O Twitter optou por não ceder — ao menos, não sem lutar — à investida de Elon Musk para adquirir 100% da empresa por US$ 43 bilhões e torná-la privada outra vez.
Na sexta-feira (15), o conselho de administração do Twitter votou por unanimidade a favor do uso da “poison pill” (“pílula venenosa”, em tradução livre) para dificultar a vida de Musk.
A “poison pill” é um mecanismo de defesa contra aquisições hostis previsto no estatuto de empresas listadas na bolsa. Ao engolir a pílula envenenada, as regras acionárias mudam.
Se um indivíduo ou grupo adquirir mais de 15% das ações do Twitter no mercado aberto, ou seja, sem o aval do conselho, outros acionistas ganharão o direito de comprar ações com desconto.
Essa manobra compra tempo para o conselho negociar a aquisição com o proponente da aquisição hostil e encarece o prêmio sobre o valor das ações que ele teria que desembolsar para comprar toda a empresa.
A “poison pill” do Twitter tem validade até 14 de abril de 2023. Via Seu Dinheiro, Valor Investe.
