A Anatel abriu uma consulta pública para a revisão do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC). O objetivo é atualizá-lo às práticas de consumo modernas, como o foco no digital. O conselheiro Emmanoel Campelo destacou a garantia do “downgrade do plano” na revisão, ou seja, facilitar a migração para ofertas com valores mais baixos, algo que algumas operadoras dificultam. Via Anatel.

É uma boa. Em março, a Justiça obrigou a Telefônica (Vivo) a oferecer o downgrade de plano por atendimento eletrônico (app ou site). Já está funcionando. Há pouco mais de um mês, consegui migrar meu plano para um mais simples. A ironia: liguei à central de atendimento e, lá, fui orientado pela atendente a fazer o downgrade pelo app Meu Vivo.

Dia desses, a Beth Veloso entrou em contato pedindo a nossa ajuda em sua pesquisa de doutorado pela Universidade do Minho, em Portugal. Ela está pesquisando a influência do lobby das grandes empresas de tecnologia nos processos de regulação da internet no Brasil.

Se o poder econômico se sobrepor ao interesse público”, diz ela, referindo-se à hipótese da pesquisa, “o Brasil e o mundo terão perdido uma chance de transformar muitas sociedades em espaços com maior igualdade social, justiça, trabalho e educação para todos”.

As perguntas não têm questões certas ou erradas, são de múltipla escolha e é rapidinho responder o questionário. Para isso, clique aqui. A Beth receberá respostas até 20 de dezembro, mas, quanto antes ajudá-la, melhor. Se ficar alguma dúvida, mande um e-mail para ela.

Inacreditável o vazamento de dados de 16 milhões de pacientes de COVID-19, revelado pelo Estadão. O funcionário do Hospital Albert Einstein confirmou à reportagem que enviou a planilha com senhas ao seu perfil no GitHub como parte de um teste e que esqueceu de removê-la. Hospital e Ministério da Saúde vão apurar o caso, e talvez a primeira pergunta a ser feita é por que uma senha importante dessas estava salva em texto puro numa planilha. Via Estadão.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) está propondo uma padronização dos serviços de entrega por aplicativos. O “open delivery” facilitaria a entrada de novos players nesse mercado e o trabalho dos restaurantes, que em vez de cadastrar seus produtos várias vezes em múltiplas plataformas, faria apenas um cadastro só. Para o usuário final, a experiência nos apps não mudaria e ele ainda teria promoções exclusivas em cada um; a única diferença é que haveria mais opções.

O open delivery ainda está longe de virar realidade e, para virar, terá que superar a resistência do iFood, que detém 70% do mercado brasileiro de entregas de refeições por aplicativo. Mês passado, a Rappi fez uma denúncia contra o iFood no Cade, alegando que os contratos de exclusividade que a rival fecha com restaurantes prejudica a competitividade do setor. Nesta quarta (25), a Abrasel pediu ao Cade para ingressar no processo como terceiro interessado. Via Infomoney, Folha.

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico quatro leituras longas/de fôlego publicadas em outros sites — artigos e reportagens, basicamente. Seria o máximo se esse trabalho fosse coletivo, feito com a sua ajuda. Indique nos comentários uma leitura longa da última semana que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Elon Musk tornou-se a segunda pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 128 bilhões. Nos últimos três meses, ele ficou 50,9% mais rico. Ainda fica atrás de Jeff Bezos, da Amazon, que lidera o ranking com US$ 182 bilhões.

Somados, os dez mais ricos da lista da Forbes têm uma fortuna de US$ 1,041 trilhão. Há diversos cálculos que tentam chegar ao custo de acabar com a fome e a desnutrição no mundo, um problema que afeta pouco mais de 2 bilhões de pessoas. No cálculo mais caro (US$ 265 bilhões por ano), a fortuna desses dez caras poderia resolvê-lo por quase quatro anos. Via G1.

A partir de 18 de janeiro de 2021, as extensões do Chrome exibirão, na Chrome Web Store, detalhes de quais tipos de dados elas coletam “em linguagem clara e fácil de entender”, parecido com o que já rola nas lojas de apps para celulares. Outra mudança importante é que passa a ser proibido usar ou transferir dados dos usuários para personalizar anúncios, fazer análise de crédito e repassá-los a qualquer espécie de data broker.

São medidas tardias, mas bem-vindas. O histórico de navegação web contém dados muito sensíveis; é possível inferir muita coisa apenas com base nele. Além do impacto no desempenho do navegador, a instalação de extensões abre brechas à privacidade — um alerta que fiz no último Guia Prático.

Note que é bastante difícil ao Google aplicar as novas diretrizes que impedem os donos de extensões de transferirem ou usarem dados do usuário para fins proibidos. Na dúvida, a recomendação é instalar o mínimo possível de extensões. Via Chromium Blog/Google (em inglês).

O teclado dos novos MacBook com chip M1 traz um detalhe curioso: a tecla fn agora serve para abrir o seletor de emojis. Algumas pessoas ficaram surpresas com a comodidade, talvez sem saber que já existem atalhos, no macOS e no Windows, para abrir um popup de emojis igual àquele dos celulares.

No macOS, o atalho é Ctrl + Command + Barra de espaço. Já no Windows 10, Tecla Windows + . (ponto) ou Tecla Windows + ; (ponto e vírgula).

Você ouve música no Spotify e descobriu um álbum novo legal. Quer compartilhar com um amigo, mas ele usa o Apple Music. O que fazer? O Combine.fm, um pequeno site criado por Jonathan Cremin, “traduz” links de um serviço para os demais. Suporta Spotify, YouTube Music, Apple Music, Deezer e o (finado) Google Play Music, e, até onde vi, só funciona com álbuns.

Quem cobre plataformas de redes sociais precisa estar muito atento a dois fatores: celeridade e mesmice. Há poucos dias, o escritor Chris Stokel-Walker publicou uma coluna no Business Insider reclamando do fato de que todos os apps de redes sociais estavam copiando recursos uns dos outros. Caso em tela: os “fleets” do Twitter, ou sua versão dos famigerados stories.

No texto, Chris exalta o Snapchat que, apesar de uma ou outra escorregada, seguia apegado às suas virtudes e peculiaridades. Nesta segunda (23), quatro dias depois da coluna ir ao ar, o Snapchat ganhou o “Holofote”, que é… uma cópia do TikTok. Via Snapchat.

Em algum momento dos últimos meses, o Firefox Relay, foi liberado para todo mundo — no início, estava restrito a convites. Ainda em beta e grátis, ele oferece cinco “máscaras” (ou aliases). Espera-se que, se lançado oficialmente, a Mozilla ofereça um plano pago que remova esse limite.

O Firefox Relay permite criar “máscaras” de e-mail para proteger a privacidade do seu endereço. Em vez de dar o seu e-mail principal num cadastro qualquer, por exemplo, você cria uma máscara/alias (rl4as8r3@relay.firefox.com, por exemplo) que redirecionará mensagens ao seu endereço. Se um dia essa máscara/alias vazar ou começar a enviar mensagens indesejadas, bastará excluí-la para resolver o problema. Dica do leitor Ricardo Santos, via e-mail.

O WhatsApp baniu 1.004 contas que estavam fazendo envio em massa nas eleições municipais a partir de denúncias feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou 31% das contas válidas denunciadas. Segundo a empresa, 63% das contas banidas já haviam sido excluídas automaticamente. Via TSE.

Pressão funciona? Sem alarde, o Google anunciou recentemente que a partir de maio de 2021 deixará de privilegiar a páginas AMP nos resultados da busca. “Toda página que estiver de acordo com as Políticas de conteúdo do Google Notícias será qualificada, e priorizaremos páginas com ótima experiência, implementadas usando AMP ou qualquer outra tecnologia da Web, conforme classificamos os resultados”, diz o anúncio.

AMP, ou Accelerated Mobile Pages, é um padrão criado pelo Google que limita os tipos de código que um site pode usar na construção de páginas e passa todas elas pelo cache do Google, o que gera acessos quase instantâneos. (Se estiver com tempo, leia este ensaio maravilhoso para entender o problema.) Até agora, apenas páginas AMP apareciam naqueles carrosséis de notícias nos resultados do Google, uma medida controversa e que tem cheiro, aparência e gosto de anticompetitiva. Via Google.

Somente canais de parceiros do YouTube, canais com uma quantidade mínima de inscritos e horas visualizadas e que sinalizam interesse no programa, veiculavam anúncios na plataforma de vídeos do YouTube. Isso mudou. Uma atualização dos termos de serviço publicada nesta quarta (18) informa que, aos poucos, o YouTube passará a inserir anúncios mesmo em canais que não são monetizados — e sem dividir a receita gerada por eles com seus proprietários.

O YouTube diz que esta medida “é parte dos nossos investimentos contínuos em novas soluções que ajudem os anunciantes a alcançar, com responsabilidade, a escala total do YouTube para se conectarem com suas audiências e aumentarem seus negócios”.

Uma semana depois de anunciar o fim da gratuidade do Google Fotos, o Google faz outro movimento similar no YouTube. Via Social Media Today, YouTube (em inglês).

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se), indico quatro leituras longas/de fôlego publicadas em outros sites — artigos e reportagens, basicamente. Seria o máximo se esse trabalho fosse coletivo, feito com a sua ajuda. Indique ali nos comentários uma leitura longa da última semana que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.