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F-Droid 2.0

A F-Droid, loja de aplicativos Android livres e de código aberto (FOSS, na sigla em inglês), ganhou a sua primeira grande atualização desde que foi lançada, há dez anos.

O longo intervalo entre as duas versões se nota no F-Droid 2.0: o aplicativo exibe um visual mais moderno, com novos recursos e se aproveita de melhorias recentes no Android (motivadas por órgãos reguladores) para aproximar a experiência à da Play Store na instalação e atualizações de aplicativos.

Foi feito um trabalho intenso para melhorar a descoberta de aplicativos. A loja passa a ter sub-categorias, a pesquisa agora consulta as descrições dos apps e traduções, há novas opções de filtragem e, na página inicial, listas dinâmicas e destaque às categorias.

O comunicado detalhando as novidades é enorme — e vale a leitura, se o inglês não for obstáculo.

Eu uso a F-Droid no meu tablet e a acho maravilhosa. Nunca tive problemas com a linha 1.x; ainda assim, o F-Droid 2.0 é, à primeira vista, uma atualização sem pontos negativos, mesmo que imperfeita: alguns recursos de privacidade pouco usados foram removidos e melhorias no “Por perto”, para compartilhar aplicativos presencialmente sem depender da internet, não entraram nesta versão.

Dica: existe uma variante do aplicativo da F-Droid, chamada F-Droid Básico, que remove alguns recursos e adota métodos mais modernos à custa da retrocompatibilidade. (O Básico exige Android 13; o F-Droid comum, Android 7 e a clássica, ainda disponível, Android 4.4.)

Gadgetbridge simplifica a relação entre o celular e relógios e pulseiras fitness

Colocar um relógio ou pulseira “inteligente” no pulso pressupõe instalar um aplicativo no celular. Faz sentido, considerando a tela diminuta desses dispositivos.

O problema é que tais aplicativos costumam fazer mais do que se esperaria de um do tipo. O da Huawei, por exemplo, tem uma loja de faces para o relógio e treinamentos por inteligência artificial e sabe-se lá mais o que ele faz nos bastidores. O da Apple (Fitness), que é dos mais calminhos, reserva local de destaque para o botão do Fitness+, assinatura paga para ter acesso a aulas gravadas.

A IA, aliás, tem se alastrado nos aplicativos que acompanham os relógios. (Daqui em diante, entenda “relógios” como “relógios e pulseiras”.) As principais empresas do setor jogaram suas respectivas IAs nos aplicativos de saúde para dar sentido à tonelada de dados que os relógios coletam e armazenam no celular. Que elas “alucinem” parece ser (mas não deveria) mero detalhe.

Existe uma saída (que eu conheça, pelo menos) que não passa por esses aplicativos oficiais. E apenas se você tiver um celular Android. É o Gadgetbridge.

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degr° 
degr.app

Um protetor de tela que exibe, em números garrafais, a temperatura e/ou a hora contra um fundo preto. Há 30 opções de fontes, combinações diversas e uma opção que move os píxeis um pouquinho vez ou outra para evitar “burn-in” em telas OLED. Gratuito, para macOS e Windows.

Este utilitário desliga o monitor do MacBook quando este se conecta ao monitor externo

Pode colocar na lista de coisas triviais que o macOS inexplicavelmente não faz: desligar o monitor do notebook quando este se conecta a um monitor externo.

O que eu fazia até ontem era, com a ajuda de um utilitário — o MonitorControl —, reduzir o brilho do monitor embutido ao máximo. Ele fica efetivamente desligado, mas ainda ativo, o que significa que o mouse “vaza” para a escuridão e a depender da configuração dos monitores, a Dock fica oculta no monitor sem brilho.

Por acaso topei com um aplicativozinho gratuito do Jeremy Kanter, com o sugestivo nome One Display, que desliga (de verdade) o monitor embutido assim que o notebook é conectado a uma tela externa.

Para a minha surpresa, funciona!

Existem só duas opções no One Display:

  1. Abrir junto com o sistema (Start at login).
  2. Atalho no teclado para ativar e desativar o monitor do notebook. O padrão é Control + Command + B.

No mundo (ou sistema operacional) ideal, essa funcionalidade é nativa. Sei que o ambiente gráfico Plasma, do KDE, faz isso. No macOS, para o lamento das pessoas que preferem trabalhar com apenas um monitor, não é uma prioridade, pelo visto.

Gnome 51 “A Coruña”

Nesta quarta (16), foi lançada a versão estável do Gnome 51, o famoso ambiente gráfico para Linux. (Vídeo de divulgação.) O destaque fica para melhorias em desempenho e gráficos. Não sei se já era padrão, mas esbocei um sorriso ao ver que o Sushi é um aplicativo padrão e foi portado para GTK4. Ele exibe o conteúdo de arquivos ao apertar a tecla Espaço no gerenciador de arquivos — similar ao Quick Look do macOS.

Infelizmente a nova camada sobreposta dos resultados da busca, que estava prevista para o Gnome 51, ficou de fora.

Jellyfin 12

Após várias versões de testes, o Jellyfin 12 foi lançado nesta segunda (7). Esta é a aplicação para o servidor, que outros dispositivos acessam para exibir os vídeos, músicas e outras mídias digitais armazenados. Ela também conta com um cliente acessível pela web.

O versionamento mudou e esta nova tem um punhado de alterações de quebra (“breaking changes”) e cuidados pré-instalação. Super recomendável ler todo o anúncio da nova versão — está em inglês; uma tradução automática deve bastar.

Todos esses obstáculos vão desaguar em muitas correções e melhorias. Nas visíveis, destacam-se o suporte a múltiplas versões de um mesmo episódio, melhorias para livros e quadrinhos digitais e recomendações, suporte a plugins que expandem a pesquisa e o leiaute moderno como novo padrão. O registro de alterações é quilométrico.

LibreOffice bate recorde de downloads após declarar não ter recursos de IA

O LibreOffice 26.8, lançado em 26/8, tornou-se a atualização mais popular do software, uma alternativa livre ao Microsoft Office disponível há quase duas décadas. Em uma semana, o instalador foi baixado mais de 1 milhão de vezes — sem contar as atualizações via repositórios de distribuições Linux.

Alguém poderia dizer que as melhorias no sistema de escrita e na tipografia são uma sensação entre ONGs, órgãos governamentais e escritórios que usam o LibreOffice. Coloco as minhas fichas em um “não recurso”, porém: a declaração de que o LibreOffice não traz recursos de inteligência artificial generativa devido à (falta de) privacidade da tecnologia.

Um dia depois de celebrar o recorde de downloads e a ampla repercussão, a The Document Foundation (TDF), que gere o software, detalhou o posicionamento em um post intitulado “Sim, não ter IA é um recurso agora”.

O texto, assinado por Italo Vignoli, diz que a TDF “não rejeita a inteligência artificial de pronto”, mas que a tecnologia ainda não atende a uma lista exaustiva de princípios para ser incluída como padrão. Os tais princípios são:

  • Execução controlada pelo usuário.
  • Nenhum conteúdo pode deixar o computador sem autorização.
  • Sem telemetria de qualquer natureza.
  • Sem dependência de um único fornecedor.
  • Sem comprometimentos ao formato [de arquivos].
  • Totalmente opcional.

Por ora, a TDF recomenda plugins da comunidade para integrar IA ao LibreOffice.

O posicionamento distinto da TDF “não tem quase qualquer relação com a tecnologia”, prossegue o texto antes de cutucar rivais que pularam de cabeça na IA. Para a fundação, a IA “justifica aumento de preços e intensifica a manutenção de todos os documentos dentro da própria infraestrutura” da empresa, que depende da venda de assinaturas.

O detalhamento da The Document Foundation pode decepcionar quem entendeu a declaração no lançamento do LibreOffice 26.8 como um manifesto anti-IA.

Quaisquer que sejam os motivos, o caso do LibreOffice 26.8 responde a uma dúvida que eu e outros temos desde 2023: se todo o mercado agora oferece IA embutida em softwares de toda sorte, será que não há espaço para alternativas *sem* IA se destacarem? Aparentemente, sim.

Novo Audacity 4 parece bom demais

O aguardado Audacity 4.0.0 finalmente foi lançado. A nova grande versão do editor de áudio parece boa demais: uma atualização que moderniza a interface e a experiência de uso, traz novos recursos úteis e tudo isso sem desrespeitar o legado do software.

Digo “parece muito boa” porque ainda não testei, só vi o site (lindão) e o vídeo de apresentação. E gostei do que vi!

As mudanças em ferramentas básicas diminuem o engessamento na edição que existia até o Audacity 3.X. Ações comuns, como arrastar trechos de áudio antes ou depois de outros trechos, a ferramenta “gain envelope” e a novíssimas ferramenta de divisão (“split tool”) economizarão muitas horas na vida de quem trabalha com áudio no Audacity.

A interface ficou bonitona, algo inédito na história do Audacity. O novo padrão é escuro, alinhado à categoria de softwares de edição multimídia, mas os tradicionalistas têm um tema baseado no do Audacity 3.X como alternativa. Ícones bonitos, apresentação de filtros redesenhada e pré-definições de leiaute (“workspaces”) completam o pacote.

Debaixo do capô, o Audacity 4.0.0 migra para o framework Qt 6, o que ajuda na modernização da interface e deixa o software mais “em casa” em sistemas operacionais modernos. A retrocompatibilidade com projetos do antigo Audacity está garantida. É difícil encontrar pontos negativos nesta atualização. Espero manter essa opinião após passar um tempo mexendo nela.

O Audacity 4.0.0 continua livre e de código aberto (licença GPLv3) e disponível para Linux (AppImages para x86 e ARM), macOS (Apple Silicon e Intel) e Windows (x86 e ARM). Baixe-o aqui.

Um truque legal da extensão e aplicativos do Wallabag

Escolher um serviço do tipo “para ler depois” implica em escolher certos recursos. O nosso Readeck é sensacional na web e tem aplicativos para Android e iOS bem ruins. O Wallabag, que aposentamos no PC do Manual devido à redundância, tem uma versão web chinfrim e aplicativos ruins, mas o do Android funciona é menos pior que o do Readeck. E funciona suave em telas E-Ink.

Por isso, quando recebi meu tablet Android com tela E-Ink, subi uma instância do Wallabag no servidor de casa e passei a usá-lo. Abri mão da versão web bonitona do Readeck para ter um aplicativo para Android decente. Escolhas.

O uso contínuo do Wallabag revelou algumas surpresas que desconhecia. A melhor delas está nos aplicativos.

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Elevando a qualidade dos aplicativos: redução no uso de memória e migração de dispositivo aperfeiçoada 
android-developers.googleblog.com

A partir de fevereiro de 2027, o Google imporá regras mais rígidas para o consumo de memória de aplicativos distribuídos pela Play Store. É uma boa notícia com uma justificativa zoada: o encarecimento e a escassez de memórias em dispositivos como celulares devido ao uso intensivo delas em centros de dados de IA.

Pacific Block, bloqueador de imagens e vídeos para o Safari, ganha suporte ao Atalhos

Ícone da extensão Pacific Block.Já citei de passagem, algumas vezes, a extensão Pacific Block, para o Safari. Ela é do tipo bloqueador de conteúdo, mas em vez de anúncios e rastreadores, bloqueia imagens, áudios e vídeos. É ótima para economizar dados da franquia da operadora (como clientes do Vivo Easy legado) e agilizar a navegação em conexões instáveis.

Em novembro de 2025, sugeri um recurso ao Jeremy, desenvolvedor da Pacific Block: integração com o aplicativo Atalhos, para criar automações. Ele apareceu na versão 1.8, lançada no dia 15.

Funciona! Digo, passou a funcionar quatro dias depois, com a correção liberada na versão 1.9.

Criei uma automação no Atalhos do jeito que imaginei há um ano: ao desconectar de qualquer rede Wi-Fi, ative os dois bloqueios (imagens e áudios/vídeos) no Pacific Block. Conectou-se a uma rede Wi-Fi? Libere ambos.

Ainda preciso fazer alguns ajustes. Estive conectado a uma rede sem fio instável dia desses e notei que as automações disparavam o tempo todo, a cada vez que o iOS perdia a conexão e a retomava logo em seguida. Acho que adicionar uns dois minutos de espera entre as mudanças e/ou condicionais (se… então) deve resolver.

A extensão Pacific Block é uma compra universal de R$ 19,90 na App Store.

Cove 
cove.run

“A maneira mais tranquila de rodar o WordPress localmente.” É assim que o Cove se apresenta. Trata-se de uma aplicação em linha de comando que sobe sites locais com HTTPS automático, login como administrador com um clique e integração com o Cloudflare Tunnels. Para Linux, macOS e Windows (WSL2).

GRAM, um editor de código sem IA baseado no Zed 
gram-editor.com

O Gram se apresenta como “um editor de código para símios humanóides e sapos mal-humorados”. Na real, é um fork (derivado) do Zed, sem toda a parte de agentes de IA e com termos de uso não draconianos. E tem um sapo como mascote. Estou no time dos que seguem satisfeitos com o Sublime Text, mas é bom termos opções. FOSS e gratuito; para Linux e macOS.

Qual a maneira de ver a previsão do tempo que consome menos memória do computador?

Em um post no blog Windows Latest, Abhijith M B alerta que o aplicativo de previsão do tempo do Windows 11 consome até 1,2 GB de memória (RAM) do computador. É bastante, sim. Para situar esse excesso, ele o compara ao do macOS, cujo aplicativo equivalente consome em média 20% do do Windows.

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