Canivete-suíço para arquivos PDF: O novo serviço do PC do Manual

Quem nunca precisou fazer uma edição rápida em um arquivo *.pdf? O novo serviço do PC do Manual, Stirling PDF, é um canivete-suíço para esse tipo de arquivo.

É difícil não encontrar a funcionalidade desejada em meio às dezenas que o Stirling PDF oferece. Das mais recorrentes, como dividir e mesclar documentos, até avançadas, como processamento de OCR e adição de carimbos, marcas d’água e compressão (diminuir o tamanho do arquivo).

O mais legal? Todas as operações acontecem no seu dispositivo, com toda a privacidade possível. Nada é enviado à nuvem.

Atualização: Uma pequena correção em relação ao processamento local. De acordo com os desenvolvedores, “todos os arquivos e *.pdf existem exclusivamente no dispositivo do cliente, residem na memória do servidor apenas durante a execução da tarefa ou temporariamente em um arquivo apenas para a execução da tarefa. Todo arquivo baixado pelo usuário terá sido excluído do servidor nesse ponto.”

O Stirling PDF tem o código aberto e é mais um serviço do PC do Manual aberto ao público — qualquer um pode usar, gratuitamente e sem anúncios.

Agradecimentos ao Renan Altendorf, que cuida do nosso servidor e fez a instalação do Stirling PDF.

PC do Manual é uma plataforma de aplicações web de código aberto vinculada ao Manual do Usuário. Alguns serviços são condicionados à assinatura paga do blog; a maioria, porém, é gratuita para todo mundo.

Este botão desativa o Meta AI e aumenta a privacidade em conversas no WhatsApp

Lembra quando o WhatsApp era só um aplicativo de mensagens levinho? Saudades. Hoje há tantas funções, tantos anúncios de novidades que, às vezes, algumas úteis passam batidas.

Por acaso, dia desses topei com a “Proteção avançada da conversa”, disponível nas opções de grupos e de conversas individuais. Foi lançada em abril deste ano.

Ao ser ativada, três coisas acontecem:

  • Desabilita a exportação da conversa. Isso dificulta o repasse das mensagens para terceiros e o processamento delas por IAs externas, como o klinsmann ensinou no Órbita.
  • Desabilita o download automático de mídias.
  • Por fim, desabilita o acesso à Meta AI, a irritante IA da Meta que, por padrão, pode ser invocada digitando @meta em uma conversa.

Infelizmente (mas não surpreende), não existe um botão geral para ativar a proteção avançada em todas as conversas; só dentro da opções de cada conversa.

Diante da impossibilidade de usar um aplicativo melhor, como o Signal, é uma boa opção para ativar quando assuntos sensíveis estão sendo debatidos.

Qual o número ideal de plugins no WordPress?

Plugins estendem as funcionalidades de um site criado com o WordPress. Há quem diga (e eu me incluo no grupo) que é impossível subir um bom site em WordPress sem plugins. O problema é que muitos deles podem causar efeitos colaterais indesejáveis, como lentidão e erros.

Dito isso, não existe um número ideal de plugins. Há quem diga (eu não faço parte deste grupo) que quanto menos plugins, melhor. Entendo a lógica. Afinal, quanto mais plugins, maiores as chances de se deparar com um mal programado.

(mais…)

Dark Visitors ganha plano gratuito

O Dark Visitors, serviço de monitoramento e bloqueio de robôs de empresas de inteligência artificial, mencionado neste Manual em agosto de 2024, reformulou seus planos e, agora, oferece um gratuito bastante generoso, com um teto de 1 milhão de “eventos”.

Dá para usar no modo gratuito para sempre ou cadastrar o cartão e usufruir dos recursos pagos, sem pagar, desde que seu site não ultrapasse o teto de 1 milhão de eventos. Após isso, o custo é de US$ 0,00005 por evento.

Havia cancelado o uso do Dark Visitors aqui quando o período de testes expirou. Agora, reativei-o. É quase terapêutico ver o tráfego de não-humanos por aqui.

Aplicativos para escrever roteiros comentados por um roteirista profissional

por Nigel

Existem milhões de aplicativos de escrita, seja de roteiro ou de “romances”. Se você quer ser um roteiristas, provavelmente já deve ter baixado algum desses apps de que vou falar. Ou está um pouco perdido. Vou listar os que eu uso, já usei e os que acho que valem a pena mencionar porque sei que alguém usa.

Nigel Goodman é roteirista profissional desde 2009, mas já escrevia roteiros antes de começar a receber por eles, antes de ser trabalho. De lá pra cá, escreveu um montão de coisas que você pode ver aqui. Também escreveu um livro, Entrevista com a Pedra e outros contos, publicado pela Editora Patuá em 2011 (hoje disponível apenas em ebook), está na antologia Vias Obscuras da Editora Pesadilla e já teve alguns contos publicados em revistas.

(mais…)

Desativar atualizações automáticas = maior duração da bateria?

Usar o iPhone SE, com sua bateria pequenininha e um monte de apps e o próprio iOS mais ineficientes a cada atualização, tornou-me um observador obsessivo, digo, atento ao consumo de energia do celular.

Encare esta observação com um pé atrás, pois absolutamente informal: sinto que desativar as atualizações automáticas do sistema e aplicativos, incluindo os avisos da disponibilidade de novos pacotes, estende um tanto a duração da carga. Em repouso, praticamente não observo gasto energético.

Isso, claro, se soma a outras medidas como limitar atualizações em segundo plano. E entendo o risco de abrir mão dos avisos e atualizações automáticas. Abrir a App Store uma ou duas vezes por mês para ter bateria nos momentos em que precisar vale o esforço. (Como se eu já não fizesse isso antes, com as atualizações automáticas ligadas; a quem eu quero enganar!?)

Pode ser efeito placebo ou outro fator em que não reparei.

O problema do SafetyCore, app que “brotou” em celulares Android

Seu celular é Android? Se sim, é provável que tenha aparecido um novo app aí chamado SafetyCore. Anunciado pelo Google em outubro de 2024, a empresa expandiu sua disponibilidade por esses dias.

O SafetyCore se destina a dispositivos que rodam Android 9 ou posterior, ocupa ~2 GB do armazenamento e, segundo o Google, “fornece infraestrutura comum que apps podem usar para proteger os usuários de conteúdo indesejado”. Ainda segundo a documentação (somente em inglês), “a classificação do conteúdo roda exclusivamente no dispositivo e os resultados não são compartilhados com o Google”.

Quase ninguém lê avisos, alertas, quiçá a documentação de um app ou sistema operacional. O que não passa batido é um novo ícone entre os apps do celular que “brota” da noite para o dia. O SafetyCore é motivo para preocupação?

(mais…)

“Novos” atalhos no teclado do velho macOS

Eu adoro e faço bom uso de atalhos no teclado, o que me leva a aprendê-los com grande interesse e a “treinar” seus usos a fim de assimilá-los à minha rotina. Isso explica, também, meu apreço pelo macOS e seus atalhos globais — alguns são complicados à primeira vista, um problema menor que é compensado pela uniformidade.

Mesmo usando o macOS há mais de dez anos, descobri dia desses, nesta lista, alguns novos (para mim).

Por exemplo, Command + Shift + /, um atalho para a busca nas opções do menu do aplicativo em foco. (Esse é outro recurso muito maneiro do macOS.) Em apps com muitas opções, como editores de vídeo, áudio e planilhas, às vezes é mais fácil usar essa busca do que fuçar nos menus. Agora consigo acioná-la sem tirar as mãos do teclado!

Os “novos” atalhos mais úteis, porém, são os das caixas de diálogo para salvar/descartar alterações em arquivos.

Até agora, eu só conhecia o Return para confirmar a opção em destaque (o botão azul). Quando queria apagar o arquivo ou descartar as alterações, precisava do mouse. Não mais:

  • Command + Backspace apaga o arquivo.
  • Command + D descarta as alterações/não salva o arquivo.

Bônus: o atalho Command + . (ponto final) cancela a opção. (É o mesmo resultado de apertar a tecla Esc, que me parece mais fácil.)

A lista é enorme e recheada de atalhos pouco óbvios. No mesmo site há outra de ferramentas de linha de comando para o macOS e 40 dicas para o iOS.

Um plugin para WordPress que exporta posts e páginas do site/blog para um arquivo em Markdown compatível com o Bear Blog — e, provavelmente, geradores de sites estáticos. Se preferir, também dá para baixar o arquivo como becape.

LocalSend é um AirDrop multiplataforma, gratuito e de código aberto

Ícone do LocalSend: círculo verde com contorno pontilhado na mesma cor.

O AirDrop é um dos recursos mais legais da alardeada integração entre dispositivos da Apple. O Android ganhou algo parecido recentemente, o QuickShare, mas que não resolve o problema de quem precisa transferir arquivos entre dispositivos com sistemas diferentes — de um iPhone para um Android, por exemplo.

É aí que entram soluções de terceiros como o LocalSend, com aplicativos para Android, iOS, Linux, macOS e Windows.

Após instalar os clientes (apps), basta deixar os dispositivos na mesma rede para transferir arquivos, diretórios inteiros, textos e até o conteúdo da área de transferência.

As transferências com o LocalSend são criptografadas de ponta a ponta. Os apps são gratuitos, de código aberto e sem anúncios. É daquelas pérolas do FOSS.

Como nada é perfeito, você talvez estranhe a interface em dispositivos diferentes do Android. Isso acontece por ele ser desenvolvido com o Flutter, um SDK do Google que, não sei se por padrão ou por desleixo dos desenvolvedores, resulta em apps que não se adaptam direito aos paradigmas e identidade visual de cada plataforma.

O importante é que o LocalSend cumpre o que promete e pode ser uma salvação em casas, escritórios e empresas em que se usam dispositivos diversificados.

Se preferir algo mais direto, que precisa de internet, mas dispensa a instalação de um aplicativo, vale dar uma olhada no SnapDrop.

MOS estende rolagem suave/cinética do macOS a qualquer mouse

Ícone do MOS: um círculo roxo com semi-círculos azuis e um ponto verde, contra fundo escuro.

O maior (único?) problema em usar outro mouse que não o da Apple no macOS é a perda da rolagem suave, também chamada de “rolagem cinética”.

Talvez seja um detalhe bobo, mas um tão agradável que sinto falta quanto não está disponível.

Anos atrás, quando troquei o trackpad do notebook por um mouse barateza, encontrei a solução em um aplicativo esquisito, gratuito e de código aberto, chamado MOS.

(mais…)

Como evitar golpes financeiros via ligações — e até se divertir com eles

Desenho de um homem branco, cabelo curto escuro, com a expressão fechada, vestindo terno e gravata, falando ao telefone.

por Sommelier de Golpe

É raro um texto ser publicado aqui sem assinatura (o nome de quem o escreveu), mas acontece. O sommelier de golpes pediu para permanecer anônimo a fim de não atrair a ira de golpistas que porventura chegarem até aqui. (Se você for um golpista, ponha a mão na consciência e saia dessa vida!!)

Se você lê o Manual do Usuário, é provável que esteja atento aos golpes online. Deve já ter avisado os familiares e amigos e, quando recebe uma mensagem ou chamada do tipo “identificamos uma compra de um iPhone 12 Max na sua conta”, já saca que não é legítimo e evita qualquer prejuízo. (Afinal, como é que o banco ia saber exatamente o item comprado por você, né?)

Senti-me compelido a virar “sommelier de golpe” depois que algumas pessoas queridas se tornaram vítimas. São pessoas inteligentes, estudadas, afeitas a tecnologia, mas que foram pegas em um momento de fragilidade qualquer e foram seduzidas pela lábia dos golpistas.

O sucesso dos fraudadores, na minha análise, é uma mistura de gatilhos de marketing, entendimento dos fluxos de atendimento do telemarketing (tanto “turnover” ia acabar tendo efeitos colaterais) e vulnerabilidades emocionais que todos nós passamos em um dia ou outro.

Decidi atender a todos os golpistas que me ligam sempre que possível. Se não estivesse num momento ruim e com tempo sobrando, conversaria até onde conseguisse. Cada minuto ao telefone comigo, na condição de pessoa que entende da lógica do golpe e que se dispõe a estar atenta ao longo da conversa, seria um minuto a menos ao telefone com alguém mais vulnerável.

Virei sommelier de golpe por curiosidade também e, com o tempo, por pura farra: queria ocupar o tempo dos golpistas na condição de alguém que não cairia no golpe. De quebra, queria entender um pouco mais da engenharia social usada por eles para conseguir me antecipar e precaver pessoas próximas (e você, agora!) sobre como não cair em armadilhas.

(mais…)

Meta AI no WhatsApp: Privacidade e desativação da inteligência artificial

Para muita gente, a Meta AI que pipocou no WhatsApp é a primeira interação com IA generativa. O encontro tem causado algumas frustrações e gerado ansiedade.

Sem rodeios: não é possível desativar a Meta AI.

Poderia ser, mas não é do interesse da Meta, que quer, com esse movimento, tomar a dianteira na corrida da IA generativa. Acostume-se com aquela rodinha colorida na busca.

Há relatos de que dá para remover a bolinha que aparece no topo da tela, ao lado dos botões de câmera e iniciar conversa. A opção Mostrar botão Meta AI estaria na área Conversas, nas configurações do WhatsApp. Aqui, porém, não a encontrei. / idec.org.br

Neste site, é possível impedir o uso de interações com a Meta AI para treinar as IAs da Meta.

Note que conversas pessoais e em grupos são criptografadas de ponta a ponta e não são usadas para esse fim. A solicitação acima diz respeito apenas a conversas com a Meta AI e a mensagens em que a IA é invocada em um grupo. / faq.whatsapp.com

Curioso que esse comportamento acabou sendo uma frustração para alguns, como o Gustavo. Não dá para agradar a todos. / manualdousuario.net/orbita