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Este utilitário desliga o monitor do MacBook quando este se conecta ao monitor externo

Pode colocar na lista de coisas triviais que o macOS inexplicavelmente não faz: desligar o monitor do notebook quando este se conecta a um monitor externo.

O que eu fazia até ontem era, com a ajuda de um utilitário — o MonitorControl —, reduzir o brilho do monitor embutido ao máximo. Ele fica efetivamente desligado, mas ainda ativo, o que significa que o mouse “vaza” para a escuridão e a depender da configuração dos monitores, a Dock fica oculta no monitor sem brilho.

Por acaso topei com um aplicativozinho gratuito do Jeremy Kanter, com o sugestivo nome One Display, que desliga (de verdade) o monitor embutido assim que o notebook é conectado a uma tela externa.

Para a minha surpresa, funciona!

Existem só duas opções no One Display:

  1. Abrir junto com o sistema (Start at login).
  2. Atalho no teclado para ativar e desativar o monitor do notebook. O padrão é Control + Command + B.

No mundo (ou sistema operacional) ideal, essa funcionalidade é nativa. Sei que o ambiente gráfico Plasma, do KDE, faz isso. No macOS, para o lamento das pessoas que preferem trabalhar com apenas um monitor, não é uma prioridade, pelo visto.

A única mudança que funcionou: me bani das mídias sociais — e meus filhos nunca estiveram tão felizes 
theguardian.com

Lendo mais um dos infinitos artigos e colunas de opinião de gente que descobre que é bom não passar o dia com o celular enfiado no rosto, aprendi uma ~técnica interessante. Quando a Anna Mathur está com seus filhos e precisa fazer algo no celular, ela “anuncia” a ação:

Um hábito que ajudou [a conter o vício] foi anunciar em voz alta o uso do meu celular. Quando o pego na frente das crianças, digo: “Estou apenas adicionando bananas à lista de compras.” Isso me mantém na linha, porque uma vez dito, eu faço aquela coisa e deixo o celular de lado. O que diz aos meus filhos que não estou “desaparecendo”, como costumava fazer.

Acho que vale também para situações envolvendo apenas adultos.

A aventura de montar seu próprio servidor doméstico

Foto do servidor doméstico do Lucas em um nicho, com alguns fios e HDs conectados.

por Lucas Kacherian

Muito se fala aqui no Manual do Usuário da privacidade dos nossos dados e atividade online, e do crescente poder que as grandes corporações têm sobre os mais diversos aspectos da nossa vida digital, esta cada vez mais incorporada à vida. É clara a importância que a tecnologia tem hoje, mas junto com ela vem uma miríade de novas preocupações que vão desde a parte prática dos gastos para manter os mais diversos serviços online funcionando (ou a falta destes gastos), até o quanto os nossos dados, o nosso dinheiro e a nossa atividade estão nas mãos de empresas que já demonstraram diversas vezes que não deveríamos confiar nelas. Pensando em tudo isso, e inspirado por muitos artigos do Manual e de outras fontes, que decidi montar um servidor doméstico.

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Como desativar os novos recursos de IA do WordPress 7.0

A principal novidade do WordPress 7.0, lançado nesta quarta (20), seria a colaboração em tempo real. Já na reta final, após as versões beta, Matt Mullenweg, líder do projeto, adiou o recurso e promoveu a integração com LLMs a destaque da versão.

(A liderança do Matt foi um show de horrores, com adiamentos, novas demandas com prazos surreais e, como sempre, muitos dedos apontados. “O que há de errado com o WordPress?”, pergunta-se a única pessoa com poder para mudar os rumos do WordPress.

Se você não vê valor ou teme uma infusão de IAs generativas em seu site, blog ou loja virtual (um receio plausível, devo dizer), felizmente há como desativar toda essa nova parte de IA. Se tiver acesso ao arquivo wp-config.php, adicione esta linha:

define( 'WP_AI_SUPPORT', false );

Se o arquivo estiver fora do seu alcance, instale o plugin Turn Off AI Features.

Você não imagina o meu alívio em acompanhar essa novela do lado de fora. No início de maio, migramos este Manual do Usuário para o ClassicPress, uma tábua de salvação que descobri em 2022 e que, seis anos depois, segue firme e forte. Como não amar a ideia do software livre?

Um atalho para encontrar todas as fotos tiradas neste dia, em todos os anos, no Apple Fotos

Soube de um novo aplicativo para iOS chamado On This Day. Se o inglês lhe é familiar, o nome entrega o que ele faz: mostrar todas as fotos no seu dispositivo que foram tiradas neste dia (8 de abril, por exemplo), mas em todos os anos.

Esse app seria de grande ajuda na execução daquela dica de organizar fotos, que consiste em revisitar as “fotos do dia”, todos os dias, durante… um ano, e excluir as que você não quiser.

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Transformei o Kindle no meu jornal particular

Kindle sobre uma mesa branca, exibindo a capa de um livro onde se lê “Leituras da web 23/3/2026”. Ao fundo, uma palmeira pequena.

Os dois meses de uso do tablet da TCL me levaram à conclusão de que um tablet meu não precisa ter uma tela com “movimento” fluído. Eu só leio coisas estáticas, textos parados.

Tal revelação me fez ver com renovada atenção um tipo de dispositivo que, até então, sequer cogitava, mas que agora parece perfeito para o que preciso. Refiro-me aos tablets Android com tela E-Ink, fabricados por marcas como Boox, Bigme e Pocketbook. (Infelizmente, nenhuma delas com presença oficial no Brasil.)

O problema? São caros. Os modelos menores, com tela de 7–7,8 polegadas, começam em valores quatro vezes maiores que um Kindle básico. O que eu queria, o Boox Go 10.3, com tela de 10,3 polegadas, parte dos R$ 3 mil — se você encontrar um à venda em solo nacional. E vem com um Android defasado, embora tenha sido informado de que isso não atrapalha, ao contrário do iPad. (Semana passada a Boox lançou a segunda geração do modelo, com Android 15 e uma variante com tela iluminada. Deve ser ainda mais cara.)

Além de caro, eu detesto comprar… coisas. Por isso fiquei contente quando me dei conta de que poderia usar o meu Kindle — aquele mesmo que nunca acessou a internet — para ler artigos, posts e newsletters publicadas na web, sem gastar um centavo a mais e com uma ótima qualidade.

É esse arranjo, resultado de uma semana de novas conexões cerebrais (ou muitos neurônios fritos em algo quase insignificante) que compartilharei contigo.

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Convertendo arquivos MOV para MP4 no macOS sem usar um app

Apesar da tragédia do Liquid Glass no macOS, vez ou outra ainda me deparo com pequenos toques geniais no sistema operacional da Apple. Dia desses descobri que, para converter um arquivo *.mov (comum em várias aplicações da empresa) para *.mp4 (mais popular), basta alterar a extensão do arquivo.

Esse método passa a ocupar o nível mais alto na escala de facilidade, sucedida pelo app MagicBreak, perguntar o comando do ffmpeg a qualquer IA e, por fim, usando o Handbreak.

Este app emite um alerta quando detecta os óculos com câmera da Meta perto de você

Com o sucesso dos óculos com câmera da Meta, criou-se o risco de ser gravado sem consentimento nem conhecimento e acabar exposto em um vídeo tosco no TikTok ou Instagram. A piauí tem uma boa reportagem do assunto, assinada por Victor Calcagno.

As empresas fabricantes alegam que um discreto pontinho luminoso na armação desses óculos indica quando eles estão filmando. Nem sempre é fácil perceber a luz e, de qualquer forma, é trivial desabilitá-la.

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Mais uma vez o Google ameaça os 3 bilhões (!) de usuários do Gmail com IA

Mais uma vez o Google ameaça os 3 bilhões (!) de usuários do Gmail com recursos do Gemini (IA). Desta vez, a mudança é dramática: a caixa de entrada será “inteligente”, o que seria tentador se os modelos de IA fossem capazes de resumir certo e não fossem propensos a erros. Por ora, o novo Gmail está sendo liberado para estadunidenses que pagam os caros planos de IA do Google. A medida profilática é desativar todos os recursos de IA do Gmail: nas configurações, aba Geral, desmarque a opção Ativar os recursos inteligentes no Gmail, Chat e Meet. De nada!

Como ser encontrado(a) por recrutadores no LinkedIn

Nota do editor: Vagas de emprego são tema recorrente no grupo de assinantes do Manual. Em uma conversa recente, surgiram tantas dicas legais para o LinkedIn que acabamos com uma espécie de guia para se dar bem na plataforma. Agradecimento a todos que contribuíram, em especial à Marcia que guiou o debate, ao Caique que salvou a conversa e ao Paulo, que condensou muitas mensagens neste texto conciso.

Ninguém gosta do LinkedIn, mas muita gente precisa estar lá para se candidatar a vagas em diversas empresas que, com sorte, vão enviar uma mensagem automática dizendo que decidiram seguir com outro candidato. Mesmo assim, é necessário tentar entender como essa Disney corporativa funciona e como ela pode (sim, é possível) te ajudar a conseguir um emprego menos arrombado.

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Como desativar “melhorias” da IA em vídeos do YouTube

Há alguns meses, youtubers denunciaram intervenções não solicitadas do Google para “melhorar” seus vídeos com IA generativa. Parecia um teste; agora, é oficial.

Donos de canais podem desativar esse recurso no Studio: entre em Configurações, Canais, Configurações avançadas e desmarque as duas opções no tópico Melhorias na qualidade dos vídeos. Para quem assiste ao vídeo, a saída oferecida pelo Google é alterar a resolução nas configurações do próprio player.

BentoPDF e Networking Toolbox: Novos serviços no PC do Manual

O PC do Manual ganhou duas novas aplicações: BentoPDF e Networking Toolbox.

O BentoPDF substituiu o Stirling PDF. Ambos têm a mesma proposta: oferecer um canivete-suíço de ferramentas para manipular arquivos *.pdf: juntar/remover páginas, comprimir, recortar, assinar, converter de/para imagens e outras várias.

Resolvemos (eu e Renan) fazer a troca porque o BentoPDF é mais amigável e faz todo o processamento localmente, ou seja, sem enviar os arquivos para o nosso servidor. O Stirling PDF precisava do envio para algumas ações.

A outra novidade é o Networking Toolbox, mais de 100 ferramentas de rede. É um serviço mais útil para sysadmins e desenvolvedores. Se for o seu caso, está aí, disponível. Use a busca (Ctrl + K) para encontrar o que precisa.

Por último, tornei os blocos da página inicial do PC do Manual aleatórios. O objetivo é destacar de modo igualitário, acima da “dobra”, todos os serviços que oferecemos.

macOS 26 Tahoe SEM Liquid Glass

No macOS 26 Tahoe, rode este comando para desativar o Liquid Glass:

defaults write -g com.apple.SwiftUI.DisableSolarium -bool YES

Meio chocado que isso seja possível. O Liquid Glass é só uma skin em cima da UI agora clássica do macOS? Isso explicaria muita coisa… (Dica do Capi Etheriel, via r/MacOS.)