Agora é possível criar links para chamadas de áudio e videochamadas no WhatsApp, um recurso popularizado pelo Zoom e Google Meet.

O objetivo, segundo o WhatsApp, é facilitar o planejamento e o ingresso de pessoas a chamadas de áudio e vídeo. No momento, o WhatsApp aceita até 8 participantes em uma videochamada e 32 em chamadas de áudio.

Ao anunciar a novidade em seu perfil no Facebook, Mark Zuckerberg, CEO da Meta (dona do WhatsApp), disse que a empresa está testando videochamadas com até 32 participantes. Via @WhatsApp/Twitter e @zuck/Facebook (ambos em inglês).

O PicPay atualizou sua política de privacidade para remover um dos seus recursos mais esquisitos: o feed de transações públicas. A novidade vale a partir das versões 11.0.31 (iOS) e 11.0.37 (Android) do aplicativo.

Há dez anos, quando foi lançado, tudo era rede social, então o PicPay tinha uma… rede social, que (por padrão?) exibia todas as suas transações feitas pelo aplicativo a seus contatos, que podiam curtir e/ou comentar.

Já naquela época parecia uma má ideia, mas só agora o recurso foi desativado. (Já era possível “fechar o perfil” anteriormente.) Em um e-mail enviado aos usuários nesta segunda (26), o PicPay explica que usuários que acessarem o seu perfil “não poderão mais ver, curtir e/ou comentar as suas atividades”. Ufa?

Entre 2015 e 2019, o LinkedIn conduziu testes com 20 milhões de usuários para determinar se a sugestão de contatos mais próximos ou mais distantes influenciava nas chances deles conseguirem melhores oportunidades profissionais.

Descobriu que, sim, a teoria da força dos laços fracos funciona, e que o grupo que recebeu sugestões de contatos distantes acabou se dando melhor na hora de conseguir um bom emprego. A pesquisa está atrás do paywall da revista Science.

É inacreditável que pesquisadores, pessoas que julgamos tão inteligentes, tenham mesmo achado que seria uma boa ideia submeter tanta gente a um teste com potencial de alterar vidas sem avisá-las disso.

E nem dá para dizer que é algo inédito. Em 2014, o Facebook fez algo parecido quando dividiu quase 700 mil pessoas em dois grupos e mostrou posts alegres para um deles e posts tristes para outro, a fim de saber se isso teria alguma influência no humor deles. (Spoiler: teve.)

O LinkedIn se defendeu dizendo que seus termos de uso e política de privacidade preveem a realização de experimentos do tipo, o famoso consentimento inadvertido, um absurdo que leis modernas de privacidade, como a nossa LGPD, vedam. Via New York Times (em inglês).

Como criar uma newsletter diária personalizada e realmente útil

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Painel de informações com Raspberry Pi e tela e-ink e outros links legais

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O TikTok ainda é um terreno pouco explorado por políticos. A ByteDance, dona do aplicativo, quer que ele continue assim.

A empresa anunciou uma série de restrições a fim de que “contas pertencentes a governos, políticos e partidos políticos não possam dar ou receber dinheiro por meio dos recursos de monetização do TikTok ou gastar dinheiro promovendo seu conteúdo”.

Recursos de publicidade serão desativados automaticamente para essas contas. Além disso, elas não terão acesso a recursos de monetização, como moedas e brindes em lives e links de e-commerce. Em breve, também serão proibidos de arrecadar fundos (leia-se: pedir dinheiro) em vídeos em lives. Tudo isso se soma à proibição, já existente, de impulsionarem conteúdo.

Haverá exceções para contas de governos em campanhas institucionais, como impulsionar posts de campanhas de vacinação. Via TikTok.

O Audacity 3.2 finalmente ganhou versão nativa para chips Apple (M1/M2). A grande novidade — para todas as plataformas — é o suporte a efeitos em tempo real, incluindo plugins VST3. Explicações em vídeo e documentação (em inglês). Via Audacity, OMG! Ubuntu! (em inglês).

O Google quer resultados melhores em seu buscador. Talvez seja impossível

Para muita gente, o buscador do Google é um portal para a internet. Não é raro encontrar gente que, em vez de escrever “manualdousuario.net” na barra de endereços do navegador, procura por “manual do usuário” no Google e clica no primeiro link.

Esse comportamento não passa despercebido por outras empresas, marqueteiros, gente que publica conteúdo na internet. Estar bem posicionado no Google em buscas por palavras-chaves ligadas ao seu negócio pode, muitas vezes, ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.

Ocorre que essa percepção entupiu a web de páginas criadas sob medida para atrair públicos mais propícios a comprar um produto ou contratar serviços. O valor da informação fica em segundo plano, frustrando as expectativas do curioso usuário do Google, que explica de modo didático como isso se dá:

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Três dias depois de anunciar o TikTok Now, seu clone da BeReal, nos Estados Unidos, a ByteDance lançou no domingo (18) um aplicativo dedicado ao recurso no resto do mundo. (Só encontrei o link do do iOS, embora a documentação oficial mencione a versão para Android.) Download para iOS e Android.

Com poucos dias no ar e sem muita repercussão (não rolou nem um comunicado à imprensa), o TikTok Now já galga os rankings de mais baixados nas lojas de aplicativos. A consultoria Sensor Tower disse ao The Verge na quinta (21) que ele estava entre os dez mais baixados da categoria redes sociais em 39 países e no top 100 geral em 24 países.

No Brasil, na manhã desta quinta (22), o TikTok Now para iOS estava em 7º lugar na categoria redes sociais da App Store, da Apple, e em 115º lugar no ranking dos aplicativos gratuitos mais baixados. Via TechCrunch e The Verge (ambos em inglês).

Post livre #335

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

O Gnome 43 está disponível. A nova versão do ambiente gráfico destaca o novo menu de configurações rápidas no canto superior direito e uma nova leva de aplicativos adaptados ao GTK 4 e libadwaita, incluindo o Arquivos (Nautilus). Não menos importante, o som de alerta padrão mudou — dizem os que ouviram, para um mais agradável.

O Gnome 43 fará sua estreia para valer no Fedora 37, que já está em beta e deve chegar à versão estável no final de outubro. Distribuições Linux do tipo “rolling release” devem disponibilizá-lo antes. Aos curiosos, dá para baixar a imagem do Gnome OS e rodá-la virtualizada no Boxes. Via Gnome (em inglês).

A Nvidia anunciou sua nova geração de chips gráficos, a linha GeForce RTX 40. O topo de linha, RTX 4090, é de duas a quatro vezes mais potente que o RTX 3090 TI. No Brasil, a placa de vídeo custará R$ 15 mil. (A versão mais simples, RTX 4080 de 12 GB, sairá por R$ 8,2 mil.) Elas começam a ser vendidas já no próximo dia 12 de outubro.

Um detalhe curioso é o consumo energético dessas placas. (É um assunto tão fora do meu dia a dia que sempre me impressiono quando topo com esses números.) O chip RTX 4090 consumirá 450 W para rodar. É… bastante coisa. Para colocar o gasto em perspectiva, o notebook em que escrevo estas palavras consome 10 W em média, com picos de 20 W.

A desvalorização das criptomoedas gerou um excedente de placas de vídeo no mercado após um longo período de escassez e preços elevados. Com placas sobrando e os preços de referência das novas placas nas alturas (lá fora também; a GTX 4090 custará insanos US$ 1,6 mil nos EUA), tem gente se perguntando para quem são essas placas. Algum palpite? Via Nvidia (em inglês), Tecmundo.

A Mozilla conduziu uma pesquisa para atestar a efetividade das ferramentas de feedback negativo do YouTube, aquelas em que o usuário sinaliza não ter gostado ou não querer mais recomendações similares.

Sem surpresa, o resultado é péssimo (íntegra em PDF). A mais efetiva, a sinalização “Parar de recomendar este canal”, só preveniu 43% de novas recomendações erradas. A pior, o botão de não curti, apenas 11%.

O YouTube, via porta-voz, reclamou que a Mozilla “não entende” o funcionamento da plataforma, que não tem por objetivo remover por completo qualquer canal ou tipo de vídeo. Acho que a Mozilla entende muito bem e esse é o problema: as ferramentas de controle do YouTube são ruins. Essa sensação foi confirmada por entrevistas qualitativas que os pesquisadores fizeram com uma amostragem dos usuários voluntários que ajudaram no estudo.

Os botões de feedback negativo do YouTube parecem com aqueles botões físicos de semáforo de pedestres — não funcionam. Qualquer um que já tentou extirpar um canal popular indesejado do algoritmo de recomendações do YouTube sabe disso. Via Mozilla, The Verge (ambos em inglês).

O YouTube deu um passo importante na briga dos vídeos curtos. Nesta terça (20), a plataforma de vídeos do Google anunciou que, a partir de 2023, dividirá a receita de anúncios veiculados nos Shorts com os criadores de conteúdo. Esses ficarão com 45% do valor. Nem TikTok, nem Instagram dividem receita de publicidade com os criadores.

O anúncio traz outras novidades:

  • Uma nova faixa do programa de parcerias, com critérios mais baixo, que dá acesso a algumas ferramentas de monetização;
  • Licenciamento e divisão de receita publicitária de músicas comerciais.

O lance das músicas já está em beta nos Estados Unidos e chegará a mais países em 2023. As novidades dos Shorts chegam em 2023. Via YouTube (em inglês).