Etc

Bloco de notas 20#13: Gatonet de live, pseudociência no Facebook e mais

Notinhas, impressões pessoais e curiosidades do mundo da tecnologia.


Gatonet de live

Alguns golpistas se aproveitaram da onda de lives no YouTube para faturar. O chamado “gatonet de lives” (!) [G1] consiste em clonar lives sertanejas no YouTube e inserir QR codes de carteiras digitais sobre o vídeo. O espectador/vítima acha que está doando para famílias afetadas pela pandemia, mas na real o dinheiro vai parar no bolso dos golpistas.

→ O Google tem trabalhado junto às gravadoras para eliminar o problema. Aparentemente, ele foi resolvido — as lives do último fim de semana já não tinham mais os concorrentes piratas.


Facebook fatura com pseudociência

De um lado, o Facebook diz estar fazendo um grande esforço para coibir a desinformação em suas plataformas. De outro, descobriu o The Markup, a empresa permite segmentar anúncios no Facebook e no Instagram para pessoas que têm como interesse “pseudociência” [em inglês]. Como se faltassem provas do que importa ao Facebook…

→ O repórter foi agraciado por um desses anúncios que apelam a pessoas com interesse em pseudociência: uma touca que supostamente protege o cérebro da radiação de antenas de telefonia móvel.

→ A ferramenta de publicidade do Facebook indicava 78 milhões de pessoas somente nos Estados Unidos que tinham “pseudociência” como interesse. Após a publicação da reportagem, o Facebook removeu a categoria.


Facebook para baixinhos

O Facebook liberou em mais 70 países, Brasil entre eles, o Messenger Kids[Folha], versão destinada a crianças do seu app de mensagens. O diferencial é que ele permite que os pais supervisionem e interfiram nas conversas. Ótimo para quem quiser submeter o próprio filho à vigilância implacável do Facebook o quanto antes.


US$ 5,7 bilhões

Última do Facebook. A empresa anunciou o maior investimento desde a aquisição do WhatsApp, em 2014: por US$ 5,7 bilhões, comprou 9,99% de participação na Jio [Facebook, em inglês], maior operadora móvel indiana, com 350 milhões de clientes.

→ A Índia é, de longe, o maior mercado do WhatsApp. Somente lá ele tem 400 milhões (!) de usuários.

→ A Índia, com sua população enorme e digitalização acelerada, é objeto de cobiça de gigantes norte-americanas e chinesas de tecnologia. O Facebook, sempre bom lembrar, sofreu uma grande derrota em 2016, quando seu programa Free Basics, que fornece internet gratuita e controlada, foi rejeitado por ferir a neutralidade da rede [Manual do Usuário].


Google e o jornalismo

O Google financia (AdSense) e promove (News) o panfleto de desinformação “Jornal da Cidade Online”, segundo apuração do Aos Fatos. Fica a pergunta: não seria melhor banir sites desse tipo do que ficar dando esmolas a jornais e posando de arauto do jornalismo?


Zoom 5.0

O Zoom, app-sensação de videochamadas, soltou uma grande atualização[Zoom, em inglês] que, diz a empresa, corrige alguns dos vários problemas descobertos recentemente. Entre as principais novidades, agora o Zoom usa um algoritmo de criptografia mais seguro e ativa por padrão os recursos de sala de espera e, para alguns públicos (como estudantes), senha para o ingresso nas conversas — esses dois evitam o “zoombombing”, quando alguém aleatório invade a videochamada para exibir conteúdo pornográfico.

→ Relembrando: todas as falhas de segurança e privacidade descobertas no Zoom durante a pandemia [Manual do Usuário].


Motorola Edge

Motorola Edge+.
Foto: Motorola/Divulgação.

A Motorola voltou a disputar a ponta de cima do mercado de celulares. Após quase quatro anos sem um aparelho do tipo, a empresa anunciou o Edge+ [Ztop], um celular enorme, com tela de 6,7 polegadas e beiradas curvadas (daí seu nome), e todas as demais especificações que se esperaria de um topo de linha, incluindo o preço que, nos Estados Unidos, é de US$ 1 mil. Lá, será lançado em maio.

→ O outro celular anunciado, o Edge (sem “+”), mantém o telão, mas traz especificações mais modestas. Curiosamente, sai primeiro na Itália e, depois, nos demais países europeus, também em maio, por € 700.

→ Ainda não há previsão de lançamento dos novos aparelhos no Brasil.


O dólar Xiaomi

Outra fabricante que apresentou novidades, esta para o mercado brasileiro, foi a Xiaomi. O Redmi Note 9S foi lançado aqui [TechTudo] com um generoso desconto de pré-venda de R$ 1 mil. Depois disso, a versão mais simples, com 4 GB de RAM, sairá por R$ 2,8 mil.

→ Fiz uma conta de padeiro comparando a diferença do preço nacional para o cobrado em dólar, lá fora, nos casos do Redmi Note 9S e do iPhone SE, da Apple. Na conversão para trazer esses celulares ao Brasil, o dólar Apple ficou mais barato (R$ 9,27) que o da Xiaomi (R$ 14,06). No exterior, o Redmi Note 9S começa em US$ 200.


O custo de ficar no chão

Operadoras aéreas do mundo inteiro estão passando por um grande aperto devido à desaceleração do setor, decorrência da pandemia do coronavírus. Deixar aviões no chão não sai de graça; pelo contrário, o custo é elevadíssimo. Esta matéria traz alguns deles [Folha]. Só a preparação de um avião de carreira de pequeno porte pode custar até R$ 120 mil por mês.


Tecnologias essenciais

A segurada nos gastos e o distanciamento social proporcionados pela COVID-19 podem servir para reavaliarmos a necessidade de certos aparelhos em nossas vidas, argumenta Brian Chen [New York Times, em inglês]. Ele cita caixas de som inteligentes e celulares dobráveis como exemplos de supérfluos, e exalta o bom e velho notebook, um celular decente e o roteador de internet, peça central para que a conexão ao mundo exterior seja boa, como itens essenciais.

→ Talvez os smartwatches caibam na lista dos supérfluos? A Samsung lançou uma função de “lembrete de lavar as mãos” para os relógios da linha Galaxy Watch [Samsung, em inglês]. Hm… ok?


Viajando com o Tinder

A gratuidade da função Passaporte do Tinder fez o app bater recorde de “deslizadas”em um único dia: mais de 3 bilhões. A cidade que mais visitou outra foi São Paulo conferindo os solteiros de Nova York. Chama a atenção, também, o interesse dos latino-americanos pela cidade de Madrid, na Espanha. O top 10:

  1. São Paulo para Nova York.
  2. Buenos Aires para Madrid.
  3. Nova York para Los Angeles.
  4. Londres para Reino Unido.
  5. Cidade do México para Madrid.
  6. Nova Deli para Mumbai.
  7. Toronto para Los Angeles.
  8. Istanbul para Kiev.
  9. Bangkok para Seul.
  10. Lima para Madrid.

Casinhas para gatos com TVs dentro

Casinha de gato feita de caixa de TV da Samsung.
Foto: Samsung/Divulgação.

A Samsung redesenhou as caixas de algumas das suas TVs mais icônicas para serem reaproveitadas como casinhas de gato ou porta-revistas[Samsung, em inglês]. As embalagens vêm com marcações e pontos de dobra para facilitar o trabalho. Fica a dúvida se gatos preferem modelos sofisticados que simulam casas humanas ou se o lance deles são caixas comuns mesmo.


Se você curtiu este Bloco de notas, assine gratuitamente a newsletter do blog para recebê-la semana que vem, gratuitamente, direto no seu e-mail:


A melhor maneira de acompanhar o site é a newsletter gratuita (toda quinta-feira, cancele quando quiser):

Acompanhe também nas redes sociais:

  • Mastodon
  • Telegram
  • Twitter
  • Feed RSS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 comentários

  1. O “dólar Apple” sempre oscilou pouco e sempre se manteve ao redor de R$10. Me lembro que no longínquo ano de 2007 eu e mais dois colegas fizemos tabelas com os custos dos aparelhos Apple para uma cadeira de Pesquisa Operacional (eu ainda cursava matemática aplicada na época) e chegamos a conclusão que a Apple sempre vai adotar esse valor de R$10 -> 1USD porque isso coloca ela numa posição “top” dentro do Brasil mas se concorrer com o mercado “super luxo” de outras marcas. Isso permite, principalmente, que ela venda o suficiente pra ser um item de desejo das classes baixas (existem muitas marcas do mercado “super luxo” que são desconhecidas das classes médias/altas e baixas, por exemplo) ao mesmo tempo em que se mantinha com apelo de produto premium.

    Ou seja, a Apple não “nicha” como um Patek Philippe a ponto de ser ignorado por qualquer pessoa fora dos círculos do milionários, pelo menos, e ao mesmo tempo vende seus produtos caros mantendo um apelo em todas as classes.

    1. Faz sentido esse raciocínio. Apple sempre foi cara, mas raramente cara a ponto de ser descartada pela classe média. Quando se aventurou nas águas do mercado de luxo, por exemplo com aquele Apple Watch de ouro, fracassou lindamente.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!