no espectro político é a de que os algoritmos de redes sociais comerciais — Twitter, YouTube, Facebook — privilegiariam conteúdos de esquerda. Uma pesquisa feita pelo Twitter, porém, revela um cenário diferente. Ao analisar milhões de posts de políticos eleitos e de usuários comuns com links para publicações jornalísticas, o Twitter detectou que conteúdos à direita foram mais amplificados pelo algoritmo da timeline.
A análise compreendeu sete países (Alemanha, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido) e as classificações de políticos e publicações jornalísticas — em esquerda ou direita — vieram de fontes externas.
“Conseguimos ver que isso está acontecendo; não temos certeza de por que isso está acontecendo”, disse ao site Protocol Rumman Chowdhury, que lidera a equipe de aprendizagem de máquina, ética, transparência e responsabilidade do Twitter. Em outras palavras (dela também), o Twitter descobriu “o que [acontece], não o porquê”.
No comunicado oficial, o Twitter compartilhou a íntegra da pesquisa (PDF) e prometeu avançar a análise aos “porquês”. Ao Protocol, Rumman sugeriu, sem entrar em detalhes, um anúncio iminente do Twitter que facilitará a replicação dos seus estudos científicos por terceiros. Uma postura bem diferente da do Facebook, né? Via Protocol (em inglês), Twitter (em inglês).
A Snap, empresa dona do Snapchat, reportou faturamento de US$ 1,07 bilhão no terceiro trimestre nesta quinta (21.out), abaixo das expectativas dos analistas de Wall Street, de US$ 1,1 bilhão.
A culpa pelo desempenho aquém do esperado foi do recurso Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês) do iOS, justificou o CEO Evan Spiegel.
O ATT, implementado no iOS 14 e tornado obrigatório pela Apple no iOS 14.5, exige que apps que rastreiam o usuário em outros apps e na web obtenham o consentimento expresso dele para continuarem fazendo isso. Sem surpresa, a maioria das pessoas rejeitou tais pedidos, o que tem causado impactos significativos em negócios baseados em publicidade segmentada, casos do Snapchat e do Facebook, por exemplo.
Spiegel disse que, por conta do ATT, “as ferramentas [de mensuração da publicidade] ficaram no escuro”, mas classificou a baixa como temporária, dizendo que “leva tempo” para se adaptar à nova realidade e que o impacto a longo prazo da do ATT ainda é desconhecido. Diferentemente do Facebook e de seu CEO, Mark Zuckberberg, que encamparam uma batalha de relações públicas contra o recurso de privacidade da Apple, Spiegel acha que se trata de uma boa ideia. Via TechCrunch (em inglês).
O Google anunciou mudanças nas taxas cobradas na Play Store. A mordida nas assinaturas digitais, que era de 30% no primeiro ano e 15% no segundo em diante, agora será de 15% desde o primeiro dia. Para aplicativos do programa Play Media Experience (serviços de streaming, basicamente), a taxa caiu de 15% para 10%. Apple, sua vez. Via Google (em inglês).
Um canal de YouTube pode valer muito dinheiro — os criminosos digitais também sabem disso. Nos últimos anos, cresceu a quantidade de ataques direcionados a youtubers com o intuito de se apropriarem dos seus canais.
O Grupo de Análises de Ameaças do Google detalhou esse tipo de ataque e os esforços que o Google/YouTube tem feito para mitigá-los. Os atacantes miram em cookies de sessões, pequenos arquivos do navegador que salvam a autenticação na sessão — permitem acessar o YouTube já logado.
Não é um ataque novo, mas o interesse por ele foi renovado graças à difusão do segundo fator de autenticação, uma camada extra de proteção que o Google/YouTube tem promovido junto aos youtubers. O cookie capturado consegue burlar essa camada extra.
A captura dos cookies é feita por malwares que os youtubers instalam voluntariamente em seus computadores, enganados por propostas de parcerias ou publicitárias. Foi o que aconteceu com o youtuber brasileiro de games Zangado, no final de 2020. Criminosos ofereceram a ele acesso antecipado a um jogo, que, na realidade, era um malware. Zangado perdeu seu canal, mas conseguiu recuperá-lo posteriormente.
De acordo com o Google, os canais roubados podem ter dois destinos: serem vendidos a terceiros, por valores que variam de US$ 3 a 4 mil, ou serem usados para aplicar golpes envolvendo criptomoedas — os “novos donos” fazem uma live e enganam os inscritos do youtuber original.
Por tratar-se de um ataque direcionado, os números do Google/YouTube impressionam. Desde maio deste ano: “Bloqueamos 1,6 milhões de mensagens [de ataques], exibimos 62 mil alertas de tentativa de ataques no navegador, bloqueamos 2,4 mil arquivos e restauramos com sucesso 4 mil contas [comprometidas].”
Além dos esforços que faz do seu lado, o Google/YouTube oferece orientações para evitar e reportar ataques de phishing. Via Google (em inglês).
O Congresso aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que inclui a proteção de dados pessoas direito fundamental. Ela altera o artigo 5º da Constituição, o dos direitos individuais e coletivos, acrescentando que “é assegurado, nos termos da lei, o direito à proteção dos dados pessoais, inclusive nos meios digitais”.
Outra mudança é que a PEC restringe à União a competência de legislar sobre proteção e tratamento de dados pessoais. Via G1.
Há um detalhe na Truth, nova rede social de Donald Trump, que ele e sua equipe não revelam: ela foi criada com base no Mastodon, sistema de código aberto e livre para a criação de redes sociais federadas. Em lugar algum há menção ou crédito ao Mastodon, o que é uma violação grave da licença do projeto (AGPL v3).
Entre instâncias (servidores) do Mastodon, já rola uma movimentação para banir a rede de Trump proativamente, caso um dia ela venha a se federar, ou seja, tente se comunicar com outras instâncias públicas. No Fediverso, o ambiente público em que servidores distintos de redes sociais descentralizadas se comunicam, é comum que administradores troquem informações (com a hashtag #Fediblock) de instâncias com conteúdo extremista ou ilegal e as bloqueiem. Via @feditips@mstdn.social (em inglês).
O Mastodon é uma rede social que lembra o Twitter, porém é descentralizada e de código aberto. Para entendê-la melhor, leia esta reportagem.
De acordo com uma fonte do site The Verge, o Facebook planeja mudar seu nome. O anúncio, se não for antecipado, deverá ser feito no dia 28 de outubro, na conferência Connect, do próprio Facebook.
Oficialmente, a mudança seria um movimento para refletir o trabalho do Facebook no “metaverso”, ou seja, para dissociar a empresa de redes sociais. O novo nome não contemplaria a rede social Facebook, porém. Não se pode negar que o “rebranding” — como esse tipo de mudança é conhecido no jargão publicitário — possa ser também uma jogada para abafar as críticas pesadas que a empresa vem sofrendo nos últimos meses.
O expediente não é novo. Em 2001, por exemplo, a Philip Morris trocou o nome da sua holding para Altria, para, segundo executivos da companhia, reduzir os danos à reputação que a associação ao tabagismo já provocava na época.
O novo nome do Facebook poderá representar uma alteração estrutural, como ocorreu com o Google e a Alphabet em 2015. Se sim, isso significará mais caracteres em textos sobre o Facebook, como observou o colunista do Wall Street Journal, Christopher Mims: “Isso será como a Alphabet, em que toda vez que escrevo esse nome preciso acrescentar uma frase explicando do que se trata?”
A fonte anônima do The Verge especula que o novo nome, guardado a sete chaves pela direção da empresa, pode ter algo a ver com Horizon, nome adotado em algumas ferramentas de realidade virtual recentes do Facebook. Nas redes sociais já surgiram algumas sugestões mais espirituosas e alinhadas ao “ethos” da empresa, como Skynet e Fascistbook. Você tem alguma? Via The Verge (em inglês).
Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.
Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.
Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.
A partir desta quinta (21), você poderá, finalmente, postar conteúdo no Instagram pelo computador. De forma oficial, sem ter que recorrer a aplicativos suspeitos ou gambiarras. Demorou apenas 11 anos, mas tudo bem, antes tarde que mais tarde.
A novidade faz parte da primeira “Product Week” da rede social, uma série de anúncios para tentar conter o TikTok, digo, aperfeiçoar a plataforma. Além das postagens em computadores (“um pedido antigo da comunidade do IG”, segundo a empresa), o Instagram ganhará um recurso de colaborações (Collabs) para os Reels, criação com um toque de campanhas de arrecadação de fundos para organizações sem fins lucrativos pré-aprovadas e dois novos efeitos para o Reels, “Superbeat” e “Dynamic/3D Lyric” — talvez pessoas com menos de 30 anos saibam o que essas coisas significam. Via Tubefilter (em inglês).
A Globo não divulga o número absoluto de assinantes nem do faturamento do Globoplay, mas alguns dados financeiros relativos sinalizam uma operação robusta. Segundo o colunista Guilherme Ravache, do Uol, um relatório financeiro divulgado a investidores da Globo informou que o serviço de streaming da casa cresceu sua base de assinantes em 42% no segundo trimestre, bateu recorde de faturamento no período e — aqui é conjectura/matemática do Guilherme — pode se tornar um negócio de R$ 1 bilhão anual já em 2021.
Nem tudo são flores, porém. A ausência do Big Brother Brasil no segundo semestre pode desacelerar as novas assinaturas e aumentar o churning. Além disso, a aquisição dos direitos de produções é cara, mas uma necessidade para fazer frente à concorrência, que, por sua vez, está maior e mais acirrada. Nos últimos meses, dois pesos-pesados chegaram ao Brasil: Star+ (da Disney) e HBO Max. Via Uol Splash.