A Apple anunciou versões para iPad dos seus aplicativos profissionais, Final Cut Pro (para vídeo) e Logic Pro (para músicas). Eles serão lançados em 23 de maio.
O mais curioso é que, pela primeira vez, a Apple venderá um aplicativo próprio no modelo de assinatura. Ambos custarão US$ 4,99 cada por mês — na “cotação Apple”, em torno de R$ 30/mês. Via Apple (em inglês).
O Telegram disparou uma mensagem em seus canais oficiais, nesta terça (9), pedindo aos usuários para que pressionem deputados para votarem contra a aprovação do projeto de lei.
A mensagem do Telegram traz trechos que alegam que o PL “matará a internet moderna” se aprovado, e que “brasileiros merecem uma internet livre e um futuro livre”.
O tom da mensagem, de ameaça, é polvilhado por vários trechos questionáveis ou de desinformação pura.
É uma escalada na oposição acirrada que as empresas afetadas, como o Google, tem feito ao projeto de lei.
Atitudes como essa do Telegram reforçam a necessidade de regulação das plataformas digitais no Brasil. A mensagem institucional do Telegram está no mesmo nível das que as plataformas deveriam elas próprias combaterem. Por mais que o PL 2630/20 tenha problemas, nada justifica um ataque baixo e gratuito do tipo. Via @TelegramBR/Telegram.
Atualização (16h13):No plenário da Câmara, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do PL 2630/20, disse que irá à Justiça contra o Telegram.
Atualização (16h51): A Meta publicou uma nota refutando a citação a ela pelo Telegram. “A Meta refuta o uso de seu nome pelo Telegram na referida mensagem, e nega as alegações no texto.” Imagine estar tão errado no seu argumento para que a Meta, em plena campanha de lobby buscando alcançar o mesmo resultado que você, venha a público para se distanciar.
Em fevereiro lancei meu primeiro livro, As neurofiandeiras de Val, uma ficção científica leve. Foi uma auto-publicação, em formato e-book apenas.
Acredito que, hoje, esse é o caminho mais viável para um escritor estreante. O convencional, de ficar batendo na porta de editoras e implorando para ser lido, é entediante, então nem cogitei essa opção.
Auto-publicar não é algo novo. O estigma de que quem se auto-publica é porque não conseguiu uma editora é ao mesmo tempo verdadeiro — na maioria dos casos — e irrelevante, porque a auto-publicação me parece um excelente primeiro passo para chamar a atenção de editoras, se esse for o seu objetivo.
Acho que ainda faltam referências e exemplos do caminho da auto-publicação, por isso resolvi escrever esse texto, para contar o meu caso, para compartilhar minha experiência de iniciante para que outros possam ver as escolhas que tomei, o dinheiro que gastei e os resultados alcançados.
A Câmara deve votar nesta terça (9) a urgência do projeto de lei 2370/2019, da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que trata da remuneração de empresas jornalísticas pelas empresas de tecnologia.
O tema era parte do PL 2630/2020, o PL das fake news, e um grave ponto de discordância entre os deputados. O “fatiamento” do tema foi acordado entre as lideranças da Casa e contou com o aval do relator do PL das fake news, Orlando Silva (PCdoB-SP).
Enquanto isso, nos Estados Unidos o Google fechou um acordo em que pagará US$ 100 milhões com o New York Times, maior jornal do país (e provavelmente do mundo), em um contrato de três anos.
O episódio serviu de combustível para críticas no Brasil. No Twitter, Orlando disse:
Curiosa a postura do Google. Nos EUA, faz acordo e paga para usar conteúdo jornalístico alheio. No Brasil, isso vira “censura” e vai destruir a internet livre. Acham que somos uma república de bananas! Regulação também é questão de soberania. PL 2630 SIM!
Achei o cutucão estranho. A natureza do acordo entre Google e NYT é puramente comercial, não tenha relação com regulação estatal — o que está se tentando no Brasil.
O Google, aliás, no passado fez acordos do tipo com publicações brasileiras, como Estadão e Folha de S.Paulo, ainda que com cifras muito menores.
Com cerca de dez funcionários, o Bluesky tem sofrido para apagar os múltiplos incêndios gerados pela sua pequena base de usuários, de ~60 mil pessoas.
Semana passada, uma falha no software da rede social combinada com inteligências artificiais gerativas e uma “trend” que inundou os feeds de fotos de bumbuns gerou o caos no Bluesky.
Antes disso, a chegada do jornalista norte-americano Matthew Yglesias, famoso por suas provocações gratuitas, gerou uma chuva de xingamentos e ameaças contra ele. Problema? O Bluesky ainda não tinha um botão de bloquear perfis.
Aqui e ali, há relatos de conteúdo e/ou posts indicando como lidar com neonazistas que teriam conseguido acesso à plataforma.
No sábado (6), talvez temendo dores de cabeça com as quais não pode lidar no momento, o perfil oficial do Bluesky anunciou uma proibição um tanto estranha: chefes de Estado estão proibidos de ingressar na rede.
Enquanto isso, a federação segue desligada, o que na prática faz do Bluesky uma rede centralizada no momento, com apenas um servidor ativo.
Vamos combinar uma coisa? Neste Dia das Mães, está proibido dar jogo de potes de plástico ou panela de pressão para a pessoa maravilhosa que te deu à luz.
Em vez disso, a Insider traz algumas sugestões de presentes que farão sua mãe se sentir bonita e bem consigo mesma. Afinal, ela merece.
A boa crítica exige um conhecimento razoável do objeto que se quer criticar, sob o risco do crítico passar vergonha, gerar ruído e/ou tumultuar o debate.
Nos últimos dias, com o ambiente acirrado devido ao debate em torno do PL 2630/20, o PL das fake news, testemunhamos alguns deslizes meio… complicados.
No dia 1º de maio, Daniela Lima, jornalista da CNN, mostrou ao vivo que não conseguia publicar no Twitter uma mensagem favorável ao PL das fake news.
Naquele dia, o Twitter sofreu uma pane global, evento recorrente desde que Elon Musk demitiu 75% dos funcionários. A pane provavelmente explica a dificuldade que Daniela teve em postar a mensagem.
Ainda não fosse o caso, é preciso cautela antes de fazer esse tipo de acusação, gravíssima. Uma análise do contexto ajuda: o Twitter mal tem representação no Brasil e Musk não havia manifestado qualquer interesse — ou mesmo conhecimento — pelo debate do PL das fake news.
Print: @felipeneto/Twitter.Dias depois, em 5 de maio, foi a vez do influenciador Felipe Neto ir às redes denunciar o Google por sugerir, em pesquisas por “lula coroação”, o termo “lula corrupção”. A mesma pesquisa por “bolsonaro coroação” era corrigida para “bolsonaro coração”.
O termo “coroação” estava em alta devido à coroação de Charles III, um evento anacrônico (e brega) ocorrido no Reino Unido no último sábado (6) e que contou com a presença de Lula.
Poderia ser parte da campanha ardilosa do Google contra o PL das fake news? Eh… acho que não.
Felipe afirma em sua postagem que “se trata de um erro algorítmico”, mas não é um erro; é como o algoritmo funciona. Muita gente já pesquisou por “lula corrupção”, o que desengatilha a sugestão do buscador para termos minimamente próximos daquele, como “coroação”. Para Bolsonaro, o “coração” provavelmente vem daquela pataquada de trazer o coração de Dom Pedro II de Portugal para servir de cabo eleitoral na sua fracassada campanha à reeleição.
Em resposta, e mesmo sem culpa, o Google removeu as duas sugestões, de Lula e Bolsonaro.
Ainda hoje, porém, se você pesquisar por “bolsonaro machadinha”, o buscador sugerirá “bolsonaro rachadinha”. Felipe ou qualquer um do lado governista defenderia a tese de que Bolsonaro é perseguido pelo Google?
Nenhuma dessas denúncias equivocadas parece ser intencional, feitas de má-fé. Isso não as isenta de serem classificadas como incorretas, mentirosas, no mínimo carentes de comprovação, o que, em qualquer caso, é grave.
A essa altura do campeonato, são deslizes bobos, equívocos óbvios, e esse pessoal, que deveria ser letrado em internet, parece ter desligado os filtros diante de qualquer evidência, por mais frágil que seja, quando os ânimos acirraram.
No último domingo (30/4), o Brasil conheceu o Discord. Em uma longa reportagem, o Fantástico da Rede Globo denunciou a existência de grupos na plataforma que estimulam e assediam adolescentes a cometerem atos cruéis contra si mesmos.
O Google virou a chave e habilitou as passkeys, ou chaves-senha, para a Conta Google. A ideia desse novo padrão é substituir senhas e o segundo fator de autenticação por um dispositivo: o próprio celular torna-se uma chave física, protegida por biometria ou código de desbloqueio.
A iniciativa é apoiada por todas as gigantes da tecnologia — a Apple implementou suporte às chaves-senha no iOS 16, Chrome e Android já suportam… A promessa é de mais conveniência e maior segurança.
O desafio, porém, é comunicar isso e explicar os cenários improváveis, mas críticos, como o que acontece em caso de perda ou roubo do celular. Até mesmo em publicações especializadas, como o The Verge, muitos leitores/comentaristas manifestam dúvidas e confusão com o padrão.
Em entrevista à Bloomberg, Arvind Krishna, CEO da IBM, disse que a empresa suspenderá contratações de cargos que ele acha podem ser substituídos por inteligência artificial. Nas contas do executivo, em áreas que não lidam diretamente com clientes, como recursos humanos, cerca de 30% dos trabalhadores podem ser trocados por uma IA. São cerca de 7,8 mil cargos que, ainda de acordo com Krishna, serão desativados nos próximos cinco anos. Via Bloomberg (em inglês).
A Automattic anunciou o fim da integração do WordPress.com e do plugin Jetpack com o Twitter. No comunicado oficial, a empresa disse ter tentado, de boa-fé, chegar a um acordo com o Twitter em relação à nova política e aos preços do acesso da API, o que não ocorreu. É uma perda relevante para o Twitter: cerca de 40% dos sites ativos da web usa WordPress.
E é assim, com quebras, interrupções e desacordos, que o Twitter vai deixando de ser uma espécie de “cola” que conectava a internet para tornar-se um depósito de lixo radioativo.
Ah, detalhe: no mesmo comunicado, a Automattic avisou que vem aí a integração dos seus serviços com o Mastodon. Via Jetpack (em inglês).
O Banco Central anunciou duas novidades para melhorar a segurança do Pix:
Notificação de infração, que permitirá às instituições financeiras rotular usuários e chaves Pix como suspeitos de fraudes com detalhamento do tipo de fraude e razão da notificação.
Uma reformulação nos dados disponibilizados às instituições para análises antifraude. Além de um conjunto mais amplo de dados, como os citados acima, o período dos dados disponíveis será ampliado de seis meses para até cinco anos.
As novidades começam a valer a partir de 5 de novembro. Via Banco Central.
A pedido do relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), adiou a votação do PL 2630/20, o PL das fake news. Embora tivesse a prerrogativa para tomar a decisão, Lira ouviu as lideranças da casa. A maioria apoiou o relator. Em seu pedido, Orlando pediu mais tempo para analisar as mais de 70 emendas ao projeto feitas por outros deputados desde a apresentação do parecer final, na última quinta-feira (27). Via Câmara.
O Mastodon mexeu em um aspecto importante do aplicativo oficial. Agora, novos usuários são direcionados à instância dos desenvolvedores, mastodon.social, em vez de serem apresentados à infinidade de instâncias públicas. Talvez seja reflexo do calor que o Bluesky vem dando ou do #maystodon, a campanha para apresentar o Mastodon a mais gente. Embora controversa, acho a mudança boa. O conceito de instâncias/servidores pode ser confuso e sem dúvida afasta muita gente de lá. Via Mastodon (em inglês).