Wipr 2 expande o bloqueio de anúncios do Safari para todos os outros apps

Ícone do Wipr 2.O Wipr 2, bloqueador de anúncios para o Safari criado pela Kaylee Serena (o que eu uso), ganhou um novo recurso que expande seu funcionamento por todo o sistema, o Filtr.

Desenvolvido ao longo dos últimos dez meses, ele faz uso de uma nova tecnologia da versão 26 dos sistemas operacionais da Apple, o Filtro de URL. Segundo Kaylee, ela permite “bloquear requisições da rede em todo o sistema sem acessar o tráfego da rede e com mais detalhamento que soluções antigas”. Ela diz que trata-se do primeiro aplicativo a fazer uso do Filtro de URL.

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Acessos ao buscador sem IA do DuckDuckGo triplicaram desde o Google I/O

Desde o anúncio do Google da “maior reformulação da caixa de busca da sua história, no dia 28/5, os acessos à variante sem IA do buscador do DuckDuckGo (DDG) triplicaram — e continuam aumentando, segundo a empresa.

O endereço é noai.duckduckgo.com. Se preferir, há extensões gratuitas para Chrome e Firefox.

O DuckDuckGo convencional pode ser configurado como um buscador sem recursos de inteligência artificial. Para isso, acesse as configurações de IA e desmarque as três opções.

Não é como se o DuckDuckGo fosse uma empresa anti-IA. O buscador tem um equivalente ao “AI Overviews” do Google, o Search Assist, que por padrão aparece “às vezes”, ou seja, “quando é altamente relevante” segundo critérios não divulgados.

Outra iniciativa em IA é o Duck.ai, uma interface para grandes modelos de linguagem (LLMs) de terceiros: Anthropic (Haiku 4.5), OpenAI (GPT-5 mini, GPT-4o mini e gpt-oss 120B), Meta (Llama 4 Scout) e Mistral (Small 4). O diferencial dessa interface é uma configuração mais privada. As conversas são anonimizadas pelo DDG, a retenção do conteúdo é limitada e elas não são usadas para treinar modelos de IA.

FIB16 em Belém (PA): Um passeio visual

Tive a oportunidade de participar de mais uma edição do Fórum da Internet no Brasil, o FIB16, desta vez em Belém (PA). O evento, organizado pelo NIC.br, reúne pessoas de diferentes setores para debater assuntos quentes e/ou importantes relacionados à internet no país.

O meu FIB16, porém, foi um pouco diferente. A exemplo da edição passada, em Salvador (BA), vim aqui contratado pelo NIC.br para conduzir o podcast de entrevistas Nós da Internet. Optei por ficar menos dias desta vez, o que adensou o cronograma das entrevistas e me privou de acompanhar as mesas. (Dica que vale para mim: todas foram transmitidas e estão disponíveis no YouTube.)

Para não passar o evento em branco neste Manual, pensei em registrar em fotos os ambientes e momentos do FIB16 e os bastidores do Nós da Internet.

Fazia muito tempo (mesmo) que não fotografava qualquer coisa além de eventos familiares. Ignorem ângulos estranhos, luzes estouradas e cores esquisitas. Notei que esqueci tudo que sabia de fotografia — o que, verdade seja dita, nunca foi muita coisa.

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IPO da SpaceX funciona como uma fraude de criptomoeda, porém com IA

por David Gerard

colaborou Amy Castor

Já vimos esse filme antes.

Antes da nossa guinada para IA, escrevemos sobre fraudes de criptomoedas. Uma oferta inicial de moedas criptográficas (ou “criptos”) começa com um white paper cheio de baboseiras impossíveis. Ninguém se importa porque toda a proposta de valor é “número que sobe”.

A cripto é lançada, o preço dispara e os insiders fazem uma puxada de tapete (“rug pull”), despejando suas participações nos otários e derrubando o preço, depois sumindo com o dinheiro. Os investidores iludidos terminam segurando a batata quente.

A SpaceX está fazendo uma fraude estilo criptos, mas no mercado de ações real. O documento S-1 é o white paper. O IPO, marcado para meados de junho, é a puxada de tapete.

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A minha mochila no FIB16, em Belém (PA)

Um pedido: Seções como esta, das mochilas, dependem da participação de quem lê o blog. Mande a sua. Não usa mochila? Mande a sua mesa de trabalho e/ou a tela inicial do seu celular. Quer ver mais mesas? Acesse o arquivo.

Durante o Fórum da Internet no Brasil (FIB16), em Belém (PA), carreguei uma mochila ao centro de eventos com itens básicos para passar o dia lá, fazer o trabalho que foi contratado para fazer e, quando sobrou algum tempo livre (o que foi raro), dar uma olhada neste Manual do Usuário.

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Indigo une Bluesky e Mastodon no mesmo aplicativo

Ícone do aplicativo Indigo: roxo, com um círculo branco no meio e o topo da letra “i” recortado dentro do círculo.Tive a oportunidade de experimentar o Indigo antes do lançamento — no último dia 12 —, um aplicativo de rede social que unifica as linhas do tempo do Bluesky e Mastodon.

A dupla de desenvolvedores, Aaron Vegh e Ben McCarthy, tem experiência no assunto. É deles também o aplicativo Croissant, mais antigo, que permite publicar ao mesmo tempo no Bluesky, Mastodon e Threads. Vistos em conjunto, é como se o Indigo fosse uma evolução do Croissant — também dá para postar no Bluesky e no Mastodon ao mesmo tempo pelo Indigo.

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Como desativar os novos recursos de IA do WordPress 7.0

A principal novidade do WordPress 7.0, lançado nesta quarta (20), seria a colaboração em tempo real. Já na reta final, após as versões beta, Matt Mullenweg, líder do projeto, adiou o recurso e promoveu a integração com LLMs a destaque da versão.

(A liderança do Matt foi um show de horrores, com adiamentos, novas demandas com prazos surreais e, como sempre, muitos dedos apontados. “O que há de errado com o WordPress?”, pergunta-se a única pessoa com poder para mudar os rumos do WordPress.

Se você não vê valor ou teme uma infusão de IAs generativas em seu site, blog ou loja virtual (um receio plausível, devo dizer), felizmente há como desativar toda essa nova parte de IA. Se tiver acesso ao arquivo wp-config.php, adicione esta linha:

define( 'WP_AI_SUPPORT', false );

Se o arquivo estiver fora do seu alcance, instale o plugin Turn Off AI Features.

Você não imagina o meu alívio em acompanhar essa novela do lado de fora. No início de maio, migramos este Manual do Usuário para o ClassicPress, uma tábua de salvação que descobri em 2022 e que, seis anos depois, segue firme e forte. Como não amar a ideia do software livre?

Cobrança de tokens no GitHub Copilot aumentará custos em até 150 vezes

por David Gerard

Há anos sabemos que os fornecedores de chatbots de IA operam com grandes perdas. A OpenAI gastava US$ 2,35 para cada US$ 1 de receita em 2024, e só piorou desde então. A Anthropic continua aumentando seus preços. Sabíamos que um dia os preços subiriam bastante.

Mencionamos em abril como a Microsoft estava migrando todos os clientes do GitHub Copilot para a cobrança por uso.

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Ainda pensando no Google I/O

O Google apresentou “agentes de IA” capazes de fazer o trabalho da pessoa em inúmeros cenários, nenhum deles muito crível para gente de verdade. (Quem precisa de IA para organizar uma festinha na rua?) No TechCrunch, Sarah Perez assina uma boa crítica dessa utopia questionável que o Google tenta nos vender.

Do meu lado, penso que estamos vivemos um “Dia da Marmota” daquele recurso do Google Now, de ~2012, que avisava via notificação que o portão de embarque de um voo havia mudado. Como se essa informação não estivesse na sua cara o tempo todo dentro de um aeroporto. Há 15 anos o Google usa diferentes tecnologias, cada vez mais complexas e caras, para tentar sanar problemas com que nenhum ser humano jamais se deparou.

Links legais da semana

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Singularity (6min31s). O novo curta dos estúdios Blender, do renomado editor 3D de código aberto. Achei bonitinho.

The AI Resist List (em inglês). Um banco de dados de iniciativas de resistência contra o império da IA. Entre os criadores do site está a jornalista Karen Hao, que está lançando no Brasil seu último livro, O império da IA, pela editora Rocco.

Fits on a floppy. Um manifesto para softwares pequenos (no sentido de: ocupam pouco espaço na memória). A página em si traz um joguinho semi-oculto em que você tem que clicar nos disquetes voadores. Para quem tem menos de 30 anos, “disquetes” são os botões de salvar. Dica do Rafael.

Cidades paralelas. Literalmente quais cidades estão na mesma latitude. Um salve à galera de Pretória (África do Sul) e Windorah (Pretória), “vizinhas” de latitude de Curitiba.

Mapa-múndi em hexágonos. O mapa é dinâmico e renderizando com um código de apenas 10 KB.

Weather Replay. Um histórico da previsão do tempo no mundo todo, desde a década de 1940, com base em dados do observatório Copernicus, da União Europeia. (Funciona em cidades brasileiras e de qualquer outro país também.)

Where Now? Uma espécie de “Foursquare pessoal”, este app marca os pontos de interesse onde você esteve — e tudo local. As marcações podem ser manuais ou automáticas. Gratuito, para iOS.