Dois homens, em poses diferentes, usando cuecas pretas da Insider, um em cada canto da imagem. No centro, a frase: “A cueca mais confortável com 12% Off. Cupom MANUALDOUSUARIO12”

O escritório em casa dos arquitetos Livia Scarpellini e Leandro Paganelli

Mulher branca, de cabelo comprido, ondulado e roxo, com um vestido preto; e um homem branco, de cabelo e barba pretos, com camisa preta. Ambos sentados, olhando para papéis sobre uma mesa. À esquerda, um monitor de computador. Ao fundo, uma estante decorada.

Nesta seção, leitores do Manual gentilmente abrem um pedacinho da sua intimidade para nos mostrar seus escritórios domésticos, onde trabalham, estudam e/ou se divertem, e explicam os produtos e fluxos de trabalho que usam. Veja outros escritórios e, se puder, envie o seu também. O texto abaixo é de autoria da Livia e do Leandro.


Nós somos arquitetos e temos juntos um escritório de projetos arquitetônicos a Janela Arquitetos. Somos noivos, e trabalhamos juntos desde 2012.

Estabelecemos nosso escritório neste endereço desde 2017, mas tivemos a ideia de mudar para o mesmo imóvel em 2020, primeiro porque já estávamos querendo morar juntos e também para facilitar os deslocamentos e isolamentos nesta pandemia. Fizemos uma pequena reforma e conseguimos nos mudar em 2021, então hoje este é um escritório “caseiro”.

Não é exatamente um “home office”, mas um “office home”. O escritório ocupa a metade frontal do imóvel e possui uma mesa onde trabalhamos todos juntos. O espaço desta mesa fica integrado com a nossa recepção, que também é uma sala de estar com direito a um piano de família (o Leandro toca de vez em quando) e um aquário.

Não temos aquela coisa de escritório com secretária e sala de espera. Conseguimos atender os clientes e outros profissionais que trabalham para o projeto acontecer sempre com horários marcados e nós mesmos fazemos os contatos diretamente.

Mesa ampla, com três estações de trabalho/computador, em uma sala bem iluminada, com janelas grandes e uma porta de vidro ao fundo, e decoração de tijolinhos claros.
Foto: Arquivo pessoal.

Na mesa onde trabalhamos temos lugar para três pessoas simultaneamente. Trabalhamos nós (Livia e Leandro) e mais dois estagiários que alternam os turnos. O bom de trabalharmos todos juntos na mesma mesa é a colaboração constante. Temos como filosofia que os estagiários estão aqui para aprender além de colaborar. Dessa forma, podemos ter contato próximo e ensiná-los de perto.

A mesa é feita com duas folhas de porta unidas e sustentadas por dois cavaletes. As CPUs dos computadores ficam sob o tampo. O amplo espaço que ela proporciona é bem flexível e serve para abrir desenhos grandes impressos e desenhar também quando preciso.

O fato dela não ter gavetas deixa tudo o que estamos fazendo à mostra e nos força a sempre darmos um fim nos papéis que se acumulam — meio que força a metodologia “get things done”. O que está sobre a mesa precisa ser processado de alguma forma e depois arquivado ou descartado.

Trocamos as cadeiras recentemente. Aproveitando uma das dicas do Manual do Usuário na última Black Friday, é o modelo Uni, da Flexform. Muito confortável e ergonômica.

Foto em close de uma das estações de trabalho, mostrando o monitor, teclado, xícara e alguns outros objetos sobre a mesa. Ao fundo, a porta de vidro aberta e um piano fechado à esquerda.
Foto: Arquivo pessoal.

Os computadores são todos PCs que vamos montando e renovando conforme a necessidade. O mais antigo foi montado em 2015 e o mais recente este ano. Para os dois últimos, compramos separadamente todas as peças pela internet em diversas lojas e nos aventuramos a montá-los nós mesmos. Deu certo e estão funcionando! Todos possuem boas placas de vídeo da Nvidia, essencial para desenvolvimento de projetos e de modelos 3D.

Hoje há apenas um monitor para cada, mas o plano é futuramente adicionar um segundo. Temos um Dell U2412UMb que nos acompanha desde 2011 e continua ótimo e mais dois LG 24MK430H mais recentes.

Aqui não temos um servidor central, trabalhamos com um sistema que sincroniza as pastas de forma descentralizada (Syncthing). A vantagem é que cada computador é um backup e que não precisamos nos preocupar com arquivos de vários gigas sendo abertos e transferidos sobrecarregando a rede durante o uso. Cada um trabalha com uma cópia local que depois é atualizada automaticamente nos outros computadores. Funciona muito bem.

Na estante de metal na parede atrás da mesa guardamos alguns livros de referências, revistas de arquitetura e catálogos de materiais.

Separada em outro cômodo, fica uma impressora Epson L1300 que imprime A3, muito útil para nós, pois é um formato que dá para imprimir boa parte dos projetos sem a necessidade de mandar plotar fora em formatos maiores. Como fica em outra sala ela funciona através de um pequeno servidor de impressão Wi-Fi da TP-Link que já está pedindo arrego (se esquentar, trava), mas que ainda dá conta do recado.

Fora isso, há uma sala de apresentação onde conectamos uma TV a um notebook para apresentar os projetos. Esse notebook também é útil quando precisamos apresentar em outros locais ou fazer um levantamento mais detalhado em campo.

Das coisas que dá para ver sobre a mesa, destaco ainda um iPad da 4ª geração de 2013 que, devido a falta de suporte aos apps antigos e de atualizações, hoje serve mais para lermos artigos em PDF e partituras para o piano, o que é uma pena pois tem um hardware impressionante até para os padrões atuais. Tem também duas calculadoras Casio fx-82MS que nos auxiliam em pequenos cálculos e uma mesinha digitalizadora Bamboo Pen CTL-460 da Wacon, de 2010, que utilizamos de vez em quando para tentarmos alguma coisa em pintura digital.

As fotos que ilustram este post foram tiradas com uma Nikon D5000, outro gadget com mais de 10 anos que utilizamos para fotografar obras finalizadas.

Ao mesmo tempo em que estamos pesquisando constantemente por novidades tecnológicas, ponderamos se vale a pena trocar o que já temos. Muitas das coisas que utilizamos já são um pouco antigas, mas nos atendem bem. Isso se reflete nos softwares também, pois só utilizamos softwares legais, com as licenças corretas, ou livres.

Escritório visto por outro ângulo, da ponta da mesa, com uma janela aberta ao fundo e uma estante decorada à direita.
Foto: Arquivo pessoal.

Sobre os softwares que utilizamos:

Sistema Operacional: Windows 10 e 11. Ainda dependemos do Windows por conta do nosso principal software de trabalho, o ArchiCAD. Já testamos algumas distros Linux e não teríamos problema nenhum em fazer a migração, não fosse a incompatibilidade com o ArchiCAD.

Desenvolvimento dos projetos: ArchiCAD Solo 25. Aqui está concentrado a maior parte de nosso fluxo de trabalho. Desde a concepção do projeto, detalhamento, modelagem 3D, simulações, compatibilização, criação de quantitativos, tabelas e toda a documentação final do projeto.

Trabalhamos dentro da metodologia BIM, o que agiliza muito o ciclo de vida do projeto, da concepção à obra. Para isso o ArchiCAD é realmente um software de respeito. Muito estável, possui uma interface organizada e eficiente. Lida muito bem com projetos de diversas escalas, de urbanismo a decoração de interiores, e é super flexível para o que precisamos.

Usamos aqui a versão Solo por assinatura anual, que achamos ter um custo-benefício bem acessível para o tamanho de nosso escritório. E, nesse caso, é importante estarmos sempre com a última versão.

Essa versão não tem as ferramentas de colaboração em times e renderização da versão completa, o que conseguimos contornar sem prejuízos dado o tamanho de nossa equipe e nossa preferência por outros softwares quando chegamos na etapa de renderização.

Modelagem esporádica: Sketchup 2015. Aqui usamos muito pouco o Sketchup. Temos uma licença da versão 2015, que de vez em quando utilizamos para algum detalhe.

Para renderização, utilizamos dois softwares dependendo do nível de detalhe do projeto e do tempo que dispomos para apresentar o projeto.

Blender. É nosso projeto de software livre do coração. É um modelador 3D completo que utilizamos desde os primeiros anos da faculdade, em 2006, mas que só se tornou viável para renderizar projetos em nosso escritório em 2018, quando ganhou mais velocidade e melhorias para renderizar imagens fotorrealistas dentro dos prazos de que dispomos. Antes disso, era mais usado para projetos pessoais.

Hoje utilizamos o Blender para projetos que incluam decoração de interiores, que possuam mais detalhes, quando precisamos de imagens mais realistas ou que necessitem de algum recurso especial dele.

Por não vir por padrão com uma biblioteca de materiais e objetos, configurar uma renderização no Blender demanda mais tempo do que softwares que já vêm com bibliotecas. E o processo de renderização também demanda mais tempo de processamento em geral.

Por outro lado sua flexibilidade nos permite controlar cada aspecto da imagem que queremos gerar, dando mais controle e qualidade no resultado final que almejamos.

Também usamos o Blender para modelagens eventuais e edição de vídeo.

É um projeto com o qual contribuímos voluntariamente no desenvolvimento com  a tradução para português brasileiro e eventualmente reportando bugs.

Twinmotion. Desde que a Epic comprou o Twinmotion, em 2019, e disponibilizou uma licença completa e grátis a quem então se cadastrasse e baixasse o Twinmotion por um certo periodo, nós começamos a utilizá-lo para renderizar de forma mais rápida alguns projetos. É um renderizador em tempo real (como o Lumion) e, como tal, tem suas limitações para projetos de interiores, como nos reflexos, por exemplo. Porém entrega imagens de qualidade de forma muito rápida. Entre suas vantagens está a integração nativa com o ArchiCAD e a biblioteca de materiais prontos.

Inspiração: PureRef. Este programa é muito legal para organizar referências e ideias para um projeto. Com uma interface praticamente invisível e única, ele ajuda muito a termos um panorama das referências de forma rápida e sem ficar no caminho.

Editor de imagem: Photoshop. Temos uma licença perpétua do Photoshop CS5 (2012). É um pouco antigo, mas faz o que precisa ser feito. De pequenos retoques, edição de texturas a diagramação de posts para o Instagram.

Gimp. Alternativa de código aberto ao Photoshop, estamos aos poucos migrando e usando quando possível.

Irfanview. Este é um software gratuito, mas que não é livre. Ele serve de visualizador e editor para coisas simples. Tem uma interface um pouco defasada (ou nostálgica), com cara do Windows 95, mas tem muitos recursos úteis. Utilizamos para adicionar marca d’água a centenas de imagens de uma vez, converter tipos de arquivos de imagem, recortar, redimensionar ou anotar alguma coisa simples sobre a imagem.

Darktable. Após anos usando a versão 3 (desde 2010!) que tínhamos do Ligthroom, resolvemos migrar este ano para o Darktable. E quantas vantagens tivemos! É um software para organização e processamento de fotos raw que tiramos com a câmera Nikon. Gostaríamos de ter migrado antes.

Editor Vetorial: Inkscape. Editor vetorial de código aberto. Usamos para trabalhos que envolvam identidade visual, diagramações e impressões.

Suíte de escritório: Microsoft Office 365. Assinamos basicamente por comodidade e pelo espaço gigantesco do OneDrive, que é o talvez o armazenamento na nuvem mais barato existente. Da suíte usamos o Word basicamente para editar propostas, contratos, listas de materiais e relatórios, e o Excel para pequenos cálculos, algum quantitativo ou orçamentos de obras.

LibreOffice. Deixamos instalado, quem sabe um dia façamos a migração. Não teríamos muitos problemas, funciona muito bem também.

Organização de arquivos: Syncthing com Synctrayzor. O Syncthing é o programa responsável pela sincronização, mas ele não possui interface gráfica nativa, somente linha de comando e uma interface acessível por navegador. Mas existe o SyncTrayzor que dá a ele uma interface gráfica completa. Funciona muito bem.

Backup: Backblaze. Mudamos este ano do CrashPlan para o Blackblaze e estamos gostando muito. O preço é ótimo. Ele é muito simples de configurar e seguro. Faz backup praticamente do computador inteiro na nuvem, sem limite de tamanho, e mantém tudo atualizado automaticamente. No plano principal ele guarda arquivos excluídos por 30 dias, mas optamos pelo plano de 1 ano. Já aconteceu de darmos falta de uma pasta que foi acidentalmente excluída alguns meses depois da exclusão e os backups nos salvarem.

Entre as experimentações que fazemos estão algumas coisas muito básicas ligadas à programação, em Python, C ou JavaScript. Nada muito útil, às vezes é fuçar em um add-on do Blender para ver como funciona, algum curso de programação que começamos e paramos, ou algo mais artístico e procedural com o Processing e JavaScript.

Editores de texto: Notepad++. Ótimo para edições rápidas.

Visual Studio Code. editor de código aberto da Microsoft (!), com uma infinidade de plugins e muito competente para desenvolver código, debugar e organizar projetos em praticamente qualquer linguagem existente.
Serviços

Anotações: Evernote. Serve para anotar qualquer coisa, desde lembretes, tarefas para fazer, guardar artigos, documentos e informações pessoais, dados de saúde como exames e receitas, etc. Inclusive este artigo está sendo escrito nele partes no celular e partes no computador, graças a sincronização instantânea. Outra coisa que usamos há mais de dez anos, e quanto mais usamos mais informações úteis temos guardadas nele.

E-mail. Usamos o email próprio do nosso servidor de hospedagem do site ajustado a algum webmail ao gosto do freguês. Aqui vamos de Gmail a Fastmail.

Gestão financeira: Ynab (You Need a Budget). Serviço voltado para finanças pessoais, mas que se adaptou muito bem às finanças do escritório. Este ano aumentaram o preço, mas temos tanta coisa organizada nele que ainda vale a pena. Não encontramos nenhuma alternativa que nos atendesse tão bem.

Agenda: Google Calendar. A sincronização das agendas salva nossas vidas sempre.

Backup de fotos: Google Photos. Além de termos backups em HD, hoje utilizamos o Google Photos. Sabemos de todos os problemas de privacidade etc., mas, mesmo assim, nos vendemos pela comodidade. Até hoje não encontramos um serviço melhor e mais em conta — mesmo com o limite de espaço ainda estamos com folga dentro do plano gratuito, isso depois de passar absolutamente todo o backup de fotos antigo (desde 2004, com nossa primeira câmera digital) e algumas fotos ainda mais antigas escaneadas. É muito legal entrar na galeria de fotos do celular e encontrar fotos de 20 anos atrás com a mesma facilidade que encontramos fotos tiradas mês passado.

Comunicação com clientes e equipes de engenharia e construção: WhatsApp. Não tem jeito, é o app universal. Já tentamos montar Trello, Basecamp, Evernote Business, Notion, entre outros. São maravilhosos, mas para o porte de projetos e obras que trabalhamos e nosso fluxo de trabalho (não temos uma pessoa só para organizar isso), não funcionam pelo simples motivo de que as pessoas não quererem criar uma conta, perderem senhas, não terem o hábito de abrir esses sites e serviços o tempo todo, etc.

Acredito que o pessoal que trabalha na área de tecnologia deve achar um absurdo, mas fora dessa área as pessoas em geral não querem saber de usar um único sistema a mais do que estão acostumadas. Os grupos do WhatsApp podem não ser o ambiente de colaboração mais organizado do mundo, mas torna a comunicação instantânea e democrática entre todos os profissionais e clientes, desde pedreiros que às vezes têm dificuldade para escrever, até construtoras com equipes inteiras de engenharia todos usam somente o WhatsApp para comunicação e trocas de arquivos.

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11 comentários

  1. Muito legal a matéria. Só discordo da parte “OneDrive é o armazenamento em nuvem mais barato que existe.”. Assino o Google Workspace com armazenamento ilimitado por apenas 90 reais mensais (além do custo anual do 40 reais do domínio). Nessa proporção espaço/valor, acaba sendo muito mais barato que o OneDrive ou qualquer um outro.

  2. Adorei esse escritório e a descrição das rotinas de trabalho, até por atuar em área semelhante (sou engenheiro eletricista, trabalho com projetos de instalações, sempre com softwares CAD e BIM quentes aqui).

  3. Muito legal o escritório e o texto.

    Interessante o uso de software taxados como “antigos”, mas que ainda resolvem as suas necessidades. Nem sempre é necessário gastar horrores para ter tudo na última versão ou ter todas as assinaturas possíveis.

    Parabéns e sucesso!

  4. Sempre bom ver os escritórios dos leitores do MdU, e desta vez temos até o rosto dos participantes do dia. :)

    Se me permite um pitaco, tava pensando aqui em uma coisa enquanto lia. Vocês falam que usam um servidor de impressão wi-fi da TP-Link, na qual estão preocupados com o estado dele. Já pensaram em trocar tal por um computador pequeno de baixo consumo (tipo Celeron ou Atom) com Linux e/ou Windows para servir de servidor de impressão, e se necessário até como um micro servidor extra para backup ou qualquer outra necessidade?

    Ou até em (sei que vocês vão gritar um “argh!”) um cabo USB longo passando de um dos computadores até lá? (Não falei? Escutei o “argh!” aqui!).

    (Fui pesquisar o preço de micro servidores de impressão e realmente ainda estão caros… :\ creio que eu faria uma solução de deixar um computador exclusivo para impressão, mas tentaria achar algum microterminal ou até notebook sem tela.)

    1. Valeu pelo pitaco! A solução será fazer alguma coisa assim mesmo. Temos um notebook que talvez dê certo para isso. A questão é que esse printserver é muito prático, liga em questão de segundos e já está pronto para imprimir, porém acredito que nem esteja mais a venda. Vou insistir até ele desistir de vez.
      Sobre o USB, não é má ideia não haha! Só não sei se daria certo pela distância mas como a casa é de forro, daria para tentar passar em alguma mangueira e descer na outra sala. Mas eu precisaria de uns 10m de cabo ou mais. Acho que até tem alguns cabos desse tamanho com amplificador, mas não sei se funcionam muito bem.

      1. Salvo engano cabos muito longos não funcionam muito bem não.

        Pesquisei e tem para vender printservers em sites chineses, então ainda há para achar. (Engraçado que o Tp-Link, ao menos o modelo que achei, era WiFi tipo G, não N. Achei engraçado.).

  5. Confesso que não li o texto, estou dando apenas uma escapadinha rápida por aqui, mas pelas fotos… meu, que escritório lindo! Lindo, mesmo! Parabéns!

    Depois eu leio com calma tudo o que foi escrito.

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