A Autoridade Holandesa para Consumidores e Mercados (ACM, na sigla em inglês) rejeitou a proposta da Apple para viabilizar meios de pagamento alternativos para aplicativos de namoro disponibilizados na App Store do país. “A Apple fracassou em cumprir os requisitos em vários pontos”, diz o comunicado. A ACM multou a Apple em € 5 milhões e continuará multando a empresa semanalmente até o teto de € 50 milhões — ou ela se adequar à decisão. Via ACM (em inglês).
Notas
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a Speedbird Aero a realizar entregas comerciais com drones no país. A empresa é parceira do iFood e as duas já haviam realizado testes com a tecnologia em Campinas (SP) e entre Aracaju e Barra dos Coqueiros (SE). A autorização prevê entregas de até 2,5 kg num raio de 3 km. Com a autorização, o iFood quer expandir o programa. Via Anac, Folha de S.Paulo.
Avança na União Europeia um projeto de lei que cria regras diversas para plataformas online, o chamado Digital Services Act (DSA) – não confundir com o Digital Markets Act (DMA), lei-irmão do DSA, que foca no aspecto competitivo do mercado de tecnologia. Na quinta-feira (20), o Parlamento Europeu por ampla maioria — 530 votos contra 78 contrários, e 80 abstenções.
Entre outras coisas, a principal mudança que o DSA traz é o banimento da publicidade direcionada com base em dados sensíveis, como religião, inclinação política, orientação sexual e raça/etnia. No caso de menores de idade, o banimento da personalização é total.
Agora o projeto de lei segue para o Conselho da UE, que conta com representantes dos 27 países do bloco. As conversas entre Conselho e Parlamento começam em 31 de janeiro. E a previsão é que, correndo tudo bem, o DSA passe a valer em 2023.
Do outro lado do Atlântico, na terça (18.jan), congressistas democratas dos Estados Unidos apresentaram um projeto de lei que visa banir o que eles chamam de “publicidade de vigilância”, em linha com o que a proibição pleiteada pelos europeus, batizado Banning Surveillance Advertising Act. Via Politico, The Verge (ambos em inglês).
Alphabet (Google), Amazon e Microsoft abriram a carteira em 2021 para comprar outras empresas. Segundo levantamento da Dealogic, as empresas bateram recorde de aquisições no período. Foram 22 compras pela Alphabet, 29 pela Amazon e 55 pela Microsoft. De duas, uma: elas se anteciparam a uma postura mais rígida da FTC (o Cade dos Estados Unidos) contra aquisições ou estão desdenhando do poder da agência. Via CNBC (em inglês).
O Banco Central (BC) comunicou nesta sexta (21) o vazamento de 160,1 mil chaves Pix sob responsabilidade da Acesso Soluções de Pagamento. Os dados vazados são de natureza cadastral, “que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras”, segundo o BC. Os afetados serão avisados exclusivamente pelo aplicativo ou internet banking da instituição de relacionamento. Via Banco Central, O Globo.
Nesta quinta (20), o Twitter liberou suporte a NFTs como imagens de exibição aos assinantes pagantes do Twitter Blue – o produto digital da rede social que dá mais recursos aos assinantes. Por ora, só no iOS. Horas depois, o Financial Times reportou que o Facebook estuda abraçar NFTs também.
Neymar, o jogador de futebol, foi um dos primeiros a adotar um NFT como imagem de exibição no Twitter. Escolheu um dos dois desenhos de macacos, recém-comprados por quase R$ 6 milhões.
Não por coincidência, também na quinta o Financial Times publicou um rumor de que o Facebook/Meta está trabalhando para suportar NFTs nas suas duas redes, Facebook e Instagram. Fontes do jornal disseram que estão nos planos suporte a imagens de exibição, como ocorre no Twitter, e talvez a criação de um marketplace para a compra e venda de NFTs.
Não sabe o que é NFT? Esta imagem resume, este textão explica em profundidade.
Via @TwitterBlue/Twitter, Financial Times (ambos em inglês).
Depois de YouTube, Twitter e Facebook, agora é a vez do Instagram oferecer assinaturas mensais pagas diretamente a criadores. O recurso estreou nesta quarta-feira (19) nos Estados Unidos, ainda em caráter de teste. Caso seja bem sucedido, o Facebook/Meta disse que o recurso será estendido a outros países.
Assinantes de perfis terão direito a lives e stories exclusivos e poderão ostentar um distintivo (badge) identificando-os como tais. O Facebook/Meta se comprometeu em não cobrar qualquer taxa dos criadores que aderirem ao programa até pelo menos 2023. Via Instagram (em inglês)
Até 2012, o Google oferecia uma versão gratuita da G Suite, antigo nome do Google Workspace — os aplicativos da empresa usados com domínio próprio. Mesmo sem serem oferecidas desde então, as antigas contas legadas continuaram gratuitas. Não mais. O Google começou a avisar esses usuários de que a partir de 1º de julho eles terão que pagar para continuarem usando os serviços. No Brasil, o plano básico do Workspace custa R$ 24,30 por mês. Via Google, 9to5Mac (em inglês).
Não está fora de cogitação, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, bloquear o Telegram no Brasil. O aplicativo ignorou pedidos da corte para firmarem uma parceria a fim de evitar o espalhamento de desinformação nas eleições deste ano. Segundo o Valor, Barroso tem conversado com os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, próximos a comandarem o TSE, para decidirem o que fazer com o Telegram. No início do mês, ele disse ao mesmo jornal que o Congresso deveria banir o app no Brasil caso continue sem representação oficial no país. Via Valor.
A partir desta quarta (19), anunciantes do Facebook e do Instagram não poderão mais direcionar anúncios com base em categorias “relacionadas a tópicos que as pessoas possam considerar sensíveis”, como saúde, raça ou etnia, filiação política, religião ou orientação sexual. Campanhas que já estão rodando poderão continuar no ar até 27 de março. O Facebook/Meta também removeu categorias pouco usadas, redundantes ou muito granulares, sem especificar quais. Via Search Engine Land (em inglês), Meta para Negócios.
O YouTube vai reduzir drasticamente o Originals, programa criado em 2016 para produzir séries originais exclusivas da plataforma. Em comunicado publicado no Twitter, o diretor de negócios Robert Kyncl explicou que honrará os contratos vigentes e manterá apenas os originais dos fundos para o YouTube Kids e Black Voices.
Ainda segundo o texto, o YouTube enxerga em outras iniciativas, como os fundos de fomento aos Shorts e às lives de e-commerce, oportunidades melhores para investir com mais impacto.
O Originals desembarcou no Brasil em 2019, com seis séries estreladas por criadores como Whindersson Nunes, Nathalia Arcuri, Porta dos Fundos, Desimpedidos e Manual do Mundo.
Em nota relacionada, Susanne Daniels, que criou e liderava o YouTube Originals até então, deixará a empresa em março. Via @rkyncl/YouTube (em inglês).
Na última sexta (14), a Justiça dos Estados Unidos tirou o sigilo de mais trechos do processo que procuradores norte-americanos, liderados pelo texano Ken Paxton, movem contra o Google por práticas anticompetitivas no mercado de publicidade digital.
Em outubro de 2021, trechos chocantes já haviam sido liberados pela Justiça. Não era tudo. Desta vez, soubemos que durante anos o Google enganou anunciantes e parceiros (ou publishers, sites que veiculam anúncios).
Três programas internos do Google manipulavam as negociações automatizadas. Em um deles, o Google cobrava um valor do anunciante, repassava menos que o de direito ao parceiro e guardava a diferença em um fundo que era usado em outras oportunidades para competir por espaços publicitários com outras empresas.
No mercado de publicidade, o Google participa em todas as etapas do processo de compra e venda de anúncios. A empresa promove os leilões ao mesmo tempo em que representa compradores e vendedores de anúncios nesses leilões. Um óbvio conflito de interesses que, enfim, está sendo questionado judicialmente.
Outra revelação bombástica dos novos trechos divulgados é que o programa Jedi Blue, um conluio entre Google e Facebook, as duas maiores empresas de publicidade dos Estados Unidos, teve o aval dos principais executivos de ambas — Sundar Pichai, CEO do Google; Sheryl Sandberg, COO do Facebook; e Mark Zuckerberg, CEO do Facebook. Via Wall Street Journal, Wired, Politico (todos em inglês).
A Microsoft informou nesta terça (18) que adquiriu a Activision Blizzard, uma das maiores empresas de games do mundo, dona de franquias populares como Call of Duty, Overwatch e Candy Crush, e de diversos estúdios de desenvolvimento de jogos em todo mundo que empregam 10 mil pessoas.
A Microsoft pagará US$ 68,7 bilhões, em dinheiro, um prêmio de ~37% sobre a cotação atual da Activision Blizzard (~US$ 50 bilhões). Na nova estrutura, o contestado CEO da empresa adquirida, Bobby Kotick, sob forte pressão por uma série de denúncias de assédio e abusos entre funcionários, seguirá no cargo.
A aquisição posiciona a Microsoft como a terceira maior empresa do setor de games, atrás apenas da Tencent e da Sony, e ainda precisa ser aprovada por órgãos antitruste. Via Microsoft (em inglês).
Nove perfis ativistas no Twitter, como o Sleeping Giants Brasil (@slpng_giants_pt) e o Tesoureiros do Jair (@tesoureiros), lançaram no domingo (16) a campanha #FakeNewsMata, que pretende angariar assinaturas de usuários insatisfeitos com o Twitter e enviar o abaixo-assinado a executivos da empresa na sede, nos Estados Unidos, e no Brasil.
À BBC Brasil, o Twitter afirmou que, em 2021, removeu 63.876 posts amparado pelas regras contra desinformação da covid-19, cerca de 7 por hora. Segundo estimativas de terceiros (a empresa não libera números oficiais), o Twitter veicula cerca de 20 milhões de posts por hora. Via BBC Brasil.
Uma funcionalidade do WhatsApp ainda em desenvolvimento, com o potencial de expandir o alcance de grupos na plataforma, foi apresentada a seis representantes de setores estratégicos no Brasil em 9 de dezembro e causou apreensão, relata O Globo. São as “comunidades”, flagradas pelo XDA-Developers e WABetaInfo no segundo semestre do ano passado, uma espécie de “grupo de grupos”. Pouco se sabe, por ora, do que as comunidades serão capazes, nem quando (ou se) serão lançadas. Via O Globo, XDA-Developers (em inglês), WABetaInfo (em inglês).