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Elon Musk se torna a segunda pessoa mais rica do mundo, com US$ 128 bilhões

Elon Musk tornou-se a segunda pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 128 bilhões. Nos últimos três meses, ele ficou 50,9% mais rico. Ainda fica atrás de Jeff Bezos, da Amazon, que lidera o ranking com US$ 182 bilhões.

Somados, os dez mais ricos da lista da Forbes têm uma fortuna de US$ 1,041 trilhão. Há diversos cálculos que tentam chegar ao custo de acabar com a fome e a desnutrição no mundo, um problema que afeta pouco mais de 2 bilhões de pessoas. No cálculo mais caro (US$ 265 bilhões por ano), a fortuna desses dez caras poderia resolvê-lo por quase quatro anos. Via G1.

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7 comentários

  1. Só que há uma grande diferença entre patrimônio levando em consideração o valor de mercado das ações (preço) e “dinheiro de verdade”. Assim como ele (Musk) ganhou tanto “dinheiro” em poucos meses, ele também pode perder muito “dinheiro” em poucos meses. Enfim ações, principalmente de empresas de tecnologia são bastante voláteis.
    No mais sobre a questão da fome pesquise sobre a iniciativa “The Giving Pledge”, além claro da Fundação Bill e Melinda Gates.

    1. Samuel, ações serem mais voláteis não muda o fato de que Musk tem US$ 128 bilhões. Ações e um punhado de cédulas debaixo do colchão têm características distintas, mas representam a mesmíssima coisa. (É por isso, aliás, que a Forbes faz a lista dos mais ricos, e não a de quem tem mais papel na bolsa.)

      Já li/ouvi muitas vezes esse argumento de que “é patrimônio, não é dinheiro”, e te confesso que não entendo qual o sentido, o que querem dizer com ele. Você poderia me explicar?

      Filantropia é o instrumento que rico usa para tentar limpar a consciência, massagear o ego e/ou fazer política. Estaríamos muito melhores se, em vez disso, essas fortunas fossem divididas com a sociedade, ou seja, se não existissem.

      1. O que acontece da maioria das pessoas considerarem que papéis e ações no geral não serem dinheiro é pelo simples motivo de Musk não ter acesso ao valor “armazenado” nos papéis de suas empresas diretamente, ou seja, é praticamente impossível Musk usar os 180bi dele para tentar reduzir o problema da fome por um certo período, pois o simples aceno de que ele teria a possibilidade de vender uma quantidade absurda de ações da Tesla, por exemplo, jogaria o valor dessas ações lá pra baixo e traria um problema imenso para a Tesla, que já é uma empresa muito endividada.

        1. Sim, ele não venderia as ações todas de uma vez só. É uma situação absurda e, francamente, inútil — não há nada no mundo à venda por US$ 180 bilhões. O problema é que economia é meio que um jogo de soma zero; alguém como Musk só tem tanto porque muitos outros mal têm para sobreviverem. Pessoas como ele são distorções, perturbações à vida em sociedade. Ninguém deveria poder ter tanto dinheiro (= poder) à sua disposição.

          Musk ganha dividendos (se é que Tesla e SpaceX distribuem dividendos), deve ter outras fontes de renda passiva derivadas da fortuna que acumulou e, sempre que quiser cometer alguma excentricidade, é só vender uma fração mínima das suas ações — o valor relativo ao todo não chamará a atenção, mas ainda será um valor absoluto elevado. Veja o tanto de ações que Jeff Bezos vendeu só este ano. Ele não só continua sendo a pessoa mais rica do mundo, como ficou ainda mais rico.

      2. Em relação a tua pergunta “patrimônio não é dinheiro”, você pode pensar em termos de liquidez, facilidade de “transformar em dinheiro”, também, e não só do ponto de vista de volatilidade, que mensura a variação dos preços.
        Diferentemente de uma aplicação como poupança que você pode ir lá e tirar a tua grana facilmente sem o valor da tua aplicação sofrer variações, além do rendimento, claro, com ações você não tem esta facilidade, principalmente quem possui uma quantidade absurda de ações. Investidores que possuem milhões e até bilhões de ações de uma empresa como o Elon Musk, não tem como vender todas as ações dele de uma vez e sacar estes 128 bilhões de dólares, entende? E mesmo que ele tentasse seria impossível se desfazer de grandes posições sem uma gigantesca desvalorização dos preços das ações, que adivinha: fariam o valor da fortuna dele despencar – Lei da oferta e da Procura.
        Outra questão, relacionada a volatilidade do mercado de capitais, assim como o Eike Batista já foi o sexto homem mais rico do planeta e viu o império dele ruir, nada impede que algo como este aconteça com alguns destes da lista dos mais ricos. Isto é inerente do mercado acionário. Um dado retirado dos comentários do livro “O Investidor Inteligente” de Benjamin Graham evidencia ainda mais isso: das quatrocentas fortunas da Forbes de 1982 você sabe quantas permaneciam na lista vinte anos mais tarde? Apenas 64 dos membros originais, meros 16%, continuavam na lista em 2002!
        Acrescentando mais uma informação, não sei se você se recorda da Bolha da Internet – seria um excelente tema a ser abordado no Manual ou, principalmente, no Tecnocracia – mas alguns analistas acreditam que a gente possa esta vivendo uma bolha das empresas de tecnologia, assim como aquela do início dos anos 2000: o valor de mercado da Tesla passou esta semana a marca dos US$ 500 bilhões — cinco vezes mais do que a GM e a Ford juntas!!! Será que o mercado (pessoas, instituições e bancos) não está exagerando um pouco, igual naqueles duros início dos anos 2000?
        Em relação a filantropia, além da dificuldade de “transformar” estas ações em dinheiro como explicado acima, que peso na consciência, ganho político e/ou consciência massageada teriam Warren Buffett e Bill Gates, em doar a maior parte das ações deles quando mortos?

        1. Caro Samuel, você falou de várias particularidades do mercado de ações e eventos históricos, mas não respondeu a pergunta. Sejam ações ou dinheiro em espécie, tudo isso tem valor, é riqueza.

          Essa hipótese aventada, de Elon Musk vender todas as suas ações e ficar com US$ 128 bilhões na conta corrente, não faz o menor sentido. Por que ele faria isso? Em qual cenário algo assim poderia acontecer? Qual vantagem ele teria? Sendo tão inócua, por que a estamos debatendo?

          (Sem falar que a SEC muito provavelmente proíbe grandes operações de venda de ações por executivos sem aviso prévio.)

          O que quero dizer é: não importa a volatilidade, a liquidez ou qualquer outra característica da riqueza dele, pois continua sendo… riqueza.

          Vamos tentar com outro exemplo. Pense em duas pessoas. Uma delas tem R$ 1 milhão na poupança e a outra, dois imóveis que valem R$ 1 milhão somados. A segunda é mais pobre que a primeira? Não. Ambos, aplicações financeiras e bens imóveis, constam como patrimônio na declaração do imposto de renda — a dos imóveis pode parecer menos rica, porque a declaração de imóveis não acompanha as variações de preço do mercado, mas é só aparência. A mesmíssima coisa com ações. O fato de ter menos liquidez ou regras para realizar lucro ou qualquer outra peculiaridade não altera a sua natureza, ou seja, que se trata de riqueza. Estamos falando de um fulano que tem US$ 128 bilhões — não importa se em ações ou em um cofre do tio Patinhas, continua sendo US$ 128 bilhões.

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