Posse de vídeo ilegal em armazenamento automático não configura crime 
conjur.com.br

Um juiz de Joinville (SC) inocentou um homem que tinha três vídeos de abusos de menores no celular, recebidos automaticamente de um grupo do WhatsApp. A defesa alegou que ele recebeu os vídeos em um grupo antigo de vizinhos, onde não interagia. O parecer da Meta/WhatsApp reforçou o argumento da defesa:

Ao analisar o processo, o magistrado ressaltou que o suporte técnico do WhatsApp informou que os metadados de “modificação” e “último acesso” não provam que o usuário visualizou o arquivo.

Apesar do precedente (correto, na minha humilde opinião), é boa prática de higiene digital sair de grupos do WhatsApp muito ativos que você não acompanha e/ou (no mínimo) desativar o download automático de mídias.

Por que o WhatsApp consome tanta bateria do celular?

A escassez faz aumentar nossa atenção aos detalhes. Reflexo evidente de que convivo com poucas, uma das que têm me intrigado é a minúscula capacidade da bateria do meu celular.

Ela já não era das maiores quando nova e, quatro anos depois, reduzida a ~82% da capacidade original e mais exigida pelas grandes atualizações de software anuais, hoje exige algum planejamento nas vezes em que sei que passarei um longo período longe de tomadas.

Não chega a ser um problema porque trabalho em casa. Ainda assim, às vezes me vejo no papel de babá de bateria.

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As novidades do WhatsApp que a Meta não te contou

A Meta realizou nesta semana, no Brasil, a versão local do Meta Conversations, evento global em que a empresa apresenta novidades no WhatsApp para empresas.

Lá fora, o destaque foi o “Business Agent”, um agente de IA para empresas que interage com os clientes.

É muita ousadia da Meta anunciar esse negócio na mesma semana em que descobriu-se que o seu agente de IA para SAC passou quase dois meses entregando as credenciais de contas populares no Instagram a qualquer um que pedisse.

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As alegrias e angústias no uso do RCS, evolução do SMS

Em 2024, a Apple fez um gesto de boa vontade a reguladores europeus e abriu o iOS 18 para o RCS, a evolução do velho SMS.

RCS, sigla de Rich Communication Services, é o SMS via internet com todos os benefícios decorrentes dessa mudança, como suporte a imagens de alta qualidade, recibos de leitura, indicadores de digitação e mensagens de áudio.

Em outras palavras, é a “versão WhatsApp” do SMS.

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Diplomacia via WhatsApp 
newcartographies.com

Nicholas Carr, do ótimo Superbloom, argumenta que:

Mensagens de texto transformam a todos em criança de doze anos semi-analfabetas, e presidentes, primeiros-ministros e secretários-gerais não são exceção.

Neste texto, ele se opõe à prática disseminada de fazer diplomacia via WhatsApp. O que, por óbvio, não funciona.

Em geral, a velocidade de entrega de um meio [de comunicação] está inversamente correlacionada com o cuidado e a nuance das mensagens que ele carrega. A crescente hegemonia das mensagens instantâneas, parece justo dizer, não está promovendo a eloquência na correspondência privada ou no discurso público. Mensagens são ótimas para trocas rápidas. Elas rebaixam praticamente todo o resto.

Ele pesca um exemplo do livro supracitado para demonstrar que a celeridade na comunicação causa estragos na diplomacia há muito tempo.

A chegada do telégrafo, no final do século XIX, era a esperança do fim da guerra. Nikola Tesla e seu rival, Guglielmo Marconi, ambos pesquisadores dedicados ao desenvolvimento do telégrafo sem fio, tinham essa expectativa.

Em 1912, Marconi declarou que o telégrafo sem fios “tornaria a guerra impossível”. Dois anos depois, a I Guerra Mundial eclodiu.

Ele cita um trecho do historiador francês Pierre Granet, em referência à Guerra Franco-Prussiana, de 1870:

A transmissão constante de despachos entre governos e seus agentes, a rápida disseminação de informações controversas entre um público já agitado, apressou, se não provocou, o início das hostilidades.

Se para um indivíduo com muita liberdade para optar em quais grupos participa já é difícil, imagine para estadistas e agentes governamentais, que precisam lidar com gente desagradável e tomar decisões que impactam milhões de pessoas? Como diz Carr, no final do texto,

O estado bem-sucedido requer deliberação, discrição e discernimento, qualidades raramente evidentes em mensagens transmitidas por meio de aplicativos em telas de celular.

O dia seguinte do experimento de viver sem WhatsApp

Neste podcast, eu comento dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. Recomendo que você dê uma olhada no arquivo de links para descobrir mais links. É bem legal!

Viver sem WhatsApp, 0:32

É possível viver sem WhatsApp no Brasil?

Apple Creator Studio, 5:16

Apple Creator Studio.

KDE para criadores.

25 anos da Wikipédia, 10:38

25 anos da Wikipédia.

Os novos parceiros comerciais da Wikimedia Enterprise.

O site da Wikipédia é bom. O aplicativo para celulares é melhor.

É possível viver sem WhatsApp no Brasil?

Vamos direto ao assunto: viver sem Instagram, Facebook e Threads (risos) é fácil. Os únicos contratempos que me ocorrem são a privação dos rolos no marketplace do Facebook e o apagão de informações de restaurantes, cafés e clínicas que insistem em reduzir a presença no digital ao Instagram. Inconveniente, mas contornável.

No Brasil, o “chefão” de quem decide se livrar da Meta é o WhatsApp. E como não seria? Algumas pesquisas de hábitos no celular apontam que até 99,1% dos brasileiros maiores de 16 anos usam o app de mensagens. Por aqui, ele é onipresente; o meio de comunicação padrão de muita gente e empresas.

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Tentei criar um bot no WhatsApp. A Meta me baniu antes que ele saísse do papel

por Alessandro Feitosa Jr

Parte da jornada de aprendizado da maioria das pessoas que começam a meter a mão em código é tentar criar projetos que, com sorte, possam virar algo útil para si e para os outros. Em maio, quis entender melhor a API do WhatsApp. Configurei meu ambiente local, loguei na plataforma de desenvolvimento da Meta e comecei a mexer aqui e ali.

Peguei um número de testes que a própria plataforma ofereceu, mandei um “Hello World” e testei alguns comandos básicos da arquitetura que estava desenhando. Poucas semanas depois, precisei deixar o projeto de lado.

Ao tentar retomar essa ideia há algumas semanas, me assustei com a mensagem na página de desenvolvedor da Meta:

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“Pix das mensagens”, ou um plano para destronar o WhatsApp no Brasil

RCS é o “SMS 2.0”, um sistema de mensagens com recursos avançados/modernos e atrelado às operadoras em vez da propriedade de uma empresa. O Android é compatível com o RCS há vários anos; a Apple, por pressão de órgãos reguladores mundo afora, só adotou o formato em 2024 e a conta-gotas, dependendo da boa vontade das operadoras de cada país.

Tudo indica que o iOS 26, que deve ser lançado em setembro ou outubro, liberará o RCS para o iPhone no Brasil. Pode ser uma janela de oportunidade.

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Uma abordagem menos afetuosa da tecnologia

É quase impossível escapar do WhatsApp e muito difícil livrar-se do Instagram. Para muitos, é também indesejável. Amigos, parentes, pessoas queridas e toda a presença de muitos comércios só estão disponíveis em um ou outro (ou em ambos).

Em 2022, quando escrevi a respeito da “abordagem mais afetuosa” com a tecnologia, havia pouco tempo voltara a usar essas e outras plataformas comerciais. Baixei as defesas numa tentativa de estar mais presente, de participar mais.

O problema com empresas como a Meta é que toda concessão do nosso lado é explorada ao máximo.

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Este botão desativa o Meta AI e aumenta a privacidade em conversas no WhatsApp

Lembra quando o WhatsApp era só um aplicativo de mensagens levinho? Saudades. Hoje há tantas funções, tantos anúncios de novidades que, às vezes, algumas úteis passam batidas.

Por acaso, dia desses topei com a “Proteção avançada da conversa”, disponível nas opções de grupos e de conversas individuais. Foi lançada em abril deste ano.

Ao ser ativada, três coisas acontecem:

  • Desabilita a exportação da conversa. Isso dificulta o repasse das mensagens para terceiros e o processamento delas por IAs externas, como o klinsmann ensinou no Órbita.
  • Desabilita o download automático de mídias.
  • Por fim, desabilita o acesso à Meta AI, a irritante IA da Meta que, por padrão, pode ser invocada digitando @meta em uma conversa.

Infelizmente (mas não surpreende), não existe um botão geral para ativar a proteção avançada em todas as conversas; só dentro da opções de cada conversa.

Diante da impossibilidade de usar um aplicativo melhor, como o Signal, é uma boa opção para ativar quando assuntos sensíveis estão sendo debatidos.

Entre a Meta anunciando que sua IA, Meta AI, atingiu 1 bilhão de usuários e o Google que os AI Overviews são usados por 1,5 bilhão, fico curioso em saber quantas dessas pessoas fazem o uso intencional do recurso, ou que preferem-no àqueles que a IA substitui.

Os AI Overviews aparecem no topo das buscas, sem opção de desligamento. O Meta AI suspeito que muita gente aciona sem querer ao tocar naquele botão horrível no WhatsApp, nos resultados da pesquisa dos três apps ou ao tentar marcar uma pessoa em um grupo digitando uma arroba.

Muito fácil chegar a números enormes quando já se tem uma plataforma gigante. Acho que isso nem entra na discussão. A questão é alardeá-los como tais números fossem conquistados, e não impostos.

O grupo de WhatsApp do Manual do Usuário

Logo do WhatsApp feito com papel ou algum material do tipo, com uma leve sombra, com edição estilo dithering em verde e branco.

Um dos benefícios da assinatura do Manual é o acesso à nossa comunidade fechada no WhatsApp.

É possível estabelecer uma comunidade saudável num lugar que se tornou sinônimo de sobrecarga, estafa e desgosto? A julgar pelas reações e comentários de quem frequenta a nossa comunidade, eu diria que… sim?

Fiquei surpreso com a receptividade que a migração do grupo do WhatsApp teve, em comparação às passagens anteriores por apps como Telegram e Signal. Pensando no assunto, a única conclusão a que cheguei é que ter um grupo legal no WhatsApp ameniza o martírio de ter que lidar com outros grupos menos legais e demandas chatas.

O leitor e assinante Guilherme sugeriu que eu falasse da nossa comunidade no WhatsApp a quem ainda não é assinante. Para ele,

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O julgamento que pode separar Instagram e WhatsApp da Meta

Os julgamentos de casos antitruste nos tribunais estadunidenses talvez sejam a maior contribuição do país à humanidade depois dos ovos beneditinos e da Hollywood dos anos dourados.

Nesta segunda (14), teve início um dos mais aguardados dos últimos tempos, em que a Federal Trade Commission (FTC, espécie de Cade dos EUA) acusa a Meta de monopolizar o mercado de redes sociais pessoais, barrando concorrentes em potencial com as aquisições bilionárias de Instagram e WhatsApp. Um dos possíveis “remédios” é o desmembramento da empresa, restabelecendo Instagram e WhatsApp como alternativas independentes e rivais do Facebook.

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O Governo Federal continua se enroscando mais e mais no WhatsApp.

Por se tratarem de serviços de utilidade pública, faz sentido a adoção do aplicativo da Meta — de longe o mais popular do tipo no país. Ainda assim, fica aquele ~retrogosto ruim de ceder cada vez mais espaço ao WhatsApp em nosso dia a dia…

E, sim, estou ciente de que a assinatura do Manual tem, entre seus benefícios, o ingresso em um grupo fechado no WhatsApp.