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LineageOS 18.1 leva Android 11 a celulares antigos

O LineageOS, um projeto que mantém o Android atualizado em uma ampla gama de celulares, muitos deles já abandonados pelas fabricantes, chegou à versão 18.1 esta semana, levando o Android 11 a muitos celulares. Via Lineage (em inglês).

Google cortará pela metade taxa cobrada de desenvolvedores na Play Store

A partir de 1º de julho, o Google passará a cobrar 15% sobre itens digitais e serviços de apps distribuídos pela Play Store até US$ 1 milhão em vendas em cada ano. A nova política, que representa um corte de 50%, vale para todos, do desenvolvedor indie que vive do app à Netflix e ao Spotify. O que passar de US$ 1 milhão no ano será taxado em 30% (e somente o excedente, ou seja, o primeiro milhão continuará taxado em 15%). Via Android Developers Blog (em inglês).

Eu esperaria algo assim da Apple, dado o histórico das duas empresas. A solução que a Apple inventou para aliviar a pressão sobre o monopólio da App Store é super complicada e coloca desenvolvedores cujo faturamento anual ronda US$ 1 milhão em um dilema que poderia ser evitado — cessar as vendas para não furar o teto e perder o benefício, ou furá-lo e ter todo o faturamento do ano taxado em 30%?

Barinsta, um app alternativo de Instagram, de código aberto, para Android

Você ainda usa Instagram (eu larguei)? O Barinsta é uma boa alternativa de código aberto para Android. Transcrevo a descrição do projeto:

Se você não publica posts ou stories no Instagram, mas ainda tem que usá-lo para manter contato com pessoas e conteúdos, agora existe uma alternativa: o Barinsta é um belo aplicativo para usar o Instagram, removendo a maioria das chateações [do app oficial] (anúncios, sugestões, abas inúteis) e te dando mais controle sobre os seus dados.

É possível usá-lo até sem conta/fazer login, embora assim a experiência fique mais limitada. Além de não permitir postagens, outra limitação sinalizada pelos desenvolvedores é a impossibilidade de se criar “threads” nas mensagens diretas.

O Barinsta é gratuito e está disponível na loja de apps F-Droid (não conhece? Leia isto).

Aplicativos alternativos não costumam ser bem vistos pelo Instagram, então use o Barinsta por sua conta e risco. Os desenvolvedores pedem apenas para que ele não seja usado com VPNs, porque o Instagram vê variações no IP como ação de robôs. Tudo indica ser um app seguro (caso contrário não o divulgaria aqui), mas vale sempre o aviso: use-o por sua conta e risco.

App facilita abandonar o WhatsApp

O app Watomatic (Android, gratuito e de código aberto) ajuda a tornar a saída do WhatsApp menos dolorosa. Com ele, é possível configurar uma mensagem automática que é enviada toda vez que alguém manda uma mensagem para você pelo WhatsApp — vale para grupos também. O Watomatic age a partir das notificações; para ele funcionar, o WhatsApp precisa estar instalado e com permissão de exibir notificações no Android. Segundo o criador do app, ele está quase todo traduzido para o português. Dica de um leitor anônimo.

A loja de apps para Android de um mundo ideal existe

Mascote/logo do F-Droid, grande e com um "C" invertido no peito, contra um fundo azul.

Um dos grandes diferenciais do Android em relação ao iOS que ainda resistem à convergência dos dois sistemas, que a cada nova versão ficam cada vez mais parecidos, é o suporte a lojas de aplicativos alternativas. Se no iOS você só pode baixar apps da App Store, no Android é possível instalar lojas alternativas. Não é simples habilitá-las e a hegemonia da Play Store, a oficial do Google que já vem pré-instalada, deixa pouco espaço para rivais, mas a possibilidade existe e viabiliza o surgimento de pequenas pérolas, como o F-Droid.

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Nubank libera pagamentos com Google Pay

O Nubank, apesar de ser todo moderninho, até hoje resistia à integração com carteiras digitais de celulares, como Apple Pay e Google Pay. Parece que isso mudou. Nesta terça (23), a fintech liberou a integração dos seus cartões de crédito ou débito ao Google Pay, o que permite que usuários de celulares Android elegíveis façam pagamentos com o cartão apenas aproximando o celular das maquininhas. Via Nubank.

App com +10 milhões de download é removido da Play Store por conter malware

O Google removeu o app Barcode Scanner da Play Store. Com mais de 10 milhões de downloads, ele servia para ler QR codes. Aparentemente, o app foi vendido em 2020 a uma empresa chamada LavaBird, que achou que seria uma boa ideia incluir no app, em novembro, um código que passava a abrir anúncios no celular do usuário. Via Malwarebytes (em inglês), Android Police (em inglês).

» O Google não excluiu o aplicativo dos celulares de quem já o baixou. Se você tem o Barcode Scanner instalado, é uma boa ideia removê-lo.

» É bem provável que o app da câmera nativo do seu aparelho consiga ler QR codes. Verifique. Se sim, é um app a menos para ocupar espaço e gerar esse tipo de brecha no seu celular.

Primeira olhada no Android 12

Três prints do suposto Android 12, mostrando os widgets de conversas e os novos indicadores de microfone e câmera.
Imagem: XDA-Developers/Reprodução.

Ainda estamos longe do Android 12, mas, segundo o XDA-Developers, a nova versão do sistema do Google terá esse visual. Lembra um bocado a One UI da Samsung. Os prints já revelam novos recursos: um widget de conversas e indicadores de uso do microfone e da câmera, similares aos do iOS 14. As imagens não foram confirmadas, porém. Via XDA-Developers (em inglês).

5,05% dos brasileiros baixaram o app que avisa quem teve contato com infectados pelo coronavírus

No início da pandemia, Apple e Google se uniram para criar um sistema de rastreamento de contatos (depois, rebatizado para notificação de exposição) em celulares a fim de ajudar a identificar e isolar pessoas que tiveram contato com infectados pelo SARS-CoV-2, o novo coronavírus. Apesar do esforço, quase um ano depois a sensação geral, aqui e lá fora, é de que a solução “prometeu muito e não entregou” (em inglês).

Parte dessa promessa não cumprida tem a ver com a baixa adesão dos usuários. Estudos apontam que, para ser eficaz no controle da pandemia, pelo menos 60% dos habitantes de um país precisam baixar e usar o app oficial compatível com o sistema da Apple/Google, mas que mesmo adesões mais modestas, na casa dos 20%, ainda têm impacto positivo na luta contra a COVID-19. O problema é que nem mesmo essas porcentagens menores foram alcançadas na maior parte do mundo.

No final de dezembro, pedi ao Ministério da Saúde os números da notificação de exposição no Brasil. (Por aqui, cabe sempre lembrar, o recurso está embutido no app Coronavírus SUS.) Segundo a pasta, até 21 de dezembro o app teve 1,99 milhões de downloads no iOS e 8,7 milhões de downloads no Android, ou seja, 10,69 milhões de downloads (que não é o mesmo que usuários ativos), ou 5,05% da população brasileira.

Questionei, ainda, se havia números relacionados à notificação de exposição no país, como o de alertas emitidos. Em resposta, o Ministério da Saúde informou que “as notificações de exposição aos usuários são realizadas uma vez ao dia”, e que “para manter os usuários seguros, a apreciação do quantitativo de notificações ainda não estão sendo divulgadas.”

Esta é uma daquelas situações que explicitam as limitações da tecnologia ao lidar com problemas complexos de ordem social, neste caso potencializadas pela divulgação tímida do app, talvez fruto do descaso do governo federal no enfrentamento da pandemia. Para piorar, a notificação de exposição tem um impacto severo na autonomia dos celulares — no meu, um iPhone 8 com três anos de uso, ele devora ~17% da bateria.

Facebook domina telas iniciais de celulares no Brasil; Among Us e Snaptube são as surpresas

Apenas três aplicativos estão na tela inicial de +30% dos celulares brasileiros — os três do Facebook. Este dado vem da edição 2020 da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, realizada com 2.003 participantes no final de novembro. Os resultados refletem 2020: Uber caiu bastante (5 pontos percentuais), TikTok foi o que mais cresceu, Telegram também ganhou posições e Among Us apareceu no radar de popularidade (entre 2 e 4% dos celulares).

Chama a atenção a presença do Snaptube, primeiro app não distribuído pela Play Store que entra no radar da pesquisa. Não à toa: ao longo do ano, a Shenzhen DYWX Tech Co., empresa dona do aplicativo, despejou dinheiro em posts patrocinados de sites de tecnologia. O Snaptube baixa vídeos do YouTube. Via Mobile Time.

Notificações granulares de aplicativos de celulares

Prints das telas de configuração de notificações dos apps Duolingo, Nubank e Magazine Luiza.
Duolingo, Nubank e Magazine Luiza oferecem notificações granulares.

Notificações são ótimas quando bem usadas. Com elas, podemos monitorar muitos lugares ao mesmo tempo, agindo sob demanda. Pena que o “bem usadas” seja raro e, na ânsia de gerar engajamento, a maioria dos aplicativos abuse do recurso, deteriorando a sua utilidade.

Senti isso quando baixei o aplicativo do Zoom (o comparador de preços, não o de videochamadas) para ser avisado, por notificações, dos alertas de preços que havia configurado. Recebia mais notificações de conteúdo produzido pelo Zoom do que de alertas de preços. Nada contra o conteúdo do Zoom, mas não foi para isso que baixei o app.

Alguns aplicativos oferecem configurações granulares de notificações. Em vez da opção binária embutida no sistema (mostra notificações ou não), eles permitem selecionar quais tipos de notificações deve enviar ao usuário. Idealmente, aplicativos só mandariam notificações estritamente necessárias, mas num cenário não ideal, a configuração granular, como os exemplos acima mostram, é a melhor saída.

Down Dog lança app de meditação

A família de apps Down Dog, famosa pelo de ioga, ganhou um novo membro: o app de meditação. Ele já chega traduzido em português (inclusive a narração das meditações guiadas) e ficará gratuito pelo menos até julho de 2021. Destaque para o ícone: é um cachorrinho meditando! Para Android, iOS e web.

Google lança serviço de assinaturas de apps e jogos para Android no Brasil por R$ 9,90/mês

O Google lançou no Brasil, nesta segunda (7), o Play Pass, um serviço de assinatura de apps e jogos para Android. Custa R$ 9,90 por mês ou R$ 89,99 por ano, e dá acesso a +650 apps e jogos — sem anúncios nem compras in-app. Essa assinatura pode ser compartilhada com até cinco pessoas do grupo familiar.

O Play Pass é parecido com o Apple Arcade, mas inclui apps e os jogos não são exclusivos. Aliás, há títulos muito renomados no catálogo, como Monument Valley, Terraria e Stardew Valley, e o Google inclui novos jogos e apps todo mês. Via Google.

O app para Android do ano foi o streaming de música da dona do TikTok

O Google tem uma votação popular, feita todo ano, para eleger o melhor app para Android. No Brasil, o app escolhido pelo povo foi o Resso. Não conhece? É o streaming de músicas da ByteDance, a dona do TikTok, lançado oficialmente em março. Vai vendo…