Na pequena Campo Bom, uma videolocadora que se recusa a cair


28/7/17 às 17h14

Não exatamente um texto jornalístico, mas uma crônica, uma carta de amor à uma “instituição” quase extinta, mas que para muitos– eu, incluso — foi parte integral da sua formação. A tecnologia segue em frente, deixando alguns para trás. Aqui está o relato.

Cresci como um viciado em filme: Eu era o tal do “rato de locadora”. Desde muito cedo já frequentava as videolocadoras da minha cidade, fuçando toda prateleira possível atrás de novidades e clássicos em meio à milhares de fitas VHS (sim, eu sou velho assim). Mais do que um hábito, visitar a videolocadora toda semana era um ritual: celebrava o cheiro do plástico dos estojos, ficava feliz em carregar o peso de quatro, cinco pesadas fitas VHS nos meus braços, mesmo sendo um pirralho de oito anos. Com a chegada do DVD, as mídias físicas deixaram de ser tão pesadas, mas continuaram queridas, e meu ritual persistiu na virada do milênio.

Na verdade, a chegada do DVD injetou uma vida inédita nas videolocadoras, que prosperaram como nunca. Foi nessa época que deixei de ser apenas um cliente assíduo e comecei a trabalhar na Cine Vídeo, na minha pequena cidade natal chamada Campo Bom — um município de pouco mais de 60 mil pessoas na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Trabalhei lá por pouco mais de um ano, mas continuei frequentando o local todos os sábados por mais de 10 anos. E ela ainda está lá, em um prédio bem localizado no centro da cidade, resistindo em pleno 2017, após anos seguidos de retração e concorrências desleais (pirataria física e online, Netflix).

Mas como, afinal de contas, uma locadora com cerca de 30 mil títulos, em uma cidade de interior, consegue sobreviver quando praticamente todas as videolocadoras estão extintas?

“Deve ser pelo fato que a gente não paga aluguel”.

É o que diz João Carlos Schenckel, 61 anos, funcionário número zero da Cine Vídeo, atuando atrás do balcão desde 1993, quando a locadora abriu em um outro ponto no centro da cidade.

Era um negócio de garagem, que nasceu como um empreendimento meio hobby do irmão de João, Dirceu Schenckel, 66 anos. (Como é de se notar pelo sobrenome, os irmãos Schenckel são bons representantes do estereótipo alemão que reside aos montes no Vale do Sinos, região berço da colonização alemã no Rio Grande do Sul e que eu bem conheço: austeros, pensamento à moda antiga e muito teimosos).

Dirceu criou a Cine Vídeo como uma forma de suprir três demandas: saciar seu gosto pelo cinema, aproveitar uma chance de ganhar dinheiro e empregar seu irmão, ex-trabalhador da declinante indústria calçadista da região. No boom do cinema em casa dos anos 90, o empreendimento prosperou, o que possibilitou a Dirceu investir em uma propriedade própria em uma rua central de Campo Bom, com uma sala espaçosa para a Cine Vídeo, assim como outras salas comerciais que deram uma renda extra ao empresário.

A declaração de João para explicar a resistência da Cine Vídeo não deixa de fazer sentido. Provavelmente, se a empresa tivesse que pagar aluguel, estaria fechada há anos. Mesmo assim, ela se agarra a um fiel, mesmo que parco, público.

“Agora estamos no inverno, na época de férias, que costuma ser nosso período de maior movimento. Com sorte, conseguimos fechar a semana com umas 800 locações. Em época de baixa, tem semana que ficamos em 400 locações”, avalia Dirceu, hoje aposentado, que toca a Cine Vídeo ainda como seu hobby.

Levando em consideração que uma diária de um DVD sai por R$ 4 e de um Blu-Ray sai por R$ 5, preços bem abaixo do que são praticados em capitais, é realmente impressionante o fato da Cine Vídeo continuar operando todos os dias da semana, das nove da manhã às nove da noite.

Quando eu trabalhei por lá, nos idos de 2004-2005, o estabelecimento anotava cerca de 10 mil locações por semana, com picos de 2,5 mil filmes retirados em APENAS UM SÁBADO. Era preciso uma equipe de seis pessoas para dar conta. Hoje, João atua sozinho no local de segunda a sexta – no sábado, ele recebe a ajuda de um funcionário extra que faz um “bico”.

Segundo Dirceu, a pirataria foi o primeiro golpe duro sofrido pela videolocadora. A proliferação dos DVD-R começou por volta dos 2010s: “Muitos clientes não querem lidar com a necessidade de devolver o filme, então toparam pagar um pouco mais pelo DVD pirata, para poder ver o filme na hora que eles quisessem”. Na época, aliás, João e Dirceu tiveram que lidar com um problema inédito: clientes estavam alugando lançamentos, fazendo cópias deles e vendendo DVD-R para colegas de trabalho. “Teve caso em que a gente ‘saiu na boca’ com o cliente desonesto”, lembra João.

Foi aí que a Cine Vídeo fez seus primeiros ajustes para sobreviver. Se no boom do DVD, a empresa intensificou seus investimentos em catálogo, comprando dezenas de cópias de um mesmo filme, diante do DVD-R foi hora de “apertar o cinto” e ser mais coerente. Entretanto, isso também refletiu em clientes insatisfeitos, pois se antes era mais fácil achar o lançamento devido à abundância de cópias, agora era preciso se esforçar mais para conseguir aquele filme esperado na videolocadora. “Virou um círculo vicioso, que acabou beneficiando mais os piratas do que a gente”, afirma João.

No mesmo período, muitos negócios semelhantes à Cine Vídeo já tinham entregue os pontos em Campo Bom. Se nos anos 90 a loja de Dirceu Schenckel tinha pelo menos umas cinco rivais na cidade, em 2010 se tornou apenas uma — que, veja só, também continua viva até hoje. O sumiço da concorrência deu uma sobrevida ao negócio, que até então se manteve arredio à diversos “truques” de modernização usados por outras videolocadoras: a Cine Vídeo nunca teve um site na web com seu catálogo, nem fazia entrega e busca de filmes (como eu disse, alemão pode ser extremamente teimoso).

Assim, ano a ano, a locadora registrava quedas progressivas em seu movimento. Mas isso só se intensificou mesmo nos últimos anos com o que Dirceu considera o “exterminador das videolocadoras”: a Netflix. “Se negócios como o meu se tornarem extintos, a Netflix será o principal culpado”, afirma. Para o empresário, é difícil concorrer com uma plataforma em que é possível escolher o filme de preferência sem sair de casa.

“A Netflix não tem tantos filmes quanto a gente tem aqui, mas hoje o público quer a praticidade”, avalia Dirceu. No Brasil, atualmente, a Netflix conta com 3,5 mil títulos diferentes à disposição do assinante – isso sem contar que, com o preço de cinco locações na Cine Vídeo, é possível assinar o pacote padrão da plataforma. Por sua vez, Dirceu não assina Netflix nem TV a cabo – ele acredita que não precisa gastar com isso se pode pegar filmes e séries em sua própria loja. Com isso, porém, ele fica de fora do hype das séries próprias da Netflix, é claro.

De qualquer forma, garantir um acervo atualizado tem seus custos. Por volta de 2002-2006, tempo áureo do VHS e do DVD, produtoras de home video cobravam caro: lançamentos chegavam a custar mais de R$ 100 por unidade, o que exigia um número alto de locações por cópia. Mesmo assim, não era raro Dirceu comprar cerca de 50 mídias de um mesmo filme, devido à alta demanda dos clientes. Hoje, com as produtoras em baixa, a maioria dos filmes são vendidos a preço de varejo, custando no máximo R$ 50. “Ainda assim, demora para gente retornar o valor. E olha que hoje compro bem menos filme”, explica Dirceu. Um lançamento grande, como “Star Wars – Rogue One”, teve cinco cópias adquiridas.

Para João, entretanto, o estabelecimento ainda conta com uma clientela fiel, fator que o anima a continuar atendendo o público, mesmo depois de duas décadas atrás do balcão. “Existem clientes que vem aqui desde o início, assim como tem pessoas que aparecem regularmente para abrir um cadastro”, observa. Segundo João, nem todos os lançamentos, assim como muitos filmes clássicos, não estão na Netflix. “Temos muitos filmes alternativos, europeus. Nós temos de tudo aqui”, rebate.

Para os clientes mais assíduos, visitar a videolocadora é como uma terapia. “Existem clientes que vem aqui desde o início, há mais de 20 anos. Estes preferem o hábito de pegar o DVD na mão, ver as opções, escolher, conversar com a gente e pegar dicas”, afirma Dirceu. Maicon Graeff, 35 anos, não dispensa o hábito de ir na videolocadora por estes motivos. “Mesmo que a gente nem sempre encontre o lançamento que estamos buscando, dá para sair com uma indicação boa. Por mais que a Netflix faça suas dicas, não é tão personalizado quanto no boca a boca”, afirma Maicon, que mesmo tendo uma conta no serviço de streaming, não deixa de ir na Cine Vídeo.

Agora uma observação pessoal: para mim, visitar a videolocadora que foi uma espécie de “segunda casa” por muitos anos, seja como cliente ou como funcionário, não é tão feliz como costumava ser. É uma sensação parecida com a de visitar a casa onde você passou sua infância e ver apenas um fantasma de uma época romantizada. Se antes, aqueles 30 mil filmes eram uma celebração da arte pra mim, hoje realmente parece um monte de plástico. Joga em cima disso um ambiente cada vez menos movimentado e tudo realmente parece um pouco triste.

João não reluta, meio que admitindo que o fim das videolocadoras está próximo. “Venho aqui porque gosto de estar aqui. É o que faço há duas décadas. Mas se no final do ano o Dirceu resolver fechar, que feche. Não podemos manter um negócio que dá prejuízo”, avalia. Uma das medidas para reduzir custos foi vender DVDs usados pelo módico preço de R$ 5, o que atraiu alguns clientes e ajudou a diminuir o inventário do local. Nos últimos anos, a empresa também passou a contar com o serviço de locação de games, o que trouxe alguns ganhos, mas nada a ponto de revitalizar sensivelmente a operação.

De acordo com o dono da Cine Vídeo, ainda não chegou o dia em que o estabelecimento deu prejuízo. Entretanto, está cada vez mais difícil manter o local com margens tão baixas e uma concorrência voraz e sem corpo. Atualmente, Dirceu está investindo em um novo produto, uma espécie de sapatilha produzida por uma empresa local de sapatos — há, inclusive, um estande com o produto em exposição na videolocadora.

Ainda que aos trancos e barrancos, a Cine Vídeo persiste em pleno 2017, ano em que a Netflix dobrou o seu número de assinantes no Brasil. Se apoiando em truques inteligentes de gestão e uma dose natural de teimosia, videolocadoras como esta se recusam a desistir, assim como clientes fiéis se mantém dispostos a preservar alguns rituais pelo tempo que for possível. Resistir à mudança é inútil: é bem provável que a mídia física vá perder a guerra em um futuro bem próximo, mas a boa guerra está aí para quem quiser lutar.

Em tempo: em 2013, um ex-funcionário da locadora fez um comercial fake da Cine Vídeo para seu curso de publicidade. Eu apareço como uma versão bem gorda (e usando tênis) de Tom Hanks em Náufrago.

Colabore
Assine o Manual

Privacidade online é possível e este blog prova: aqui, você não é monitorado. A cobertura de tecnologia mais crítica do Brasil precisa do seu apoio.

Assine
a partir de R$ 9/mês

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

36 comentários

  1. A Vídeo 1 de Curitiba deste 1980 foi pioneira no Brasil. Ainda atendendo. Com um acervo excelente de filmes fora do eixo Blockbuster.

  2. Em Curitiba temos dentre poucas outras a Video Cartoon e a Vídeo 1, e realmente ainda gosto de ir. Parabéns pelo texto

  3. Entendo que possivelmente locadoras podem sumir, mas não acredito que a mídia física desapareça.
    Sempre teremos o público de nicho que se propõe a pagar um pouco mais por essa experiência.
    Sabe o que é engraçado, tenho um home theater com leitor blu-ray, mas o leitor não funciona. Não mandei arrumar até hoje e não sinto falta por que assisto tudo online, até mesmo os aluguéis ocorrem online…

  4. Nessa locadora tem aquele corredor escondido com obras-primas para maiores de 18?
    BTW, excelente matéria!

  5. Aqui em Belém temos a Fox Video – hoje chamada apenas de Fox – que só permaneceu na ativa enquanto todas as outras fecharam por ter incutido na cabeça do paraense o prazer de ir na loja. Diversificou. A Fox hoje é livraria (das boas), vende elementos de decoração – muitos baseados em cultura pop – e mantém um café bastante agradável, que serve de ponto de encontro. Na última reforma, a área delimitada para locação de filmes passou a ocupar não mais do que 1/4 da loja, foi a primeira vez que me senti melancólico ao ir lá. No passado a Fox chegou a ter 5 ou 6 lojas espalhadas por toda Belém e até mesmo um delivery de locações. Hoje mantém apenas esta unidade matriz e uma filial da parte de livraria em outro shopping. Mas pelo menos soube se reinventar e manteve uma mística, graças à visão de negócio de seus donos e que também sempre foram muito apaixonados pelo metiê. No entanto, da última vez que considerei alugar um blu-ray lançamento, o valor da diária era quase metade de uma assinatura da Netflix. Aí realmente você pesa as coisas…

    Em Macapá percebo que as locadoras ainda tem alguma força por dois motivos: locações são baratas e a internet na cidade ainda está longe do ideal, embora tenha finalmente dado sinais de melhora de um ano pra cá. Legal o texto, aposto que diversas regiões do Brasil podem contar histórias semelhantes de como locais como esse fizeram a cultura girar e criaram círculos fortes de amizade.

  6. Quando eu tinha uns 10/12 anos eu ia na locadora todo o dia em Gravataí (região metropolitana de Porto Alegre) porque eu adorava o ambiente e conseguia ver os filmes antigos, que raramente saíam, de graça com mais 4 amigos (um deles filho do dono, o que explicava porque a gente podia ver os filmes) numa TV de tubo de 14′ que ficava no fundo da loja. Normalmente eram filmes de terror trash dos anos 70 e 80. Nada jamais foi igual a essa sensação. A locadora não existe faz uns 10 anos. As outras locadoras da região também morreram na mesma época (nesse famoso ápice dos anos 90 chegou a ter 3 locadoras na mesma rua, com uma distância de uns 500/800 metros entre elas).

    No post livre da semana passada eu falei sobre isso, essa sensação de que a Netflix – e todos os serviços de streaming – são um engodo que nos faz crer que temos opções mas que, na verdade, é uma bolha de conteúdo. Netflix tem o sonho de ser o HBO e cada vez mais as séries próprias dela é que tomam a frente da página e as indicações sempre recaem em coisas bem ruins ou de gosto duvidoso. Amazon é melhor, mas, ainda não é uma solução nem próxima da locadoras de outrora.

    Os próprios filmes que eu citei como exemplo, principalmente de terror dos anos 80, são bem difíceis de achar no catálogo eles (ou eram, faz mais de 1 ano que deixei de pagar a assinatura).

    A última coisa que me fez querer assinar Netflix de novo foi Stranger Things (acabei assinando +1 mês ano passado pra isso, inclusive) e quase fiz o mesmo para ver Better Call Saul.

    Esses serviços de streaming estão se tornando cada vez mais uma extensão da TV a cabo. E a locadora vai ficar restrita ao Google Play e iTunes ou mesmo o Now (mas esse ainda tem um catálogo bem ruim).

    Posso estar sendo deveras amargo, mas, a minha visão é pessimista em relação a todos esses serviços de streaming e essa falsa ideia de abundância de opções porque, afinal, parece que somos cada vez mais direcionados para um determinado conteúdo (acontecia antes, claro, mas agora parece muito mais profunda essa ação, principalmente com esses algoritmos).

    1. Nossa, Paulo, tenho conversado muito sobre isso recentemente por aqui. Acho que tem um lance do algoritmo ser novo e do segmento ser muito pulverizado – TV, Tv a cabo, cinema, etc – mas concordo que o Netflix está comendo uma bola ainda. Ontem mesmo penei para achar um filme legal para ver. Procurei tanto que encontrei uns clássicos que estavam muito bem escondidos pela plataforma que quer que eu veja todas as produções deles antes de qualquer outra coisa.

      1. Essa reclamação é rotina entre amigos e parentes meus que assinam o serviço.

        Para passar pelo acervo próprio da Netflix leva-se um bom tempo, todas as sugestões parece que sempre parte de alguma produção própria para depois entrarem em outras produções; alé,m disso, depois, ainda temos as produções que o algoritmo escolhe e que, quase sempre, são erradas ou sem sentido.

      2. Esses dias caí em um filme antigo (Tudo por uma esmeralda, se não me engano), e as recomendações abaixo dele eram desses clássicos dos anos 80 que nunca vi serem recomendados a mim na página principal.

        Hoje “aprendi” a navegar pelo Netflix pelas categorias, e não pela home. Na home deles só percorro a minha lista. O resto tem muita coisa que não me interessa tanto.

        1. Já repararam que navegar pelo catálogo na web é completamente diferente do aplicativo?
          Por que isso? Parece que no aplicativo temos menos categorias.
          Alias essa diferença de uso e opções se mostra um padrão entre os serviços web e suas respectivas aplicações.

    2. O problema é que as produtoras querem concorrer com a Netflix e acabam aumentando o preço da locação de seus catalogos o nem negociando, ficando dificil para a Netflix manter os filmes e series das outras operadoras. Dai a ideia de series proprias, ja que outrora a netflix surgiu como uma locadora fisica e depois ficou online.

      1. Sim, eu entendo isso, o problema que isso acarreta é que os serviços de streaming vão virar uma TV a cabo: vamos precisar assinar (e gastar com isso) vários serviços para termos uma variedade mínima.

  7. Dias atrás vi uma locadora também, tou tentando me lembrar onde exatamente. Mas era em região metropolitana e tinha um tamanho razoável. Quase que parei para “puxar uma entrevista”, mas não tenho tino para jornalista (acho).

    Por ter nascido nos anos 80, provavelmente peguei “todas” as épocas – VHS e DVD, só apenas não pegando o Blu-Ray pois não tinha dinheiro para tal. De fato, ir atrás de cada item, ler nos jornais as críticas ou ver a capa “para ver se batia com a história” eram atrativos para ver um filme.

    De alguma forma, noto que as videolocadoras podem virar uma espécie de “museu vivo”, guardando acervos em seu catálogo e trabalhando com locação e preservação de filmes para as comunidades locais. Só que isso requer tratar a locadora de outra forma, não só alugando filmes. Mas sim criando “clubes de cinema” ou “campanhas de manutenção” por exemplo.

  8. Filmes eu não assisto nem sendo assinante da Netflix. Sinto falta de uma locadora de jogos. Nem sempre quero gastar 200 reais em um jogo no Xbox One. Poderia pagar por um final de semana e zerar aquela campanha marota de 10h.

    1. Mas o streaming de jogos tá logo logo bombando. Só esperar as conexões ficarem um pouco mais rápidas por aqui que já emplaca. E no Xbox já tem o Game Pass, que é quase um Netflix.

      1. Acho que streaming de jogos ainda é uma realidade não tão próxima. Pelo menos aqui no Brasil. A Sony tem um serviço desse tipo em outros países e, pelo que vejo, não é tão utilizado.

        Sobre o Game Pass, é uma assinatura como a do EA Access, você paga e faz o download do jogo full, como se tivesse comprado. Única semelhança com a Netflix é a forma de pagamento por meio de assinatura. E não há jogos lançamento.

        O que quis dizer sobre locadora de jogos é ter um local que eu fosse na sexta, pagasse 20/30 reais pra passar o final de semana com aquele jogo lançamento que custa 200/250. Da mesma forma que fazíamos com os filmes em VHS.

  9. Eu ia quando mais novo para alugar duas vezes por mês os filmes que eu queria. Hoje em dia tenho Netflix, e até mesmo sites piratas, mas volta e meia passo por lá, sempre pensava “guerreiro hein”, e isso não só para locadora, as Lan Houses da cidade foram caindo uma por uma, raras as que estão de pé ainda. Na verdade tudo na cidade está morrendo, mercados estão com movimento baixo, diversas lojas fecharam, não pra muito que está difícil de arranjar emprego. Sinto saudades da cidade próspera

  10. Sabe do que eu sinto falta? De loja de disco. Tinha muita loja de disco, de LP mesmo. Eu sou de 1982, escutei muito vinil, minha casa só foi ter CD em 1993, se não me engano. Aí a coisa explodiu e tinha loja pra caramba de CD. Muitas vezes eu entrava pra comprar um CD, e acabava escutando alguma outra coisa legal e comprava também.

    Amo o Spotify, mas sinto falta disso. Sinto falta de escutar álbum, um trabalho fechado de um artista ou banda, coerente. Às vezes parece que os albuns não existem mais também. Isso existia muito na época do disco, hoje já nem sei mais.

    1. Perdão a pergunta, mas mora onde?

      Em regiões metropolitanas, geralmente se acha sebos e uma ou outra loja que teima em vender CD e DVD novos também.

        1. Pensava que cidades em regiões metropolitanas tivessem algo. Acho que se tu procurar, acha em bairros mais distantes. Tenta aí ;) :)

  11. Texto bem nostálgico e melancólico. Me lembrou de quando fui à locadora da minha rua e aluguei um filme pela primeira vez (Space Jam) quando moleque. Eram tempos mais simples, quando não havia binge watching e a gente costumava reunir os amigos no fim de semana pra visitar a locadora, levar alguns filmes e se reunir na casa de um dos amigos pra assistir.

    Eu adoro a Netflix e toda a praticidade agregada a este serviço. Mas ainda lembro dessa era mais romantizada que já se foi. A existência dessa e de tantas locadoras à moda antiga ainda hoje em dia é admirável. =)

    1. Obrigado Giancarlo. Essa é realmente a sensação que passa quando visito uma videolocadora. É um sentimento agridoce, uma alegria melancólica de uma época feliz mas também uma tristeza antecipada por algo que está prestes a sumir, pois é parte do progresso.