As capas de livros de +100 artistas brasileiros

A Seiva reuniu “mais de 100 artistas gráficos brasileiros que são referência na área editorial” em seu catálogo de capistas. Para quem curte capas de livros e projetos artísticos, é um prato cheio. (Precisa deixar o e-mail para baixar o e-book.)

Biblioteca Básica Brasileira

Uma coleção de livros que têm como base temas gerais definidos por Darcy Ribeiro, todos disponíveis para download, gratuitamente, no formato *.pdf:

A Biblioteca Básica Brasileira foi concebida com o objetivo de proporcionar ao brasileiro um conhecimento mais profundo acerca de sua história e cultura; de certa forma, um instrumento para apresentar o Brasil aos brasileiros.

Dica do Edson.

Ética na inteligência artificial precede o ChatGPT

A única menção ao ChatGPT em Ética na inteligência artificial, livro de Mark Coeckelbergh, está na assinatura do prefácio, escrito pelo chatbot da OpenAI e revisado pelo autor para a edição brasileira, publicada recentemente pela editora Ubu.

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Um guia para prevenir um naufrágio algorítmico

por Yasmin Curzi

Nota do editor: Tive a felicidade de ter o prefácio do livrinho Outros jeitos de pensar a tecnologia, Volume II escrito pela Yasmin Curzi. Suas palavras gentis captam bem o espírito dos textos — ou a minha intenção ao escrevê-los. Ainda há cópias da primeira tiragem disponíveis, para envio imediato. Para comprar o seu, envie um e-mail ou uma DM no Instagram ao Felipe Moreno, da editora Casatrês. O preço é R$ 40 e o frete é grátis para todo o Brasil.

A sobrecarga de informação, a economia da atenção e a ascensão do marketing predatório são sintomas de uma era definida pela lógica algorítmica embutida na plataformização da web. Este é um tempo onde a informação não apenas flui, mas nos inunda, desafiando a nossa capacidade de discernir o essencial do supérfluo. Ninguém quer ficar de fora das redes do momento. Há pressão social para que se saiba tudo o que acontece, o tempo todo. Ainda, se a promessa do início de vida das plataformas de redes sociais era que todos seriam “broadcasters”, isto é, todos produziriam conteúdo e teriam capacidade de serem ouvidos por outras pessoas, a promessa do período mais recente era de que todas as pessoas poderiam ser influenciadores — de moda ou da opinião pública. Muitos conteúdos, muitas vezes superficiais, mas cujo ruído agregado causa um barulho imenso. 

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Dica: vasculhar e pegar livros emprestados de uma biblioteca satisfaz a parte da terapia de consumo do seu cérebro sem custar um centavo.

Foliate 3.0

Ícone do Foliate: livro aberto, com uma folhinha que lembra uma pena.

Quem lê livros digitais no Linux/Gnome tem no Foliate um excelente aplicativo para tal finalidade.

A nova versão (3.0), lançada no domingo (12), foi refeita do zero com base nas bibliotecas mais recentes do Gnome (GTK 4 e Adwaita) e um mecanismo próprio para exibir os livros.

Outra novidade legal, ainda que pouco aplicável no momento, é a compatibilidade com telas pequenas e sensíveis a toques.

O Foliate abre diversos formatos de arquivos (*.epub, *.mobi, *.pdf, *.cbz etc.), tem suporte a marcadores e anotações, diversas opções de tipografia e dicionário embutido. O código é aberto.

Foliate / Linux (Gnome) / Gratuito.

A guerra dos chips

No final de agosto, a Huawei apresentou um novo celular para o mercado chinês, o Mate 60 Pro.

Seria só mais um típico topo de linha chinês para o mercado interno, com números enormes e uma versão do Android sem coisas do Google, não fosse por um detalhe: o Mate 60 Pro tem conectividade 5G.

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Tráfego, o ouro de tolo do jornalismo nos anos 2010

Em junho de 2015, Jonah Peretti, fundador do BuzzFeed, foi à sede do New York Times explicar ao centenário jornal como essa coisa de internet funcionava.

Nas palavras do jornalista Ben Smith, então editor-chefe do braço de notícias do BuzzFeed, Jonah “era um mamífero explicando aos dinossauros como havia evoluído para além deles”.

O trecho ocupa um capítulo em Tráfego: Genialidade, rivalidade e desilusão na corrida bilionária para viralizar (tradução livre; ainda sem edição no Brasil), novo livro de Ben que conta a origem, ascensão e queda do BuzzFeed.

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Os custos, serviços e resultados da auto-publicação de um livro de ficção no Brasil

por Rodrigo Pontes

Em fevereiro lancei meu primeiro livro, As neurofiandeiras de Val, uma ficção científica leve. Foi uma auto-publicação, em formato e-book apenas.

Acredito que, hoje, esse é o caminho mais viável para um escritor estreante. O convencional, de ficar batendo na porta de editoras e implorando para ser lido, é entediante, então nem cogitei essa opção.

Auto-publicar não é algo novo. O estigma de que quem se auto-publica é porque não conseguiu uma editora é ao mesmo tempo verdadeiro — na maioria dos casos — e irrelevante, porque a auto-publicação me parece um excelente primeiro passo para chamar a atenção de editoras, se esse for o seu objetivo.

Acho que ainda faltam referências e exemplos do caminho da auto-publicação, por isso resolvi escrever esse texto, para contar o meu caso, para compartilhar minha experiência de iniciante para que outros possam ver as escolhas que tomei, o dinheiro que gastei e os resultados alcançados.

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Todas as nossas indicações culturais de 2022

Ao final de cada programa do Guia Prático, o podcast de bate-papo do Manual do Usuário, eu (Rodrigo Ghedin), Jacqueline Lafloufa e convidados fazemos uma indicação cultural — pode ser livro, filme, jogo, música, até palestra.

Em 2022, foram 110 indicações ao longo de 44 programas. No clima das retrospectivas de fim de ano, reunimos todas elas numa tabela dinâmica, abaixo, para recuperar as coisas boas que nos fizeram pensar, que nos divertiram e nos engrandeceram.

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A ideia de que livros digitais (e-books) “não desgastam” e, por isso, teriam uma vida útil maior que a do livro de papel é… bem, uma espécie de falácia. Quem diz é o pessoal do Internet Archive, que sabe uma coisa ou outra de preservação digital:

Nossos livros de papel têm durado centenas de anos em nossas estantes e ainda são legíveis. Sem manutenção ativa, teremos sorte se nossos livros digitais durarem uma década.

A constante evolução dos meios digitais, somada à sanha capitalista das editoras, tornam o trabalho de preservação bastante difícil. O Internet Archive pede que esse trabalho seja reconhecido e que sejam dadas as devidas condições para instituições interessadas consigam desempenhá-lo. Via Internet Archive (em inglês).

O anti-guia que todos precisamos ler

por Tatiana Dias

O texto abaixo, assinado pela Tatiana Dias, editora sênior do The Intercept Brasil, é o prefácio do zine Outros jeitos de pensar a tecnologia, escrito por este editor (Rodrigo Ghedin) e publicado com a marca do Manual do Usuário. Compre a sua cópia no site da Casatrês — custa R$ 35.


Las Vegas, janeiro. Para quem trabalha no jornalismo de tecnologia, a capital da perdição vira o centro do mundo. É a semana da CES, a Consumer Electronics Show, um mega-evento anual que costuma, junto com os eventos do Google e da Apple, ditar os rumos da cobertura e das tendências para o ano vindouro. Lá, tudo é colossal. As distâncias, os estandes, a iluminação. O clima claustrofóbico dos cassinos de Las Vegas e sua profusão de luzes, barulhos e cenários artificiais nos ajuda a perder a noção se é dia ou noite. (mais…)

“Outros jeitos de pensar a tecnologia”: O Manual do Usuário virou papel

É com uma imensa alegria que anuncio a pré-venda do zine Outros jeitos de pensar a tecnologia: Textos selecionados do Manual do Usuário (2021–2022), o nosso primeiro produto físico.

O zine já está em pré-venda. Clique aqui para encomendá-lo — custa só R$ 35, com frete fixo de R$ 6,35 para todo o Brasil. Os envios serão feitos a partir de 17 de outubro.

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A Amazon mudará a política de devolução de e-books Kindle até o fim do ano, segundo a Authors Guild, espécie de associação norte-americana de escritores independentes.

A mudança ocorre a pedido desses autores, que vinham sendo afetados por uma prática, digo, uma “trend” no TikTok que estimula as pessoas a lerem os livros digitais em até sete dias e solicitar o reembolso integral à Amazon.

Até o fim do ano, pedidos de reembolso de e-books Kindle que o comprador já tenha lido pelo menos 10% serão analisados caso a caso, por um funcionário da Amazon. Via Authors Guild, TechRadar (ambos em inglês).

A cultura pop virou um oligopólio

Sou inerentemente cético em relação a grandes alegações a respeito de mudanças históricas. Publiquei recentemente um artigo mostrando que as pessoas superestimam o quanto a opinião pública mudou nos últimos 50 anos, por isso, naturalmente, estou atento a vieses similares aqui. Mas esta mudança não é ilusória. É grande, está acontecendo há décadas e em todos os lugares que se olha. Portanto, vamos ao fundo da questão.

[…]

O problema não é que a média tenha diminuído. O problema é que a diversidade diminuiu. Filmes, TV, música, livros e video games deveriam expandir a nossa consciência, levar a nossa imaginação a dar saltos e nos introduzir a novos mundos, histórias e sentimentos. Deveriam nos alienar às vezes, ou nos irritar, ou nos fazer pensar. Mas não são capazes de nada disso se apenas nos alimentam de sequências e “spinoffs”. É como comer miojo toda noites, para sempre: pode ser confortável, mas uma hora ou outra você ficará desnutrido(a).