Já faz alguns anos que os grupos são o motor de crescimento (ou o que sustenta a relevância) do Facebook. Nesta quarta (9), a Meta lançou novas ferramentas para ajudar os administradores de grupos a fazerem seu trabalho.

A mais interessante é uma opção que, se ativada, rejeita automaticamente publicações dos membros “identificadas como portadoras de informações falsas” pelas agências de checagem de fatos parceiras da Meta. Com isso, a empresa espera reduzir a disseminação de desinformação nos grupos. Via Meta.

Post livre #307

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

O Substack lançou seu esperado aplicativo para leitura de newsletters, cumprindo promessa feita no final de 2020. É um erro — se não para o próprio Substack, certamente para a maioria das newsletters hospedadas lá, seus donos e leitores/inscritos.

Newsletters vivem no e-mail, um local onde as pessoas estão habituadas a ir e que lhes dá controle. É exatamente isso que as diferencia de outros locais como a web, redes sociais e aplicativos. O eterno “renascimento” das newsletters é, em parte, reflexo da ressaca de estímulos que esses outros locais, que dependem de engajamento, despejam em nós. O Substack mostra-se como mais um desses.

“O framework do Substack tem crescido com base no e-mail e na web, mas agora novas coisas são possíveis”, diz o anúncio. Soa como a uma ameaça.

Newsletters já têm um aplicativo. Chama-se “e-mail”.

Por ora, o aplicativo (do Substack) só está disponível para iOS. Android deve vir em seguida. Via Substack (em inglês).

Atualização (14h36): Por padrão, o aplicativo do Substack interrompe o envio de e-mails das newsletters. O Substack declarou guerra ao e-mail.

O Archive.org salvou os posts excluídos no fio em que Danielle Foré expõe a celeuma que ameaça o futuro do elementary OS. Embora tenham sido classificados como dispensáveis para compreender a situação da empresa, achei-os bastante elucidativos.

Danielle se ofereceu para comprar a metade de Cassidy James, o co-fundador que está saindo do dia a dia da operação, por US$ 26 mil. O valor surpreende — baixíssimo para uma operação desse porte. Cassidy, num primeiro momento, topou, mas depois voltou atrás, acionou seus advogados e exigiu um pagamento imediato de US$ 30 mil, outro de US$ 70 mil em até dez anos e 5% da empresa.

O impasse continua e o futuro do elementary OS segue incerto. Via Archive.org (em inglês).

Em 2021, a Receita Federal passou a exigir a declaração de criptomoedas, com o bitcoin, no imposto de renda. Neste ano, a exigência foi estendida a outros criptoativos, como NFTs e stablecoins. Os ganhos obtidos com a valorização desses criptoativos são sujeitos à tributação, num esquema parecido com o de ações, ou seja, ganhou auferido na venda dos ativos. Via Bloomberg Línea.

O prazo para a declaração do IR começou nesta segunda (7) e vai até 29 de abril. Os aplicativos podem ser baixados no site da Receita Federal.

Quando a Apple anunciou os primeiros Macs com seu próprio chip (M1), no final de 2020, todos ficaram impressionados com o desempenho. Nesta terça (8), conhecemos o quarto e último chip da família, o M1 Ultra, que consiste em dois M1 Max grudados e, segundo a Apple, oferece desempenho a par com os melhores chips X86 (Intel, AMD) e placas de vídeo dedicadas consumindo até 200 W menos energia.

O M1 Ultra está no novíssimo Mac Studio, o novo computador da marca — visualmente, lembra um Mac Mini “gordinho”. No evento, a Apple também apresentou o Studio Display, monitor de 27 polegadas com uma webcam e sistema de som decentes.

Para quem é o Mac Studio e o M1 Ultra? Para poucos. Seu desempenho só tem aplicação para usuários comuns em jogos, e dado que o suporte a jogos de alto desempenho no macOS é pífio, não tem lógica investir tanto dinheiro em um computador poderosíssimo para atividades mundanas, como acessar sites de notícias e redes sociais, fazer pequenas edições de imagens e… sei lá, declarar o imposto de renda. Para esses, o M1 original ainda sobra.

Os preços dão uma ideia do segmento a que os novos produtos da Apple se destinam. No Brasil, o Mac Studio com o M1 Ultra custa a partir de R$ 47 mil. (Existe uma versão com o M1 Max, de R$ 23 mil.) O Studio Display parte de R$ 18 mil.

Ah, e ainda não acabou. Como que num “teaser”, a empresa deixou no ar que ainda falta um Mac para ser atualizado com os novos chips próprios: o Mac Pro, supostamente o mais poderoso do portfólio da Apple. Via Apple (2).

A Apple anunciou a esperada atualização do iPhone SE nesta terça (8). A nova versão, terceira geração do modelo, mantém o corpo do antigo iPhone 8, mas traz o mesmo chip da linha iPhone 13 (A15 Bionic) e conectividade 5G. Além disso, o vidro da tela e das costas é outro, mais resistente (o mesmo usado no iPhone 13) e a bateria ganhou melhorias tangenciais que, combinadas à eficiência maior do A15, deverão aumentar a autonomia do aparelho. Há também uma nova opção de memória de armazenamento, com 512 GB.

O iPhone SE de terceira geração ficou mais caro nos Estados Unidos (a partir de US$ 399 para US$ 429, aumento de 7,5%) e no Brasil, onde o modelo base, com 64 GB de memória, custará R$ 4.199 — a versão anterior saía por R$ 3.699, ou seja, aumento de 13,5%. Ainda não há data de lançamento para o Brasil. Via Apple (em inglês) (2).

Governo chinês alivia comissões pagas por restaurantes a aplicativos de delivery

por Shūmiàn 书面

Novas regulações emitidas pelo governo para plataformas do enorme mercado de entrega de comida chinês devem ajudar a vida dos restaurantes. As gigantes de entrega Meituan e Ele.me deverão reduzir as comissões que cobram dos estabelecimentos, conta o SCMP. A notícia veio no final de fevereiro, a partir da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, em um contexto de alívio econômico na pandemia, e já resultou em queda do valor de mercado das empresas. Ano passado, a Meituan havia sido multada em 3,4 bilhões de yuans por ações monopolistas.

Resta ver como isso pode afetar os entregadores. No início de 2021, alguns governos locais na China estavam estudando aumentar os direitos desses trabalhadores precarizados, em meio à prisão de uma liderança da causa. Alguns meses depois, a decisão da Suprema Corte sobre o fim da jornada 996 incluía entregadores e motoristas de aplicativos. Vale essa re-recomendação que já demos: a matéria (em mandarim) sobre a relação injusta entre entregadores e algoritmos dos aplicativos dos quais dependem. Aqui a tradução não oficial, esforço de Jeffrey Ding, do ChinaAI, e colaboradores.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

O escritório em casa dos arquitetos Livia Scarpellini e Leandro Paganelli

Nesta seção, leitores do Manual gentilmente abrem um pedacinho da sua intimidade para nos mostrar seus escritórios domésticos, onde trabalham, estudam e/ou se divertem, e explicam os produtos e fluxos de trabalho que usam. Veja outros escritórios e, se puder, envie o seu também. O texto abaixo é de autoria da Livia e do Leandro.

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Co-fundadores do elementary OS brigam e projeto pode rachar

O projeto elementary OS, uma distribuição Linux mais amigável a usuários comuns/não programadores, rachou. No Twitter, a co-fundadora Danielle Foré publicou um fio explicando os bastidores da celeuma.

Segundo seu relato, a baixa no faturamento decorrente da pandemia de covid-19 afetou o equilíbrio financeiro da empresa. Por lidarem com produtos digitais, havia pouca margem para cortes, o que levou à diminuição de salários.

No início de fevereiro, às vésperas de uma reunião para debater um novo corte salarial, o outro co-fundador, Cassidy James, avisou Danielle que havia aceitado um emprego fora, em outra empresa, mas que queria continuar liderando e tomando decisões no elementary OS. Danielle não aceitou: “O elementary OS sempre foi operado e controlado pelas pessoas que fazem o trabalho.”

Daí surgiu o impasse que emperrou a empresa em um momento em que ela perde dinheiro diariamente. Danielle quer que Cassidy se afaste do projeto (recebendo as devidas indenizações e pagamentos por sua parte) e que, caso isso aconteça, reformulará a empresa para torná-la sustentável outra vez — e será “mais cuidadosa com as pessoas em quem confia”.

Se nada der certo, porém, ela pretende tirar férias do universo Linux ou participar de outros projetos.

De seu lado, Cassidy respondeu a “um fio sobre ele”, sem mencionar Danielle, que existe uma discordância e há advogados envolvidos, por isso foi aconselhado a não dar detalhes da situação, mas que espera falar abertamente em breve, quando as coisas avançarem.

O elementary OS vivia um bom momento, ao menos em termos de produto. Em 2021, ano do seu décimo aniversário, lançou a sexta versão e uma incremental (6.1) recheada de recursos, ambas bem recebidas pela crítica. A distribuição, que foca em UI e UX e tem uma série de aplicativos e soluções próprias, se destaca em meio a nomes mais tradicionais e menos amigáveis no universo Linux. Com a crise, o futuro do elementary OS fica em suspenso. Via @DaniElainaFore/Twitter, @CassidyJames/Twitter (ambos em inglês). Dica do Matheus Fantinel no nosso grupo do Telegram.

A Mozilla libera nesta terça (8) o Firefox 98. A nova versão não traz muitas novidades. O destaque é uma revisão no fluxo de downloads, que não exibe mais a janela perguntando se o usuário deseja baixar ou abrir o arquivo prestes a ser baixado. Agora, o Firefox baixa o arquivo automaticamente — como todos os outros navegadores modernos.

Mais importante que esta grande versão foi uma menor, lançada na última quinta-feira (5), que corrigia duas falhas graves do tipo “dia zero” (códigos CVE-2022-26485 e CVE-2022-26486) e que já estavam sendo exploradas em situações reais. As versões Firefox 97.0.2, Firefox ESR 91.6.1, Firefox para Android 97.3.0 e Focus 97.3.0 corrigem-nas e se o seu estiver configurado para receber novas versões automaticamente, já deve estar atualizado. Via OMG! Ubuntu! e Mozilla (ambos em inglês).

“As eleições brasileiras são as mais importantes do mundo para a gente”, diz WhatsApp

“As eleições brasileiras são as mais importantes do mundo para a gente”, diz [Dario Durigan, head de políticas públicas do] WhatsApp, por Bruno Romani no Estadão:

“Os números da plataforma mostram que houve uma redução importante de viralidade. Outras pesquisas mostram que há um amadurecimento de usuários na forma de usar o WhatsApp. Então, há uma percepção crescente de ceticismo dos usuários com relação às mensagens que são mais encaminhadas ou que têm alguma indicação de mensagem viral. Isso tem sido apontado: o WhatsApp faz campanha para não compartilhar qualquer mensagem. Dentro disso, há uma série de iniciativas. Antes de 2020, havia um botão de atalho para encaminhar mensagens. Esse botão saiu e agora tem uma lupa para pesquisa na internet. É o incentivo reverso para que o usuário cheque a informação. Com os alertas e parceiros, como o TSE e checadores de fatos, há amadurecimento cultural e de uso da plataforma.”

Fabricantes de celulares, não tentem enganar o consumidor

Em dezembro de 2017, os desenvolvedores do aplicativo Geekbench revelaram que a Apple diminuía o desempenho de modelos velhos do iPhone 6 caso a bateria do mesmo estivesse degradada, uma medida tomada preventivamente para evitar desligamentos aleatórios do celular.

Ainda que a motivação fosse válida e a solução, adequada, a falta de transparência causou alvoroço e demandou uma série de desculpas e medidas por parte da Apple para superar o chamado Batterygate — entre elas, incluir no iOS uma opção entre desempenho e estabilidade e oferecer descontos generosos na troca de baterias por um ano.

Agora, a Samsung enfrenta uma crise parecida. Youtubers sul-coreanos descobriram que celulares da marca — incluindo os mais caros, como os da linha Galaxy S — têm um software chamado Game Optimizing Service (GOS) que limita o desempenho de cerca de 10 mil aplicativos, alguns deles populares (Instagram, TikTok, Genshin Impact), presumivelmente para estender a duração da bateria.

A exemplo do caso da Apple, a estratégia faz sentido, mas a implementação na surdina deixa uma sensação ruim em quem paga alguns milhares de reais por um celular que não entrega todo o desempenho prometido.

Piora a situação o fato de que aplicativos de benchmarking, que testam o poder de processamento de celulares, não constarem naquela lista de 10 mil afetados pelo GOS. A Samsung deliberadamente oculta o fato do seu software interferir no desempenho, ainda que o fim (preservar bateria) seja compreensível e, para muita gente, desejável.

Pega no pulo, a Samsung disse, em nota ao The Verge, que “após uma análise cuidadosa”, em breve lançará uma atualização de software para dar aos usuários o poder de ligar e desligar o GOS.

Existe um equilíbrio entre tomar decisões supostamente óbvias em favor do cliente e enganá-lo, mesmo quando as intenções são as melhores. Em qualquer caso, ser transparente é imprescindível. Via Android Authority, The Verge (ambos em inglês).

[O Facebook usa] métodos de chantagem, além de colocar o argumento de defesa dos microempresários para esconder seus grandes negócios de publicidade.

— Orlando Silva.

Na quinta-feira (3), a Meta publicou um anúncio de página inteira nos principais jornais brasileiros atacando o PL das Fake News, do qual o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) é relator no Congresso. “O PL das Fake News deveria combater fake news. E não a lanchonete do seu bairro”, diz a chamada. Via Mobile Time, Tecmundo.

Nada novo: há tempos a Meta usa pequenas e médias empresas de escudo para defender-se e lavar sua reputação.

Antes disso, em 25 de fevereiro, a Meta divulgou uma carta aberta assinada com Google (YouTube), Twitter e Mercado Livre criticando o PL das Fake News.

Como bloquear ligações de telemarketing e SMS de promoções das operadoras e dos bancos

Não é raro atender uma ligação ou receber uma mensagem de texto (SMS) da operadora de telefonia ou de bancos tentando nos empurrar algum produto que não pedimos nem temos interesse. Na real, é o contrário: o assédio é tão grande que os dois setores se viram obrigados a criar listas de “não me perturbe”, uma gambiarra para que consumidores sinalizarem que não querem ser assediados por publicidade não solicitada. Se você sofre com isso, veja aqui como se livrar (de parte) do problema.

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