Evolução da AltStore PAL

A AltStore, que mantém uma loja de aplicativos alternativa para iOS, recebeu um investimento de US$ 6 milhões e, com ele, trouxe ótimas notícias, das quais destaco duas:

  • Abertura de uma instância no fediverso (Mastodon) combinada com uma injeção de US$ 500 mil em vários projetos relacionados ao fediverso.
  • Planos de expansão da AltStore PAL para além da União Europeia ainda em 2025, incluindo o Brasil (a depender, obviamente, do cenário legal por aqui).

O iOS 26 habilitou o RCS no iPhone brasileiro. (Ao menos na Vivo.) Fiz um teste (obrigado, Caique!) após atualizar o sistema e tudo funciona, aparentemente: recibos de leitura, status de digitação, reações e envio de imagens em alta resolução.

Offline Translator funciona offline graças ao uso dos modelos de tradução da Mozilla

Ícone do Offline Translator: caractere japonês e letra “A” contra fundo salmão.

Sim, é verdade: a Mozilla está metida com esse negócio de inteligência artificial. Apesar do desgosto de parte dos usuários do Firefox, nem tudo são mãos com sete dedos.

Uma das primeiras iniciativas da Mozilla em IA generativa foi desenvolver modelos de tradução eficientes a ponto de rodarem no próprio dispositivo. O recurso já existe no Firefox e está disponível para quem quiser usar.

É a melhor tradução do mundo? Longe disso, mas quebra o galho quando trombamos com uma palavra esquisita ou caímos em uma página escrita em idioma desconhecido.

David Ventura pegou os modelos de tradução da Mozilla e os empacotou em um aplicativo para Android. Melhor desenvolvedor que marketeiro, batizou-o de Offline Translator.

O principal chamariz e diferencial para o Google Tradutor é que as traduções acontecem no próprio dispositivo, localmente. Em outras palavras, o texto não é enviado à nuvem para ser traduzido.

Além de trabalhar com frases digitadas pelo usuário, o Offline Translator oferece OCR (traduz textos presentes em imagens) e faz a transliteração de idiomas não-latinos.

Ao todo, são 52 idiomas suportados. Deve-se fazer o download dos modelos/idiomas desejados de antemão (o tamanho varia de 30–60 MB cada). Em celulares que oferecem o recurso, os modelos podem ser baixados na memória externa (cartão microSD).

O Offline Translator é gratuito e tem o código aberto. Está disponível para baixar apenas na loja F-Droid.

Assinaturas do Substack pelo app do iOS: Preços inflados e nova “prisão” para newsletters

Quem hospeda uma newsletter paga no Substack precisa ficar atento à nova oferta de assinaturas pelo aplicativo do iOS. A plataforma publicou uma página de perguntas e respostas (em inglês) da mudança.

A Apple obriga todos os apps que oferecem conteúdo digital pago a usar o seu sistema de pagamentos — aquele que cobra uma taxa de 15% a 30%. O Substack aproveitou a brecha da recente decisão de um processo movido pela Epic Games, nos EUA, para adequar seu app à regra da App Store, dando a opção (padrão) a quem usa o app do iOS de assinar uma newsletter pela web, evitando a taxa da Apple.

O problema é que a decisão só vale para os EUA.

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Não limite seu podcast ao Spotify

Tenho topado com podcasts pequenos ou pessoais que só podem ser ouvidos pelo Spotify. (Exemplo.) Intrigado por esse fenômeno, criei um novo podcast no Spotify para descobrir o que está acontecendo.

O Spotify, entre outros serviços, oferece hospedagem para podcasts. É um arranjo similar ao que o Substack tem para newsletters: recursos generosos sem qualquer custo para criar e manter a publicação.

Há uma diferença fundamental, porém. Uma newsletter criada no Substack pode ser acompanhada por qualquer e-mail — Gmail, Outlook, Fastmail, domínio próprio. Já os podcasts do Spotify ficam limitados ao Spotify e, pior, com o feed RSS desativado por padrão.

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Markdown no Bloco de notas do Windows 11

Minha reação instintiva à notícia de que o Bloco de Notas do Windows 11 ganhou suporte à formatação de texto foi de rechaçá-la. Que blasfêmia! Lendo a notícia, porém, pareceu-me algo interessante: a formatação é via Markdown, dá para alternar entre texto formatado e puro clicando em um botão e, o mais importante, desabilitar a formatação por completo nas configurações do app.

(É por essas e outras que é sempre bom ler além do título da notícia. O do blog da Microsoft que anunciou este recurso, por exemplo, não menciona Markdown, o que me fez esperar pelo pior.)

O Editor de Texto, bloco de notas do macOS, oferece formatação rica (formato *.rtf). É horrível. Acho que só a uso quando abro o aplicativo pela primeira vez após reinstalar o sistema ou ao ligar um computador novo. Minha primeira atitude é trocar o padrão para texto puro, nas configurações.

Dito isso, adoraria que o Editor de Texto do macOS tivesse suporte nativo a Markdown, nem que fosse apenas um destaque de sintaxe, ou seja, sem a renderização da formatação.

Voltando ao Bloco de Notas do Windows, soube que a versão que vem sendo atualizada pela Microsoft com coisas legais (Markdown) e questionáveis (Copilot/IA) nos últimos três anos é, na real, um aplicativo novo. E que o antigo, aquele que passou mais de duas décadas abandonado pela Microsoft, continua acessível em C:\windows\system32\notepad.exe. E que se o novo for desinstalado, o antigo vira padrão automaticamente. É bom ter um becape quando grandes mudanças atingem um software até então confiável.

(Pelo menos é oque diz este comentarista do Ars Technica. Não tenho um PC com Windows para verificar as informações.)

A Mozilla anunciou o encerramento do Pocket, um dos serviços pioneiros do tipo “para ler depois”.

A partir de 8 de julho, o Pocket não permitirá mais salvar, ou seja, ficará em “modo leitura”. Os dados poderão ser exportados até 8 de outubro de 2025. Depois dessa data, eles serão apagados.

Segundo a empresa, “a maneira como as pessoas usam a web evoluiu”, o que justificaria o redirecionamento de recursos para “projetos que combinam mais com os hábitos de navegação e necessidades online”.

O PC do Manual tem uma instância do Wallabag, uma boa alternativa ao Pocket. Para usá-la, precisa ser assinante do Manual.

O Signal encontrou uma solução genial para blindar seu aplicativo do Recall, o spyware oficial da Microsoft para o Windows 11: classificar o app como protegido por direitos autorais (DRM), tal qual o da Netflix, o que o impede de ser “fotografado”/aparecer em prints — incluindo os do Recall.

Recall, caso tenha se esqueci, é um recurso de “IA” que a Microsoft anunciou em maio de 2024, para computadores Copilot+, que tira prints da tela a cada poucos segundos e cria um arquivo pesquisável. Tipo um spyware. O lançamento foi adiado diante da repercussão, mas voltou a ser testada em abril e deverá chegar a computadores elegíveis em breve.

Paleta de Comandos é melhor que o menu Iniciar

Logo do Microsoft PowerToys.

Entendo que tradição e poder de marcar têm muito peso, o que explica a comoção em torno de qualquer mudança envolvendo o menu Iniciar do Windows.

O que não entendo é a Microsoft escantear uma ferramenta aparentemente tão legal como a Paleta de Comandos, o mais novo integrante dos PowerToys, conjunto de utilitários (de código aberto!) da própria Microsoft para o Windows. Ela foi lançada na versão 0.90, do final de março.

A Paleta de Comandos é um “lançador”, similar ao Spotlight do macOS. Aperte Win + Alt + Barra de espaço para invocá-lo e digite o que deseja. (É possível mudar esse atalho no teclado nas configurações.)

À primeira vista, não é nada muito diferente de apertar a tecla Win e começar a digitar o nome de um aplicativo ou arquivo. A Paleta de Comandos faz isso também. Só que ela faz muito mais:

  • Executar comandos (usando o comando >).
  • Alternar entre janelas abertas.
  • Realizar cálculos.
  • Acessar sites ou fazer pesquisas na web.
  • Executar comandos do sistema.

Outra característica legal é que ela é extensível. A própria Paleta de Comandos tem um “criador de extensões” baseado em perguntas de um formulário. Quem tem intimidade com código pode criar com mais precisão. Não manja nada? Dá para pesquisar e instalar extensões.

Aqui do outro lado, no macOS, nunca uso o mais próximo que a Apple oferece do menu Iniciar, o Launchpad. (Ou é a Dock?) Sempre uso o Spotlight mesmo e, salvo raras ocasiões em que me esqueço do nome de um app de uso esporádico, é o modo mais rápido de abrir qualquer app no computador.

Meu comportamento é fora da média? As pessoas realmente abrem o menu Iniciar (ou o Launchpad), encontram o ícone do app que querem e clicam com o mouse?

Enfim, fica a dica para quem usa Windows: Paleta de Comandos. O app é gratuito.

Maestral: App alternativo para sincronizar arquivos com o Dropbox

Logo do Maestral: contorno branco de uma asa contra fundo verde escuro.

Lembra quando o Dropbox era um aplicativo pequeno, ágil e que só servia para sincronizar e guardar arquivos na nuvem? Saudades… Hoje, ele é um monstro pesado e cheio de funcionalidades corporativas. Talvez tenha sido necessário transformá-lo nisso, o que não consola quem só quer sincronizar arquivos e guardá-los na nuvem.

O Maestral é um cliente alternativo para Dropbox, de código aberto, escrito em Python e que promete ser leve. Segundo o site oficial, “ele fornece ferramentas poderosas de linha de comando, suporta padrões gitignore para excluir arquivos locais da sincronização e permite a sincronização de várias contas do Dropbox”. Bom demais!

Aos entendedores, além da linha de comando, o Maestral oferece apps com interfaces gráficas nativas (Cocoa no macOS, Qt no Linux). Com isso, os desenvolvedores conseguem chegar a um aplicativo ~90% menor que o oficial e que consome, em média, 80% menos memória do dispositivo. (Esse último dado, porém, varia muito de acordo com o espaço que seus arquivos ocupam no Dropbox.)

Dois alertas importantes para quem quiser dar uma chance ao Maestral:

  • Recursos avançados do Dropbox — a saber: Paper, gerenciamento de equipes e configurações de diretórios/pastas compartilhadas — não são suportados.
  • O Maestral usa a API pública do Dropbox, que não suporta transferências parciais de arquivos (“binary diff”). Isso acarreta em um uso mais intenso de dados.

E, claro, tenha em mente que é um app extraoficial.

Quem usa macOS pode baixar um instalador, contendo a interface gráfica (GUI) do Maestral. No Linux, existem dois caminhos menos amigáveis: via PyPI (GUI opcional) e imagem Docker (somente linha de comando). Todas as informações estão nesta página (em inglês).

Logo do Firefox. Silhueta de uma raposa de fogo envolta em um círculo azul.

O Firefox 138, lançado nesta terça (29), traz o aguardado gerenciador de perfis. A documentação oficial (em inglês) explica que “criar vários perfis permite que você mantenha dados de navegação, temas ou configurações separados para diferentes propósitos, como trabalho e uso pessoal”.

Há, também, novas opções de contraste com foco em acessibilidade e, no Windows 11, menus de contexto passam a ter aquele aspecto translúcido, padrão no sistema. Notas de lançamento e download.

MusicBrainz Picard identifica músicas de arquivos *.mp3 e corrige metadados automaticamente

Ícone/logo do Picard.

Na minha primeira tentativa de trocar o streaming por arquivos *.mp3, um dos problemas com que me deparei foi o de organização: como padronizar os metadados das músicas?

A solução que me era conhecida à época, editar manualmente cada canção, era impraticável. Quem tem tempo para isso?

Na segunda (e, desta vez, bem sucedida) tentativa, em 2024, topei com um aplicativo gratuito que é quase bom demais para ser real, o MusicBrainz Picard (Linux, macOS, Windows).

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O undercut-f1 é um aplicativo de linha de comando (TUI) que exibe dados de corridas…

Terminal exibindo a classificação de uma corrida de Formula 1.

O undercut-f1 é um aplicativo de linha de comando (TUI) que exibe dados de corridas de Formula 1 — em tempo real ou em sessões de replay. Ele exibe tempos por setor com cores para melhores tempos pessoais e gerais, tipo de pneus, distância entre os pilotos e para o líder e informações da corrida. Além, óbvio, da classificação.

Pinta 3.0

Logo do Pinta: pincel inclinado ao lado de uma bisnaga de tinta.

Saiu o Pinta 3.0, nova versão do editor de imagens levinho, tendo como destaque a migração para o GTK 4 e a Libadwaita — em outras palavras, a bem-vinda modernização do aplicativo para o Gnome.

Embora isso, por si só, já traga uma série de melhorias “de graça” ao Pinta, não é a única. Há novidades visíveis (novos ícones, menu, seletor de cores e camadas inteligentes) e por baixo dos panos (ajustes dinâmicos para diferentes tamanhos de e orientações de tela, suporte a gestos, mais velocidade e, espera-se, menos falhas).

O suporte a add-ins, que havia sido removido temporariamente na série 2.x, está de volta. Por ora, apenas dois fizeram a “passagem”, mas os desenvolvedores dizem que “é provável que mais sejam portados para esta versão e lançamentos futuros”.

A origem do Pinta remonta ao Paint.NET do Windows, ou seja, a proposta é ser um editor de imagens simples, mas nem tanto; o elo perdido entre o Paint e o Photoshop. O código é aberto e o app é compilado para Linux, macOS (agora com suporte a chips Apple), OpenBSD e Windows.

Música ambiente no iOS 18.4 e o retorno ao app Música

Com todas as atenções voltadas à liberação da Apple Intelligence no Brasil e em outros mercados, uma novidade do iOS 18.4 quase passou batida: botões de música ambiente direto da Central de Controle.

São quatro: Dormir, Relaxante, Produtividade e Bem-estar. Eles se somam aos sons de fundo que estrearam no iOS 15, em 2021, para reforçar o arsenal de defesa das pessoas atordoadas com a barulheira do mundo contemporâneo. Obrigado, Apple! 🙏

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