Semana passada a história de uma mulher que implantou o terceiro seio, com fotos e uma justificativa de fundo minimamente convincente, viralizou. Outra, de um estudante paranaense que morreu após estudar 12 horas seguidas, também foi compartilhada à exaustão. No fim, descobriu-se que ambas eram mentira.
A tentação de compartilhar algo inusitado, engraçado, revoltante ou que de qualquer forma mexe conosco faz com que compartilhemos coisas sem verificar sua autenticidade. Essa responsabilidade é maior para quem se propõe a informar (jornais, portais, blogs), mas em menor grau todos, mesmo aquele perfil com dois seguidores no Twitter é importante. É o bolo de referências que cria um viral, afinal. (mais…)
Em mais de uma oportunidade manifestei, aqui e em outros meios, meu desapego pelos smartphones. Eu abraço o risco (no sentido de arriscar, não o risco na tela). Não uso capinha, case, nada disso para proteger meu aparelho. Gosto dele ao natural, com o tamanho, peso e equilíbrio concebidos pela fabricante ainda que, desnudo, ele fique mais suscetível a acidentes.
As marcas de um gadget carregam um certo charme, são histórias contadas sem palavras. Isso vale não só para objetos inanimados; para a gente, também. O iPhone 5, meu atual smartphone, é especialmente sensível. Digo, ele é duro na queda (no meu caso, nas quedas), mas aquela borda chanfrada só de olhar fica detonada. E alguns tropeços depois, ela está assim: (mais…)
Cidadãos de Hong Kong estão protestando nas ruas, há dias, contra a negativa do governo chinês em liberar candidaturas para as eleições locais, no que já é conhecida como “revolta do guarda-chuva”. Em meio ao caos, com gás de pimenta voando e choques constantes com as autoridades, é comum ver smartphones nas mãos dos manifestantes. São muitos, muitos mesmo, mas não é para tirar selfies ou arremessar na polícia. É para se organizarem.
Agora, automaticamente, identificaremos se o usuário tem uma conexão sem fio lenta e, quando for o caso, entregaremos a versão leve da página de resultados. Com menos bytes, você recebe a sua resposta de forma mais rápida — e mais barata!
Pela imagem comparativa (acima), o que o Google faz é remover os resultados dinâmicos que exibem fotos, mapas e outros elementos gráficos e, portanto, mais pesados. Repare que até o logo do Google e o botão de pesquisa são convertidos para texto. Isso lembra bastante o Facebook Zero, versão gratuita e sem imagens da rede social para acesso via smartphones.
A novidade é exclusiva do Brasil por ora. O Google não detalha quais critérios leva em conta para determinar uma conexão lenta (só velocidade? Qual? Latência também? Tecnologia da conexão? 3G? EDGE?), mas é um bom paliativo para agilizar pesquisas quando o sinal da operadora está fraco ou, pior, a franquia do pré-pago estourou. O ideal, claro, seria termos conexões capazes de lidar com a página tradicional — que nem é tão pesada assim…
Nunca cogitei criar um app do Manual do Usuário ou de qualquer outro blog. A web, acessada pelo navegador móvel, é suficiente para tudo. Ou quase tudo. Apenas um recurso a que apps têm acesso eu sinto falta: notificação.
O fluxo de posts daqui é tranquilo. Quando muito, publico três, quatro num dia. Alguns blogs, menos ainda. Seria legal poder avisar ao leitor mais interessado quando um post vai ao ar, na mesma hora, direto na parte mais privilegiada de um dispositivo móvel.
E… bem, o Yo, por mais risível que fosse a sua proposta inicial, supre essa lacuna — e o melhor, sem que eu precise me preocupar em desenvolver um app e atuar na sua manutenção. Ele parecia uma piada, mas alguns viram ali potencial. Em atualização posterior, o Yo ganhou a capacidade de carregar links junto ao característico “yo!” Aproveitei-me disso para subir o desejado sistema de notificação de posts em tempo real.
Se você quiser receber os posts do Manual do Usuário na hora em que são publicados, basta mandar um Yo para “manualdousuario” (sem aspas). Funciona e, hoje, 38 leitores já estão cadastrados nesse sistema. (mais…)
Domingo (5/10) é dia de votar. Escolheremos deputados estadual e federal, senador, governador e o presidente do Brasil.
A apuração dos votos é rápida, graças ao sistema eletrônico usado pelo TSE. E, como efeito colateral, o acompanhamento em tempo real das parciais é mais fácil e acessível.
Em 2014 o Tribunal oferece, além do site, apps para acompanhar a contagem dos votos em smartphones Android e no iPhone. Eles são gratuitos e podem ser baixados nos links abaixo:
Não existe app oficial para Windows Phone, mesmo sendo a segunda plataforma mais popular do Brasil. Alguns apps extra-oficiais suprem essa lacuna; um deles, o Eleições 2014, desenvolvido da noite para o dia (literalmente) pelo leitor Anderson Pimentel. Ele simplesmente consulta a página de resultados do TSE e devolve as informações na interface do app.
Devido aos diferentes fuso-horários do Brasil, a apuração para presidente começará às 19h. Para os demais cargos, a contagem terá início imediatamente após o fechamento das urnas, às 17h.
A Microsoft convidou a imprensa em São Paulo para anunciar seus novos smartphones da linha Lumia, todos anunciados na IFA, em Berlim, no início de setembro. Os modelos 730 e 830 chegam semana que vem; o Lumia 735, versão 4G single SIM do 730, no final do mês.
Os preços, segundo a Microsoft:
O Lumia 830 e o Lumia 730 Dual SIM, nas cores preta e branca, estarão disponíveis na próxima semana nas lojas físicas e online da Nokia e principais varejistas por R$ 1.199 e R$ 699, respectivamente. Em breve, o Lumia 730 Dual SIM na cor laranja, também será comercializado. Já o Lumia 735 será vendido inicialmente na cor preta e suas vendas começam até o fim do mês, com o preço sugerido de R$ 899. As capinhas para Lumia 730 e Lumia 735 (compatível com carregamento sem fio) nas cores verde, laranja e preta e a capa com flip para Lumia 830 nas mesmas cores também serão vendidas no país.
Depois de escorregar no preço do Lumia 630, a Microsoft acertou no do 730, o “selfie phone”. E vem em laranja, seguindo os passos do topo de linha Lumia 930.
Com hardware e software virtualmente idênticos, as fabricantes de smartphones Android sempre buscaram, desde o início, por diferenciais para se destacarem da multidão. Dessa busca resultaram as skins e personalizações do sistema e apetrechos de hardware, tudo isso no mínimo questionável.
É bem difícil fazer um smartphone topo de linha ruim em 2014. Se ser bom é o básico, como então chamar a atenção sem cair nos pecados citados acima? Uma saída é apelar para marketing. Outra, adotada pela LG no G3, terceira versão do seu topo de linha, é empurrar para mais longe os limites da tecnologia e, ao mesmo tempo, torná-la mais simples. O G3 ganhou um banho de loja e tem a tela com maior resolução do mercado. É o suficiente para levá-lo ao trono dos smartphones Android? (mais…)
Sem empresas estrangeiras e com três das que já atuam no Brasil fora da disputa (Nextel, Sercomtel e Oi, essa endividada), a arrecadação com o leilão da faixa de 700 MHz do 4G no Brasil ficou abaixo do esperado pela Anatel.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) conseguiu vender apenas quatro dos seis lotes oferecidos para expansão da internet 4G no país. Com isso, a arrecadação do governo é de R$ 4,9 bilhões, 36,3% a menos do que o esperado.
Inicialmente, o governo estimava que todos os seis grandes lotes oferecidos seriam arrematados pelo lance mínimo. Assim, a arrecadação alcançaria R$ 7,7 bilhões.
Claro, TIM e Vivo arremataram os três lotes nacionais (1, 2 e 3) com um ágio de apenas 1%. A Algar ficou com um lote regional (5), que abrange 87 municípios do interior de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, pagando apenas R$ 7 mil a mais que o piso estipulado pela Anatel.
As quatro empresas ainda terão que investir na “limpeza” da faixa dos 700 MHz, atualmente em uso por emissoras de TV analógicas. Elas ficaram também com a responsabilidade sobre os dois lotes regionais (4 e 6) que não foram arrematados, mas o valor dessa limpeza será abatido do total a ser pago pelos lotes que cada uma levou.
Ainda há um longo caminho até a exploração, de fato, do 4G em 700 MHz. De acordo com o UOL, “o desligamento [da TV analógica] começa em 2016 e termina em 2018. Portanto, apenas em 2019 deve começar a ter a exploração comercial do 4G na faixa de 700 MHz.”
O Pebble foi o pioneiro entre os relógios inteligentes modernos. Para segurar a concorrência, que aumentou um tanto nos últimos meses, foram anunciadas novidades e um corte nos preços.
Agora o Pebble simples, de plástico, custa US$ 99 e o modelo superior, de metal, US$ 199. Antes, os preços eram de US$ 149 e US$ 239, respectivamente.
Além do desconto, uma nova atualização do firmware (versão 2.6) habilita o monitoramento de atividades físicas e do sono continuamente e em segundo plano. Junto dela, Jawbone, Misfit e Swim lançaram apps que exploram a nova capacidade dos relógios.
A página inicial do site do Pebble está bem engraçadinha e ressalta as suas melhores características frente aos rivais com Android Wear, da Samsung e o Apple Watch: autonomia mensurada em dias, não em horas, e o preço em conta.
A loja do Pebble envia produtos para o mundo todo, inclusive o Brasil. Existem duas formas de envio, uma gratuita que pode demorar “várias semanas”, e outra de US$ 25 com entrega em até cinco dias úteis.
O Moto 360, que será lançado neste mês no Brasil por R$ 899, é bonito e chega a ser útil, dentro das possibilidades de um relógio inteligente que serve basicamente só de “atalho” para o celular.
Para colocar esse valor em perspectiva, o outro Android Wear disponível no Brasil, o G Watch da LG, tem preço sugerido de R$ 699. Na praça, o preço mais em conta é o Shoptime, que vende o modelo por R$ 597.
Hoje a Microsoft apresentou, pela primeira vez, o Windows 10. A próxima versão consolidará a visão “Um Windows” e buscará os renegados que resistiram ao traumático Windows 8 e continuam na versão anterior, o Windows 7.
É importante frisar, de início, que o evento de apresentação foi organizado para o público mais rentável, mais sensível e mais insatisfeito com as mudanças drásticas do Windows 8: o corporativo. A baixa adoção dessa versão nas empresas de grande porte é motivo de preocupação e é por isso, entre outros motivos, que a nova versão tem um gostinho conhecido, para voltar a ser implantada em grandes parques de máquinas.
Do visual ao modo de funcionamento, sem falar na comparação que Joe Belfiore fez dos Windows 7 e 10, e apenas deles, a carros elétricos, a Microsoft parece não esconder mais que o Windows “sem comprometimentos”, o Windows 8, foi um descarrilamento que precisa ser corrigido. (mais…)
O fim chega para todos, amigo. Hoje é a vez do Orkut, a primeira rede social do Google e de muitos de nós, brasileiros, dar adeus ao ciberespaço.
Criado em janeiro de 2004 pelo engenheiro turco Orkut Büyükkökten, não demorou muito para a rede ser invadida por brasileiros. Qual o motivo? Até hoje não se sabe muito bem o porquê. Certo mesmo é que apesar da ostracismo em que afundou nos últimos anos, primeiro eclipsado pelo Facebook, depois rejeitado pelo próprio pai, o Google, o Orkut ficará para sempre marcado na história digital do Brasil.
Hoje, muita gente compra smartphone para usar WhatsApp; em 2004, o Orkut teve o mesmo efeito no comércio de computadores. Ele foi a iniciação de muita gente à Internet e daquele jeito meio desengonçado, politicamente incorreto e cheio de tretas e piadas internas, ganhou os nossos corações e navegadores.
A linha 2014 de câmeras de ação da GoPro foi finalmente anunciada e a nova topo de linha, a HERO4 Black Edition, parece espetacular com seus vídeos em 4K a 30 fps (quadros por segundo) ou, em Full HD, a 120 fps.
O vídeo de divulgação é composto por quatro minutos de paisagens espetaculares, totalmente filmado com a nova câmera. Um deleite:
O único problema dela, aparentemente, é o preço. A GoPro HERO4 Black Edition custa, nos EUA, US$ 500. No Brasil, o modelo anterior, a HERO3+ Black Edition, que lá fora custa US$ 400, começa em ~R$ 1.700 nas lojas do varejo mais tradicionais. Faça a conta.
Além da HERO4 Black Edition, a GoPro lançou outras duas novas câmeras de ação. A HERO4 Silver é basicamente a HERO3+ Black Edition com algumas melhorias — tela sensível a toques, modo noturno, Bluetooth e sistema de áudio aprimorado. Até o preço é idêntico à da sua antecessora, US$ 400.
O modelo mais simples entre os novos é chamado simplesmente HERO. Custa US$ 130, tem qualidade de vídeo menor, nada de touchscreen, Wi-Fi e uma série de outros recursos legais, e alcança a resolução máxima de 1080p (Full HD) a 30 fps. O lado bom? Além de ser barata, a própria câmera é à prova d’água, dispensando o case que acompanha os modelos superiores.
O Gizmodo publicou um hands-on bem completo das novas câmeras. Nos EUA, elas serão lançadas dia 5 de outubro.
Esses notebook que rodam Chrome OS, como já vimos duasvezes, são bem limitadas. De que maneira, então, o pesadão Photoshop rodará neles? Com o poder da nuvem. O Projeto Photoshop Streaming oferecerá aos donos de Chromebooks e usuários de Windows que usam o Chrome a possibilidade de rodar o editor de imagens via streaming.
Na prática, é como se o Chromebook/Chrome fosse um terminal burro. Todo o processamento, armazenamento e até a própria instalação do Photoshop ocorrerá em servidores remotos. Localmente, apenas a interface e os comandos serão executados. Por limitações atuais, o Photoshop Streaming não terá funções que rodam em cima da GPU, não salvará arquivos localmente (tudo ficará no Google Drive), nem conversará com periféricos, incluindo impressoras.
As vantagens, por outro lado, são ter um Photoshop, ou melhor, o Photoshop de verdade sempre atualizado, sem ocupar espaço na memória do equipamento e que roda mesmo no fraquíssimo hardware tipicamente encontrado em Chromebooks. De outra forma, ou seja, instalado e consumindo recursos locais, esse aplicativo seria inviável. Para o Google, a oferta do Photoshop eleva o moral do seu Chrome OS, ainda encarado com desconfiança por usuários e imprensa pela sua restrição a apps que rodam na web.
Na primeira fase o Photoshop Streaming será restrito a usuários selecionados que pagam a Creative Cloud, são estudantes e residem nos EUA. Para o futuro, a Adobe promete expandir o programa, além de trazer outros apps da Creative Cloud à modalidade por streaming.
Quem tem um Chromebook encontra editores de imagens relativamente simples na Chrome Web Store, como o Pixlr e o Sumo Paint. Nada que se compare ao poder do Photoshop, porém.