O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou, nesta terça (21), a edição 2021 da pesquisa TIC Domicílios, um raio-x de como o brasileiro usa a internet.

O destaque desta edição é o salto no acesso à internet em áreas rurais. Em 2019, 53% dos indivíduos nesses locais tinham acesso à internet; em 2021, o percentual saltou para 73%. O mesmo crescimento — de 20 pontos percentuais entre 2019 e 2021 – foi detectado na presença de internet nos domicílios rurais, subindo de 51% para 71%.

Ao todo, 81% da população brasileira (~148 milhões de pessoas) acessou a internet nos últimos três meses.

A edição 2021 incluiu 23.950 domicílios e 21.011 indivíduos de 10 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas entre outubro de 2021 e março de 2022.

Veja aqui uma apresentação (PDF) com gráficos dos destaques da pequisa. E nesta página, acesso a microdados e outros materiais de apoio a pesquisadores, imprensa e curiosos em geral. Via NIC.br.

A Microsoft anunciou uma série de novos princípios de uso responsável da inteligência artificial e, junto ao documento, descontinuou suas ferramentas de detecção de gênero, idade e humor via reconhecimento facial e endureceu o fluxo para liberar as remanescentes do tipo a novos clientes — eles terão que detalhar a finalidade do uso e serem aprovados por uma equipe de revisão liderada por Natasha Crampton, responsável pelo departamento de IA da Microsoft. Via Microsoft, New York Times (ambos em inglês).

O Ebanx, fintech de Curitiba (PR), demitiu 20%, ou 340 funcionários, nesta terça (21), segundo comunicado à imprensa. Trata-se, segundo a empresa, de “uma revisão em sua operação, reforçando o foco no que sempre foi seu ‘core business’: pagamentos internacionais”.

O corte atingiu em cheio o LABS News, iniciativa editorial do Ebanx que cobria o ecossistema de startups e negócios digitais com foco na América Latina. A publicação foi encerrada abruptamente.

Durante quase dois anos, o Manual do Usuário manteve uma frutífera parceria com o LABS News.

Uma pena o LABS News acabar assim. Acima de tudo, era uma ótima publicação.

Agradeço a confiança e a parceria ao longo desse período, em especial à Fabiane Menezes e à Carolina Pompeo. Força nesse momento, contem com a gente para o que precisarem. Via @layoffs-brasil/LinkedIn, @labs_news/Twitter.

Atualização (16h55): Acrescentada a justificativa do Ebanx para o corte e a confirmação oficial do número de funcionários dispensados.

iOS/iPadOS 16 e macOS Ventura terão uma opção que burla CAPTCHAs, aqueles testes em que você precisa escrever uma sequência de letras e números ou identificar semáforos em fotos borradas. Com ela ativada, o usuário passa direto por esses “pedágios”.

A Apple vai aproveitar os sensores e sistemas de autenticação do dispositivo para sinalizar a aplicativos e sites compatíveis que é um ser humano fazendo requisições. Afinal, o objetivo do CAPTCHA é separar humanos de robôs.

O recurso se chama Private Access Tokens, e você pode vê-lo em ação neste vídeo técnico da Apple — a demonstração começa aos 3min50s. Via MacRumors (em inglês).

A nova onda da Huawei é faturar com patentes

por Shūmiàn 书面

Para driblar as sanções estadunidenses ou ao menos diminuir seus efeitos negativos, a Huawei está focada em licenciar suas patentes — conceder a outras empresas o direito de uso mediante pagamento — nas tecnologias 4G e 5G. Em comunicado, a empresa falou que a maioria dos smartphones de ponta vendidos hoje contém tecnologia sua, inclusive os da rival Samsung. Mas a Huawei não está interessada apenas em celulares: carros inteligentes também são um mercado em expansão. No mundo, já há mais de 8 milhões de veículos conectados à rede graças a tecnologias da empresa, que espera ver esse número triplicar nos próximos anos, segundo o South China Morning Post.

Cerca de 20% da receita da Huawei é investido em pesquisa e desenvolvimento. O Global Times informou que é a empresa chinesa que mais pede patentes na China e no mundo. De acordo com o SCMP, ela tem mais de 110 mil patentes internacionais ativas e ano passado entrou com pedido para o registro de mais 7 mil, tendo liderado o ranking global nos últimos cinco anos. Aliás, o GizmoChina noticiou que a Huawei pediu sua primeira patente de computação quântica, um chip e um aparelho. O computador quântico deve se tornar o próximo grande salto tecnológico na próxima década.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

O protocolo Gemini completa três anos nesta segunda (20). No post que celebra a data, Solderpunk, o criador anônimo do protocolo, diz que o número de cápsulas (como são conhecidos os sites no Gemini) mais que dobraram no último ano, mesmo com uma desaceleração nos eventos oficiais e desenvolvimento.

“Apesar das falhas de comunicação e liderança, as pessoas ainda está descobrindo o Gemini, ainda estão achando-o atraente o bastante em seu estado atual para darem uma chance, e encontrando softwares, documentação e assistência da comunidade o bastante para criar cápsulas.”

O Manual do Usuário foi um desses que descobriu o Gemini recentemente. O nosso meta blog, o Bastidores, também é uma cápsula no Gemini (gemini://). Via Official Project Gemini news feed (em inglês).

A assinatura paga do Telegram foi liberada neste domingo (19). No Brasil, ela custa R$ 24,90 por mês. Em troca, o usuário pagante do chamado Telegram Premium recebe limites dobrados, como envio de arquivos de 4 GB, e um monte de figurinhas e reações e outros elementos visuais exclusivos. Via Telegram.

Remova trechos de silêncio de vídeos automaticamente com o Auto-Editor

Se você faz vídeos e os edita — para redes sociais, treinamentos, aulas ou qualquer outro motivo —, deve detestar a parte de remover os momentos de silêncio deles. É fácil, mas demorado. E se existisse uma ferramenta para fazer esse trabalho braçal automaticamente?

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O BEREC, espécie de Anatel da União Europeia, revisou suas regras para “zero-rating” na quarta-feira (15) e passou a proibir a prática no bloco europeu.

O novo entendimento do BEREC é de que o zero-rating fere a neutralidade da rede, ou seja, o preceito de que os dados que trafegam pela internet não devem ser discriminados, e prejudica a competitividade entre empresas na internet.

Pode parecer que não à primeira vista, mas há entendimentos consolidados de que o zero-rating é prejudicial.

Primeiro, por dificultar a competição de empresas menores — como um aplicativo de mensagens poderia competir com o WhatsApp, que não desconta dados da franquia e funciona mesmo quando o consumidor não tem mais dados?

Segundo, como explica a pesquisadora Barbara van Schewick, do Centro para Sociedade e Internet, da Universidade de Stanford, o subsídio do zero-rating costuma vir de dados de uso geral.

Ela usa o exemplo da Alemanha, que havia se antecipado à União Europeia e banido o zero rating em abril. Depois disso, as duas maiores operadoras do país aumentaram as franquias dos consumidores sem alterar preços.

Por aqui, o Marco Civil da Internet garante a neutralidade de rede, mas, em 2017, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) entendeu que o zero-rating não gerava efeitos anticompetitivos e liberou a prática. Via BEREC, Centro para Sociedade e Internet (ambos em inglês), TeleSíntese.

Agenda dos jogos da Copa do Mundo e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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A Bitz, carteira digital do Bradesco, foi o aplicativo de bancos digitais/fintechs mais baixado do Brasil em maio, com 3,4 milhões de downloads, de acordo com levantamento do Bank of America (BofA).

Ao Neofeed, Curt Zimmermann, CEO da Bitz, disse que “Sem dúvida, as pessoas abrem conta devido aos estímulos. Cada vez que tem o estímulo, aumenta o número de downloads”.

No momento, a Bitz dá R$ 15 no cadastro, um bônus para indicações e, segundo o site oficial, cashback em todas as compras (sem especificar quanto). Fica a dúvida de até que ponto isso se sustenta. Via Neofeed.

O Plasma 5.25, nova versão do ambiente gráfico para Linux do pessoal do KDE, chegou na última terça (14) cheia de novidades. Destaques para os gestos no trackpad e novos modos de visualização da área de trabalho, cor de realce automaticamente extraída do papel de parede e ainda mais personalização. No anúncio (link ao lado) tem um punhado de vídeos para demonstrar o que há de novo. Via KDE (em inglês).

HP Dev One e o espaço de notebooks Linux na era do Linux no desktop dos outros

por Cesar Cardoso

Num mundo em que o grande consumidor de PCs são os desenvolvedores (comprando ou recebendo da empresa onde trabalham), os containers Docker são a unidade básica de computação, os containers Docker funcionam bem somente em Linux sob x86, e os dois grandes sistemas operacionais de desktop têm suporte a Linux sob x86 na primeira classe (WSL sob Windows 10/11 e Rosetta 2 sobre macOS Ventura)… qual o espaço dos notebooks Linux puro-sangue?

Já sabemos que a HP e a System76 tentam responder a esta pergunta com o HP Dev One. E por isso estava esperando ansiosamente que brotasse no lab de Michael Larabel e de lá virasse um review.

A HP não inventou, foi direto ao assunto: pegou um setup palatável para todo um enorme espectro de desenvolvedores (a não ser que seu desenvolvimento seja para CUDA, porque não tem Nvidia e sim AMD Radeon) e para os power users que querem um notebook Linux sem muito blob proprietário (sim, não tem Coreboot e sim a boa e velha BIOS/UEFI proprietária, mas as GPUs Radeon não precisam de módulos proprietários para funcionarem etc). Em ambos os casos, com uma distro suportada por padrão (Pop!_OS), mimos que só gente grande consegue dar (tipo a HP trabalhar com a AMD para que o terror de qualquer usuário de notebook Linux, suspend/resume, funcionar direito) a um preço interessante, competitivo com outras máquinas Linux de fabricantes menores e mesmo da Dell+Ubuntu.

No geral, é uma boa ideia de colaboração entre uma OEM grande mas que não tinha nada competitivo (tirando uns notebook ultra especializados para cientistas de dados e desenvolvedores IA) em Linux e um OEM menor, especializado em Linux e que tem sua própria distro. E, o mais importante, abre um espaço para os notebooks Linux puro-sangue no mundo em que é possível rodar apps Linux em praticamente qualquer outro sistema operacional.


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Um memorando da Meta assinado por Tom Alison, responsável pelo Facebook, e vazado pelo The Verge, revelou a próxima grande mudança prevista para o Facebook: mais conteúdo recomendado de perfis e páginas que o usuário não segue. Sem surpresa, a rede social original da empresa ficará mais parecida com o TikTok.

O que poderia dar errado?

Outra novidade, também inspirada no TikTok, é trazer de volta o Messenger para o aplicativo principal do Facebook. (Há oito anos, numa decisão controversa, a empresa separou as duas áreas em aplicativos distintos.)

Nem o memorando, nem Tom especificam quando as mudanças chegarão ao Facebook, mas a julgar pela urgência da Meta em transformar os aplicativos da casa numa tentativa desesperada de conter o avanço do TikTok, não deve demorar muito. Via The Verge (em inglês).