Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

A nova onda da Huawei é faturar com patentes

Para driblar as sanções estadunidenses ou ao menos diminuir seus efeitos negativos, a Huawei está focada em licenciar suas patentes — conceder a outras empresas o direito de uso mediante pagamento — nas tecnologias 4G e 5G. Em comunicado, a empresa falou que a maioria dos smartphones de ponta vendidos hoje contém tecnologia sua, inclusive os da rival Samsung. Mas a Huawei não está interessada apenas em celulares: carros inteligentes também são um mercado em expansão. No mundo, já há mais de 8 milhões de veículos conectados à rede graças a tecnologias da empresa, que espera ver esse número triplicar nos próximos anos, segundo o South China Morning Post.

Cerca de 20% da receita da Huawei é investido em pesquisa e desenvolvimento. O Global Times informou que é a empresa chinesa que mais pede patentes na China e no mundo. De acordo com o SCMP, ela tem mais de 110 mil patentes internacionais ativas e ano passado entrou com pedido para o registro de mais 7 mil, tendo liderado o ranking global nos últimos cinco anos. Aliás, o GizmoChina noticiou que a Huawei pediu sua primeira patente de computação quântica, um chip e um aparelho. O computador quântico deve se tornar o próximo grande salto tecnológico na próxima década.


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2 comentários

  1. Não sei se falo besteira, mas a Huawei é um grande conglomerado chinês, nivel Samsung, IBM, não?

    Tem diversos braços de criação e produção tecnológica. É interessante este movimento de “vender patente” pois pode com isso oferecer produção de algum produto “padrão de mercado” (Como um ponto de acesso 5G por exemplo) para um terceiro no exterior, com menos riscos de um governo falar que “tem software espião” (dado que patentes geralmente tem dados abertos sobre o produto).

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