A partir de 30 de junho, todos os aplicativos da App Store que oferecem contas aos usuários terão que oferecer meios para que eles excluam suas contas dentro do próprio aplicativo. E esses meios deverão “ser fáceis de achar”.

Às vezes, a mão de ferro da Apple no controle da App Store gera resultados positivos. Via 9to5Mac (em inglês).

A Apple mexeu na configuração padrão do Safari no macOS 12.4. Estava perdendo alguns cabelos tentando entender por que ele não abria uma série de sites — notadamente, a versão clássica do Reddit — até descobrir isso.

A “culpada” é uma configuração do próprio Safari. Em Privacidade, o item Ocultar endereço IP de rastreadores vem ativado por padrão no macOS 12.4. Bastou desmarcá-lo para que os sites voltassem a abrir normalmente.

O mesmo ocorre no Mail, onde a opção se chama Ocultar Endereço IP. Por padrão, não carrego imagens/elementos externos ao abrir uma mensagem. Com essa opção ativada, quando clico no botão para carregá-los, nada acontece. Basta desmarcá-la para que o Mail volte a se comportar normalmente.

As duas opções do Safari e do Mail são versões restritas aos respectivos aplicativos da Retransmissão Privada, ainda em beta, que, segundo a Apple, “oculta seu endereço IP e a atividade de navegação no Safari, além de proteger seu tráfego não criptografado na internet. Assim, ninguém pode ver quem você é e que sites visita, nem mesmo a Apple”.

É uma espécie de Tor nativo, embutido no sistema, condicionado ao iCloud+, a versão paga do serviço de nuvem da Apple. Saiba mais aqui.

Na tela de ativação global do recurso, na área ID Apple, dentro das preferências do macOS, a Apple avisa que “alguns sites podem apresentar problemas, como mostrar conteúdo de região incorreta ou exigir passos adicionais para início de sessão”.

Alguém poderia dizer que foi combinado (não parece ser o caso): com um dia de diferença, Apple e DuckDuckGo lançaram novas campanhas publicitárias nos Estados Unidos que atacam o modelo de negócio do Google, ou seja, a venda de dados pessoais via “leilões” de anúncios.

Na peça do DuckDuckGo (acima), um homem com uma camiseta do Google aparece ao lado de pessoas mexendo em seus celulares, observando o que se passa na tela. Ao fundo, toca Every breath you take, do The Police, que no refrão diz algo como “eu estarei de vigiando”. (Nunca havia reparado que essa letra é meio… assustadora?)

Pelo Twitter, o DuckDuckGo informou que o comercial será veiculado em +5 mil rádios norte-americanas e, em vídeo, em plataformas de streaming e na TV, em horário nobre e nos intervalos dos jogos da NBA e MLB (beisebol).

A da Apple mostra um leilão tradicional dos dados pessoais da Ellie, personagem do filme. Ao final, quando ela começa a ativar os recursos de privacidade do iOS, seus dados pessoais (representados fisicamente), os participantes e até o leiloeiro viram pó. Via @DuckDuckGo/Twitter (em inglês).

A Apple fez uma alteração no sistema de assinaturas de aplicativos da App Store. A partir de agora, desenvolvedores poderão aumentar os preços sem precisar da confirmação do assinante para manter a assinatura valendo.

Parece ruim, mas… não é tão ruim quanto parece?

Segundo a Apple, a renovação automática com aumento de preço só poderá ser feita uma vez por ano e não deverá exceder US$ 5 ou 50% do valor (ou US$ 50 ou 50%, no caso de assinaturas anuais). A prática, obviamente, deve ser legalmente permitida no país do assinante. Antes do aumento passar a valer, a Apple notificará o usuário via e-mail, notificação e com uma mensagem dentro do aplicativo. Também serão enviadas notificações ensinando o assinante a acessar, gerenciar e cancelar assinaturas.

Até agora, quando um aplicativo aumentava o preço da assinatura vigente, o assinante precisava confirmar (“opt-in”) o aumento, ou seja, a renovação de acontecer automaticamente. A Apple alega que esse sistema “levava alguns serviços a serem interrompidos sem que os usuários assim desejassem e eles tinham que refazer a assinatura”. Via Apple (em inglês).

A Apple liberou as versões finais do iOS/iPadOS 15.5 e do macOS 12.4. De novidades, pouca coisa: melhorias no problemático aplicativo Podcasts para o iOS/iPadOS e ajustes na webcam do Studio Display no macOS.

O mais importante dessas atualizações incrementais são os remendos. No iOS/iPadOS, são quase 30 correções; no macOS, mais de 50.

Parece até atualização do Windows nos anos 2000. É o preço que se paga pela popularidade? Ou está rolando um desleixo por parte da Apple? Via Apple, 9to5Mac (ambos em inglês).

Como Juliette chegou ao 1º lugar no iTunes em 63 países graças a plano de fãs e doações via Pix

Como Juliette chegou ao 1º lugar no iTunes em 63 países graças a plano de fãs e doações via Pix, por Braulio Lorentz no G1:

O G1 conversou com a equipe do Juliette Charts, o principal perfil responsável pelas ações que levam músicas da cantora ao topo do iTunes.

No Twitter e no Instagram, eles pedem doações por Pix e fãs da cantora enviam entre R$ 1 e R$ 10. Toda quantia arrecada, cerca de R$ 3 mil para cada música escolhida, é transferida para pessoas que vivem fora do Brasil, membros de fã-clubes parceiros ou fãs da própria Juliette.

Fascinante.

Diz a Lei de Goodhart: “Quando uma medida torna-se uma meta, ela deixa de ser uma boa medida.”

A Apple decretou o fim do iPod nesta terça (10). Em um comunicado à imprensa, a empresa disse que o iPod Touch de 7ª geração será vendido enquanto durarem os estoques. Depois disso, só restará “o espírito do iPod” nos demais produtos da empresa, o eufemismo poético que Greg Joswiak, VP de marketing global da Apple, usou para se referir ao fim da linha.

O iPod foi importante no renascimento da Apple no início dos anos 2000, porém acabou eclipsado pelo iPhone, lançado em 2007 — o celular foi apresentado como um “3-em-1” que unia telefone, navegador web e o iPod em um dispositivo.

O iPod Touch de 7ª geração foi anunciado em 2019, quatro anos depois da sexta geração. Já chegou defasado, com o chip A10 Bionic, o mesmo do iPhone 7 de três anos antes. Era uma relíquia que, à exceção de alguns poucos aficionados, não fará falta.

A esses, a loja brasileira da Apple ainda tem estoque de iPod Touch. Os preços começam em R$ 1,6 mil para o modelo de 32 GB. Via Apple (em inglês).

Uma pequena polêmica emergiu na App Store semana passada. Aplicativos há muito não atualizados passaram a ser removidos da loja da Apple a menos que o desenvolvedor atualizasse-o, uma medida, segundo a Apple, para manter o nível de qualidade dos aplicativos oferecidos a seus usuários.

A Apple mira “apps que deixaram de funcionar conforme o esperado, que não seguem as orientações atuais de análise ou que estão desatualizados”, mas a nova política acabou afetando aplicativos perfeitamente funcionais, mesmo sem atualizações há anos, o que gerou algumas reclamações em redes sociais.

Em resposta, a Apple esclareceu que a política só se aplica a aplicativos que não foram baixados ou “baixados pouquíssimas vezes” nos últimos 12 meses, e estendeu o prazo para contestação de 30 para 90 dias. Via Macrumors, Apple (ambos em inglês).

Enquanto certas empresas parecem ter batido no teto, outras dão a impressão de que o céu é o limite. Nesta quinta (28), a Apple divulgou seus resultados do segundo trimestre fiscal de 2022. Foi um recorde para o período e o terceiro melhor trimestre da história, com receita de US$ 97,3 bilhões, alta de 9%.

Dois dados se destacam. Primeiro, a quantidade de “assinantes”, ou consumidores que geram receita recorrente. Já são 825 milhões, crescimento de 25% em um ano. Analistas estimam que daqui a 15~16 meses a empresa chegará ao bilhão de clientes pagantes.

O outro é a renascença do Mac, impulsionada pelos chips M1, desenvolvidos pela própria Apple, que começou a substituir os Intel em novembro de 2020.

A Apple faturou US$ 10,4 bilhões em computadores no período. Tim Cook, CEO da empresa, disse que “os últimos sete trimestre do Mac estão no ranking dos sete melhores trimestres da história do Mac”.

E parece haver potencial para mais. Na conferência com acionistas, Luca Maestri, CFO da Apple, disse que metade dos Macs vendidos no período foram comprados por gente que não usava computadores Apple anteriormente.

Outro dado: de acordo com a consultoria Counterpoint Research, o mercado global de computadores encolheu 4,3% no primeiro trimestre do ano. A Apple foi uma das poucas exceções, com crescimento de 8% no período. Via 9to5Mac, @asymco/Twitter (2), Macrumors, Counterpoint Research (todos em inglês).

O KeePassXC é ótimo no macOS, mas para quem usa o Safari ele tem um problema chatinho: não preenche automaticamente as senhas no navegador.

Existem aplicativos alternativos que suprem essa lacuna e mantêm compatibilidade com os arquivos *.kdbx, como o Strongbox e o MacPass. Esse último, gratuito e de código aberto, há muito estava defasado, sem compatibilidade com as últimas versões do macOS (Big Sur e Monterey) nem com os chips M1, da Apple.

Não mais. Em fevereiro, o MacPass foi enfim atualizado (versão 0.8) e voltou a funcionar sem sustos nas últimas versões do macOS. Digo, quase: uma mini-atualização, a 0.8.1, foi lançada às pressas para sanar uma falha que travava o app quando se tentava salvar alterações no banco de dados.

O ícone do MacPass ainda não segue o padrão estabelecido no Big Sur, mas… né? Detalhes. Baixe a última versão aqui ou, usando o Homebrew, instale-o com o comando brew install --cask macpass.

A Apple liberou uma pequena, mas importante atualização na sexta (1º) para o iOS, iPadOS (15.4.1) e macOS (12.3.1). No iOS/iPhone, ela corrige uma falha que fazia o celular consumir mais bateria que o normal. Nos três sistemas, tapa duas falhas do tipo “dia zero” que, segundo a empresa, já estavam sendo exploradas.

Em 2022, a Apple já corrigiu cinco falhas do tipo “dia zero” — preocupantes porque expõem os sistemas a ataques antes mesmo que a Apple saiba que elas existem. Via BleepingComputer, Apple (ambos em inglês)

A interoperabilidade para aplicativos de mensagens vem aí

Uma das determinações do Digital Markets Act (DMA), a nova lei europeia gestada com o objetivo de conter o poder da big tech e restabelecer a competitividade no setor, e que deve entrar em vigor no final de 2022, é a exigência de interoperabilidade entre aplicativos de mensagens das empresas enquadradas como “gatekeepers”, aquelas com valor de mercado superior a € 75 bilhões ou que tenham faturamento anual de € 7,5 bilhões ou mais na União Europeia.

(mais…)

No ritmo do coração (ou CODA, no original em inglês) arrebatou a estatueta do Oscar de melhor filme. Um feito histórico: foi a primeira vez que um filme lançado no streaming levou a principal categoria da premiação norte-americana. Mas… de qual streaming?

Resposta curta? Do Apple TV+. Em muitos países, como os Estados Unidos, Austrália, Alemanha e França, No ritmo do coração só está disponível no streaming da Apple. Mas em outros, não. No Brasil, por exemplo, ele está disponível no Prime Video, da Amazon, e pode ser alugado na Apple e no Google.

Isso acontece porque o filme não foi feito originalmente para o serviço da Apple; ele foi comprado por US$ 25 milhões após estrear no Festival de Sundance, em 2021. Só que antes disso, os direitos de distribuição internacional já vinham sendo negociados, o que criou tal situação, já que reverter esses acordos é complexo e, em alguns casos, inviável. Via Variety (2) (em inglês).

Atualização (16h15): O post foi editado para esclarecer que, para todos os efeitos, No ritmo do coração é um original Apple TV+, mesmo não estando em exibição no streaming da Apple em alguns países, como no Brasil.

Topei com o vídeo acima, que compara os chips M1 Ultra e M1 base da Apple, em um Mac Studio e Mac mini, respectivamente, em diversas tarefas. Chama a atenção o fato de que na maioria dos testes a diferença em preço e números frios não se traduz em ganhos de velocidade. O Mac Studio com M1 Ultra custa quase cinco vezes mais que o Mac mini base (R$ 47 mil contra R$ 8,4 mil).

Curioso com os resultados, peguei um dos benchmarks focados em processamento bruto, o Cinebench, e rodei eles no meu próprio notebook, um MacBook Pro de 2015, com um Core i5 de 5ª geração. Os resultados:

Multi-core
M1 Ultra: 24.157
M1 (Mac mini): 7.779
Core i5 (5ª geração): 1.944

Single-core
M1 Ultra: 1.534
M1 (Mac mini): 1.469
Core i5 (5ª geração): 757

O velho Core i5 da Intel foi obliterado em multi-core, mas é “só” 50% mais lento em atividades single-core.

Como disse o leitor Gabriel Arruda, para uso comum um Mac Studio Ultra e MacBook Air (ou Mac mini) são exatamente a mesma coisa.

Não à toa, no vídeo o poder do Mac Studio só aparece em sua plenitude em atividades bastante específicas, como quando o youtuber exporta vídeos em 8K com vários filtros e recursos avançados.

A Apple atualizou o aplicativo do Apple TV+ no Google TV e Android TV e removeu o recurso de aluguel e compra de vídeos. Segundo fontes da Apple que falaram a John Gruber, do blog Daring Fireball, o que motivou tal degradação nesses aplicativos do Apple TV+ foi o fim de um acordo com o Google que isentava a Apple de pagar taxas da Play Store — a mesma que a Apple defende ser válida na sua App Store e arrastou a empresa para uma barulhenta disputa judicial com a Epic Games, do jogo Fortnite.

Até aí, como observa Gruber, tudo certo: a Apple agiu como orienta desenvolvedores insatisfeitos com a taxa da App Store a agir, ou seja, tirou a venda digital de circulação da loja de aplicativos do Google. O problema é que, no lugar dos botões de compra e aluguel, a Apple colocou um tutorial ensinando os usuários a comprarem e alugarem esses itens em seus dispositivos Apple ou na web. As diretrizes da App Store proíbem esse tipo de abordagem. Via FlatpanelHD, Daring Fireball (ambos em inglês).