Estamos fazendo o rádio no celular. Para cada telefone fabricado no Brasil, vem o rádio de graça sem precisar instalar pelo Wi-Fi ou plano de dados.

— Fabio Faria, ministro das Comunicações.

A declaração do ministro foi dada em um evento em Natal (RN). Como lembra o Telesíntese, o sonho (dos radiodifusores) de transformar todo celular em um radinho FM não é novo — há um projeto de lei de 2017 parado na Câmara, por exemplo.

Seria legal ter esse recurso — eu ouço rádio todo dia pelo celular usando um aplicativo que transmite rádios FM do mundo inteiro via internet —, mas é inegável que tal demanda soa a um anacronismo em um mercado tão globalizado e que tem outras prioridades, como o de celulares. (Já imaginou a Apple anunciando o iPhone 13 com rádio FM? Nem eu.) Via Telesíntese.

O volume de posts em redes sociais questionando a lisura das eleições presidenciais norte-americanas caiu 73% na semana seguinte à do banimento de Donald Trump e alguns dos seus aliados-chave do Twitter. O levantamento é da Zignal Labs. Via Washington Post (em inglês).

Um auxiliar da Presidência da República teria dito que o caminho da Huawei para participar da implementação do 5G no Brasil está liberado. Os custos para trocar os equipamentos em uso da chinesa, somado à derrota de Donald Trump nos Estados Unidos, teriam frustrado o discurso ideológico do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Via Estadão.

Na dúvida, a Huawei fez uma contratação de peso para fazer seu lobby em Brasília: o ex-presidente Michel Temer. A informação é do colunista d’O Globo Lauro Jardim.

A Block Party é uma startup que cria soluções para combater assédio e ondas de ataques na internet. O primeiro produto deles é um filtro para o Twitter. Depois de ativado e configurado, ele pesca todas as respostas que se encaixem nos filtros e as coloca em uma tela de triagem, onde o usuário pode bloquear o perfil que as enviou, mantê-lo mudo ou, caso tenha sido um falso-negativo, liberá-lo. Um toque legal é que essa triagem pode ser compartilhada com um terceiro (amigo, cônjuge, assistente).

A startup foi criada por Tracy Chou, uma mulher, ela própria vítima de ondas de ataque no Twitter. “Alguns fundadores dizer ser apaixonados por aquilo em que eles trabalham. Para mim, uma palavra melhor talvez seja desespero,” diz ela. “Abusos online viraram minha vida de ponta cabeça tantas vezes e mudou completamente a maneira que eu vivo. Apesar do seu terrível alcance, parece que ninguém está realmente tentando resolver esse problema.”

O acesso depende de uma lista de espera que é processada manualmente ou pode ser comprado por US$ 8. A dificuldade, diz a Block Party, é uma medida anti-troll. Outra saída é receber um convite de alguém que já esteja usando o serviço.

Pesquisas independentes descobriram que relógios inteligentes, como o Apple Watch, conseguem detectar a COVID-19 no período pré-sintomático, ou seja, antes do infectado apresentar sintomas. A variabilidade da frequência cardíaca é o que aponta a infecção: variações muito elevadas coincidem com o dia da infecção. Não confundir com frequência cardíaca acelerada; são duas métricas distintas. Nos aplicativos, a variabilidade da frequência cardíaca costuma ser indicada pela sigla HRV. Via CBS News (em inglês).

O grupo de rádios públicas norte-americanas que comprou o Pocket Casts em 2018 colocou o aplicativo à venda. O balanço anual da NPR, uma das rádios detentoras do app, sugere que o Pocket Casts encerrou 2020 com um prejuízo de US$ 2 milhões. A competição em podcasts cresceu muito nos últimos dois anos, com a entrada de Spotify e Google no setor. Parece mais um caso de um ótimo app sem um modelo de negócio sustentável. Via Current (em inglês).

Curiosidade: o Pocket Casts é o aplicativo mais popular entre os ouvintes do Guia Prático e Tecnocracia. No ano passado, 33,7% de todas as audições dos dois programas foram por ele.

O WhatsApp adiou o prazo para aceitar a sua nova e controversa política de privacidade, de 8 de fevereiro para 15 de maio. A empresa diz que, nesse período, fará “um trabalho intenso para esclarecer todas as informações incorretas sobre como a privacidade e a segurança funcionam no WhatsApp.” Via WhatsApp.

Para saber o que muda, de fato, na nova política de privacidade, leia a minha análise.

Hoje o Signal ficou fora do ar e tive que usar o WhatsApp. Horrível quando isso acontece.

Falando sério, durante toda a tarde desta sexta (15) o Signal enfrentou problemas técnicos. No meu celular, ele morreu — o indicador de envio de mensagens fica girando e girando… e só. Às 13h33, o perfil do Signal no Twitter informou que o aplicativo passava por dificuldades técnicas e que, mesmo acrescentando novos servidores e expandindo a capacidade do serviço sem parar ao longo da semana, a carga de novos usuários de hoje excedeu mesmo “as previsões mais otimistas.” Logo o serviço deve ser estabilizado. Via @signalapp/Twitter.

Não satisfeito com um app que poderia fazer a diferença na luta contra a COVID-19, mas não fez (por falta de adesão), agora o governo federal resolveu lançar um app inútil já na largada. Chamado TrateCOV e anunciado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o app diagnostica o paciente em um sistema de pontuação baseado nos sintomas apresentados e, em caso positivo, prescreve o famigerado “tratamento precoce” composto por medicamentos comprovadamente ineficazes no combate à COVID-19: hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina e doxiciclina. Via Uol.

Pazuello fez o anúncio do TrateCOV em Manaus (AM). A capital amazonense passa pelo pior momento da pandemia, com os sistemas de saúde público e privado colapsados. “Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”, disse o pesquisador Jesem Orellana. “Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes.” Via Folha.

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Seus dados bancários são seus

Imagine pegar todo o seu histórico de relacionamento com seu banco e usá-lo para comparar e acessar ofertas de bancos e fintechs rivais. Este cenário, que até pouco tempo era improvável, está começando a ganhar corpo no Brasil graças a duas palavras em inglês: “open banking”. A iniciativa, capitaneada aqui pelo Banco Central, promete dar ao brasileiro o controle total dos seus dados bancários e, com isso, abrir uma nova era de inovação no setor, com a promessa de aumentar a competitividade e, assim, baratear serviços e democratizar o acesso ao sistema financeiro. (mais…)