O Reddit chegou meio atrasado à festa e anunciou, na quinta-feira (7), uma coleção de NFTs baseados em seu simpático mascote, usando a blockchain Polygon.

O comunicado à imprensa e os tópicos oficiais publicados pelo Reddit chamam a atenção por uma ausência: não há qualquer menção ao termo “NFT” ou “token”, embora os avatares colecionáveis sejam NFTs. Talvez seja uma estratégia para dissociar a investida de um termo que tornou-se meio radioativo e já está perdendo fôlego?

Nos tópicos, parte da galera apreciou o fato de o Reddit estar ajudando artistas a fazerem uma grana com sua arte, mas tem muito mais gente irada com o apoio ao NFT, principalmente no subreddit principal. Via Reddit (em inglês).

A colunista da Veja Rio, Carla Knoplech, foi ao Parque Lage participar do NFT.Rio, primeiro evento totalmente dedicado ao tema do Brasil. Saiu de lá com uma certeza que intitulou sua última coluna no site da revista: Não, NFT não é um hype passageiro.

Fora a estranheza de se realizar um evento de NFTs no ambiente físico (e a web 3.0?), esbocei um sorriso com este trecho:

Fez parte da experiência também ver de perto a exposição física de alguns dos NFTs mais famosos do mundo como Cryptopunks, XCopy e Fidenza, além de obras que integram o acervo do colecionador Cozomo de’ Medici, pseudônimo reivindicado pelo rapper Snoop Dogg, no ano passado.

Alguém imprimiu uns desenhos que pegou na internet e, bum!, temos uma “exposição física de NFTs”. Via Veja Rio.

O Pixel 3a permite que o Ubuntu Touch tenha um smartphone usável

por Cesar Cardoso

Um dos grandes problemas de usar uma distro Linux móvel é que, em geral, sempre tem um “mas”, “porém”, “contudo” etc. envolvendo algum componente sem suporte, ou com suporte incompleto.

Por isso o TuxPhones comemorou o aparecimento do primeiro telefone 100% compatível com o Ubuntu Touch: o bom e velho e querido Pixel 3a.

Tudo bem — e muitos vão gritar “apelou perdeu” — que o Ubuntu Touch usa o kernel Androidizado e o Halium como camada de abstração entre o kernel e o userspace (GNU/)Linux. No entanto, para boa parte do público potencial, essas são discussões menores perto da possibilidade de, finalmente, ter um telefone rodando um Linux móvel sem ter que abrir mão de algum periférico/facilidade/sensor/etc.

Agora faltam os apps.


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O engajamento no Instagram chegou a uma nova fase, em que os seguidores atuam ativamente para ajudar influenciadores a “hackear” o algoritmo da plataforma e ganham prêmios em troca do trabalho voluntário.

A justificativa dos influenciadores que aderiram à prática é que o algoritmo do Instagram joga contra eles. Assim, instigar a base de seguidores para interagir com as publicações é uma forma de burlá-lo, ou “hackear o algoritmo”.

Os influenciadores posicionam tais campanhas para angariar ajudantes como uma troca — o prêmio dado ao seguidor mais engajado seria uma retribuição pela “atenção, apoio e gentileza”.

A escolha do agraciado não é aleatória, em sorteio. É alguém que o influenciador escolhe, tendo por critério o engajamento.

A constatação é da Issaaf Karhawi, doutora e mestre em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em artigo publicado no blog do DigiLabour, o laboratório da Unisinos que estuda as conexões entre mundo do trabalho e tecnologias digitais.

O artigo da Issaaf, que explica em detalhes o fenômeno, pode ser lido no link ao lado. Via DigiLabour.

Nesta terça (5), o Parlamento Europeu aprovou as duas leis apresentadas no final de 2020 e aprovadas pela Comissão Europeia em março e abril deste ano: Digital Markets Act (DMA) e Digital Services Act (DSA).

As duas leis miram as big techs norte-americanas. O DMA tenta combater práticas anticompetitivas das big techs no território da UE. O DSA responsabiliza as grandes empresas de tecnologia por eventuais conteúdos ilegais ou danosos que veiculam.

Agora, as leis precisam ser adotadas pelo Conselho da União Europeia. Depois disso, elas serão publicadas no Diário Oficial e passam a valer 20 dias depois da publicação. Via Comissão Europeia, Axios (ambos em inglês).

Quatro diretores da Anvisa endossaram o documento elaborado pela área técnica da agência e mantiveram a proibição da venda, importação e promoção de cigarros eletrônicos no Brasil, vigente desde 2009. Não só: o texto traz, entre outras recomendações, a da proibição de fabricar o produto por aqui.

No final de junho, a FDA, espécie de Anvisa dos Estados Unidos, mandou a Juul, uma das principais fabricantes de cigarros eletrônicos do país, a recolher todas as unidades do produto dos pontos de venda. O caso foi judicializado e, por ora, a Juul ganhou o direito de continuar comercializando seus produtos. Via O Joio e o Trigo, NPR e Associated Press (os dois últimos em inglês).

Após testes bem sucedidos, a Meta avisou nesta quinta (7) que dará “menos ênfase a comentários e compartilhamentos para determinar a distribuição de conteúdo político no Facebook no país [Brasil]”. Em outras palavras, menos ênfase ao engajamento motivado pela raiva. Parece uma boa, mas tenho a sensação de que isso aí é enxugar gelo. Via Meta.

Post livre #324

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

O que está acontecendo com as startups brasileiras?

Após anos de bonança, com rodadas de investimento e “valuations” nas alturas, em 2022 o mercado global de tecnologia tropeçou e está cambaleante. São frequentes as notícias de demissões em massa, motivadas por novas políticas de contenção de custos que, por sua vez, derivam de um cenário macroeconômico mais tenso, com inflação e juros altos e muita apreensão. Eu ouvi “crise”?

(mais…)

Dia desses topei com um material do Google com dados da base instalada do Chrome. Embora já tenha mais de um ano (alcançam até abril de 2021, eles pintam um retrato do tipo de dispositivo (celulares e computadores) que a maioria usa e, o que me chamou a atenção, traz dados segmentados para o Brasil.

Por aqui, por exemplo, mais da metade dos usuários do Chrome para Android usavam dispositivos com 2 GB de RAM ou menos, quantidade tida por alguns como insuficiente hoje (e já em 2021). Os processadores desses celulares tinham, a maioria (~60%), entre 5 e 8 núcleos.

Nos computadores Windows, a quantidade de RAM é mais diversificada, sendo a maioria com até 4 GB. Em processadores, por outro lado, dominam com mais da metade da base aqueles com até dois núcleos.

Outro exercício interessante é comparar os gráficos brasileiros aos de outros países. Há piores nos indicadores, como Nigéria e África do Sul, e, claro, alguns bem mais avançados no critério dispositivos melhores, como Alemanha e Reino Unido. O documento, no link ao lado, também traz dados de dispositivos que rodam Chrome OS. Via Google, blog do Chrome (ambos em inglês).

Contando com as antenas da Claro e da Vivo, além das da TIM, comentadas na quarta (6), Brasília já tem 80% da população coberta pelo 5G puro graças a , segundo a Folha de S.Paulo. Detalhe: ao contrário da TIM, as outras duas operadoras não cobrarão adicional para entregar 5G aos clientes.

O primeiro dia de 5G puro (“standalone”) no Brasil foi de boa velocidade em regiões privilegiadas — Plano Piloto e na região dos lagos (sul e norte) —, mas pontos cegos, oscilação nas velocidades e a presença do 5G “impuro”, ou DSS, a versão capenga baseada na combinação de múltiplas frequências 4G e que já estava ativa no país. Claro e Vivo, aliás, não distinguem 5G DSS do “puro”, que opera na frequência de 3,5 GHz. Via Folha de S.Paulo.

A TIM ligou sua rede 5G “pura” (standalone) nesta quarta-feira (6) em Brasília, primeira cidade liberada pela Anatel para que o serviço seja oferecido. No lançamento, são 100 antenas que cobrem 50% da população. O presidente da TIM Brasil, Alberto Griselli, prometeu outras 64 antenas nos próximos dois meses, que aumentará a cobertura a 65%.

Aos moradores de Brasília, clientes da TIM e com celulares compatíveis com 5G (veja a lista), a TIM dará uma cortesia de 12 meses do chamado “booster”, um adicional no plano que concede acesso à nova rede e uma franquia mensal de 50 GB. Passado esse período, o “booster” custará R$ 20 por mês.

Ainda segundo Griselli, a base instalada no Brasil de celulares 5G corresponde a 3,5% do total, mas as vendas de novos aparelhos do tipo já são metade do total. Via Correio Braziliense, Teletime.

O projeto Darktable lançou uma nova grande versão (4.0.0) para celebrar seu décimo aniversário. Entre as principais mudanças, a interface foi reescrita para “melhorar o visual e a consistência”, foram feitas melhorias de desempenho e há novos recursos, como um mapeamento de cores e exposição e outros novos ajustes.

O Darktable é uma solução gratuita e de código aberto para tratamento de fotos — uma alternativa a aplicativos como o Fotos da Apple e o Lightroom, da Adobe. Via Darktable (em inglês).

Um bilhão de pessoas afetadas em possível vazamento de dados na China

por Shūmiàn 书面

Em meio ao crescimento da iniciativa chinesa de cibersegurança, no domingo (3) começou a circular o boato de que uma base de dados da polícia de Shanghai (vinculada ao Ministério da Segurança Pública) foi hackeada, segundo os supostos invasores.

O preço pedido pelos hackers no Telegram é de 10 bitcoins ou cerca de 200 mil dólares, segundo matéria da Reuters, que não conseguiu verificar a autenticidade dos dados. A base contém informações pessoais (nome completo, endereço, número de identidade, registros policiais e de saúde) de cerca de um bilhão de pessoas — quase toda a população do país, incluindo menores de idade.

O CEO da corretora de criptomoedas Binance mencionou no Twitter que seus analistas já haviam identificado dados de um bilhão de residentes de um “país asiático” sendo vendidos na dark web. Lembrando que em abril entrou em vigor a lei de proteção de dados pessoais, o que gerou comentário do analista Roger Creemers sobre o uso da lei neste caso.

As autoridades não se manifestaram, mas se confirmado, seria um dos maiores vazamentos de dados da história. Os brasileiros não estão sozinhos.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.