Estilo de vida

Como o comunicador Thiago Romariz trabalha

Thiago Romariz em uma apresentação segurando um microfone.
Nota do editor: Nesta seção, a cada 15 dias entrevisto profissionais de diferentes áreas a respeito de produtividade e da relação deles com a tecnologia. Veja os anteriores e cadastre-se gratuitamente na newsletter para ser avisado dos próximos.


  • Nome: Thiago Romariz.
  • Cidade onde mora: Curitiba (PR), nascido em Maceió (AL), criado em Brasília e vivi em São Paulo (SP) até 2019.
  • Emprego atual: Hoje sou head de PR e conteúdo do Ebanx, uma fintech de processamento de pagamentos que lida com empresas como Uber, Aliexpress, AirBnb, PlayStation, etc.
  • Computador: MacBook Air.
  • Celular: iPhone 11 Pro.
  • Gadget favorito: iPhone.

Como você chegou onde está?

Me criei pensando em como contar as melhores histórias da melhor forma possível. Meu pai sempre leu jornal pela manhã, meu avô era radialista, minha mãe psicóloga. Um pouco disso tudo permeia minha ideia do que é uma boa história e fui buscá-las no jornalismo. Comecei em jornais como Correio Brasiliense, falei de saúde na assessoria de imprensa da Fundação Oswaldo Cruz, produzi TV na RedeTV e escrevi sobre esportes na TV Comunitária de Brasília.

Minha vida mudou quando decidi ir a São Paulo sem nada no bolso ou na cabeça, apenas um sonho de trabalhar com o que amava, e entrei no Omelete. Ali agreguei ainda mais conhecimento, tive pessoas e oportunidades únicas comigo e hoje estou num desafio profissional oposto, que é mergulhar no mercado financeiro e aprender com mentes de nacionalidades distintas o que é comunicação corporativa e uma história relevante para cada cidadão diferente.

Como é um dia típico de trabalho seu?

Eu acordo com minha filha, tomo café sempre junto com ela. Normalmente, como um queijo quente, ela um ovo mexido. Isabela tem 1 ano e meio. Depois faço um café, Mariana, minha esposa, levanta e ficamos os três na mesa. Leio as redes sociais, entro no Twitter e me informo pelo feed de veículos brasileiros e norte-americanos. Fora de quarentena, esperamos a babá chegar e seguimos juntos para o trabalho; em quarentena, entramos no escritório e começamos a jornada.

Duas mesas com notebooks e outros objetos em cima; ao fundo, uma estante com action figures; dois quadros ladeando a estante.
Foto: Arquivo pessoal.

Bela fica com minha tia, que mora conosco desde antes da quarentena. Por sorte, temos a casa cheia. Semanalmente temos ao menos duas reuniões de time. Me esforço demais para não ficar mais de 30 minutos em reuniões que não sejam focadas em objetivos macro e/ou reúnam toda a equipe. Sempre, todo dia, preciso escrever ao menos um texto — seja ele publicado ou não. Almoço é hora sagrada, preciso de tempo para pensar e um café para respirar. O fim do dia, para mim, só vem com a exaustão do cérebro, muitas vezes só ocorre de madrugada devido aos outros projetos. Normalmente durmo vendo filme. Quero mudar isso para um livro.

Alguma história curiosa ou engraçada que já aconteceu enquanto trabalhava?

No Omelete, até hoje não acredito que entrevistei e bati papo com pessoas como Will Smith, Ben Affleck, Scarlett Johansson, Robert Downey Jr. e vários outros. Dois dias se destacam para mim na minha passagem por lá: o dia da minha entrevista com Will Smith, ao vivo, na CCXP. Gostei do papo e ainda fiquei no vácuo quando nos cumprimentamos no final. O momento está registrado em vídeo, é hilário. Fazer ao vivo é uma arte, sou apaixonado. O segundo dia foi quando visitei o set de Vingadores Ultimato, quase dois anos do filme estrear. Entrevistei quase todos eles, todos vestidos e no clima do filme. Uma dia de sonho que rendeu muitos textos no site. Gosto de lembrar também do dia em que mandei um email para o Caito Mainier com a ideia que tive para um programa de humor, que ali ainda não tinha nome, mas que viraria o Choque de Cultura. Nos encontramos na mesma semana e o resto é história.

Na minha vida no Ebanx, acho que nunca tive um dia como a minha primeira reunião geral de quarter, em que as equipes de Estados Unidos, China, União Europeia, América Latina e Brasil estavam juntas na mesa para discutir estratégias e caminhos para os próximos meses. Eu não tinha dois meses de empresa e tive que apresentar ideias, produtos e alguns números. Saí da sala como se tivesse acabado de ganhar pontos infinitos de experiência. Mal sabia eu que todo mês eu teria uma daquela.

Você dá muita atenção à produtividade? Se sim, de que maneiras práticas isso se traduz em sua rotina?

Produtividade para mim está 100% relacionada à saúde mental e física. Os tempos de pandemia mostram isso ainda mais. Para mim, entregar é mais importante do que gastar tempo em processo. Prefiro a entrega com erros ao processo comprido para o teórico produto ideal. Por isso gosto de escrever todos os dias. Sou apaixonado por entregar e errar, produzir de novo e buscar a fórmula. Se apaixonar por processos é o primeiro passo para não ser produtivo.

Qual o seu lifehack (atalho/dica/facilitador) favorito?

Dar vida a ideias e aferir o resultado. Não pensar mais do que o seguro, produzir sempre.

Você consegue se desconectar de vez em quando?

Somente quando estou com minha filha, quando escuto samba ou cozinho. Ultimamente os games têm me ajudado, já que não trabalho 100% com eles, mas as duas primeiras ainda são as saídas seguras

Quais aplicativos não saem da tela inicial do seu celular?

Twitter, WhatsApp, Gmail, Instagram, YouTube, Analytics.

Você tem algum projeto paralelo? Se sim, fale um pouco sobre ele.

Muitos, em breve terei mais um para anunciar relacionado a aplicativos. Crio conteúdo para meu próprio canal do YouTube, onde falo sobre cultura pop; tenho um canal chamado Sem Hora ao lado do meu amigo Lucas Inutilismo em que falamos sobre a vida; sou colunista de entretenimento no Yahoo e dou cursos e palestras sobre conteúdo e comunicação na internet.

O que você está lendo no momento?

Duna, de Frank Herbert. Preciso tirar esse erro da minha vida nerd.

Pratica atividade física (qual?) e/ou tem algum cuidado especial com a saúde?

Infelizmente muito menos do que gostaria. Sou apaixonado por futebol, mas a quarentena tem prejudicado e mesmo antes dela eu falhava em comparecer. Preciso voltar. Minha saúde eu tento cuidar comendo bem, mas sou mais relapso do que deveria.

Que conselhos você daria a alguém interessado em seguir carreira na tua área?

Sempre digo que trabalhar com jornalismo/conteúdo/comunicação é só para quem é apaixonado e que o glamour não vai pagar as contas. É preciso se apaixonar pelas histórias, pelos números (não há jornalismo sem eles hoje em dia), mas principalmente pelo movimento que eles podem fazer no mundo. A história precisa vir antes do autor, sempre. E isso demanda muito mais esforço e injustiças do que a internet mostra. Venha se for apaixonado, amante do erro no processo e das falhas humanas, elas moldam os contos que ficam para a história.

Thiago Romariz é head de PR e conteúdo do Ebanx. Encontre-o no Twitter, Instagram e YouTube.

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1 comentário

  1. Caramba, nunca pensei que veria o Romariz aqui…

    Preciso também corrigir o erro de ainda não ter lido Duna, mas tô meio em dúvida se devo ter a experiência da história com o livro ou o filme no fim do ano – se é que sai esse ano, né. Adoro o diretor, então fica meio difícil.

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