Parlamento e Conselho Europeu chegaram a um acordo das regras do Digital Markets Act (DMA), nova legislação criada para frear o domínio e as práticas anticompetitivas das grandes plataformas digitais. Entre as regras, estão a interoperabilidade de aplicativos de mensagens e direito ao consumidor de definir aplicativos e serviços padrões em sistemas operacionais. Essas obrigações serão impostas a empresas com valor de mercado acima de € 75 bilhões ou que tenham receita de pelo menos € 7,5 bilhões no bloco. A punição pelo descumprimento é de multa de 10% da receita global — ou 20%, em caso de reincidência. A previsão é que o DMA comece a valer no final do ano. Via Politico (em inglês), O Globo.
Na Argentina, ainda em fase de testes, o WhatsApp aumentou o tamanho máximo de arquivos que podem ser enviados pelos usuários — de 100 MB para 2 GB. (Não por coincidência, o novo limite é o mesmo existente no Telegram.)
Por ora, usuários argentinos podem enviar arquivos grandes entre si e para pessoas de outros países. Se tudo correr bem, como é de praxe, o novo teto para arquivos será estendido a fotos e vídeos e aos usuários no resto do mundo. Via La Nacion (em espanhol).
O que muda com a regulação de criptoativos no Brasil
O crescimento vertiginoso em valor de mercado do bitcoin, a partir de 2017, e uma profusão de novos negócios baseadas na tecnologia blockchain, incluindo aí os ilícitos, chamaram a atenção dos poucos brasileiros ainda com dinheiro para investir. Agora, na esteira do “boom” dos criptoativos — e dos golpes envolvendo esse tipo de bem digital —, o Congresso brasileiro corre para regular o setor.
Post livre #309
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.
O Instagram está liberando novos modos de visualização do feed, ambos apresentados em ordem cronológica:
- Seguindo (Following): É um feed só com fotos e vídeos de pessoas que você segue, ou seja, sem recomendações do algoritmo.
- Favoritos (Favorites): É um feed com perfis que você segue e que foram incluídos numa lista de favoritos. Essa lista comporta até 50 perfis e pode ser editada livremente — os perfis adicionados ou removidos não são alertados disso.
A inclusão de perfis aos favoritos também serve de sinal ao algoritmo, que passa a dar um peso maior a esses no feed algorítmico/padrão.
O anúncio da novidade dá a entender que o feed algorítimico/padrão terá ainda mais “recomendações baseadas em seus interesses”.
Para alternar entre os feeds, é só tocar no logo do Instagram no canto superior esquerdo da tela. Quando o recurso for disponibilizado na sua conta, o que deve acontecer ainda nesta quarta (23.mar), uma animação indicará o local. Via Meta (em inglês).
O Gnome 42 foi lançado nesta quarta (23). A nova versão do ambiente gráfico para Linux é ambiciosa: conta com grandes novidades e uma série de melhorias nas fundações, como a migração de aplicativos básicos/pré-instalados para o framework GTK 4 e o novo padrão visual libadwaita.
Os destaques do Gnome 42:
- Modo noturno nativo.
- Nova ferramenta de prints.
- Vários aplicativos atualizados para o GTK 4 e libadwaita — melhor desempenho, novo estilo de interface moderno e novos elementos de interface do usuário.
- Novos aplicativos padrões: Text Editor (editor de textos básico; entra no lugar do Gedit) e Console (novo emulador de terminal).
- Suporte ao protocolo RDP em sessões remotas.
- Vários ajustes e melhorias na interface.
O Fedora 36, provavelmente a melhor distribuição para quem gosta do Gnome puro, está previsto para 26 de abril e trará o Gnome 42. Quem estiver curioso pode instalar o Gnome OS em uma máquina virtual. Via Gnome (em inglês).
Vez ou outra, o WhatsApp GB, uma variante pirata/alternativa do aplicativo oficial do WhatsApp para Android, volta ao noticiário pelo risco que ensejam de banimento temporário da conta do usuário. Via Núcleo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1.
O assunto não é novo. Pelo menos desde 2018 já havia alertas relacionados ao WhatsApp GB, ou GBWhatsApp. E, antes disso, de outros aplicativos similares, como WhatsApp Plus e WhatsApp Holo.
O WhatsApp GB oferece “super poderes”, como ver mensagens e status apagados pelos remetentes, e alguns recursos menos polêmicos, mas inexistentes no aplicativo oficial, como temas visuais diferentes.
O problema é que o WhatsApp/Meta proíbe o uso de aplicativos alternativos para acessar a rede do WhatsApp e ameaça com suspensão aqueles que se arriscam a usá-lo. Deve ser uma dor de cabeça tão frequente que o WhatsApp GB é citado nominalmente na documentação do aplicativo a respeito de banimentos temporários.
Além do risco no uso, a obtenção do WhatsApp GB também é perigosa. O aplicativo não está disponível na Play Store, ou seja, é preciso baixá-lo de sites desconhecidos. Numa dessas, a pessoa interessada pode dar o azar e instalar um aplicativo adulterado/malicioso no celular.
Por tudo isso, e por mais tentador que sejam os recursos exclusivos do WhatsApp GB e de outros aplicativos alternativos, fica o conselho: evite-os.
Topei com o vídeo acima, que compara os chips M1 Ultra e M1 base da Apple, em um Mac Studio e Mac mini, respectivamente, em diversas tarefas. Chama a atenção o fato de que na maioria dos testes a diferença em preço e números frios não se traduz em ganhos de velocidade. O Mac Studio com M1 Ultra custa quase cinco vezes mais que o Mac mini base (R$ 47 mil contra R$ 8,4 mil).
Curioso com os resultados, peguei um dos benchmarks focados em processamento bruto, o Cinebench, e rodei eles no meu próprio notebook, um MacBook Pro de 2015, com um Core i5 de 5ª geração. Os resultados:
Multi-core
M1 Ultra: 24.157
M1 (Mac mini): 7.779
Core i5 (5ª geração): 1.944
Single-core
M1 Ultra: 1.534
M1 (Mac mini): 1.469
Core i5 (5ª geração): 757
O velho Core i5 da Intel foi obliterado em multi-core, mas é “só” 50% mais lento em atividades single-core.
Como disse o leitor Gabriel Arruda, para uso comum um Mac Studio Ultra e MacBook Air (ou Mac mini) são exatamente a mesma coisa.
Não à toa, no vídeo o poder do Mac Studio só aparece em sua plenitude em atividades bastante específicas, como quando o youtuber exporta vídeos em 8K com vários filtros e recursos avançados.
O YouTube atualizou suas diretrizes de comunidade referentes às eleições de olho nas de outubro, aqui no Brasil. Além de regras que já existiam, como a proibição de certos conteúdos que desinformam — dia e horário de votar errados, quem pode e que não pode candidatar-se etc. —, a plataforma de vídeos do Google anunciou algumas mudanças, com destaque para a proibição de questionar a legitimidade das eleições de 2018, um dos esportes favoritos do atual presidente, futuro candidato à reeleição e usuário assíduo da plataforma de vídeos Jair Bolsonaro (PL). Via YouTube.
China propõe novas regras para proteger menores de idade na internet
A Administração de Cibersegurança da China propôs na segunda (14) novas regras para proteger a saúde física e mental de menores de idade na internet, chamando famílias, empresas, mídia e organizações a terem responsabilidade social com a questão. Ainda está em fase de comentários, incorporando mudanças a partir de uma legislação de 2020 referente a proteção de menores. A tradução para o inglês é do Jeremy Daum, do China Law Translate.
Além de incentivar a criação de serviços sem fins lucrativos, bem como a literacia digital, outros pontos de destaque do texto são: a criação de ferramentas para sinalizar e alertar sobre conteúdo ilegal ou perigoso em softwares e produtos tecnológicos que atingem menores de idade; a realização, por parte das empresas, de revisões periódicas do impacto dos seus produtos nesse público; o fortalecimento de meios para denúncia de comportamentos indesejados, como bullying; o papel dos guardiões no consentimento de uso de dados pessoais dos menores. Para quem quer ficar por dentro de toda a legislação chinesa referente a crianças no mundo virtual, Daum também preparou essa lista útil.
A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.
A Roku anunciou o OS 11, nova versão do sistema operacional das suas caixinhas de streaming, TVs e caixas de som. A grande novidade é a estreia dos álbuns de fotos. A partir do aplicativo para celular, os usuários podem enviar fotos e vê-las no aparelho e na proteção de tela. Esses álbuns podem ser compartilhados e criados em conjunto com outros usuários.
O OS 11 traz, ainda, novos modos de áudio para as caixas de som da marca, uma nova área de curadoria de conteúdo dos canais mais usados, “O que assistir”, na tela inicial e outras melhorias menores, todas descritas nos links ao lado. O Roku OS 11 será liberado gradualmente “nas próximas semanas”. Via blog da Roku, suporte da Roku (ambos em inglês).
A Apple atualizou o aplicativo do Apple TV+ no Google TV e Android TV e removeu o recurso de aluguel e compra de vídeos. Segundo fontes da Apple que falaram a John Gruber, do blog Daring Fireball, o que motivou tal degradação nesses aplicativos do Apple TV+ foi o fim de um acordo com o Google que isentava a Apple de pagar taxas da Play Store — a mesma que a Apple defende ser válida na sua App Store e arrastou a empresa para uma barulhenta disputa judicial com a Epic Games, do jogo Fortnite.
Até aí, como observa Gruber, tudo certo: a Apple agiu como orienta desenvolvedores insatisfeitos com a taxa da App Store a agir, ou seja, tirou a venda digital de circulação da loja de aplicativos do Google. O problema é que, no lugar dos botões de compra e aluguel, a Apple colocou um tutorial ensinando os usuários a comprarem e alugarem esses itens em seus dispositivos Apple ou na web. As diretrizes da App Store proíbem esse tipo de abordagem. Via FlatpanelHD, Daring Fireball (ambos em inglês).
Arriscada, a aposta do STF em bloquear o Telegram no Brasil deu muito certo
Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou memorandos de entendimento com plataformas digitais para combater a desinformação nas eleições de outubro, uma ausência se fez notar: a do Telegram.
Nos últimos dias, plataformas digitais anunciaram reajustes nos preços para refletir a inflação e a alta no preço dos combustíveis:
- 99: Aumento de 5% no preço do quilômetro rodado.
- iFood: Aumento de 13% na rota mínima (de R$ 5,31 para R$ 6) e de 50% no quilômetro rodado (de R$ 1 para R$ 1,50).
- Uber: Aumento temporário de 6,5% no preço das corridas.
Os reajustes de 99 e Uber já estão valendo. Os do iFood entram em vigor no dia 2 de abril.
A remuneração de motoristas e entregadores foi apontada como um dos problemas mais graves no relatório da Fairwork. Das seis plataformas analisadas, apenas a 99 garantia o salário mínimo aos trabalhadores. Via LABS.
Saiu melhor que encomenda a pressão que o Supremo Tribunal Federal (STF), via decisões do ministro Alexandre de Moraes, impôs ao Telegram. Ele não só conseguiu estabelecer contato com o aplicativo, como teve as demandas atendidas e excedidas. Leia a íntegra da decisão (PDF).
O Telegram indicou um representante no Brasil, o advogado Alan Campos Elias Thomaz, e informou ao STF uma série de medidas para conter a desinformação na plataforma e colaborar com a Justiça brasileira, como o monitoramento dos 100 canais mais populares (que respondem por 95% das mensagens visualizadas no aplicativo), acordos com agências de checagem nacionais e monitoramento do que a imprensa e o Twitter brasileiros falam do Telegram. Também anunciou mudanças técnicas no app para rotular conteúdos marcados como falsos pelas agências. Via Núcleo, STF.
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