NFTs chegaram ao Instagram. A rede social da Meta começou a testar o compartilhamento dos famigerados tokens não-fungíveis com alguns criadores norte-americanos.

Em um vídeo, Mosseri explicou que usuários poderão exibir NFTs que criaram ou compraram no Instagram — no feed, nos stories e nas mensagens. Essa é, segundo ele, uma maneira de ajudar uma parte dos “criadores” da plataforma a ganharem a vida fazendo o que amam.

O anúncio do Instagram acontece poucos dias após uma reportagem do Wall Street Journal apontar uma queda expressiva no volume de negócios envolvendo NFTs.

Entre setembro de 2021, quando a febre dos NFTs atingiu seu pico, e a semana que compreendeu o fim de abril e início de maio, o volume de transações despencou 92%, de 225 mil por dia para 19 mil. O número de carteiras com NFTs ativas também caiu drasticamente, 88%, das 119 mil em novembro para 14 mil agora.

Na linha fina, o Wall Street Journal questiona se estamos presenciando o início do fim dos NFTs. Será que o Instagram consegue reverter essa tendência? Via @mosseri/Twitter, Wall Street Journal (ambos em inglês).

Estamos levando o Instagram a um lugar onde o vídeo é uma parte maior da experiência principal, onde o conteúdo é mais imersivo — ele ocupa mais espaço da tela —, onde uma parte maior do feed é de recomendações, coisas que você talvez ame, mas que ainda não conhece, e onde você tem mais controle sobre a experiência.

— Adam Mosseri, head do Instagram.

Mosseri deu a declaração acima ao anunciar um teste para o feed do Instagram que exibe fotos e vídeos que ocupam a tela inteira, bem parecido com o… TikTok.

Esse lugar aonde estão levando o Instagram é estranho e, sei lá, não parece um bom lugar. Via @mosseri/Twitter (em inglês).

Um ano depois de anunciar recursos baseados em áudio ao vivo e suporte a podcasts, o Facebook vai desativá-los todos.

Você talvez não lembre ou sequer tenha notado, mas em abril de 2021, quando a febre do Clubhouse já havia esfriado e a Apple ensaiava uma reformulação do seu produto de podcasts em resposta ao crescimento do Spotify, o Facebook decidiu entrar na onda do áudio.

A Bloomberg descobriu que a Meta enviou um e-mail a parceiros avisando do encerramento das iniciativas, a saber:

  • Podcasts começarão a ser removidos a partir de 3 de junho.
  • Salas de conversa ao vivo serão integradas às lives, ou seja, será possível fazer lives apenas de áudio.
  • “Soundbites” será descontinuado.

Via O Globo.

Lançado em 2020, os Shorts são a resposta do Google/YouTube ao fenômeno TikTok. Os vídeos curtos não tinham anúncios até agora, mas isso está prestes a mudar.

Philipp Schindler, diretor de negócios, disse a investidores que os primeiros testes com o formato têm sido bem sucedidos: “Ainda estamos no começo, mas encorajados com os primeiros feedbacks e resultados dos anunciantes.”

Em outro momento, Sundar Pichai, CEO do Google, disse que os Shorts têm em média 30 bilhões de visualizações por dia, número quatro vezes maior que o de um ano atrás. Via Bloomberg, TechCrunch (ambos em inglês).

Bolsonaristas celebram mudança inexistente no Twitter e usam robôs para inflar número de seguidores

O sinal verde dado pelo conselho do Twitter para a venda da empresa ao bilionário Elon Musk foi comemorado pela extrema-direita de vários países.

No Brasil, além da celebração em grupos de Telegram e WhatsApp, conforme relatado no blog da Malu Gaspar, no jornal O Globo, o evento serviu de base para que políticos bolsonaristas espalhassem mais uma mentira nas redes.

Os perfis de Jair Bolsonaro (PL), seus filhos, ministros e ex-ministros e deputados ligados ao clã, como Carla Zambelli (PL-SP) e Hélio Lopes (PL-RJ), vêm ganhando mais seguidores que o normal desde segunda-feira (24).

O presidente Bolsonaro, que costuma ganhar 4,2 mil novos seguidores por dia no Twitter, chegou a receber 65 mil em 24h.

Christopher Bouzy, que em 2018 lançou o Bot Sentinel, uma ferramenta que analisa perfis no Twitter para distinguir pessoas de robôs, a fim de “lutar contra a desinformação e ódio direcionado”, revelou que ~93% dos novos seguidores de Bolsonaro é formada por robôs.

O indício mais forte é a data de criação dessas ~61 mil contas: a véspera do salto exponencial no volume de novos seguidores. Christopher disse, no Twitter:

Estão me perguntando via DM se acho que as novas contas seguindo Jair Bolsonaro são orgânicas, e a resposta curta é não. Não acredito que dezenas de milhares de brasileiros decidiram criar novas contas ao mesmo tempo e seguir Bolsonaro porque Elon Musk está comprando o Twitter.

Nada disso impediu os bolsonaristas de comprarem e turbinarem essa narrativa. Também no Twitter, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escreveu:

Em poucas horas, após o anúncio da compra do Twitter por @elonmusk, ganhei mais da metade de seguidores que normalmente ganho em 1 mês.  Algumas mudanças no engajamento já são perceptíveis. Era fato que o algoritmo anterior sabotava as contas. Entenderam?

E a deputada Carla Zambelli seguiu na mesma linha:

Quase 40 mil seguidores a mais aqui de ontem para hoje. O Brasil é conservador, só faltava transparência e liberdade.
Bem vindo, @elonmusk ??

Elon Musk ainda não é dono do Twitter. O que ocorreu na segunda (24) foi a recomendação (unânime) do conselho da empresa para que a venda se realize.

Os acionistas ainda precisam aprovar a compra por Musk e este, por sua vez, fará a chamada “due dilligence”, uma verificação das contas do Twitter para saber se está tudo em ordem. São procedimentos formais, quase de rotina, mas que podem, em casos excepcionais, inviabilizar o negócio. De qualquer modo, esse processo deverá durar, no mínimo, seis meses.

Além disso, segundo a Bloomberg, desde sexta (22) a direção do Twitter congelou a implementação de novos recursos para “dificultar que funcionários façam alterações não autorizadas” enquanto a negociação com Musk se desenrolava.

A medida foi tomada, ainda segundo a publicação, que ouviu fontes internas da empresa, para impedir que funcionários insatisfeitos com a perspectiva da venda a Elon Musk se rebelassem e fizessem alterações danosas ao produto. Via Folha de S.Paulo, O Globo, @cbouzy/Twitter (2), Bloomberg (em inglês).

Mastodon e Twitter: Breve guia das principais diferenças entre as duas redes sociais

Quem acessa o Mastodon pela primeira vez tem uma sensação de déjà vu: parece muito com o Twitter. A semelhança, porém, é superficial.

Sim, tal qual o Twitter, o Mastodon é uma rede social de posts curtos (até 500 caracteres, contra 280 do Twitter), mas há diferenças profundas entre os dois, que vão desde nomenclaturas e recursos simples, até uns lances bem técnicos e filosóficos.

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Lista de instâncias brasileiras do Mastodon

A venda do Twitter ao bilionário Elon Musk provocou um êxodo de usuários preocupados com o futuro da rede para o Mastodon, uma alternativa descentralizada e de código aberto.

O Mastodon se parece com o Twitter, mas é diferente em alguns aspectos principais. Talvez o mais importante dele seja a descentralização. Em vez de um lugar central para se cadastrar, como ocorre no Twitter, no Mastodon existem instâncias, ou servidores diversos, que são independentes, mas que podem se comunicar entre si.

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Confirmando os rumores, o Twitter aceitou a oferta de Elon Musk e foi vendido ao bilionário nesta segunda (25). Musk pagará US$ 54,20 por ação, o que significa uma aquisição de quase US$ 44 bilhões. Após a conclusão do negócio, prevista para o final de 2022, o Twitter voltará a ser uma empresa de capital fechado.

O que será do Twitter? A essa altura, ninguém sabe. Em nota, Musk disse:

A liberdade de expressão é a base de uma democracia funcional e o Twitter é a praça digital da cidade onde são debatidos assuntos vitais para o futuro da humanidade. Também quero tornar o Twitter melhor do que nunca, melhorando o produto com novas funcionalidades, abrindo o código fonte dos algoritmos para aumentar a confiança, acabando com os robôs de spam e autenticando todos os seres humanos. O Twitter tem um potencial tremendo — estou ansioso para trabalhar com a empresa e com a comunidade de usuários a fim de desbloqueá-lo.

Via PR Newswire (em inglês).

Com 45,7 milhões de usuários no Brasil, o Kwai, aplicativo chinês de vídeos curtos similar ao TikTok, tem apostado no apoio a mini-produções dramáticas, ou mini-novelas, para continuar crescendo por aqui.

A iniciativa, chamada TeleKwai, estabele parcerias com agências, produtoras e criadores de conteúdo audiovisual que produzem o conteúdo exclusivo para o Kwai, com um espaço dedicado de promoção no app. Em três meses, já são 180 parceiros e 3 bilhões de visualizações.

Os vídeos em si do TeleKwai são… curiosos. Um deles, da produtora Fora das Telas e destacado pela Exame, mostra uma esquete em que uma influenciadora debocha de um morador de rua com fome enquanto faz uma foto com ele para bombar nas redes, para em seguida levar um puxão de orelha da amiga, que, sensibilizada, doa algumas centenas de reais ao morador de rua.

A julgar pela campanha institucional do Kwai (vídeo acima), os exageros do dramalhão não são apenas esperados, como também desejados. Via Exame.

Depois de assegurar o dinheiro necessário para honrar a proposta de aquisição do Twitter — US$ 25,5 bilhões em empréstimos bancários e US$ 21 bilhões do próprio bolso —, Elon Musk está cada vez mais próximo de alcançar seu objetivo.

De acordo com fontes da Reuters, o conselho do Twitter se reuniu na manhã de domingo (24) e decidiu recomendar a venda para o bilionário da Tesla.

O anúncio da recomendação de venda pode ser feito ainda nesta segunda (25), mas “é sempre possível que o acordo colapse no último minuto”, segundo uma fonte. Via Reuters, CNBC (ambos em inglês).

Adam Mosseri, diretor responsável pelo Instagram na Meta, anunciou algumas novidades para a plataforma. A principal? Conteúdo original terá maior peso no algoritmo do feed.

Com a mudança, o Instagram mira os vídeos do TikTok repostados no Reels, nome que o recurso clonado da rede chinesa ganhou no Instagram.

E a ironia dessa história, talvez você já tenha sacado, é que a cópia do TikTok está menos tolerante com conteúdo copiado do TikTok. Via @mosseri/Twitter (em inglês).

O que acontece se Elon Musk comprar o Twitter?

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Elon Musk quer comprar o Twitter. O empresário, no momento a pessoa mais rica do mundo, partiu com tudo para adquirir a rede social por US$ 43 bilhões. Enquanto todos prendemos a respiração ante a expectativa do desfecho dessa história, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa comentam as implicações do movimento, caminhos alternativos possíveis para o Twitter e esse mundo muito louco em que uma pessoa tem grana e poder suficientes para comprar o Twitter ou, no mínimo, causar todo esse alvoroço.

O áudio do Ghedin foi captado pelo microfone errado e saiu com uma qualidade aquém do nosso padrão. Pelo vacilo, pedimos desculpas.

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Demorou, mas enfim o aplicativo oficial do Mastodon chegou ao Android. O aplicativo é bem parecido com a versão para iOS, lançada em julho de 2021.

Feito para usuários iniciantes no fediverso, o ambiente descentralizado onde o Mastodon foi construído, o aplicativo oficial é criticado por usuários de longa data por ocultar algumas características avançadas da plataforma, como o feed da instância.

Para quem está chegando agora, porém — e parece ser bastante gente, preocupada com a possibilidade de Elon Musk adquirir o Twitter —, o app é uma introdução suave e bem feita ao universo do Mastodon.

Encontre o aplicativo aqui. (Se você usa iPhone, o link é este.) Via @Gargron@mastodon.social.

Quatro prints de comunidades distintas no WhatsApp, com imagens e grupos diferentes em cada um.
Imagem: WhatsApp/Divulgação.

O WhatsApp oficializou nesta quinta (14) o recurso de Comunidade. Segundo a empresa, as comunidades “permitirão uma melhor organização de grupos separados sob um ‘guarda-chuva’ principal com uma estrutura que funcione para as pessoas”.

A maneira mais fácil de entender as Comunidades é como se fosse um “grupo de grupos”: numa mesma tela, grupos relacionados poderão ser reunidos e administrados pelas mesmas pessoas. (Veja a imagem acima.)

O WhatsApp honrará a promessa feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não lançará as comunidades no Brasil, nem na fase de testes, até o final de outubro deste ano.

O WhatsApp confirmou uma série de pequenas novidades que já vinham sendo testadas e que funcionarão independentemente das comunidades: reações, exclusão de posts pelos administradores de grupos, compartilhamento de arquivos de até 2 GB e chamadas de voz em grupos de até 32 pessoas. Via WhatsApp, @zuck/Facebook (em inglês).

Musk, Thiel, Andreessen e a “current thing”

Musk, Thiel, Andreessen e a “current thing” (em inglês), por Brad Stone na Bloomberg:

Quinta-feira passada, em uma conferência de criptomoedas em Miami, Peter Thiel disparou contra os inimigos percebidos do bitcoin. Em um discurso sinuoso, chamou Warren Buffett de “vovô sociopata de Omaha” e apelidou os CEOs do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, e da BlackRock, Larry Fink, de “gerontocracia financeira” que reprime a ascensão de jovens cripto-inflamados. Ele também se opôs ao ESG — a lógica de investir com base em critérios socialmente conscientes como impacto ambiental, justiça social e boa governança.

[…]

Nas últimas duas semanas, [Marc Andreessen,] o co-fundador da Netscape e da empresa de capital de risco Andreessen Horowitz, postou surpreendentes 350 vezes ou mais no Twitter. Os posts são enquadrados principalmente em termos elípticos, mas condenatórios, que se referem à “the current thing”, um meme popular entre os membros da direita extremamente virtual.

[…]

O que se passa? Aqui estão três tecnólogos de alto nível, exorbitantemente ricos, que parecem buscar uma satisfação da meia-idade no shitposting — o ato de escrever “comentários deliberadamente provocativos ou fora do assunto nas redes sociais, geralmente para perturbar os demais ou divergir do debate principal”, segundo o dicionário Oxford.