A Apple liberou novas versões dos seus sistemas operacionais que, entre outras correções, traz a que tapa uma falha grave no Safari 15 divulgada em 14 de janeiro. A falha atinge a API IndexedDB e possibilita o vazamento de dados de um site a outros abertos na mesma sessão. Baixe agora o iOS 15.3, iPadOS 15.3, macOS 12.2 (e atualizações especiais para o Big Sur e o Catalina) e watchOS 8.4. Via MacMagazine.

O Google desistiu oficialmente do FLoC, sua controversa alternativa aos cookies de terceiros para o direcionamento de anúncios na web.

Desde o início, o FLoC foi criticado por especialistas em privacidade, temerosos pelo potencial de abuso e discriminação da tecnologia. (Entenda.) Outros navegadores que não o Chrome, buscadores que não o Google e extensões de privacidade e bloqueio de anúncios já haviam sinalizado que bloqueariam o FLoC.

Em um post no blog da empresa, o diretor de produtos Vinay Goel deu rapidamente a notícia antes de apresentar seu substituto, a API Tópicos. Trata-se de um conjunto de cinco interesses do usuário, detectados nas últimas três semanas e restritos ao Chrome, que sites e anunciantes poderão usar para direcionar anúncios.

Vinay diz que os Tópicos são limitados (350 no lançamento) e criados com cuidado, a fim de excluir assuntos sensíveis como religião e raça/etnia, e que o Chrome apresentará uma interface inteligível para o usuário excluir tópicos ou desativar o recurso. Cerca de 5% dos tópicos/assuntos enviados pelo Chrome a anunciantes serão falsos, para aumentar a proteção à privacidade do usuário.

Aqui tem uma explicação técnica da API dos Tópicos.

Em boa medida, os Tópicos parecem ser uma versão menos atabalhoada que o FLoC e limitada ao navegador — que, não sem surpresa, é do próprio Google.

O Chrome será o último dos grandes navegadores a abandonar os cookies de terceiros. O atraso se deve à necessidade do Google, uma empresa de publicidade com forte atuação na web, preparar um substituto à altura em termos de precisão e geração de receita.

Dica: o Firefox já abandonou os cookies de terceiros e vem de fábrica com várias boas configurações pró-privacidade. Via Google, Axios (em inglês).

O WordPress 5.9 “Josephine” chegou. É a primeira versão do sistema que abraça a edição completa do site: com a ajuda dos blocos, agora é possível editar o visual de todas as partes do site, de maneira interativa (“no code”), o que aproxima o WordPress de soluções como o Squarespace. A versão 5.9 traz um novo tema, o Twenty Twenty-Two, o primeiro pensado para a metáfora de blocos. “É mais que apenas um novo tema padrão”, diz o comunicado, “é uma maneira totalmente nova de trabalhar com temas do WordPress”. Via WordPress (em inglês).

Um grupo bipartidário de procuradores-gerais estaduais norte-americanos informou na segunda-feira (24) ter ajuizado processos contra o Google em seus respectivos estados.

O motivo, desta vez, é o emprego de táticas enganosas (“dark patterns”) pela empresa para coletar dados de localização dos usuários. Mesmo quando esses usuários desativavam o compartilhamento de tais dados com o Google, a empresa continuava a capturá-los usando recursos/opções paralelas a fim de usá-los para direcionar anúncios.

Pelo Twitter, Karl A. Racine, procurador de Washington DC, disse que “desde 2014, o Google tem vigiado sistematicamente seus usuários não importa quais configurações eles façam”.

Procuradores norte-americanos têm ido com tudo atrás do Google. Um processo no Texas alega práticas comerciais abusivas em serviços como Google Ads. O Google foi pra defensiva, criticando as alegações do processo como “mais calor do que luz, nós não acreditamos que elas cumpram o padrão legal para levar esse caso a julgamento”. Via Bloomberg (em inglês), O Globo.

Existe R$ 8 bilhões em contas de pessoas físicas e de empresas esquecidos em contas correntes e poupanças nos bancos brasileiros. O Banco Central criou uma ferramenta online para que você verifique se tem saldo a receber e, se sim, o receba via Pix. Para fazer a consulta, é preciso ter um cadastro no gov.br ou no Registrato do BC. Neste momento (8h50), o site inteiro do BC está lento ou inacessível. Via Folha de S.Paulo.

A Autoridade Holandesa para Consumidores e Mercados (ACM, na sigla em inglês) rejeitou a proposta da Apple para viabilizar meios de pagamento alternativos para aplicativos de namoro disponibilizados na App Store do país. “A Apple fracassou em cumprir os requisitos em vários pontos”, diz o comunicado. A ACM multou a Apple em € 5 milhões e continuará multando a empresa semanalmente até o teto de € 50 milhões — ou ela se adequar à decisão. Via ACM (em inglês).

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a Speedbird Aero a realizar entregas comerciais com drones no país. A empresa é parceira do iFood e as duas já haviam realizado testes com a tecnologia em Campinas (SP) e entre Aracaju e Barra dos Coqueiros (SE). A autorização prevê entregas de até 2,5 kg num raio de 3 km. Com a autorização, o iFood quer expandir o programa. Via Anac, Folha de S.Paulo.

Avança na União Europeia um projeto de lei que cria regras diversas para plataformas online, o chamado Digital Services Act (DSA) – não confundir com o Digital Markets Act (DMA), lei-irmão do DSA, que foca no aspecto competitivo do mercado de tecnologia. Na quinta-feira (20), o Parlamento Europeu por ampla maioria — 530 votos contra 78 contrários, e 80 abstenções.

Entre outras coisas, a principal mudança que o DSA traz é o banimento da publicidade direcionada com base em dados sensíveis, como religião, inclinação política, orientação sexual e raça/etnia. No caso de menores de idade, o banimento da personalização é total.

Agora o projeto de lei segue para o Conselho da UE, que conta com representantes dos 27 países do bloco. As conversas entre Conselho e Parlamento começam em 31 de janeiro. E a previsão é que, correndo tudo bem, o DSA passe a valer em 2023.

Do outro lado do Atlântico, na terça (18.jan), congressistas democratas dos Estados Unidos apresentaram um projeto de lei que visa banir o que eles chamam de “publicidade de vigilância”, em linha com o que a proibição pleiteada pelos europeus, batizado Banning Surveillance Advertising Act. Via Politico, The Verge (ambos em inglês).

Alphabet (Google), Amazon e Microsoft abriram a carteira em 2021 para comprar outras empresas. Segundo levantamento da Dealogic, as empresas bateram recorde de aquisições no período. Foram 22 compras pela Alphabet, 29 pela Amazon e 55 pela Microsoft. De duas, uma: elas se anteciparam a uma postura mais rígida da FTC (o Cade dos Estados Unidos) contra aquisições ou estão desdenhando do poder da agência. Via CNBC (em inglês).

O Banco Central (BC) comunicou nesta sexta (21) o vazamento de 160,1 mil chaves Pix sob responsabilidade da Acesso Soluções de Pagamento. Os dados vazados são de natureza cadastral, “que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras”, segundo o BC. Os afetados serão avisados exclusivamente pelo aplicativo ou internet banking da instituição de relacionamento. Via Banco Central, O Globo.

 

Nesta quinta (20), o Twitter liberou suporte a NFTs como imagens de exibição aos assinantes pagantes do Twitter Blue – o produto digital da rede social que dá mais recursos aos assinantes. Por ora, só no iOS. Horas depois, o Financial Times reportou que o Facebook estuda abraçar NFTs também.

Neymar, o jogador de futebol, foi um dos primeiros a adotar um NFT como imagem de exibição no Twitter. Escolheu um dos dois desenhos de macacos, recém-comprados por quase R$ 6 milhões.

Não por coincidência, também na quinta o Financial Times publicou um rumor de que o Facebook/Meta está trabalhando para suportar NFTs nas suas duas redes, Facebook e Instagram. Fontes do jornal disseram que estão nos planos suporte a imagens de exibição, como ocorre no Twitter, e talvez a criação de um marketplace para a compra e venda de NFTs.

Não sabe o que é NFT? Esta imagem resume, este textão explica em profundidade.

Via @TwitterBlue/Twitter, Financial Times (ambos em inglês).

Depois de YouTube, Twitter e Facebook, agora é a vez do Instagram oferecer assinaturas mensais pagas diretamente a criadores. O recurso estreou nesta quarta-feira (19) nos Estados Unidos, ainda em caráter de teste. Caso seja bem sucedido, o Facebook/Meta disse que o recurso será estendido a outros países.

Assinantes de perfis terão direito a lives e stories exclusivos e poderão ostentar um distintivo (badge) identificando-os como tais. O Facebook/Meta se comprometeu em não cobrar qualquer taxa dos criadores que aderirem ao programa até pelo menos 2023. Via Instagram (em inglês)

Até 2012, o Google oferecia uma versão gratuita da G Suite, antigo nome do Google Workspace — os aplicativos da empresa usados com domínio próprio. Mesmo sem serem oferecidas desde então, as antigas contas legadas continuaram gratuitas. Não mais. O Google começou a avisar esses usuários de que a partir de 1º de julho eles terão que pagar para continuarem usando os serviços. No Brasil, o plano básico do Workspace custa R$ 24,30 por mês. Via Google, 9to5Mac (em inglês).

Não está fora de cogitação, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, bloquear o Telegram no Brasil. O aplicativo ignorou pedidos da corte para firmarem uma parceria a fim de evitar o espalhamento de desinformação nas eleições deste ano. Segundo o Valor, Barroso tem conversado com os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, próximos a comandarem o TSE, para decidirem o que fazer com o Telegram. No início do mês, ele disse ao mesmo jornal que o Congresso deveria banir o app no Brasil caso continue sem representação oficial no país. Via Valor.

A partir desta quarta (19), anunciantes do Facebook e do Instagram não poderão mais direcionar anúncios com base em categorias “relacionadas a tópicos que as pessoas possam considerar sensíveis”, como saúde, raça ou etnia, filiação política, religião ou orientação sexual. Campanhas que já estão rodando poderão continuar no ar até 27 de março. O Facebook/Meta também removeu categorias pouco usadas, redundantes ou muito granulares, sem especificar quais. Via Search Engine Land (em inglês), Meta para Negócios.