O Signal começou a testar um recurso de transferência de dinheiro usando a MobileCoin, uma “privacy coin”, ou criptomoeda que se esforça para preservar o anonimato dos usuários e das transações (ao contrário do bitcoin, esses dados não ficam expostos numa blockchain pública). Por ora, as transferências só estão disponíveis no Reino Unido, pelos apps para Android e iOS.

A notícia preocupa. Em entrevista à Wired, Moxie Marlinspike, criador do Signal e CEO da fundação responsável pelo aplicativo, argumenta que o objetivo é dar às transações financeiras o mesmo tratamento privado existente para a comunicação, o que parece uma premissa falha — existem numerosos cenários que justificam conversas privadas; já para transações financeiras, só consigo imaginar cenários ilegais, como lavagem de dinheiro. Ao misturar as duas coisas, periga enfraquecer o argumento da privacidade nas comunicações em vez de fortalecer o da privacidade como um todo.

A novidade também borra o foco do Signal, que sempre foi um app de mensagens, e com certeza atrairá um escrutínio pesado de governos e órgãos reguladores. Moxie dá a entender que a oferta de transferências financeiras seja um imperativo competitivo, como se o destino de todos os apps de mensagens fosse virar os super apps chineses. Não precisa ser assim.

O maior impacto, porém, é na confiança. Para muita gente — e eu me incluo nesse grupo —, é forte a associação entre criptomoedas e atividades suspeitas e ideias malucas. O Signal sempre teve um foco cirúrgico em manter conversas privadas. Agora, não mais. O clima no tópico de discussão da novidade está péssimo. Via Signal (em inglês), Wired (em inglês).

A Agência Lupa está vendendo algumas das suas checagens como NFT. Já venderam duas, por 0,05 ETH cada, cerca de R$ 390 no momento em que publico esta notinha. Há outras seis checagens disponíveis para compra.

Este talvez seja o melhor uso até agora de NFT. A Lupa encontrou uma forma de financiar o trabalho sério que fazem em cima da “arte” criada por gente mal-intencionada, por vezes criminosa. Via Agência Lupa, @agencialupa/Twitter.

Março de 2021 foi o melhor mês do programa de apoios do Manual do Usuário em números absolutos e o segundo em crescimento relativo. Com a campanha de fomento (“Um lugar legal na internet”) e a entrada do Tecnocracia no programa, a base de leitores que contribuem financeiramente com o projeto cresceu 10,6%.

Um dos benefícios dos apoiadores do site são os relatórios mensais de transparência, com estatísticas, bastidores e planejamento do projeto. A cada três meses, o relatório ganha uma seção extra de finanças. O próximo desse, que enviarei nesta sexta(9), é desses.

Para apoiar o Manual, receber os relatórios e outros benefícios exclusivos, siga por aqui.

Começou nesta segunda (5) a III Feira do Livro da Unesp, em edição virtual, com livros de mais de 200 editoras e selos com no mínimo 50% de desconto.

O Yahoo Respostas sairá do ar no dia 4 de maio. O serviço, lançado em 2005, era uma rede social… peculiar, e ao longo desses pouco mais de 15 anos gerou alguns incidentes antológicos. Não dá para dizer que fará falta, mas… né?, é mais uma parte da velha web que desaparecerá sem deixar rastros.

Caso queira preservar suas contribuições, o prazo é um pouco maior, até 30 de junho. Via Yahoo, The Verge (em inglês).

Parece que o nascente mercado de NFTs, ou tokens não-fungíveis, já mergulhou em uma queda aguda. De acordo com a NonFungible.com, site que monitora diversos marketplaces de NFTs, o preço médio dos NFTs despencou 70% do pico de fevereiro. Devido à falta de liquidez dos NFTs, há quem esteja chamando essa queda generalizada de “quebra silenciosa”: em vez de correções diárias e graduais dos preços, NFTs são reajustados vez ou outra, da noite para o dia, em percentuais elevadíssimos. Ouça o nosso podcast sobre o tema. Via Bloomberg (em inglês), Cointelegraph (em inglês).

Uma das coisas mais legais do macOS é o Quick Look (ou Visualização Rápida em português): no Finder, ao apertar a tecla Barra de espaço com um arquivo selecionado, ele é exibido rapidamente em um pop-up com algumas opções acessíveis na borda da janela. Serve para imagens, áudios, PDF e outros tipos de arquivos.

Um aplicativo gratuito e de código aberto, o QuickLook, traz esse recurso ao Windows. Ele parece bem alinhado à identidade visual do Windows 10, é compatível com vários formatos de arquivos e seu desenvolvimento está ativo.

O QuickLook pode ser baixado na Loja do Windows, mas talvez seja uma boa baixá-lo direto do repositório oficial — a versão da Loja não funciona nas janelas de abrir e salvar arquivos, provavelmente por alguma restrição da Microsoft.

Agora é oficial: a LG está saindo do mercado de celulares. Em um comunicado publicado na noite deste domingo (4), a empresa sul-coreana informou que continuará oferecendo suporte e atualizações para seus celulares atuais “por um prazo que variará de acordo com a região” e que espera terminar os processos de dissolução da sua unidade de dispositivos móveis até 31 de julho. É o fim de uma era. Via LG (em inglês).

Um banco de dados com registros de 533 milhões de usuários do Facebook foram disponibilizados gratuitamente na internet. O banco contém números de telefone, IDs do Facebook, nomes completos, localizações, aniversários, biografias, status de relacionamento, data da criação do perfil e, em alguns casos, endereços de e-mail, e segundo a Hudson Rock, empresa de ciberinteligência que descobriu o vazamento, provavelmente foi criado explorando uma falha do início de 2020 no Facebook que permitia capturar telefones de qualquer usuário.

O Business Insider fez alguns testes preliminares, com sucesso, para atestar a legitimidade dos dados vazados.

Alon Gal, co-fundador e CTO da Hudson Rock, especificou de quais países são os dados. No Brasil, são 8,06 milhões de perfis afetados. Via Business Insider (em inglês), @UnderTheBreach/Twitter (em inglês).

A Apple turbinou o Apple Arcade, sua plataforma de video game por assinatura. Na sexta (2), a empresa liberou 30 novos jogos, incluindo o aguardado Fantasian (aquele dos dioramas reais), e inaugurou duas novas seções que, pela primeira vez, incorpora jogos não-exclusivos: “Timeless Classics” e “App Store Greats”. Há jogos lendários do iOS, como Threes!, Mini Metro, Fruit Ninja e Monument Valley, e todos eles seguem as diretrizes do Arcade, ou seja, nada de anúncios ou compras in-app. Ao todo, o Apple Arcade agora conta com 180 jogos. A assinatura custa R$ 9,90/mês. Via Apple (em inglês).

O LineageOS, um projeto que mantém o Android atualizado em uma ampla gama de celulares, muitos deles já abandonados pelas fabricantes, chegou à versão 18.1 esta semana, levando o Android 11 a muitos celulares. Via Lineage (em inglês).

Depois do Spotify, chegou a vez de Discord e LinkedIn entrarem na dança de clonar o Clubhouse. Se chegou no LinkedIn, significa que o negócio virou commodity, perdeu a graça e é hora de partir para outra. Via TechCrunch (em inglês), Discord (em inglês).

O Magazine Luiza voltou ao interior do Paraná para uma nova aquisição. Depois do Aiqfome, nesta terça (30) a varejista anunciou a compra do GrandChef, sediada em Paranavaí (PR), que fornece um software de gestão para restaurantes. No mesmo comunicado ao mercado, o Magalu também anunciou a compra da ToNoLucro, um app de delivery com atuação em +40 cidades de Goiás, Pará e Tocantins. As duas aquisições visam fortalecer o “food delivery” via super app do Magalu — a empresa faz o caminho contrário de apps que nasceram na entrega de comida e tentam virar super apps, como a Rappi. Via Neofeed.

Na data desta publicação, eu tinha ações do Magazine Luiza (MGLU3).

O Banco Central autorizou o Facebook a fazer transferências bancárias pelo WhatsApp. O Facebook foi autorizado a operar como “iniciador de pagamentos” e autorizou dois arranjos de pagamentos para Visa e MasterCard relacionados ao WhatsApp. Via Banco Central, G1.

Por um valor não revelado, o Spotify adquiriu a startup Betty Labs, dona do app Locker Room, uma espécie Clubhouse focado em esportes. Aos poucos, o Spotify mudará a marca do Locker Room, a fim de expandi-lo para áreas de cultura e música, e não descarta integrá-lo ao app principal e a seus podcasts. Falta alguém para competir com o Clubhouse? Via The Verge (em inglês).