O regime de trabalho 996 persiste na China

por Shūmiàn 书面

Mesmo com o fim (no papel) do regime 996, a prática persiste. O modelo de trabalho 996 (das 9h da manhã às 9h da noite, 6 dias por semana) ficou, infelizmente, popular em startups e empresas de tecnologia.

O recente relato de um trabalhador que se demitiu após a publicação de um relatório da chefia elogiando longas jornadas de trabalho reverberou entre chineses da área. Com 25 anos, Zhang era programador na gigante Tencent. Em uma postagem num grupo interno da empresa (que viralizou nas redes sociais depois), ele compartilhou sua frustração por ter que trabalhar 20 horas por dia para fechar um projeto. A chefia do app em que o jovem trabalhava agradeceu o feedback e prometeu ajustes. Vamos ver.


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A Kantar agora mede a audiência dos serviços de streaming no Brasil, informa a coluna de Ricardo Feltrin. A medição acontece nos 6 mil domicílios que têm a caixinha tradicional, da TV aberta e fechada. Nas que têm banda larga, outra caixinha está sendo instalada. “Esse equipamento passa a ter acesso a todo o conteúdo — serviço de streaming, tempo gasto em cada um, conteúdo assistido etc. — por meio do roteador”, disse Melissa Vogel, CEO da Kantar. Entre os clientes, que recebem os dados diariamente, estão TVs abertas, pagas, agências de publicidade e até anunciantes. Via Uol Splash.

O escritório em casa do servidor da CGU Rafael Leandro

Nesta seção, leitores do Manual gentilmente abrem um pedacinho da sua intimidade para nos mostrar seus escritórios domésticos, onde trabalham, estudam e/ou se divertem, e explicam os produtos e fluxos de trabalho que usam. Veja outros escritórios e, se puder, envie o seu também. O texto abaixo é de autoria do Rafael.

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Criador do Termo quer o jogo aberto, mas não descarta venda

Criador do Termo quer o jogo aberto, mas não descarta venda, por Bruna Arimathea no Estadão:

Embora [Fernando] Serboncini diga que não tinha intenção de viralizar, não foi isso o que aconteceu. Com mais de 400 mil acessos diários, o Termo foi para as redes sociais antes mesmo do seu criador preparar o site para os seguidores no Twitter: “quando eu publiquei a primeira coisa sobre o jogo, já tinham muitos tuítes falando sobre o Termo. Cheguei atrasado”, brinca, em entrevista ao Estadão.

Agora, após a compra do irmão americano pela divisão de games do jornal The New York Times, Serboncini fala sobre o futuro do jogo no Brasil e as diferenças que a versão em português pode guardar para os usuários por aqui. Confira trechos da entrevista:

O WhatsApp anunciou Guilherme Horn como seu primeiro diretor no Brasil. O executivo tem décadas de experiência no setor financeiro. Foi sócio das corretoras Ágora e Órama, diretor da Accenture e até há pouco era diretor de inovação do banco BV. Também investe e faz mentoria com startups.

O foco de Guilherme, segundo o WhatsApp, será fortalecer o relacionamento do aplicativo com empresas que usam o WhatsApp Business e outras soluções para fazerem negócios na plataforma. Guilherme Horn assume o cargo em março.

Em agosto de 2019, o Facebook contratou o chileno Pablo Bello como diretor de políticas públicas para aplicativos de mensagens na América Latina, relacionado ao WhatsApp e Messenger. Como não era alguém ligado exclusivamente ao WhatsApp, Pablo não era considerado representante legal do aplicativo no país, segundo apurou, à época, a Folha de S.Paulo. Via Brazil Journal, Folha de S.Paulo (2).

Cerca de 70 episódios do podcast Joe Rogan Experience, pivô da mais recente crise do Spotify, foram tirados do ar. Neles, Joe Rogan usa uma expressão racista. Um compilado desses trechos, feito em 2020 (antes do acordo com o Spotify), voltou a circular na sexta (4) e, ante a repercussão e após conversas entre Joe e a equipe do Spotify, o podcaster teria optado por removê-los. Rogan desculpou-se pelo Instagram.

Nesse meio tempo, outra cantora, a norte-americana India.Arie, juntou-se a Neil Young e Joni Mitchel e também removeu suas músicas do Spotify.

? Ouça o podcast Guia Prático sobre a crise do Spotify.

O Spotify tem tido dificuldade em sustentar a narrativa de que é uma plataforma neutra e que não influencia no Joe Rogan Experience, podcast que desde o início de 2020 é exclusivo graças a um contrato de mais de US$ 100 milhões.

Ao mesmo tempo, a empresa credita a acordos de exclusividade, em especial o de Rogan o sucesso da sua investida em podcasts — hoje, o Spotify é o app do tipo mais popular dos Estados Unidos. Via Bloomberg, The Verge, @indiaarie/Instagram (todos em inglês).

A Holanda virou uma espécie de ensaio do que poderá ser a abertura da App Store para sistemas de pagamentos de terceiros em compras dentro de aplicativos. (O país obrigou a Apple a permitir que aplicativos de namoro cobrem de seus clientes pelos meios de pagamento que quiserem em seus apps para iOS.)

A Apple aquiesceu, mas, num novo documento publicado na quinta (3), informou que cobrará uma taxa de 27% desses pagamentos.

A título comparativo, um pagamento convencional, pelo sistema de pagamento da Apple, custa 30% ao desenvolvedor, ou 15% em alguns cenários de exceção — a partir do segundo ano de assinaturas, por exemplo. A reação dos desenvolvedores, como era de se imaginar, foi péssima. Via 9to5Mac (2) (em inglês).

O Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se contra a venda da Oi Móvel para Claro, Telefônica (Vivo) e TIM. De acordo com o parecer do procurador Waldir Alves, que foi enviado ao Cade, a compra “aumentaria a concentração no mercado de telefonia móvel; argumenta que os remédios propostos seriam ineficazes para conter os riscos concorrenciais; e aponta uma suposta irregularidade de ‘gun jumping’ (queima de largada), porque o negócio teria sido praticamente fechado entre as partes antes que o Cade fosse devidamente informado”. Vivo e TIM, além da própria Oi, já reagiram ao posicionamento do MPF. Via Mobile Time.

Quatro ícones do Chrome (2008, 2011, 2014 e 2022) lado a lado.
Imagem: @elvin_not_11/Twitter.

Nesse ritmo, em 2036 o ícone do Chrome será apenas uma bolinha azul. Via @elvin_not_11/Twitter

Neste verão, deixe seu corpo respirar com a Tech T-Shirt da Insider

por Manual do Usuário

* Este é um post patrocinado. Leia o nosso compromisso ético.

Uma das coisas mais gostosas para quem trabalha o dia todo fechado em escritório ou home office é simplesmente sair. Respirar ar puro, sentir o Sol no rosto, ter como teto o céu azul. No verão, então? Bom demais. Para completar o cenário, roupas confortáveis são obrigatórias — ninguém merece passar perrengue com camiseta que sufoca e não “respira”.

O verão está aí e, para aproveitá-lo ao máximo, a Insider apresenta a Tech T-Shirt, a evolução da camiseta básica, em versões masculina e feminina. Ela é discreta e bonita como toda boa camiseta do tipo, mas vai além: vem repleta de tecnologia têxtil.

A Tech T-Shirt da Insider é desenvolvida com um tecido ultra leve e respirável. Não precisa passar, pois desamassa no próprio corpo. É anti odor, anti suor e faz a regulação térmica. E é antiviral, capaz de desativar 99,9% dos vírus e bactérias, interrompendo sua capacidade de infecção e contaminação.

Com cores sóbrias que combinam facilmente com outras peças, a Tech T-Shirt é um coringa: com ela, você tem a certeza de estar bem vestido e pronto para qualquer ocasião. É uma ótima pedida para quem gosta de aliar praticidade e economia de tempo e dinheiro — além de tudo, são camisetas duráveis.

E nesse clima de verão, a Insider e o Manual do Usuário oferecem um desconto exclusivo: use o cupom MANUALDOUSUARIO12 na hora da compra e ganhe 12% de desconto em todo o site, sem valor mínimo do pedido.

É tipo o AirDrop da Apple, mas funciona com qualquer dispositivo (e de graça)

Uma das coisas mais legais do alardeado ecossistema da Apple atende pelo nome de AirDrop: sem burocracia e sem fios, é possível compartilhar um punhado de coisas entre dois dispositivos da marca. E só. Uma “falha” gigantesca do AirDrop é que ele está limitado aos aparelhos da Apple.

O Snapdrop, um projeto de código aberto e baseado na web, replica os principais recursos do AirDrop e, o que é melhor, funciona com qualquer combinação de aparelhos. Quer mandar um arquivo de um iPhone para um PC Windows? Dá. De um PC Linux para um iPhone? Tranquilo. Do Chrome OS para um iPad? Vamos nessa.

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Sonic contra NFTs, a estante falsa do desembargador e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Ações individuais frente a problemas globais: uma abordagem mais afetuosa

A nossa dificuldade de pensar em grande escala nos coloca em enrascadas vez ou outra. Confrontados por problemas gigantescos, como a emergência climática ou o abuso de poder desmedido das grandes empresas, nosso primeiro impulso é corrigir hábitos. “Fazer a nossa parte.”

Nada tira o mérito dessas atitudes, mas elas implicam carregar um fardo insustentável para o indivíduo. Não é por aí que esses grandes problemas, nascidos não das ações e escolhas individuais de bilhões de pessoas, mas de políticas públicas, campanhas milionárias de marketing, práticas desleais, força bruta e outros eventos de grande escala, serão resolvidos.

Essa reflexão ensejou este texto e uma leve mudança de curso na postura minha e do Manual do Usuário.

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Nesta quinta (3), o Facebook/Meta protagonizou a maior desvalorização em um pregão da história dos Estados Unidos, na esteira da divulgação dos resultados financeiros de 2021 no dia anterior e as más notícias que vieram de carona. As ações da empresa derreteram 26%, fazendo US$ 251,3 bilhões evaporarem. O impacto foi tão forte que tirou Mark Zuckerberg da lista das dez pessoas mais ricas do mundo e Eduardo Saverin do trono de brasileiro mais rico, que volta a ser ocupado por Jorge Paulo Lemann. Via Bloomberg (em inglês), Uol Economia.

“Não curti” e aviso de ofensa: novas apostas do Twitter contra hostilidade

O Twitter pode ser, por vezes, um ambiente um tanto insalubre. Isso é público e notório e, na tentativa de mitigar o problema, a empresa avançou dois recursos que estavam em testes até então.

O primeiro deles é o “voto irrelevante”, tradução terrível para o botão de “dislike”, ou “não curti”. Ele aparece em respostas e ajuda a sinalizar aquelas que “não parecem relevantes para a conversa”, segundo o Twitter. Os votos são privados, nem mesmo o autor da resposta “não curtida” fica sabendo quem ou quantas pessoas votaram.

De acordo com o Twitter, as pessoas que tocavam no “voto irrelevante” no período de testes o fizeram por perceberem o conteúdo como ofensivo, irrelevante ou ambos. E elas disseram que notaram melhoras na qualidade das conversas após a inclusão do recurso que, agora, está sendo expandido para o mundo inteiro.

Outro recurso no mesmo sentido, que chega agora ao Brasil depois de testes no idioma inglês, é o alerta de conteúdo ofensivo.

Agora, quando um usuário escrever e tentar publicar um post com “linguagem potencialmente prejudicial”, um aviso sugerindo a revisão do texto poderá aparecer. Tipo aquela regrinha de autocontrole, de contar e respirar até dez antes de dizer algo.

Uma pesquisa do Twitter descobriu que esse aviso, embora pareça algo bobo, suscitou mudanças no texto ou fez o usuário desistir de publicar o post em 30% das vezes em que foi exibido. Via @TwitterSeguroBR/Twitter, @TwitterSafety/Twitter (em inglês).