O Twitter optou por não ceder — ao menos, não sem lutar — à investida de Elon Musk para adquirir 100% da empresa por US$ 43 bilhões e torná-la privada outra vez.

Na sexta-feira (15), o conselho de administração do Twitter votou por unanimidade a favor do uso da “poison pill” (“pílula venenosa”, em tradução livre) para dificultar a vida de Musk.

A “poison pill” é um mecanismo de defesa contra aquisições hostis previsto no estatuto de empresas listadas na bolsa. Ao engolir a pílula envenenada, as regras acionárias mudam.

Se um indivíduo ou grupo adquirir mais de 15% das ações do Twitter no mercado aberto, ou seja, sem o aval do conselho, outros acionistas ganharão o direito de comprar ações com desconto.

Essa manobra compra tempo para o conselho negociar a aquisição com o proponente da aquisição hostil e encarece o prêmio sobre o valor das ações que ele teria que desembolsar para comprar toda a empresa.

A “poison pill” do Twitter tem validade até 14 de abril de 2023. Via Seu Dinheiro, Valor Investe.

O varejo brasileiro é digital. Levantamento feito pela repórter Daniele Madureira, da Folha de S.Paulo, a partir dos balanços financeiros de grandes varejistas nacionais, constatou que elas já vendem mais pela internet do que nas lojas físicas:

  • Via (Casas Bahia e Ponto): 59% das vendas no digital;
  • Magazine Luiza: 71%; e
  • Lojas Americanas: 76%.

Apesar disso, as lojas físicas ainda são importantes pela logística, como ponto de apoio e até para emanar confiança aos consumidores. Tanto que, nesse mesmo período, as varejista continuaram abrindo novas lojas físicas.

Esse caldeirão do novo varejo brasileiro ainda tem outros ingredientes importantes, como o WhatsApp, os marketplaces e a pandemia. Via Folha de S.Paulo.

Como fazer transcrição de áudio e gerar legendas de forma rápida e 100% online

por Manual do Usuário

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Como assinar documentos digitalmente de graça, sem certificado digital

Assinaturas digitais de pessoas físicas nunca decolaram no Brasil devido ao custo. Para usá-las, era preciso comprar um certificado digital, que não é barato — em média, R$ 150 por ano.

Um decreto do governo federal de 2020, o 10.543, mudou essa realidade. Ele prevê, em seu artigo 6º, que contas Gov.br podem ser usadas para assinar documentos digitalmente. O Manual do Usuário testou e… não é que dá certo?

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O fundador e CEO do DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, foi ao Twitter desmentir relatos — repercutidos neste Manual — de que o buscador estaria suprimindo sites de pirataria e do youtube-dl do seu índice.

Segundo Gabriel, “nosso operador site: (que quase ninguém usa) está com problemas, e estamos cuidando disso”.

O operador site: restringe os resultados da pesquisa a um domínio. Se você pesquisar por site:manualdousuario.net duckduckgo, por exemplo, verá apenas resultados relacionados ao termo “duckduckgo” no site manualdousuario.net.

No momento, a busca acima não retorna resultados, sinal de que o operador está mesmo quebrado. Via @yegg/Twitter (em inglês).

Atualização (17/4, às 9h15): O CEO do DuckDuckGo foi ao Twitter explicar o problema. Veja o que ele disse.

Ainda não se sabe o motivo, mas o DuckDuckGo removeu do seu índice diversos sites de pirataria e o site oficial do youtube-dl, um popular aplicativo de linha de comando para baixar conteúdo do YouTube.

O TorrentFreak, que deu a notícia em primeira mão, cogita que tais remoções possam estar relacionadas a direitos autorais — mesmo no caso do youtube-dl, que não é, em essência, uma ferramenta destinada à pirataria. Eles tentaram contato com o DuckDuckGo, mas não tiveram resposta até o momento.

Tal prática é comum em buscadores, mas costuma ser motivada. O Google, por exemplo, remove sites de seu índice a pedido da Justiça e, quase sempre, de modo regionalizado. As remoções do DuckDuckGo afetam o mundo todo e não foram justificadas até o momento. Via TorrentFreak (em inglês).

Scrat (de “A era do gelo”) finalmente consegue sua noz e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Nesta semana, devido ao feriado, uma versão menor enviada na quinta. Leia as edições anteriores.

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Elon Musk quer o Twitter

Deve ser monótona a vida da pessoa mais rica do mundo. O que fazer quando se pode fazer tudo? Serve de indício a que leva Elon Musk, o empresário sul-africano radicado nos Estados Unidos que ocupa o posto no momento, com uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 260 bilhões (~R$ 1 trilhão).

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Quatro prints de comunidades distintas no WhatsApp, com imagens e grupos diferentes em cada um.
Imagem: WhatsApp/Divulgação.

O WhatsApp oficializou nesta quinta (14) o recurso de Comunidade. Segundo a empresa, as comunidades “permitirão uma melhor organização de grupos separados sob um ‘guarda-chuva’ principal com uma estrutura que funcione para as pessoas”.

A maneira mais fácil de entender as Comunidades é como se fosse um “grupo de grupos”: numa mesma tela, grupos relacionados poderão ser reunidos e administrados pelas mesmas pessoas. (Veja a imagem acima.)

O WhatsApp honrará a promessa feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não lançará as comunidades no Brasil, nem na fase de testes, até o final de outubro deste ano.

O WhatsApp confirmou uma série de pequenas novidades que já vinham sendo testadas e que funcionarão independentemente das comunidades: reações, exclusão de posts pelos administradores de grupos, compartilhamento de arquivos de até 2 GB e chamadas de voz em grupos de até 32 pessoas. Via WhatsApp, @zuck/Facebook (em inglês).

A Meta (ex-Facebook) quer estar vendendo “dezenas de milhões” de óculos de realidade virtual até o fim da década, e os primeiros modelos comerciais desse ambicioso plano devem chegar ao mercado em 2024.

Os detalhes foram revelados pelo The Verge, que obteve o cronograma da empresa.

Mark Zuckerberg, co-fundador, CEO e manda-chuva da Meta, encara os óculos de realidade aumentada como um “novo momento iPhone” e está disposto a arriscar bilhões de dólares e o futuro da empresa neles.

“O ego de Zuck está interligado [aos óculos]”, disse uma fonte anônima à reportagem. Via The Verge (em inglês).

Post livre #312

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

O empresário Elon Musk fez uma proposta de aquisição hostil da totalidade das ações do Twitter por US$ 54,20/ação, um negócio de US$ 43 bilhões.

O valor representa um prêmio de 54% sobre o preço das ações da empresa no dia 28 de janeiro, véspera da primeira compra de ações feita por ele.

Após o anúncio, as ações do Twitter sobem 11% no pré-mercado.

Em documento enviado à Securities and Exchange Commission (SEC, espécie de CVM dos Estados Unidos), Musk disse que o Twitter “não irá prosperar nem servir ao imperativo social [da liberdade de expressão] em sua forma atual. O Twitter precisa ser transformado como uma empresa privada”.

E deu um ultimato: “Se o negócio [aquisição] não funcionar, visto que não tenho confiança na diretoria nem acredito que consiga fazer as mudanças necessárias no mercado aberto, precisaria reconsiderar minha posição como acionista.”

“O Twitter tem um potencial extraordinário. Eu o liberarei”, finalizou Musk. Via SEC, Bloomberg (ambos em inglês).

Lembra do NFT do primeiro post de Jack Dorsey no Twitter, vendido por US$ 2,9 milhões em março de 2021?

Seu dono, o empreendedor iraniano de criptoativos Sina Estavi, resolveu colocá-lo à venda em um leilão na OpenSea. Ele esperava arrecadar US$ 48 milhões com a revenda.

Foi um fiasco. Até esta quarta (13), quando a CoinDesk, uma publicação especializada em criptomoedas, noticiou o leilão, o maior lance havia sido de US$ 280, um prejuízo de 99,99%.

Após a publicação, alguns lances maiores foram feitos. No momento em que escrevo esta nota, o maior é de US$ 6,8 mil, o que ainda representa uma queda de 99,76% em relação ao preço original.

Paris Marx, no Twitter:

Quer dizer que aqueles grandes negócios como a venda do Beeple de US$ 69 milhões e o post no Twitter de Jack de US$ 2,9 milhões foram projetados para ganhar manchetes de modo a incentivar as pessoas a despejar dinheiro em bens especulativos onde a maior parte dos ganhos seria capturada por um pequeno número de baleias?

Surpreendente.

É assim que pirâmides começam a desmoronar? Via CoinDesk.

Sem alarde, o Google lançou um aplicativo para iOS que facilita a migração de dados de usuários que estão do iPhone para um Android. O aplicativo, que é gratuito, foi batizado Mudar para o Android.

A estratégia é similar à que a Apple emprega desde 2015 com o aplicativo para Android Migrar para iOS. Via TechCrunch (em inglês).

O KeePassXC é ótimo no macOS, mas para quem usa o Safari ele tem um problema chatinho: não preenche automaticamente as senhas no navegador.

Existem aplicativos alternativos que suprem essa lacuna e mantêm compatibilidade com os arquivos *.kdbx, como o Strongbox e o MacPass. Esse último, gratuito e de código aberto, há muito estava defasado, sem compatibilidade com as últimas versões do macOS (Big Sur e Monterey) nem com os chips M1, da Apple.

Não mais. Em fevereiro, o MacPass foi enfim atualizado (versão 0.8) e voltou a funcionar sem sustos nas últimas versões do macOS. Digo, quase: uma mini-atualização, a 0.8.1, foi lançada às pressas para sanar uma falha que travava o app quando se tentava salvar alterações no banco de dados.

O ícone do MacPass ainda não segue o padrão estabelecido no Big Sur, mas… né? Detalhes. Baixe a última versão aqui ou, usando o Homebrew, instale-o com o comando brew install --cask macpass.