O Evernote, aplicativo de anotações pioneiro, foi vendido por valor não divulgado à Bending Spoons, empresa italiana especializada em aplicativos móveis.
No comunicado oficial, Ian Small, CEO do Evernote, diz que com a venda, o Evernote “aproveitará a comprovada experiência e as amplas tecnologias proprietárias” da Bending Spoons para melhorar o aplicativo — que, não faz muito tempo, em 2020, passou por uma reformulação profunda em todas as plataformas, adotando o framework Electron.
Um “case” de pioneirismo que não se converteu em domínio, o Evernote parecia inescapável em algum momento do início dos anos 2010, com seus aplicativos onipresentes e, até então, funcionais.
A startup levantou US$ 290 milhões entre 2007 e 2014 e, em algum momento depois disso, meio que se perdeu: funcionalidades básicas passaram a falhar, aplicativos diversos foram lançados e até produtos físicos, como cadernos Moleskine e meias (!), passaram a ser vendidos com a marca Evernote.
Em paralelo, algumas decisões de negócio, em especial a imposição de limitações rígidas ao plano gratuito (sincronia apenas entre dois dispositivos) somada a um forte aumento dos planos pagos e uma tentativa desastrosa de atualizar a política de privacidade em 2016, afugentaram muitos usuários. Via Evernote (em inglês).