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HP Dev One e o espaço de notebooks Linux na era do Linux no desktop dos outros

Num mundo em que o grande consumidor de PCs são os desenvolvedores (comprando ou recebendo da empresa onde trabalham), os containers Docker são a unidade básica de computação, os containers Docker funcionam bem somente em Linux sob x86, e os dois grandes sistemas operacionais de desktop têm suporte a Linux sob x86 na primeira classe (WSL sob Windows 10/11 e Rosetta 2 sobre macOS Ventura)… qual o espaço dos notebooks Linux puro-sangue?

Já sabemos que a HP e a System76 tentam responder a esta pergunta com o HP Dev One. E por isso estava esperando ansiosamente que brotasse no lab de Michael Larabel e de lá virasse um review.

A HP não inventou, foi direto ao assunto: pegou um setup palatável para todo um enorme espectro de desenvolvedores (a não ser que seu desenvolvimento seja para CUDA, porque não tem Nvidia e sim AMD Radeon) e para os power users que querem um notebook Linux sem muito blob proprietário (sim, não tem Coreboot e sim a boa e velha BIOS/UEFI proprietária, mas as GPUs Radeon não precisam de módulos proprietários para funcionarem etc). Em ambos os casos, com uma distro suportada por padrão (Pop!_OS), mimos que só gente grande consegue dar (tipo a HP trabalhar com a AMD para que o terror de qualquer usuário de notebook Linux, suspend/resume, funcionar direito) a um preço interessante, competitivo com outras máquinas Linux de fabricantes menores e mesmo da Dell+Ubuntu.

No geral, é uma boa ideia de colaboração entre uma OEM grande mas que não tinha nada competitivo (tirando uns notebook ultra especializados para cientistas de dados e desenvolvedores IA) em Linux e um OEM menor, especializado em Linux e que tem sua própria distro. E, o mais importante, abre um espaço para os notebooks Linux puro-sangue no mundo em que é possível rodar apps Linux em praticamente qualquer outro sistema operacional.


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4 comentários

  1. No presente e para pessoas comuns, Linux em notebook já brilha quando é para ressucitar notebook velho. Consegui tirar 2 do armário que estavam inutilisáveis com windows, e deu nova vida. Nunca tive nenhum problema de compatibilidade com nada. Acho que se pudessem focar mais em informar as pessoas sobre a possiblidade, como fazer pendrive bootável, e só indicar umas 3 distros totalmente beginner-friendly como Mint e Fedora (essa é a parte irrealista…), vão elevar o número mais rápido do que vendendo novos pcs para públicos especializados. Quantas pessoas já não devem ter notebook esquecido no fundo do armário, e que não são profissionais digitais ou gamers de jogos pesados e recentes, que podem ser alcançadas ? somando com motivações ecológicas ou financeiras, deve dar um impulso.

  2. Torçendo para máquinas assim chegarem ao Brasil. Infelizmente, Linux em notebooks ainda é um problema em alguns quesitos e tirando Thinkpads e máquinas com um hardware bem “linear” (sem GPUs onboard e offboard), creio que sempre vão haver uma ou outra coisa pra dar dor de cabeça

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