Assistentes de voz como interface para casas conectadas e internet das coisas

por Benedict Evans

Algumas semanas atrás, passei vários dias andando pela CES em Las Vegas (junto com cerca de 200 mil pessoas), e, como em anos anteriores, vi versões “inteligentes” de praticamente qualquer coisa que você possa imaginar e muitas que você não pode. Também ouvi todas as teorias imagináveis, de “nada disso faz sentido” para “esta é a próxima plataforma e a inteligência artificial baseada em voz transformará nossas casas e substituirá o smartphone”. (mais…)

No Mercado Livre, golpistas enganam vendedores inexperientes e causam prejuízo

O Mercado Livre é um destino muito popular para pessoas físicas interessadas em passar para frente produtos usados. A facilidade, a gratuidade, as garantias e o grande fluxo de visitantes tornam a plataforma atraente para quem quer vender, mas um novo golpe, do qual quase fui vítima e que já afetou outras pessoas, ameaça vendedores esporádicos. (mais…)

O caso de um tablet/PC híbrido da Apple

por Jean-Louis Gassée

Embora o tablet/PC híbrido seja uma ideia irresistível, as implementações sempre ficaram aquém do ideal platônico. Um olhar sobre os esforços passados nos leva a imaginar os próximos passos da Apple: eles copiarão a Microsoft e transformarão o Mac em um tablet, ou continuarão a se concentrar na evolução do iPad? (mais…)

A máquina Amazon

por Benedict Evans

Quando você olha as grandes empresas de manufatura, fica claro que a máquina que faz a máquina é tão importante quanto a própria máquina. Há muito trabalho no iPhone, mas também há muito trabalho na máquina que pode fabricar mais de 200 milhões de iPhone em um ano. Da mesma forma, há um trabalho no Tesla Model 3, mas a Tesla ainda não construiu uma máquina que possa fabricar Model 3 de forma eficiente, confiável, rápida e com qualidade na escala da indústria automobilística. (mais…)

A realidade como um serviço

por Nicholas Carr

Sempre vi a realidade como mista, então quando soube que a Microsoft lançaria uma linha de Headsets Windows de Realidade Mista, fiquei animado. Todo mundo que colocasse esse capacete, presumi, veria o mundo exatamente como eu vejo. Era um sonho tornado realidade. A subjetividade seria finalmente resolvida, e a meu favor. Aqui, finalmente, um gadget — de ninguém menos que da Microsoft — que eu poderia endossar. (mais…)

Na pequena Campo Bom, uma videolocadora que se recusa a cair

por Leandro Souza

Não exatamente um texto jornalístico, mas uma crônica, uma carta de amor à uma “instituição” quase extinta, mas que para muitos– eu, incluso — foi parte integral da sua formação. A tecnologia segue em frente, deixando alguns para trás. Aqui está o relato.

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Google I/O, Kotlin e a fúria da Oracle

por Ricardo S. Santos

No I/O 2017, a Google fez o seu feijão com arroz de sempre: apresentou várias pequenas novidades para a próxima versão do Android, algumas coisas meio mirabolantes e uns números bem impressionantes.

Começando pelo que provavelmente mais interessa à maioria das pessoas que usam um smartphone hoje, o Android O (de Oreo?) e algumas novas funções. O Android O terá, por exemplo, uma nova forma de notificar o usuário que já é bem velha no iOS e até mesmo no Windows 10 Mobile: pontinhos nos ícones dos apps na tela inicial que indicam que há algo a ser checado. Bacana… Ano que vem a Google trará ao Android P o inovador counter dots, com números nos pontinhos ao melhor estilo iOS e Windows 10 Mobile (foi uma ironia). (mais…)

De fortuna a trocados: uma triste história do Yahoo

por Leandro Souza

Em julho, completará um ano desde que a operadora norte-americana Verizon anunciou o acordo de compra do Yahoo por US$ 4,8 bilhões — uma transação grande do mercado de tecnologia, mas ao mesmo tempo um indicativo da decadência de uma das maiores potências que a internet teve em seus anos dourados. Para o Yahoo, uma marca que já valeu cerca de US$ 125 bilhões, é bem triste e deprimente, para ser sincero. (mais…)

Watson: uma voz para a arte ou uma cara para a tecnologia?

por Fabio Montarroios

Vale muito visitar a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Vale, inclusive, se você mora em outra cidade que não São Paulo e pode reservar um tempo para vir até aqui. Mesmo quando a Pinacoteca não abriga uma grande exposição com obras que não lhe pertencem, a visita é oportuna. Com a presença do Watson, da IBM, então, torna-se quase imperdível.

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Superinteligência: a ideia que devora pessoas espertas

por Maciej Ceglowski

Nota do editor: Maciej é um programador que vive em San Francisco, escreve o blog Idle Words, tem um perfil divertidíssimo no Twitter e é fundador e único funcionário do Pinboard, um serviço de favoritos na web. Ele faz palestras ao redor do mundo e, depois, as transcreve e publica em seu site. Já traduzimos outras duas — “A crise de obesidade dos sites” e “Web design: os 100 primeiros anos”.


Em 1945, enquanto físicos americanos se preparavam para testar a bomba atômica, ocorreu a alguém perguntar se um teste desse tipo poderia incendiar a atmosfera.

Essa era uma preocupação legítima. O nitrogênio, que corresponde à maior parte da atmosfera, não é energeticamente estável. Colida dois átomos de nitrogênio com bastante força e eles vão se combinar em um átomo de magnésio, uma partícula alfa e liberar um bocado de energia. (mais…)

Smartphones, objetos de transição e tempo intersticial

A ubiquidade do smartphone ainda suscitará muitas análises e estudos. Ela é sintomática ou um problema em si mesma? Usar tanto o smartphone causa efeitos colaterais? Bons ou ruins? Como nos adaptar às alterações sociais que esses pequenos objetos geram? São perguntas, em grande medida, ainda sem respostas, e que atiçam a curiosidade de muita gente. Sharif Mowlabocus, pesquisador da Universidade de Sussex, no Reino Unido, e autor do livro Gaydar Culture: Gay Men, Technology and Embodiment in the Digital Age (sem tradução no Brasil), tem uma teoria. (mais…)

A impossibilidade de uma selfie perfeita

por Fabio Montarroios

Não tiro selfies. Não gosto. Acho sem graça. Sinto uma baita vergonha e quando tiro é a contragosto. Não quero ser fotografado por outros e isso inclui a mim mesmo. É uma opção pessoal que vai contra o que faz a maioria. E de tudo que já pode ter sido dito sobre as selfies, não sou eu que vou demover você de fazê-las. Não é esse o propósito desse texto, inclusive.

Muito pelo contrário: escrevo para que você as faça cada vez mais e melhores! Na verdade, você faz o que quiser da sua vida — e isso inclui as selfies. Só que, às vezes, alguém pode se irritar tanto com elas a ponto de transformá-las em outra coisa, uma coisa bem diferente do que você pretendia quando as fez, diga-se. O ato de fazer um autorretrato com o smartphone deixa de ser algo corriqueiro e se transforma em algo totalmente condenável. Daí, talvez valha uma reflexão breve sobre como a fotografia amadora atual passou a ser tão importante para todos nós. (mais…)

Da necessidade de antivírus em computadores e celulares

Em 1983, o cientista da computação Fred Cohen publicou um artigo acadêmico que detalhava um tipo de programa de computador capaz de “afetar outros programas modificando-os de modo que inclua uma (possivelmente melhorada) cópia de si mesmo”. Para se referir a essa então novidade, ele cunhou, no mesmo trabalho, o termo “vírus de computador”.

Mais de 30 anos depois, a indústria de segurança digital está consolidada e é, talvez mais do que em qualquer outro ponto da história, necessária frente aos avanços daqueles que querem destruir, invadir ou lucrar violando toda a sorte de dispositivos digitais presentes em nossas vidas.

Uma das vertentes da segurança digital mais difundidas se materializa na forma do antivírus, um programa que monitora ininterruptamente toda a atividade em um sistema a fim de protegê-lo. Mas até que ponto a confiança neles chega? O retorno compensa as falhas que o antivírus traz consigo? Ele é a única ou a melhor defesa de que dispomos? Afinal, quem vigia os vigilantes? (mais…)

Hackeando a economia da atenção

por danah boyd

Nota do editor: danah boyd é uma estudiosa da interseção entre tecnologia e sociedade. É pesquisadora do Microsoft Research, fundadora do Data & Society, professora visitante do Programa de Telecomunicações Interativas da Universidade de Nova York e autora dos livros It’s Complicated: The Social Lives of Networked Teens e Participatory Culture in a Networked Era (ambos ainda sem tradução no Brasil). Siga-a no Twitter.


Para a maioria dos leigos em tecnologia, o termo “hackear” invoca a noção do uso de técnicas sofisticadas para burlar a segurança de um sistema corporativo ou governamental para fins ilícitos. A maioria das pessoas engajada na quebra da segurança desses sistemas não estava ali necessariamente por espionar nem por crueldade. Nos anos 1990, cresci entre hackers adolescentes que queriam invadir sistemas de computadores de grandes instituições que eram parte fundacional do establishment de segurança, apenas para mostrar que eram capazes. O objetivo era desfrutar de uma sensação de poder em um mundo onde eles se sentiam bastante impotentes. A adrenalina estava em ser capaz de fazer algo e se sentir mais esperto do que os aclamados poderosos. Era pura diversão, um jogo. Pelo menos até eles começaram a ser presos. (mais…)

A anatomia de um golpe: o caso do WhatsApp colorido

Com mais de um bilhão de usuários no mundo e uma base fanática no Brasil, é seguro dizer que, se não o aplicativo mais popular, o WhatsApp praticamente integrou-se à vida do brasileiro. Essa ubiquidade o transforma. Dizer que o WhatsApp é um app de mensagens é reduzir suas funções e o potencial inventivo da multidão que o usa para os mais diversos fins. Entre eles, inclusive, disseminar boatos ancorados na boa-fé (ou o contrário) dos outros e aplicar golpes. (mais…)