Novas versões dos aplicativos gráficos Affinity mantém modelo de negócio de compra única

A suíte de aplicativos gráficos Affinity, da Serif, chegou à segunda grande versão com muitas novidades, mantendo o modelo de compra única, marcando oposição à Adobe e seu modelo por assinatura. As licenças da suíte Affinity valem para as três plataformas em que os aplicativos estão disponíveis (iPadOS, macOS e Windows).

Para celebrar o lançamento, o pacote completo (Designer, Photo e Publisher) está com 40% de desconto, saindo a US$ 99,99. Via Serif.

Twitter terá segundo selo de verificação

Print do perfil @Twitter com o novo selo de verificação cinza/Oficial.
Imagem: @esthercrawford/Twitter.

O Twitter terá um segundo selo de verificação, disse Esther Crawford, diretora de produtos da empresa. Esse novo selo, cinza e com a palavra “Oficial” ao lado, não será vendido e herdará a função do selo original, azul: atestar a veracidade de um perfil na rede. Veja a imagem acima.

Nem todos os detentores do atual selo de verificação, que ainda não está à venda, serão elegíveis ao novo selo “Oficial”. Segundo fontes da newsletter Platformer, existem hoje cerca de 100 mil usuários do Twitter verificados/com o selo azul.

Comercializar o selo azul, a grande obsessão do novo dono do Twitter, cada vez mais parece uma estratégia para criar classes dentro da rede social. A promessa é de que os usuários pagantes tenham preferência no algoritmo, ou seja, tem maior exposição quem pode pagar. Via @esthercrawford/Twitter (em inglês).

Atualização (15h10): O Twitter chegou a distribuir o novo selo cinza “Oficial” a alguns perfis, mas Elon Musk já voltou atrás. Em resposta a uma crítica do youtuber Marques Brownlee, Musk disse que “acabou com aquilo [segundo selo]” e que “o selo azul será o grande diferenciador”.

Decidi reduzir o tamanho da nossa equipe em 13% e dispensar mais de 11 mil dos nossos talentosos funcionários. […] Quero assumir a responsabilidade por essas decisões e por como chegamos até aqui.

— Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciando uma demissão em massa.

Via Meta (em inglês).

Zoom anuncia serviços de e-mail e agenda

O Zoom anunciou novos serviços voltados a empresas: e-mail e calendário. Com isso, aproxima a sua oferta à de rivais como Google e Microsoft. Como diferenciais, promete criptografia de ponta a ponta onde der e integração com o serviço de videochamadas que explodiu em popularidade na pandemia.

Outras novidades foram anunciadas no Zoomtopia, um evento próprio do Zoom, como o “Zoom Spots”, uma videochamada permanente para equipes, e o Zoom Team Chat, que reunirá numa interface familiar as conversas um a um e em grupo na plataforma. Via Zoom (2) (em inglês).

Marketplaces de NFTs tornam opcional comissão no mercado secundário

Uma das principais promessas do mercado de NFT era a de que os artistas ganhariam comissões nas negociações do mercado secundário, ou seja, de vendas feitas após a inicial.

Só tem um problema: as comissões/royalties não estão previstas na blockchain e, dada essa discricionariedade, vários marketplaces passaram a isentar os negociadores da comissão ou torná-la opcional.

Para ilustrar a situação, na x2y2, um dos marketplaces que adotaram a comissão opcional, em apenas 18% das compras de outubro os criadores receberam comissão.

A OpenSea, maior marketplace de NFTs do mundo, está prestes a adotar uma política que banirá marketplaces rivais que não obrigam ao pagamento das comissões. Só que isso valerá apenas para novos NFTs. Os antigos estão num limbo e os artistas, com razão, impacientes com a situação. Via Decrypt (em inglês).

Signal agora tem stories

O Signal agora tem stories. Acho ótimo! Goste ou não, é um formato bastante popular e oferecê-lo é importante a um aplicativo que se contrapõe aos da Meta.

Provando que é possível fazer as coisas de um jeito melhor, os stories do Signal são criptografados de ponta a ponta e têm “opt-in”, ou seja, quem não quiser o recurso pode desabitá-lo com três toques, nas configurações.

Os stories estão disponíveis na versão 6 do Signal para Android e iOS, disponibilizada há pouco. Via Signal (em inglês).

Alternar entre conversas no Microsoft Teams ficou até 39% mais rápido

A Microsoft anunciou uma atualização do Teams, sua plataforma de colaboração profissional, com a promessa de mais rapidez. Jeff Chen, líder de produto do Teams, no blog da Microsoft:

A ação mais comum para um usuário no Teams é alternar entre diferentes conversas, canais e feeds de atividades. Ao longo dos últimos dois anos, alternar entre conversas agora é 32% mais rápido; alternar entre canais é 39% mais rápido.

Chamou-me a atenção o tanto de “gordura” que a Microsoft conseguiu tirar da “ação mais comum” (e, convenhamos, trivial) no dia a dia dos usuários do Teams, um indício forte do quão pesado é o aplicativo. Via Microsoft (em inglês).

3 meses grátis de Apple Music via Shazam

O Shazam, aplicativo que “adivinha” a música que está tocando (e que é da Apple já faz alguns anos), está oferecendo três meses grátis da assinatura do Apple Music. Basta acessar esta página logado em uma conta da Apple e tocar/clicar no botão Resgatar.

Não sei dizer se a oferta vale para quem já é assinante do Apple Music, mas para quem usou/foi assinante do serviço no passado, sim. Era o meu caso e consegui resgatar os três meses gratuitos. Via MacMagazine.

Elon Musk começa a demitir em massa no Twitter por e-mail, numa sexta-feira

Elon Musk começou as demissões em massa no Twitter. Segundo um e-mail enviado na noite de quinta (3), os funcionários receberão um e-mail nesta sexta (4) com o assunto “Seu papel no Twitter”. Se a mensagem chegar no e-mail profissional, significa que o funcionário não foi demitido. Se for no e-mail pessoal, adeus.

Ainda não se sabe quantos serão demitidos. Os últimos rumores indicam 3,7 mil, ou cerca de 50% da força de trabalho.

Demitir milhares de pessoas numa sexta-feira e por e-mail, após dias de rumores e ameaças, criando um clima de terror dentro da empresa, diz muito da pessoa de Elon Musk. É desprezível. Via Washington Post (em inglês).

Os anúncios no novo plano mais barato da Netflix

O canal de YouTube Cinema com Rapadura testou o novo plano com anúncios da Netflix, de R$ 18,90 por mês, lançado nesta quinta (3). Há inserções no início e no meio das séries e filmes, que não podem ser puladas e têm duração de até 45 segundos.

Experiência de YouTube gratuito pagando quase R$ 20 por mês e com uma série de limitações — acervo menor, impossibilidade de download, qualidade de vídeo limitada a 720p. Difícil engolir isso. Valeu pela dica, Gustavo!

WhatsApp começa a liberar comunidades e grupos com até 1.024 participantes

O WhatsApp começou a liberar o recurso de comunidades, que o transforma em uma espécie de mini-Slack (ou Discord), com “canais” que abrigam grupos temáticos.

À parte os possíveis maus usos, é uma abordagem interessante. O WhatsApp/Meta diz ter trabalhado “com mais de 50 organizações em 15 países para criar Comunidades que atendam às necessidades delas”, um esforço que transparece — pelas imagens, parece algo mais simples e acessível que outros aplicativos do tipo, algo essencial em um produto tão massificado.

O WhatsApp também ganhou grupos com até 1.024 usuários, chamadas de vídeo com 32 participantes e enquetes. Todas essas novidades só devem chegar ao Brasil em 2023, porém. Via WhatsApp.

Trabalhadores em fuga na Foxconn

por Shūmiàn 书面

O grande assunto nas mídias sociais chinesas neste final de semana foram as imagens do êxodo de centenas de trabalhadores de uma fábrica da Foxconn em Zhengzhou.

As fotografias e vídeos mostram pessoas caminhando por avenidas vazias com seus pertences, por receio de serem detidas em checkpoints de covid-19 caso usassem transporte público.

Desde então, a situação evoluiu rapidamente: no domingo (30), a Foxconn confirmou a circulação do vírus em suas fábricas e anunciou que disponibilizaria transporte para os trabalhadores que quisessem deixá-las; na terça (31), passou a oferecer incentivos financeiros para quem quisesse continuar trabalhando; nesta quarta (2), o governo declarou lockdown de uma semana ao redor da fábrica, afirmando que a situação é “severa e complicada”.

Metade dos iPhones do mundo é montada nessas instalações onde trabalham 300 mil pessoas. Além da apreensão na Foxconn, há também a preocupação de que os trabalhadores que se retiraram estejam infectados e levem o vírus para suas cidades.


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