Post livre #345
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.
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A Tapbots, pequeno estúdio que desenvolve o melhor aplicativo para Twitter, o Tweetbot, anunciou que está trabalhando em um aplicativo para Mastodon.
O vindouro aplicativo já tem nome, Ivory, e terá versões para iOS e macOS.
O Tweetbot continuará sendo desenvolvido e deve ganhar, em breve, uma nova versão para macOS.
Uma versão alpha do Ivory já está em testes, mas ainda não há data de lançamento. Via @ivory@tapbots.social (em inglês).
O papel dos entregadores de aplicativos na mudança das regulações de algoritmos das plataformas é o tema deste artigo de Matt Sheehan e Sharon Du para o think tank Carnegie.
No início do ano, as plataformas de entrega tiveram que responder às novas exigências de regulação das autoridades. A precarização desses trabalhadores levou a discussões na China sobre políticas de seguridade social para a categoria. A decisão da Suprema Corte do país em agosto de 2021 que pôs fim ao trabalho 996, também incluía a inspeção dos algoritmos dessas plataformas de entrega.
Aliás, um movimento parecido de fortalecimento dos “gig workers” também é visto na Índia.
Deixamos mais duas dicas de leitura para se informar: o relato do dia a dia de um entregador em Pequim e o texto traduzido por Jeffrey Ding (que já foi sugestão mais de uma vez), que havia sido publicado na revista Rénwù.
A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.
Um raio cai duas vezes no mesmo lugar? O novo aplicativo sensação nas redes sociais, o Lensa, é cria da Prisma Labs, que em 2016 viralizou com um aplicativo similar, o Prisma, que transformava selfies em ~arte. Lembra dele?
O Lensa não é novo (foi lançado em dezembro de 2018), mas viralizou na última semana após o lançamento dos “avatares mágicos”, selfies criadas por inteligência artificial a partir de fotos enviadas pelo usuário. As selfies são pagas, custam a partir de R$ 16,90.
Leitores do Manual do Usuário estão se perguntando qual a pegadinha e se o Lensa tem alguma cláusula nefasta em sua política de privacidade que mereça atenção, como era o caso do FaceApp, de 2019.
O Yahoo anunciou uma parceria de 30 anos (!) com a Taboola, empresa responsável pelos anúncios mais abjetos da internet — aqueles cartões apelativos que aparecem no rodapé de notícias como se fossem “notícias relacionadas”.
A Taboola terá exclusividade na veiculação de anúncios “nativos” nas propriedades do Yahoo. A expectativa da dupla é alcançar 900 milhões de pessoas e gerar US$ 1 bilhão por ano em receita.
A escala das coisas chama a atenção. Quase um bilhão de pessoas vendo todo aquele chorume, por tanto tempo. Via Yahoo (em inglês; use um bloqueador de anúncios antes de acessar).
Atualização (10h15): Como bem observado pelo leitor Sobral, o acordo prevê a transferência de 24,99% da Taboola e um assento em seu conselho administrativo ao Yahoo.
A Apple divulgou os vencedores do App Store Awards, a premiação anual dos melhores aplicativos das suas plataformas. O do BeReal, rede social “autêntica”, foi eleito o aplicativo do ano para iOS — em um momento curioso em que a Apple se estranha com o Twitter.
No iPadOS, a honraria foi do GoodNotes 5, aplicativo de anotações com bom suporte à caneta. No macOS, MacFamilyTree 10, um aplicativo de quase R$ 200 para criar árvores genealógicas.
Veja os demais ganhadores no link ao lado. Via Apple (em inglês).
Por que alguns CEOs de tecnologia estão torcendo por Elon Musk? (em inglês), por Casey Newton e Zoë Schiffer, na newsletter Platformer:
Se você é um executivo cada vez mais frustrado com a cultura do [ambiente de] trabalho da última meia-década — e do tom em geral cético do jornalismo que tem acompanhado a indústria de tecnologia nesse período —, as táticas agressivas de Musk devem soar como um alívio. Esses líderes só fantasiavam demitir seus críticos internos mais vocais; Musk foi lá e o fez. Muitas vezes sem mesmo saber que funções esses trabalhadores desempenhavam!
A maioria dos CEOs não adota as táticas de Musk de forma explícita. Mas alguns, como David Heinemeier Hansson [da 37Signals/Basecamp], implementarão variações em menor escala. De maneiras importantes, Musk ampliou a sensação do que pode ser feito.
Elon Musk tem sido o maior promotor de redes sociais alternativas ao Twitter, como o Mastodon. O Twitter está se tornando, rapidamente, o grande lixão a céu aberto da internet. É um bom momento para migrar para o Mastodon.
Duas ferramentas lançadas recentemente ajudam usuários a fazerem a migração:
A deterioração do Twitter segue a olhos vistos, impulsionada por atitudes intempestivas, inexplicáveis e/ou apenas estúpidas de Elon Musk.
Metade dos 100 maiores anunciantes do Twitter interrompeu a compra de anúncios na plataforma.
Pipocam casos de falhas crassas no sistema de moderação — passa 99% dos posts racistas da Copa, vídeos de um atentado na Nova Zelândia, campanhas de desinformação patrocinadas pela China.
Musk, quando não está exibindo fotos constrangedoras do seu criado-mudo no Twitter, tem feito ameaças à Apple devido à taxa que a empresa cobra de aplicativos distribuídos na App Store.
Parece um movimento preparatório. A proliferação no Twitter de discursos de ódio e outros mal vistos pela Apple, como pornografia, somada ao enfraquecimento da marca Twitter, pode culminar com a remoção do aplicativo da rede social da App Store. Essa possibilidade parece já ter sido aventada pela Apple, de acordo com este post de Musk.
A maioria das pessoas acessa o Twitter por celulares, e usando o aplicativo oficial.
Isso seria desastroso, mas não sem precedentes. Em 2018, a Apple removeu o aplicativo do Tumblr devido à presença de imagens de abusos sexuais infantis.
Para Musk, a solução caso isso aconteça é simples: criar um celular próprio. O ego do homem mais rico do mundo é proporcional à sua fortuna. Boa sorte com isso.
A matéria da Folha de S.Paulo falando mal do @Choquei/Twitter é, fora evidenciar uma dor de cotovelo do jornal, um caso prático das regras que regem a indústria de conteúdo, assunto que abordei na última coluna da newsletter.
As inteligências artificiais que produzem conteúdo aceleram um movimento que já acontece há algum tempo e que tem as redes sociais como origem e propulsoras.
Nas redes, características que se pensam importantes (e que são) em outros contextos, como qualidade, confiança e responsabilidade, beiram o inútil. O que importa é a circulação e, já de cara, o Choquei larga na frente no mínimo por dois motivos:
Fora isso, a Folha poderia ter escolhido outro exemplo que não um erro próprio de apuração (!) para bater no Choquei. Na dinâmica das redes sociais, uma “correção adicionada ao texto do jornal dias depois”, citada como sinal de virtude e superioridade do jornal, talvez tenha o mesmo efeito que apagar o post sem explicações (a atitude tomada pelo Choquei). Via Folha de S.Paulo.
No dia 19 de novembro, o Painel da Folha de S.Paulo veiculou uma breve entrevista com André Vellozo, fundador da DrumWave, empresa com sede nos Estados Unidos que, segundo o texto, “desenvolveu uma plataforma que promete transformar os dados pessoais de qualquer pessoa em dinheiro” e está prestes a entrar no mercado brasileiro.
Chamou a atenção uma resposta de André em que ele afirma já ter assinado “um contrato com a Serpro, a maior empresa pública de tecnologia do mundo”.
A entrevista não se aprofunda no assunto, então entrei em contato com o Serpro para tentar entender os detalhes do contrato.
Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.
Há uma revolução acontecendo na internet e você não percebeu. Tudo bem, a intenção é essa. Inteligências artificiais (IAs) capazes de produzir texto legível e coerente, imagens incríveis e até vídeos estão entre nós e já criam muito do conteúdo que aparece nas nossas andanças pela web e em redes sociais.
Estamos vivendo a revolução das máquinas — de conteúdo.
A Black Friday está aí — em alguns casos, há um mês —, hora de aproveitar alguns descontos. Neste post, vamos reunir promoções e descontos que valem a pena, em um trabalho colaborativo. Achou algo legal? Coloca nos comentários.
Ele também serve para pedidos. Está de olho em algum produto ou serviço pagando o mínimo possível? Conte aí. De repente alguém sabe e te ajuda.
Chamo a atenção aos parceiros do Manual do Usuário:
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