Gilberto Kassab diz que banda larga fixa terá limite de franquia até o fim do ano

Um dos debates mais acalorados de 2016, no Brasil, foi sobre a limitação das franquias na banda larga fixa. Historicamente, nunca se limitou o consumo de dados desse tipo de conexão. A Vivo iniciou um movimento para mudar esse cenário ano passado, baseada nos planos móveis dela mesma e de outras operadoras, mas esbarrou numa oposição fortíssima da sociedade. Como resultado, a Anatel proibiu, temporariamente, as operadoras de fazerem essa alteração. Agora, tudo indica que elas tentarão de novo. E, desta vez, com o apoio do Governo Federal.

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Quem são Kunlun e Qihoo 360, empresas chinesas que compraram o Opera

A Opera, empresa norueguesa que desenvolve há muito tempo um navegador web homônimo, recebeu uma oferta de compra de um consórcio de empresas chinesas no valor de US$ 1,2 bilhão. O acordo ainda depende da aprovação dos acionistas e de órgãos regulatórios, mas tudo indica que será fechado — o conselho, inclusive, “decidiu unanimemente pela recomendação” da aprovação. Ele diz muito sobre duas áreas da tecnologia em alta: navegadores web e China. (mais…)

Como a competição entre navegadores ajuda a manter a web aberta e livre

O recém-lançado Chrome 46 (!) veio com novidades, correções, tudo que lhe é de praxe, mas trouxe também uma remoção na versão para desktops (Windows, Mac e Linux): o “Ok Google” universal para invocar a pesquisa não existe mais. O Chrome 47 também virá com outro recurso a menos, a central de notificações. Por que isso está acontecendo? (mais…)

Uma das poucas chateações que tenho com o buscador do Google é a impossibilidade de copiar links “puros” dos resultados. O Google usa um JavaScript de redirecionamento, então é ele, e não o link de fato, que acaba copiado para a área de transferência. Se não entendeu nada, veja este vídeo. O Facebook também faz isso.

Além de dificultar a cópia do link, as duas empresas usam esse “pedágio” para registrar todos os nossos cliques, ou seja, é mais um artifício para conhecerem e assimilarem nossos hábitos de navegação.

A extensão DirectLinks remove esse JavaScript. A original é para Safari, mas fizeram uma versão para Chrome que funciona tão bem quanto.

Só que há um porém: ela surte efeito apenas no google.com; no google.com.br, não. Felizmente o código-fonte está disponível no GitHub, então não deve ser muito difícil alterar esse detalhe. Alguém se habilita?

Atualização (8/9, 10h30): O leitor Vinicius Kunst indicou a extensão GSanitizer, que faz a mesma coisa e funciona nas versões localizadas do Google, como google.com.br. Baixe-a aqui.

Via Daring Fireball.

Configure a extensão Ghostery para navegar na web com privacidade

O acesso a um site se dá pela comunicação do cliente (você) com um servidor (onde está o site), que repassa via Internet os códigos, scripts e imagens que geram a página que você vê no navegador. Entre eles costumam vir mais coisas além do estritamente necessário para exibir o que foi solicitado. É nesse momento que a sua privacidade na web é comprometida.

Redes sociais, redes de publicidade, sistemas de estatísticas… um punhado de serviços são carregados junto com inúmeros sites através de scripts; vários deles geram cookies, minúsculos arquivos que guardam informações relacionadas a um domínio/site. Juntos, esses pequenos trechos de código e arquivos monitoram e devolvem aos seus criadores dados seus que, agregados, traçam um perfil bastante fiel dos seus gostos e hábitos. E, como efeito colateral, no processo eles ainda deixam os sites mais pesados.

A maioria usa essas informações anonimamente, com o único intuito de direcionar anúncios mais eficazes ou aperfeiçoar a experiência online. O que não é pouca coisa. Se te incomoda aquele monte de anúncios de sapatos que passa a aparecer depois que você fazer uma pesquisa por um modelo específico, a culpa é dessa estrutura que se criou na Internet. Como evitá-la? Não é fácil, mas extensões como a Ghostery criam uma boa barreira. (mais…)

BUILD 2015: Edge é o nome oficial do Project Spartan, o novo navegador da Microsoft

Na abertura da BUILD 2015, a conferência para seus desenvolvedores, a Microsoft deu mais detalhes sobre o vindouro Windows 10, apresentou novas formas de trazer apps à plataforma, revelou o nome comercial do novo navegador Project Spartan e estabeleceu uma meta ambiciosa: em três anos, ter um bilhão de dispositivos rodando a última versão do seu sistema.

Foi uma apresentação longa, com quase três horas de duração e que eu não acompanhei. Li o que rolou pelo Twitter e em matérias posteriores, e algumas coisas me chamaram a atenção. Para segmentar os comentários e livrá-lo de partes que não queira ler, dividi o post em três partes. As outras são sobre o desenvolvimento de apps e a meta de um bilhão de dispositivos com Windows 10 em três anos


Eu gostava do nome Spartan. Como a assistente pessoal da Microsoft se chama Cortana, outra referência à série Halo, fazia sentido acreditar que Spartan seria efetivado como nome comercial do novo navegador da empresa. Só que não foi o caso. O nome oficial dele é Edge. (mais…)

Pare de usar a extensão Awesome Screenshot do Chrome

A Awesome Screenshot exige muita coisa.O administrador de sistemas Linux Miguel Jacq descobriu que a extensão Awesome Screenshot, do Chrome, tem se comportado estranhamente.

Lendo relatórios de acesso  dos seus servidores, Jacq notou que um crawler chamado niki-bot estava tentando acessar páginas de internas/administrativas do Drupal, um sistema de publicação web. São locais onde crawlers normais, como os do Google, não chegam e pelos quais nem se interessam, afinal tratam-se de páginas protegidas por senhas e que não fariam muito sucesso se listadas nos resultados de pesquisa.

Após uma pequena epopeia para rastrear o culpado, ele chegou à Awesome Screenshot, extensão do Chrome para tirar e editar screenshots de páginas web. Não se sabe por qual motivo, ela captura e transmite o histórico de navegação do usuário e, posteriormente, essas páginas são visitadas pelo niki-bot. Isso tudo é bem chato, né?

A recomendação de Jacq é desinstalar a Awesome Screenshot. Em seu blog, Matt Mullenweg sugere como substituta a Blipshot, desenvolvida por um funcionário da Automattic e livre de spywares, malwares e qualquer outra coisa que comprometa a sua privacidade.

Passamos a fase das extensões nos navegadores, certo?

O Gizmodo perguntou aos leitores quais extensões para o Chrome lhes são vitais. Eu faço a você outra pergunta: existe alguma extensão digna de receber o status “vital”?

Quando esse conceito de extensões surgiu há mais de uma década, ele fazia sentido. A web era limitada, os navegadores, mais ainda. As extensões eram complementos que se inseriam nas lacunas deixadas pelo meio. E havia bastante espaço para elas.

Só que esse meio evoluiu e não foi de graça que situações como a do Fingerprint Canvas se tornaram possíveis. O navegador virou um negócio bem avançado, tanto que um dos principais sistemas domésticos se resume a um deles.

Perguntei no Twitter quais extensões o pessoal lá usa e acha importante. Várias respostas, nenhuma novidade. Muitos falaram do Pocket, uma extensão que pode ser substituída pelo bookmarklet numa boa. O mesmo vale para o Evernote. Bookmarklets, aliás, fazem a mesma coisa que extensões, só que sem consumir recursos, nem poluir a interface — aliás, nem têm interface. Ah, alguns seguidores também falaram em bloqueadores do Flash, algo que dispensa extensão já que o Chrome faz isso nativamente.

No meu navegador tenho apenas três extensões, todas desativáveis a qualquer momento. Duas delas, Google Cast e Buffer, raramente uso (o Chromecast eu uso muito, mas a partir do smartphone). A terceira, Kill News Feed, está sempre à vista e considero uma aliada, só que longe de ser “vital”. Eu passaria mais tempo no Facebook sem ela, e esse seria o único prejuízo.

Então, refaço a pergunta: em 2014 existe alguma extensão de navegador “vital”? De minha parte, acho que passamos essa fase, mas sou todo ouvidos para quem pensa diferente.

O próximo Internet Explorer do Windows Phone terá gostinho de maçã

Paul Thurrott, sobre as novidades do IE no Windows Phone 8.1 Update:

O que eles mudaram? Primeiro e mais importante, aceitaram a realidade: páginas web modernas são projetadas e construídas para o iOS (Safari) e Android (Chrome), e não para os padrões abertos aos quais o IE recorre.

O mesmo Internet Explorer que ditava o rumo da web há dez anos, hoje faz gambiarras para exibir corretamente páginas que usam soluções proprietários de Apple e Google. E não só: o IE do Windows Phone 8.1 passará a se identificar aos sites como se fosse o Safari.

O blog oficial do IE traz informações mais técnicas e vários exemplos de “antes e depois”.

O mundo dá voltas.

Indetectável e impossível de bloquear, Fingerprint Canvas expõe o paradoxo privacidade vs. comodidade dos navegadores modernos

Uma nova técnica de identificação e criação de perfis online chamada Fingerprint Canvas foi descoberta por pesquisadores americanos e belgas. Ela foi desenvolvida pelo AddThis, um serviço que facilita a implantação de botões de redes sociais em sites, e detectada em 5% dos 100 mil sites mais populares segundo o ranking do Alexa (lista completa).

Esquema da técnica.A técnica consiste em desenhar uma frase oculta que contém todas as letras do alfabeto usando a tag <canvas> dos navegadores modernos. Como a “letra” varia de acordo com vários critérios (sistema, navegador, fontes instaladas e outros), cada máquina gera um desenho único (daí o nome, “impressão digital”). Ao cruzar esse dado com outros passa a ser possível identificar um usuário e, com base nisso tudo, formular os perfis de consumo de que empresas de publicidade tanto gostam. Não só: combinando a técnica com outras, é possível criar “evercookies”, mais resilientes e difíceis de detectar que os cookies tradicionais.

Segundo Rich Harris, CEO do AddThis, o desenvolvimento do Fingerprint Canvas é uma tentativa de substituir o cookie, o pequeno arquivo gerado por sites para guardar informações personalizadas do usuário e que, tão frequentemente quanto, ajuda empresas de publicidade a identificarem melhor os gostos do público a fim de direcionar melhor seus anúncios. Ele alega que os testes da nova técnica alcançaram apenas 13 milhões de sites, que os resultados não são utilizados para fins duvidosos àqueles que optarem por isso (ou seja, é opt-out) e que considera encerrar os esforços em breve porque o identificador não é único o bastante.

Embora a Fingerprint Canvas tenha se revelado um parâmetro falho para o fim a que se destina, o que mais assusta nessa técnica é a persistência e sua indetectabilidade. Como ela se aproveita de um recurso intrínseco aos navegadores modernos, a tag <canvas> do HTML, é difícil barrá-la. Seria o equivalente a impedir o seu navegador de exibir palavras em negrito para conter uma possível brecha de segurança.

No BoingBoing, Glenn Fleishman explica que essa e outras técnicas só são possíveis pela evolução dos navegadores. Se antes eles serviam como janelas burras que exibiam conteúdo limitado e totalmente processado no lado servidor, nos últimos anos com coisas como HTML5, Ajax e armazenamento local (IndexedDB, por exemplo), o navegador ganhou super poderes e passou a ter mais autonomia ao lidar com páginas web. E como dizia o tio Ben…

Mais sofisticação traz consigo um previsível preço relacionado à privacidade sobre a qual esse último paper [do Fingerprint Canvas] revela mais coisas. Quanto maior o poder e a flexibilidade de uma alternativa para que dados sejam armazenados ou criados no navegador, maior a probabilidade de que ela seja usada para isolar e identificar um navegador, se não um indivíduo. Quem desenvolve navegadores normalmente permanece neutro ou minimiza os impactos em privacidade de novos recursos que têm o potencial de empurrar informações aos navegadores ou identificá-los unicamente. Mesmo em casos onde não são, a tecnologia pode ser tão poderosa que pode ser subvertida para o rastreamento.

Para o pesquisador de segurança e privacidade Ashkan Soltani, trata-se uma corrida armamentista cujo ganhador são os anunciantes e o culpado por ela, a economia da Internet. “Existe um grande incentivo para ter certeza de que você está identificando (com cookies ou impressão digital) cada usuário individualmente a fim de se ter uma contagem precisa (e, consequentemente, um montante exato de dólares).”

Na ProPublica, que divulgou o paper que expõe a Fingerprint Canvas, Julia Angwin traz um pequeno roteiro ensinando como navegar anonimamente. As dicas denotam, em ressalvas como “pode ser lento” e “quebra vários sites”, como os avanços dos mecanismos de rastreamento estão intimamente ligados à tecnologia dos navegadores. Manter-se anônimo na web, hoje, é sinônimo de ter uma experiência de segunda classe. Troca-se, afinal, a privacidade pela comodidade.