O Telegram ganhou mais uma rodada de novidades. Destaques para o gerenciador de downloads completo e a compatibilidade com aplicativos de streaming, como OBS Studio e XSplit Broadcast, que coloca o Telegram na arena de serviços de streaming, como Twitch e YouTube. Via Telegram.
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Reação do Telegram alivia, mas não resolve desinformação eleitoral no Brasil
Todo ser vivo vive para reproduzir e não existe reprodução consentida que não envolva lubrificação1. O objetivo é sempre levar o gameta masculino ao encontro do gameta feminino. Quando a coisa fica quente, todo corpo animal tem métodos bastante eficientes de facilitar a reprodução. No homem, um dos principais são os chamados corpos cavernosos. Quando ele se excita, os corpos cavernosos se enchem de sangue, o que resulta na ereção. Nas mulheres, quem faz o papel de facilitar a penetração e, consequentemente, a fecundação são as glândulas de Bartholin, duas glândulas alveolares do tamanho de ervilhas localizadas na entrada da vagina. Quando a mulher se excita, as glândulas de Bartholin secretam muco que lubrifica a entrada e o corpo vaginal, como forma de facilitar a penetração.
O Telegram finalmente deu sinal de vida às autoridades brasileiras. No sábado (27), atendeu a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes emitida na véspera, do Supremo Tribunal Federal (STF) e tirou do ar três canais do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira. Caso descumprisse a decisão, o Telegram seria multado em R$ 100 mil por dia e bloqueado no Brasil por pelo menos 48 horas.
Apesar do cumprimento, Allan continua ativo no Telegram graças a um “perfil reserva” com 22 mil seguidores. Por ele, vem compartilhando tutoriais de VPN para permitir o acesso aos canais — o bloqueio só está valendo para acessos a partir do Brasil. O uso de perfis reservas foi previsto pela decisão do ministro Alexandre, “comportamento que deve ser restringido”. Via Poder360 (2) (3) (4).
A guerra na Ucrânia está afetando o Telegram. Pavel Durov, co-fundador e CEO, informou em seu canal russo que “o cluster europeu do Telegram está enfrentando uma carga sem precedentes”, o que pode gerar “interrupções intermitentes de curto prazo” para alguns usuários. Via @durov_russia/Telegram (em russo).
O Telegram bloqueou 64 canais na Alemanha acusados de espalhar desinformação a respeito da pandemia de covid-19, teorias da conspiração e extremismo de direita, segundo o jornal Süddeutsche Zeitung.
A exemplo do Brasil, a Alemanha vinha tentando, sem sucesso, estabelecer contato com o Telegram. E, como aqui, lá também rolaram ameaças de bloquear o aplicativo em todo o país devido à ausência de interlocução com autoridades locais. Até então, o Telegram só respondia às autoridades norte-americanas. Via Deutsche Welle (2) (em inglês).
Na primeira atualização de 2022 do aplicativo, ele ganhou novas reações: ?, ?, ?, ? e ?. Para vê-las, o administrador do canal ou grupo precisa ativá-las. (Implementei uma delas no canal do Manual.) As animações das reações foram suavizadas (mas basta segurar o dedo sobre uma para fazer estardalhaço) e agora há indicadores nas conversas quando elas são usadas em mensagens suas.
Outro destaque é o editor fácil de figurinhas animadas, que permite criá-las a partir de qualquer vídeo. Mais detalhes aqui. Via Telegram.
Não está fora de cogitação, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, bloquear o Telegram no Brasil. O aplicativo ignorou pedidos da corte para firmarem uma parceria a fim de evitar o espalhamento de desinformação nas eleições deste ano. Segundo o Valor, Barroso tem conversado com os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, próximos a comandarem o TSE, para decidirem o que fazer com o Telegram. No início do mês, ele disse ao mesmo jornal que o Congresso deveria banir o app no Brasil caso continue sem representação oficial no país. Via Valor.
Enquanto o mundo contava os minutos para a virada de ano, o Telegram liberou a 12ª e última grande atualização de 2021, que trouxe como destaque elas: as reações. Em um ano cheio de novidades, as reações talvez tenham sido a mais legal.
O Telegram explica que as reações servem para “compartilhar sentimentos e feedback — sem a necessidade de escrever novas mensagens”. Desde que o recurso foi disponibilizado, passei a usá-lo todo dia e o ativei no canal do Manual e no grupo de apoiadores. As reações, de fato, cumprem bem essa função.
Aquelas mensagens curtas de concordância — “ok”, “blz”, “tá bom” — e de reações — “amei”, “que horrível” — podem ser substituídas pelos emojis. Já estava acostumado às reações no Signal, onde existem desde fevereiro de 2020, então não chegou a ser uma novidade, no sentido estrito do termo. Mas foi uma bem-vinda. Algumas estatísticas iniciais do Telegram evidenciam a popularidade das reações, a saber:
- São 11 reações possíveis.
- Em sete dias (30/12–5/1), +33 mil canais ganharam reações e +25 milhões de reações foram deixadas por leitores.
- Canal com mais reações é o do blogueiro Nekoglai (@nekogla1). Algumas de suas postagens têm +60 mil reações.
Ao contrário do Signal, que permite escolher qualquer emoji como reação, no Telegram eles são limitados a 11, todos animados. Cabe aos administradores de canais e grupos ativarem o recurso e escolherem quais podem ser usados.
O joinha (?) tem um apelo extra por ser ativável com dois toques rápidos na mensagem, mas o usuário pode alterar a sua reação rápida nas configurações do app.
E o WhatsApp? Desde agosto o Facebook/Meta vem testando reações no WhatsApp. (A ironia é que o Facebook foi quem popularizou as reações ao lançá-las na rede social homônima, em 2016.) A julgar pelo sucesso que fazem no Telegram, deve ser questão de tempo até as reações estarem em todos os lugares. Via @DicasTelegram/Telegram.
Um grupo do Ministério Público Federal (MPF) quer impedir que o Telegram seja usado para o disparo de propaganda na campanha eleitoral de 2022. O app desperta preocupações junto às autoridades brasileiras pela ausência de diálogo, moderação frágil ou inexistente e a forte adoção pela população brasileira e por políticos — uma combinação explosiva que remonta ao uso do WhatsApp no pleito de 2018. O argumento do MPF é frágil, porém, como explicam especialistas ouvidos pela reportagem. Via Estadão (com paywall).
Até poucos dias atrás, havia um emoji animado da berinjela no Telegram. Agora, não mais. Segundo Pavel Durov, fundador e CEO do aplicativo de mensagens, a mudança foi a pedido da Apple, que achou a animação da berinjela um pouco… exagerada: a berinjela se move de maneira sugestiva e depois expele sementes e uma gosma branca na tela.
Não é de hoje que o emoji da berinjela foi ressignificado e passou a representar um pênis. Ninguém havia levado o novo significado tão longe quanto o Telegram, porém.
Digo… veja por si mesmo(a). (Cuidado, pode soar ofensivo.)
Em seu canal russo, Durov disse que a Apple exigiu que o Telegram removesse a animação da berinjela do app, o que foi prontamente atendido. Mas ele não parece satisfeito. Na mesnsagem há uma enquete com duas opções em que ele pergunta qual a melhor saída da inusitada situação:
- Remover a berinjela ?
- Tirar por completo o Telegram das plataformas da Apple.
Não é o primeiro constrangimento do Telegram envolvendo emojis nem do emoji da berinjela. Em 2015, o Instagram removeu a busca pela hashtag #? devido ao conteúdo impróprio que ela retornava. Em outro momento, o emoji do pêssego, que lembra um bumbum, ganhava um tapa na animação do Telegram. A exemplo da berinjela, ela não existe mais. Via @durov_russia/Telegram (em russo).