Entenda o Shellshock, a falha no Bash tão grave quanto o Heartbleed

Stephane Chazelas, um entusiasta de software livre, descobriu uma falha de 22 anos (!) no Bash, interpretador de comandos bastante popular em sistemas *nix, como Linux e o OS X, da Apple.

A falha permite que alguém tome o execute comandos remotamente em máquinas afetadas. Dada a amplitude com que o Bash é usado, de servidores a sistemas embarcados (câmeras fotográficas, roteadores, terminais comerciais), o potencial de danos é tão grande, ou até maior, que o do Heartbleed, outra falha encontrada no OpenSSL no começo do ano.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA atribuiu ao Shellshock nota 10, a máxima na escala, em termos de gravidade, impacto e exploração, e para piorar o mesmo órgão disse que a falha é de baixa complexidade, o que significa que pode ser facilmente usada. (mais…)

Yahoo anuncia encerramento do Yahoo

Primeiro layout do Yahoo.
Yahoo em 1994. Imagem via NBC.

Quando a web comercial surgiu as pessoas tinham dificuldade em encontrar sites. Até existia buscador, mas seus algoritmos eram simples e altamente sujeitos a fraudes, logo não entregavam resultados nem mesmo próximos dos de buscadores modernos. As melhores formas de descobrir sites eram ou por indicação de alguém, via e-mail ou boca a boca, ou através de links em outras páginas.

O Yahoo surgiu com outro nome, “Jerry and David’s guide to the World Wide Web”, em janeiro de 1994. Criador por Jerry Yang e David Filo, no princípio ele era um diretório, um site recheado de links que encontrados, revisados e categorizados por humanos. O buscador Yahoo só surgiu no início da década de 2000, e nem era próprio — ele usava os resultados do Google. Apenas em 2004 o Yahoo colocou no ar uma versão com índice e tecnologia próprios.

É por isso que o anúncio do fim do Diretório do Yahoo, marcado para 31 de dezembro de 2014, abre margem para a piadinha do título. É como se o Google acabasse com seu buscador, a Microsoft, com o Windows ou a Nokia com as fábricas de celulose. Hey, a Nokia não produz mais celulose! Ou seja, é um passo natural, mas não deixa de ser histórico.

A única parte chata disso (alguém ainda usa diretórios?) é que parte da memória da web se vai junto com esses serviços pioneiros. O comunicado do Yahoo não diz se o Diretório permanecerá online, como o Orkut, ou se terá o mesmo fim do Geocities, o primeiro lar online de muita gente e que o mesmo Yahoo descontinuou e apagou da web em 2009.

Correção do bug no botão Home do iPhone que abre a multitarefa

Atualização (20/10/2014): Esqueça o procedimento abaixo — ele é paliativo e embora amenize, não resolve o problema por completo. A solução definitiva, pelo menos para mim, foi atualizar o iPhone para o iOS 8.1.


Multitarefa do iOS 8 no iPhone.
Não aguentava mais essa tela.

Desde que atualizei meu iPhone 5 para o iOS 8 o botão Home passou a se comportar de forma estranha. Ao pressioná-lo uma vez ele frequentemente abria a tela da multitarefa em vez voltar à inicial. É um negócio bem chato, se quer saber.

Inicialmente pensei tratar-se de algum bug da nova versão do sistema. Problema de hardware eu descartei de cara — seria uma coincidência muito infeliz ele se manifestar exatamente após concluída a atualização. Minha esperança era alguma subsequente solucionasse essa chateação. Veio a 8.0.2, atualizei e… nada.

Ocorre que, pesquisando os sintomas no Google, descobri que o botão estava apenas descalibrado. A correção, encontrada num desses sites feitos especialmente para eventos pontuais, o “iOS 8 Release Date”, é a seguinte:

  • Abra algum app padrão da Apple, como o Tempo ou Relógio.
  • Aperte e segure o botão Power até o slider para desligar aparecer na tela.
  • Aperte e segure o botão Home até a tela anterior sumir.

Pronto, problema resolvido.

Apple sobre o iPhone 6 Plus que entorta: nove clientes afetados

Da Apple ao Pocket-lint:

Em uso normal um entortamento no iPhone é extremamente raro e em seis dias à venda, nove clientes entraram em contato com a Apple com um iPhone 6 Plus torto.

A empresa aproveitou o contato para dizer que o iPhone 6 Plus é feito de alumínio anodizado temperado para maior resistência e que internamente ainda conta com aço inoxidável e titânio para reforçar áreas mais sujeitas à pressão. Disse, também, que usa “o vidro mais forte” da indústria dos smartphones e que submete os dois novos iPhones a rigorosos testes de qualidade.

Produtos defeituosos são uma normais

Todo produto fabricado em larga escala está sujeito a defeitos de fábrica. Todo produto. É chato? Para os nove compradores do iPhone 6 Plus que tiveram seus smartphones entortados, certamente. Mas não é motivo para pânico, nem para o alarde que vêm fazendo.

O iPhone 6 Plus poderia ser mais grosso? Sim, e com benefícios. Seria menos propenso a esse tipo de problema, teria uma bateria maior e ainda evitaria o calombo da câmera. Só que sendo ele assim, com 7,1 mm de espessura, é de se dar pelo menos algum crédito aos engenheiros da Apple. Eles meio que sabem o que fazem. A Apple não poria um iPhone (e sua reputação) em risco de forma tão ingênua, nem arriscaria perder o bom histórico de baixos índices de problemas de fábrica do seu principal produto.

Em 2010, uma pesquisa da SquareTrade Research constatou que a taxa de mal funcionamento no então novo iPhone 4S era a menor do mercado, de apenas 2,1% no primeiro ano. Se considerarmos os 10 milhões de iPhone 6 e iPhone 6 Plus vendidos no primeiro fim de semana desde o lançamento, a porcentagem de aparelhos entortados é de… 0,00009%. Acho que esse valor está dentro da normalidade.

Contestação da Consumer Reports

A mesma matéria do Pocket-link cita algumas incongruências no vídeo que, se não deu início, amplificou o #bendgate — este, do Unbox Therapy. A hora na tela de bloqueio do iPhone 6 Plus entortado muda constantemente, o que pode sugerir manipulação.

A Consumer Reports, publicação norte americana com boa reputação, submeteu os novos iPhones e outros smartphones populares lá (HTC One M8, iPhone 5s, Galaxy Note 3 e LG G3) a uma máquina de pressão industrial chamada Instron, método mais científico do que tentar dobrar um gadget com as próprias mãos. Resultado? É preciso aplicar muita força para dobrar um iPhone 6 Plus, mais do que para dobrar um iPhone 6 ou um One M8, da HTC. Veja:

Sketchbook Pro, Threes e outros 22 apps grátis para Android

A Amazon disponibilizou, de graça, 24 apps que somados e em condições normais custam R$ 330. Não é notícia repetida; dessa vez, aliás, as ofertas são melhores.

Você pode ver todos os apps e jogos aqui. As minhas indicações são essas:

  • Threes: sabe o 2048? Então, este é o original. Arte, áudio e desafio muito superiores, um trabalho fino e de extremo bom gosto.
  • Sketchbook Pro: meu app preferido para desenhar em smartphones e tablets. Tem uma infinidade de pincéis, suporta camadas e o traço fica bem suave.
  • Swype: normalmente ele custa baratinho, mas já que está de graça…
  • Another World: não joguei a versão para Android, mas o original para PC, da década de 1990, é clássico. Você talvez se lembre dele como Out of This World; é o mesmo jogo.
  • Genius Scan+: transforma a câmera do smartphone em um scanner, com redimensionamento e adaptação do material salvo, e integração com serviços de armazenamento na nuvem. Normalmente custa ~R$ 15.
  • OfficeSuite Professional 7: editor de textos, planilhas eletrônicas e apresentações de slides. Algumas fabricantes trazem pré-instalada uma variante apenas para visualização dele em seus dispositivos.
  • Riptide GP2: esse eu nunca joguei, mas sempre tive curiosidade. Se for parecido com o saudoso Wave Race 64, vale o esforço.

A promoção é válida até sábado. Para instalar apps da Amazon Appstore, é preciso liberar a instalação de apps fora da Play Store no seu dispositivo Android. Aprenda como nesta página.

Ello: ausência de anúncios e foco nas pessoas para ser alternativa ao Facebook

Mascote do Ello.“Simples, bonita e livre de anúncios”. É assim que o Ello se apresenta. Trata-se de uma rede social para pessoas. Não há anunciantes, métricas sendo repassadas a eles e a promessa, incorporada a um manifesto sucinto, quase agressivo, é de permanecer assim. “Acreditamos que uma rede social possa ser uma ferramenta para empoderar. Não uma para enganar, coagir e manipular — um lugar para conectar, criar e celebrar a vida.” E termina com “você não é um produto”.

Lançado em julho, o Ello teve uma explosão de cadastros de pessoas da comunidade LGBT iradas com a política de nomes reais do Facebook. Embora não se declare como tal, o estigma de “anti-Facebook” se intensificou com esse episódio e parece estar ajudando o site a ganhar tração. Em paralelo, a simplicidade, que é gritante na identidade visual do serviço, também se destaca. (mais…)

Este é o Wireless Display Adapter da Microsoft, o novo concorrente do Chromecast

O concorrente do Chromecast da Microsoft.
Foto: Microsoft.

Todo mundo achando que o (respire fundo) Microsoft Screen-Sharing for Lumia Phones HD-10 era o concorrente do Chromecast, e ontem a Microsoft aparece com outra coisa, o Microsoft Wireless Display Adapter. Quem escolhe esses nomes?

O novo produto é, à primeira vista, parecido com o Chromecast, mas alcança o mesmo fim por um caminho diferente. O Wireless Display Adapter usa o protocolo Miracast em vez de um fechado, como o Cast do Google. E, por isso, ele independe de conexão à Internet para funcionar. O que o dongle da Microsoft faz é compartilhar a tela, qualquer tela, de dispositivos rodando Windows, Windows Phone ou Android 4.2.1+ — nada de iOS, já que a Apple não suporta o Miracast. (mais…)

Timelapse e outras novidades da câmera no iOS 8

O iOS 8 traz uma série de melhorias ao app da câmera. São recursos que vão do básico ao avançado e que diminuem a necessidade de buscar apps alternativos para tirar fotos e gravar vídeos com um iPhone.

Diferentemente do slow motion, o timelapse funciona com versões antigas do smartphone. Veja cerca de uma hora do meu trabalho condensada em 30 segundos:

Outras duas novidades merecem menção, essas coisas que já deveriam existir há séculos. Primeiro, o temporizador. Agora dá para programar a câmera para fazer uma foto passados três ou dez segundos. A outra não é tão básica, mas igualmente bem-vinda: controle independente de exposição. Ao focar um ponto no viewfinder para travar o foco, basta arrastar o dedo para cima ou para baixo para aumentar ou diminuir a exposição da imagem, ou seja, ela não fica mais atrelada ao ponto focalizado.

Controle de exposição independente.

No The Next Web, Jackie Dove compilou todas as novidades dos apps Câmera e Fotos do iOS 8.

O processo de migração para um novo smartphone

O Mobilon do Tecnoblog está com um novo Moto X e ontem, pelo Twitter, narrou sua epopeia para configurar e transferir dados do antigo smartphone para o novo:


Fiquei interessado no processo porque ele difere muito do meu. Quando uso um Android, meu ou para testes, faço o seguinte: (mais…)

Cuddlr, o Tinder para trocar um chamego com estranhos — sem sacanagem

https://vimeo.com/104043430

Não é do meu feitio fazer julgamentos ao comportamento alheio, mas o Cuddlr, que até onde pesquisei não é uma brincadeira, merece uma análise sócio-antropológica mais aprofundada.

Trata-se de um app para receber um… “chamego” de estranhos. Ao abri-lo, surge um menu à la carte de outros usuários nas redondezas. O escolhido recebe uma notificação e, se for com a sua cara, aceita o pedido de carinho. Então vocês se encontram em algum lugar, como num parque tal qual o vídeo sugere (afinal, por que não conhecer um estranho creepy num parque?), e vocês fazem o que tem que ser feito, ali ou num local mais íntimo, podendo rolar até uma soneca de conchinha. Depois, cada um diz se a interação foi legal ou não, e isso fica registrado no perfil para que outros usuários vejam como você é um bom ombro amigo, tem um abraço gostoso.

É como um Tinder segmentado. Segundo o fundador do Cuddlr, Charlie Williams, não é sobre sexo e o Cuddlr é legal mesmo para quem já está num relacionamento estável. À Salon, ele disse:

Um carinho de mora mais que um abraço, mas é mais curto que um encontro, então você não precisa ficar sentado tomando alguma coisa se você decide que alguém não é para você: é possível terminar um carinho educadamente a qualquer momento. Pessoas desinsteressadas em encontros, seja por já estarem em uma relação ou por não quererem uma, gostarão da experimentar uma conexão com alguém sem a pressão de se arrumarem, encontrar alguma coisa para fazer, trocarem números ou mesmo se verem outra vez.

A entrevista toda vale a pena. Quando perguntado sobre como surgiu essa ideia, e essa certamente seria a primeira pergunta que eu faria, ele disse:

A ideia do app veio do nosso designer, Jeff Kulak. No começo falamos dela como uma piada…

Charlie, não leve a mal, mas vocês deveriam ter parado aí.

…, o nome sendo uma brincadeira com a tropa de apps com “-r” no final.

Boa, Charlie, estou rindo muito.

Mas então nós dois rapidamente concluímos que há uma necessidade disso, que usaríamos de verdade esse app se ele existisse, e que  era tecnicamente viável para nós torná-lo realidade.

Eu concordo que falta um pouco de calor humano nas relações mediadas por telas, mas o Cuddlr me parece o remédio errado para essa mazela. A dinâmica é muito similar à das relações online, e como diferencial apenas coloca um pedacinho de contato corporal na fórmula. É um paliativo que talvez reconforte, mas soa como apenas isso, um paliativo. E um bem estranho.

O Cuddlr é gratuito e está disponível apenas para iPhone.

Com a compra da Aviary, Adobe expande sua presença online

A Adobe acabou de comprar mais uma empresa, a Aviary. Essa produz um kit de desenvolvimento que fornece capacidades de edição de imagens para outros apps. O Twitter, por exemplo, recorre à tecnologia para dar a seus usuários filtros e ferramentas básicas.

A quantia paga pela Adobe não foi revelada, mas uma coisa a empresa, conhecida pelo PDF e pelo Photoshop, não pode esconder: a transição para um mercado centrado na nuvem tem sido bem sucedida.

Em 2011 os principais aplicativos de produção da Adobe tiveram sua distribuição repensada. Em paralelo às versões anuais vendidas a peso de ouro, Photoshop, Illustrator, Premier e outros passaram a ser comercializados também em um sistema de assinatura, com preços mais acessíveis. Desde maio de 2013, esse passou a ser o modelo exclusivo para as novas versões desses apps. No Brasil, o pacote para fotógrafos, que inclui Photoshop e Lightroom para desktop, dispositivos móveis e na nuvem, custa R$ 22 por mês. A Creative Cloud completa, com apps e extensões a perder de vista? R$ 65 R$ 1091 por mês.

Ao mesmo tempo em que mudava seu ganha-pão, a Adobe reforçou a presença online comprando startups. A lista de aquisições nos últimos anos é vasta e inclui o Typekit, um serviço de distribuição de fontes para a web; Behance, portfólio para artistas digitais; soluções para gerenciamento de campanhas, como Demdex e Neolane; e, por último, o Aviary. Ela também lançou soluções próprias, como o Revel, para armazenar fotos na nuvem e permitir o acesso a elas via dispositivos móveis.

Apesar de ter desapontado levemente os acionistas no último trimestre, a base de usuários da Creative Cloud continua subindo. Já são 2,81 milhões de clientes pagando mensalmente para ter acesso à tecnologia mais recente da empresa. Para uma empresa tão antiga, dona de um dos softwares que ainda hoje uma multidão usa diariamente, é um feito e tanto.

  1. O valor de R$ 65/mês é válido apenas para clientes que tenham a Creative Suite 3 ou posterior.

Ganhe 15 GB de espaço para fotos e vídeos no OneDrive

Por ocasião do lançamentos dos novos iPhones, a Microsoft lançou uma promoção maluca que oferece 15 GB extras no OneDrive para salvar fotos e vídeos no serviço.

Para dobrar o espaço da sua conta no OneDrive, basta instalar o app e ativar o upload automático da câmera. E vale para todos, não só proprietários do iPhone 6 ou iPhone 6 Plus. Quem tem um mais velhinho ou usa Windows, Windows Phone ou Android também se beneficia, da mesma forma e nos mesmos termos, ou seja, baixando o app e ativando o upload automático da câmera.

A única pegadinha é que esses 15 GB têm destinação específica, só servem para salvar fotos e vídeos. Não é muito difícil encher smartphones de 8 ou até 16 GB de espaço com esse tipo de conteúdo, então a ajuda é bem-vinda. Não deixa de ser uma pena, se você não é do tipo que tira 50 selfies por dia, que os 15 GB extras não possam ser usados para salvar outras coisas.

Atualização (23/9, 8h55): Desfazendo a confusão: os 15 GB podem ser usados para qualquer tipo de arquivo, não apenas fotos. E a Microsoft precisa seriamente de alguém que redija anúncios menos ambíguos.

Ah sim: a promoção vale até o fim do mês.

Primeiras impressões do Zenfone 5

Não é de hoje que a Asus produz e comercializa smartphones. Bom, pelo menos do outro lado do mundo. Aqui, no Brasil especificamente, a fabricante taiwanesa se prepara para entrar nesse disputado segmento com três aparelhos da linha Zenfone. O intermediário, Zenfone 5, chegou para eu testar e enquanto brinco e analiso suas virtudes e defeitos, segue um rápido hands-on misturado com primeiras impressões.

Acabamento bonito do Zenfone 5.

Gostei: do visual. É um smartphone bem bonito e isso ajuda a disfarçar um pouco a espessura — no ponto mais grosso, chega a 10,3 mm. Minha unidade tem a tampa branca e a frente escura, com um efeito metalizado em radial na base. Parece uma mistureba descrevendo assim, mas o resultado é de bom gosto. A empunhadura, mesmo sendo um smartphone de 5 polegadas, parece ok; para ter certeza, só usando por mais tempo mesmo. (mais…)

Google Play Música estreia no Brasil restrito a gadgets da Samsung

Demorou, mas enfim o Brasil foi contemplado com o Google Play Música, serviço de streaming musical do Google que compete com Spotify, Rdio, Xbox Music, Deezer e outros. Como se vê, é um mercado populoso, logo um em que não é fácil se destacar ou obter lucro.

A estreia do Google Play Música no Brasil teve uma forcinha da Samsung. Para aumentar a diferenciação dos seus gadgets, os sul coreanos apostam em cortesias de software — e fazem bem; é uma das coisas mais legais mesmo dos seus topos de linha como o Galaxy S5. O streaming musical do Google é, a princípio, um reforço nesse diferenciador de mercado.

Nessa primeira fase, apenas donos do Galaxy S5 (incluindo as variantes Mini e Duos), Galaxy Tab S, Galaxy S4 e o futuro Galaxy Note 4 têm acesso ao Google Play Música. A oferta vale por seis meses e pode ser ativada entre hoje e 31 de janeiro de 2015.

A segunda fase, que começa no dia 1º de novembro, estende o benefício aos demais usuários Samsung. Vale para smartphones, tablets e a nova linha de equipamentos musicais Level, e dá direito a três meses de acesso gratuito ao Google Play Música.

E os demais? Ady Harley, diretor de parcerias musicais da Google Play, disse à Exame que “ainda não temos uma data, nem o preço da assinatura, mas ele deve chegar a todos os usuários até o final do ano”.

Além da exclusividade limitada, outro efeito da parceria entre Google e Samsung é que o serviço de streaming dessa, o Milk, não deve aparecer no Brasil.

O Google Play Música oferece acesso a 25 milhões de músicas por streaming, permite o envio de arquivos MP3 do próprio usuário à nuvem e ainda tem um catálogo de venda de arquivos individuais, nos moldes da iTunes Store. Ah, e também funciona (muito bem, diga-se) com o Chromecast, um ponto em que o Rdio, mesmo com a recente reformulação, ainda deixa a desejar.

[Review] Gear Fit, o elo perdido entre smartwatches e pulseiras fitness

Enquanto Google, Apple, Motorola e outras gigantes tentam resolver o quebra-cabeças que é colocar um relógio inteligente que seja útil, bonito e durável , a Samsung, que também integra esse time, paralelamente tem uma aposta low profile: uma pulseira para monitorar exercícios físicos com tela, que exibe as horas e tem algumas funções extras.

O Gear Fit é o elo perdido entre smartwatches e pulseiras fitness como a SmartBand, da Sony. Será que ele é a melhor personificação desse ressurgimento dos relógios? Descobriremos agora. (mais…)