o tempo da usenet, irc, da web…mesmo do e-mail (c/ PGP)…era fantástico. centralizar a descoberta e a identidade em empresas danificou de verdade a internet. Entendo que parte da culpa é minha, e me arrependo.

— Jack Dorsey, ex-CEO e co-fundador do Twitter.

Livrar-se do comando do Twitter deixou Jack Dorsey mais confortável em tecer críticas à sua criação. Será que ele já ouviu a palavra do Mastodon? Via @jack/Twitter (em inglês).

Apoie o Manual do Usuário pelo preço de um cafezinho

O Manual do Usuário é um projeto editorial que cobre tecnologia de consumo com pé no chão e opinião. Saiba mais.

Uma das bases do Manual é a transparência. Dentro desse pilar está o nosso financiamento: não existe doador secreto ou financiadores obscuros; aqui, é tudo às claras. Quem nos lê sabe de onde vem o dinheiro. Quem assina, sabe até para onde vai cada centavo e quanto os colaboradores recebem.

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Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo, adquiriu 73,5 milhões de ações do Twitter e agora é dono de 9,2% da empresa. A aquisição foi feita no dia 14 de março e divulgada pela SEC nesta segunda (4.abr).

As ações do Twitter na Nasdaq subiam 26% no pré-mercado após o anúncio da compra de Musk.

O Twitter é a rede social preferida do executivo, onde ele vocifera várias das suas maluquices e provocações. O uso da rede já lhe custou um puxão de orelha da SEC em 2018, quando ele postou que pensava em fechar o capital da Tesla e causou tumulto no mercado.

Nas últimas semanas, Musk vem questionando o compromisso do Twitter com a “liberdade de expressão”. Ele havia manifestado interesse em ter sua própria empresa de mídia, mas, pelo visto, optou pelo caminho mais curto — comprar uma. Via Valor, G1.

A Apple liberou uma pequena, mas importante atualização na sexta (1º) para o iOS, iPadOS (15.4.1) e macOS (12.3.1). No iOS/iPhone, ela corrige uma falha que fazia o celular consumir mais bateria que o normal. Nos três sistemas, tapa duas falhas do tipo “dia zero” que, segundo a empresa, já estavam sendo exploradas.

Em 2022, a Apple já corrigiu cinco falhas do tipo “dia zero” — preocupantes porque expõem os sistemas a ataques antes mesmo que a Apple saiba que elas existem. Via BleepingComputer, Apple (ambos em inglês)

Cassidy James, um dos dois co-fundadores do elementary OS, distribuição Linux focada em usuários finais, anunciou ter deixado o projeto.

Ele travava uma disputa de bastidores com Danielle Foré, a outra co-fundadora, desde que manifestou interesse em arranjar um emprego paralelo às suas funções na empresa que ambos criaram para gerir o elementary OS. Era uma tentativa de aliviar as contas do projeto, no vermelho desde o início da pandemia de covid-19.

Relembre o caso nestes dois posts.

Em seu blog, Cassidy deu mais contexto à situação que culminou com sua saída, mas não detalhou os termos dela, provavelmente por orientação de advogados. Ele disse que dedicará seu tempo livre a outros projetos de código aberto, como o ambiente Gnome e o pacote de distribuição Flatpak. Via CassidyJames.com (em inglês).

O WordPress.com da Automattic, braço comercial do WordPress, CMS de código aberto muito popular (e que faz funcionar este Manual do Usuário), simplificou a estrutura de planos pagos e deixou muita gente emparedada, como Anders Norén, que chamou a atenção para o problema em seu blog.

Antes, o WordPress.com oferecia cinco planos com preços e recursos variados. Agora, numa mudança abrupta e não comunicada previamente, tem apenas dois, o gratuito e o WordPress Pro (pago).

Problema: o preço do plano Pro é maior que o dos planos mais básicos, e o gratuito sofreu cortes significativos:

  • O espaço de armazenamento caiu de 3 GB para 500 MB; e
  • Foi imposto um teto para acessos mensais, de 10 mil visitas. (O plano Pro também tem um teto, de 100 mil visitas/mês.)

No Brasil, o plano Pro custa R$ 75 por mês e, o que é pior, é pago anualmente, o que significa que alguém interessado nos recursos precisa desembolsar R$ 900 de uma vez só. Pior ainda:

Dave Martin, CEO do WordPress.com, desculpou-se no Hacker News pelo que chamou de “péssimo trabalho” ao comunicar as mudanças.

Dave prometeu que usuários em planos não antigos não serão afetados pela mudança; que a Automattic tem por hábito ajustar preços por país, para que os valores sejam acessíveis dependendo do local; e que em breve o serviço terá “add-ons” pagos para recursos específicos, como mais espaço ou mais tráfego.

Mesmo com as promessas, fica um gostinho de retrocesso. Via Root Privilegies, Hacker News (ambos em inglês).

Encontre anexos gigantes no seu e-mail para economizar espaço — e dinheiro

Se ainda não aconteceu com você, um dia acontecerá: acabar o espaço do seu e-mail. As empresas que oferecem e-mails gratuitos cobram por mais espaço e embora pagar seja uma opção super válida, existem alguns paliativos que podem adiar em alguns meses ou até anos esse novo gasto na sua vida. O melhor deles é a exclusão de anexos gigantes.

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Robô que imita humano, Ryan de The O.C. contra o bitcoin e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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A interoperabilidade para aplicativos de mensagens vem aí

Uma das determinações do Digital Markets Act (DMA), a nova lei europeia gestada com o objetivo de conter o poder da big tech e restabelecer a competitividade no setor, e que deve entrar em vigor no final de 2022, é a exigência de interoperabilidade entre aplicativos de mensagens das empresas enquadradas como “gatekeepers”, aquelas com valor de mercado superior a € 75 bilhões ou que tenham faturamento anual de € 7,5 bilhões ou mais na União Europeia.

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A nova OnePlus

por Cesar Cardoso

A chegada da OnePlus no mundo Android foi um grande surto coletivo, com o “never settle” e todo o hype de Carl Pei e Pete Lau. Carl Pei saiu (e levou a hype machine pra Nothing), a BBK uniu a Oppo e a OnePlus debaixo da asa de Pete Lau e, bom, a OnePlus queridinha do mundo nerd Android morreu, faleceu, foi de base.

Agora é uma marca querendo ser mainstream, talvez mais próxima de ser uma segunda marca global da BBK Electronics (a primeira está se encaminhando para ser a Realme) e aproveitar o espaço que surgiu a partir da saída da LG do mercado móvel; um sinal disso é que, em 2022, a expansão da marca promete ser agressiva fora de EUA/Europa Ocidental/Índia/China:

Gráfico em círculo mostrando os mercados de expansão da OnePlus.
Notaram ali “América do Sul”? Eu já tirei o cavalinho da chuva, não acredito que em 2022 a OP apareça além de Chile, Peru e Colômbia. Imagem: OnePlus/Divulgação.

Na prática dos telefones, depois de sair na China em janeiro, o OnePlus 10 Pro saiu para o resto do mundo esta semana; este topo da linha da nova OnePlus divide opiniões como a própria nova OnePlus, bastando ler as análises de Engadget e de The Verge.


Pinguins Móveis é uma newsletter semanal documentando e analisando a marcha do Linux por todos os cantos da eletrônica de consumo — e, portanto, das nossas vidas. Inscreva-se aqui.

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) apresentou nesta quinta (31), no Senado, a versão final do projeto de lei 2630/2020, o PL das Fake News.

A nova redação trouxe algumas mudanças. O lobby de Meta/Facebook e Google (que irritou Orlando) surtiu efeito: o artigo 7º foi alterado e agora permite que dados dos usuários de redes sociais sejam processados por terceiros, mas exige que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) seja respeitada.

Também houve flexibilizações nos prazos para a produção dos relatórios de transparência semestrais das plataformas, e mais detalhes da composição deles agora constam no texto.

Outros pontos polêmicos, como a imunidade parlamentar em redes sociais e a obrigação das plataformas de remunerarem o jornalismo profissional (uma demanda que as próprias empresas de mídia e associações setoriais acham ruim), foram mantidos.

Orlando Silva disse que espera que o PL seja votado no plenário da Câmara semana que vem. A atribuição de pautar a votação cabe ao presidente da casa, o deputado Arthur Lira (PL-AL). Via O Globo, Núcleo, Correio Brasiliense, @cdr_br/Twitter.

Uma falha na blockchain Ronin, usada pelo jogo Axie Infinity (ambos da empresa Sky Mavis), permitiu que alguém roubasse o equivalente a US$ 600 milhões (~R$ 3 bilhões) em criptomoedas de usuários do jogo.

O mais maluco: a Sky Mavis demorou seis dias para descobrir o rombo, e só se deu conta depois que um usuário/jogador tentou converter seu dinheirinho virtual em dinheiro de verdade e não conseguiu.

O hack envolve validadores e outros termos bem técnicos (o blog da Molly White traz uma boa explicação), mas o que importa é que esse caso evidencia que: 1) não existe sistema infalível, por mais que os entusiastas de blockchains pintem eles assim; e 2) a natureza da blockchain, onde as transações são imutáveis, impede que as transferências indevidas sejam revertidas.

A parte (mais ou menos) triste é que, ao contrário de outros criptoativos, Axie Infinity é uma espécie de trabalho em países periféricos, como Indonésia e Brasil. (Aqui no Manual tem um relato da Paula Gomes de como o jogo/trabalho funciona.) Ou seja, uma parte desse dinheiro era/seria gasta com despesas do dia a dia. Via Ronin, Molly White, Kotaku (todos em inglês).

Este aplicativo transfere o WhatsApp do Android para o iOS — e vice-versa

por Manual do Usuário

* Este é um post patrocinado. Leia o nosso compromisso ético.

Para muita gente, o WhatsApp é sinônimo de celular. Para a maioria das pessoas, é, no mínimo, um aplicativo essencial  — onde conversamos com amigos e familiares, fazemos negócios e resolvemos problemas. Por isso, é importante cuidar bem do backup do WhatsApp com um aplicativo como o iTransor para WhatsApp, da iMyFone.

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Enquanto a galera fica implorando ao Twitter para adicionar o recurso de editar posts, o Mastodon chegou à versão 3.5 com essa e outras novidades.

A edição de posts ainda está desativada na interface web. Os desenvolvedores vão esperar que mais instâncias atualizem o sistema para a versão 3.5 antes de liberá-la. De qualquer forma, o trabalho pesado está pronto — é só questão de virar uma chave. Via Mastodon (em inglês).

Sabe quantas mensagens de áudio são enviadas no WhatsApp por dia? Sete bilhões. É uma escala insana. O dado foi revelado junto a uma série de melhorias no recurso — algumas delas já estão rolando, outras virão nas próximas semanas. Via WhatsApp.