[Review] Capas para iPhone e iPad da Prodigee

Capas da Prodigee.

Em mais de uma oportunidade manifestei, aqui e em outros meios, meu desapego pelos smartphones. Eu abraço o risco (no sentido de arriscar, não o risco na tela). Não uso capinha, case, nada disso para proteger meu aparelho. Gosto dele ao natural, com o tamanho, peso e equilíbrio concebidos pela fabricante ainda que, desnudo, ele fique mais suscetível a acidentes.

As marcas de um gadget carregam um certo charme, são histórias contadas sem palavras. Isso vale não só para objetos inanimados; para a gente, também. O iPhone 5, meu atual smartphone, é especialmente sensível. Digo, ele é duro na queda (no meu caso, nas quedas), mas aquela borda chanfrada só de olhar fica detonada. E alguns tropeços depois, ela está assim:

iPhone 5 com a borda chanfrada descascada.

Caso algum dia eu o passe para frente, tais marcas afetarão seu preço. Fora isso, não me incomodam esses acidentes do cotidiano. Smartphone tem prazo de validade curto e embora eu cuide bem do meu, quando uma queda acontece não me descabelo, nem fico remoendo, ohmeudeus, por que não usei capinha??

Mesmo que fosse o caso, agora já é tarde como a foto acima mostra. Mesmo assim testei, nas últimas semanas, capas de proteção da Prodigee.  Não conhecia a marca, e aceitei para ver qual é.

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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Disclaimer: recebi as capas (duas para iPhone, uma para iPad) da fabricante, sem o compromisso de falar sobre, nem receber nada a mais em troca. Aproveitei o gancho, já que fazia uns anos que não usava esse tipo de acessório, para experimentá-las e ver se elas fariam eu mudar de ideia. Antecipando: não, mas foi um teste válido e que conto agora a vocês.

Isto está maior e mais pesado

iPhone 5 vestido com uma capa Sleek Slider.
Capa Sleek Slider.

Já que vou comprometer a pureza do iPhone, não me importou muito que as capas testadas sejam um pouco grossas. Mais na moldura frontal, e é compreensível: assim, sobra um “vácuo” que em caso de queda frontal impede o contato direto entre chão e tela e, de quina, aumenta a absorção do impacto. Na maior parte do tempo usei a capa azul, da foto acima.

Os botões laterais ficam expostos e aqui a profundidade da capa atrapalha o acesso, mais ainda se seu dedo for gordinho. Em cima, existe uma “capa” para o botão que mantém a usabilidade intacta. Funciona melhor do que eu imaginava. Atrás fica o buraco da câmera e, felizmente, ele é grande o bastante para não interferir nas fotos, nem no flash. O mesmo vale para as aberturas na base, a do conector Lightning, saída de áudio, microfone e plug do fone de ouvido. É bem espaçosa.

Capas da Prodigee.
As duas capas para iPhone 5/5s.
Encaixando a Sleek Slider no iPhone 5.
Modo de encaixe da Sleek Slider.

Além do desenho e acabamento, as duas capas que recebi divergem no modo de uso. A Sleek Slider (azul), além de mais bonita, tem um mecanismo melhor: ela é dividida em duas partes, uma maior em cima, e outra inferior. Para encaixá-la, é preciso deslizar o iPhone para dentro das partes. Além de infinitamente mais fácil de que torcer e enfiar na força o aparelho (é assim na outra), existe a possibilidade de remover apenas a inferior para conectá-lo a uma dock, por exemplo. A outra, uma Artee Aztec, tem uma espécie de bumper interno (que não dá para usar sozinho) e nenhum tipo de textura interna — a Sleek Slider é meio aveludada.

Ambas acompanham um pano de limpeza e uma película para a tela. Isso eu não testei.

Botões e vãos da Sleek Slider.

Acostumei-me com o volume extra e há um fator psicológico na jogada, uma espécie de libertação dos cuidados, justificada pela proteção extra. Tirar o smartphone do bolso ficou mais incômodo e, não sei se por padrão ou algum problema específico, a parte maior, de cima, sai com mais facilidade que a de baixo. Deveria ser o contrário, não?

Ao fim dessa experiência, achei legal a capa para momentos de perigo iminente, possível (um churrasco, por exemplo), mas não para eventos mais tranquilos. Sair para jantar num restaurante? Não precisa. E voltar a usar o iPhone ao natural, sem capinha, é revigorante. O volume extra faz diferença, afinal.

E no iPad?

Parece um livro, mas é um iPad.

A capa do iPad Blazer Black transforma o tablet em uma espécie de livro, ou mini-pasta de executivo. É em couro, fofinha e tem um mecanismo diferente do da Smart Cover, com três níveis, para deixar o tablet de pé no modo paisagem.

Em termos de proteção, parece bem robusta. Os quatro cantos ficam protegidos por espécies de garras que, por serem usadas também para prender o tablet, são excepcionalmente fortes. O mecanismo de posicionamento funciona desagarrando as duas da esquerda. O fecho também funciona a partir da mesma premissa e ali, num local acessado com mais frequência, às vezes incomoda.

Capa aberta.

Detalhe da capa para iPad Blazer Black.
Costuras firmes e couro de qualidade.

O problema de aumento no volume é acentuado nessa capa porque… bem, ela é maior. Ao dobrá-la para trás, como se fosse um gibi, existe uma alça para enfiar a mão. Ajuda um pouco, mas é bem pouco. Se você usa o tablet no sofá, apoiado na barriga, não atrapalha tanto, mas o manuseio difere drasticamente do uso “puro” ou mesmo com a Smart Cover.

O lado bom é que por ser assim, a capa protege o iPad melhor do que soluções mais simples e menos intrusivas. Dá para jogá-lo dentro da mochila sem medo de que o embate que rola lá dentro com outras coisas termine em arranhões, na tela ou nas costas do tablet.

Assim como a capa para iPhone, me vejo utilizando essa em algumas situações. A primordial é no transporte mesmo, mas para reuniões ela pode vir a calhar — além das posições que habilita ao iPad, o visual é bonito e causa uma boa impressão.

***

A Prodigee é uma fabricante americana, com sede em San Diego, na California, e envia produtos ao Brasil. Tem em seu acervo acessórios compatíveis com toda a linha de dispositivos móveis da Apple e as principais da Samsung.

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4 comentários

  1. Rodrigo, você é maluco cara (na verdade, eu, com TOC cada dia mais enlouquecedor). Como consegue ter esse desapego de não usar película ou capa? Sinto agonia só de pensar nisso…

  2. Eu também gosto de usar “in natura” o smartphone’. Porém, essa liberdade cobrou seu preço quando meu Nexus 4 caiu de, aproximadamente, 30cm no chão, despedaçando o vidro frontal/touch.

    Por conta disso, comprei um Lumia pra ver qual era a do Windows Phone, já que ia ter que comprar outro mesmo xD

  3. Também gosto de usar o smartphone sem capa ou película. Acho que deixa o aparelho muito feio e no fim das contas não protege tanto assim contra quedas, mas protege bem contra risco.
    De qualquer forma, a maioria vem com proteções na tela para isso, então acabo não me importando muito.

    1. Você não acha que a tela fica mais grudenta sem película? Com ela, parece ser mais fácil limpar.

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